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Renforcement de l’attractivité des métiers de l’éducation

Annexe 15 : Description des missions du responsable de mention, des binômes et du directeur des études

3.2 Renforcement de l’attractivité des métiers de l’éducation

A experiência ambiental oferecida no Instituto Inhotim apresenta práticas que correspondem ao conceito de sustentabilidade atual, o qual implica, conforme Sanchez (2014 p. 45), numa “[...] forma socialmente justa de utilização do meio natural que garanta uma convivência harmônica de forma a permitir a perenidade dos recursos naturais renováveis e dos processos ecológicos [...]”, preservando a biodiversidade para as gerações atuais e para as gerações futuras.

O visitante movimenta-se no Parque fazendo caminhadas pelas alamedas, por vias pavimentadas e não pavimentadas e vai conhecendo as galerias e obras, além do contato com espécies botânicas peculiares e lagos ornamentais como se pode conferir na figura 43.

Figura 43: Lago ornamental dentro do Parque. Fonte: Foto de Maria L. W. Pelaes (julho, 2017).

Com 140 hectares de área de visitação, o Parque oferece um serviço de transporte interno com carrinhos elétricos abertos e movidos à bateria. Para tanto, o visitante poderá adquirir, na recepção do Parque, um “passaporte” pago a parte, que lhe dará direito ao uso de transporte motorizado (Período: uma diária). Dirigidos por funcionários que também atuam como guias, estes carros percorrem as alamedas pavimentadas, em trajetos discriminados no Mapa do Parque (vide Anexo D), o qual pode ser adquirido gratuitamente na entrada.

2.6.1 Reflexões sobre o desenvolvimento sustentável.

Com o fortalecimento dos movimentos ambientais durante os anos 80, os Governos Nacionais passaram a incorporar novos instrumentos na condução de suas políticas públicas de forma a buscar compatibilizar crescimento econômico e preservação do meio ambiente.

A partir desta nova percepção, muitos setores foram pressionados a mudar os métodos e os processos tradicionais de produção para se adequar às novas demandas da sociedade por produtos ambientalmente saudáveis que, em muitos casos, passaram a representar o principal segmento de vendas de inúmeras empresas cujos esforços de marketing e comercialização, convergiam para alcançar os cada vez mais numerosos “consumidores verdes”. (THORSTENSEN, 1998).

Para James Lovelock (2006):

O desenvolvimento sustentável é um alvo móvel. Representa o esforço constante em equilibrar e integrar os três pilares do bem estar social, prosperidade econômica e proteção ambiental em benefício das gerações atuais e futuras. (LOVELOCK, 2006, p.17).

Quanto aos conceitos relacionados com o meio ambiente, os autores Hill, Wilson e Watson (2003), contribuem com o conceito de Sustentabilidade, referindo-se às maneiras de se pensar o mundo e as formas de prática pessoal e social que levam a: indivíduos com valores éticos, autônomos e realizados; comunidades construídas em torno de compromissos coletivos, tolerância e igualdade; sistemas sociais e instituições participativas, transparentes e justas; e práticas ambientais que valorizam e sustentam a biodiversidade e os processos ecológicos de apoio à vida, conforme os estudos de Philippi Jr. e Pelicione (2005):

[...] há uma crescente consenso da necessidade de aplicação de enfoque sistêmico e harmônico para as dimensões sociais, econômicas, institucionais e ambientais, com estratégia viável para busca da justiça social e proteção ambiental (PHILIPPI JR; PELICIONE, 2005, p. 66).

A própria Organização Mundial do Comércio, em seu preâmbulo, inova ao incorporar o conceito de desenvolvimento sustentável. O acordo de Marraquexe foi um acordo internacional multilateral assinado na cidade de Marraquexe, Marrocos, em 15 de abril de 1994, que determinou a criação da Organização Mundial do Comércio-OMC.

O Acordo de Marraquexe, estabelecido para a OMC, determina que:

As partes reconheçam que as suas relações na área do comércio e das atividades econômicas devem ser conduzidas com vistas à melhoria dos padrões de vida, assegurando o pleno emprego e um crescimento amplo e estável do volume de renda real e demanda efetiva, e expandindo o uso ótimo dos recursos naturais de acordo com os objetivos do desenvolvimento sustentável, procurando proteger e preservar o ambiente e reforçar os meios de fazê-lo, de maneira consistente com as suas necessidades nos diversos níveis de desenvolvimento econômico (ACORDO de Marraquexe, 1994, OMC).

Barbieri (1997) argumenta que inovações ambientalmente saudáveis são aquelas que respeitam o meio ambiente e contribuem para ampliar a capacidade de suporte dos ecossistemas a que elas se aplicam.

As inovações tecnológicas de produto e de processo podem variar de acordo com a importância atribuída à gestão ambiental; quanto mais proativa a organização, mais inovações tecnológicas voltadas ao meio ambiente serão encontradas. Daroit e Nascimento (2000, p. 2) afirmam que "A preocupação ambiental deve resultar em ações que modifiquem o processo produtivo e o produto de maneira a torná-los menos impactantes sobre o meio ambiente".

No mesmo sentido, pode-se afirmar que a Agenda 21 é um importante caminho na consecução da sustentabilidade ecológica e melhoria dos sistemas de produção. Isso deve ser

obtido por meio de tecnologias e processos que utilizem recursos de forma eficiente e que minimizem os refugos durante o ciclo de vida do produto.

Daroit e Nascimento (2000) argumentam ainda que o crescimento da conscientização ecológica, resulta em maiores exigências quanto ao desempenho ambiental dos produtos, além da legislação ambiental que pressiona ações nos processos e produtos. Assim, segundo os autores, essa realidade obriga as organizações a desenvolverem inovações ambientais chamadas de ecoinovações. Estas são observadas como ecoeficientes, onde se torna possível identificar o equilíbrio entre a eficiência dos recursos e a responsabilidade ambiental.

2.6.2 Acordo do Instituto Inhotim - PNUD

Como importante estratégia de sustentabilidade, em 2016 o Instituto Inhotim assinou um documento com o Programa das Nações Unidas, sendo também uma importante iniciativa para o processo de internacionalização do Inhotim. Este documento trata-se de um Memorando de Entendimento em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que tem por meta formular e implementar uma estratégia de sustentabilidade no Instituto, em alinhamento com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os Objetivos Globais.

Para tanto, estiveram presentes no evento o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, o presidente do Conselho de Administração do Instituto Inhotim, Bernardo Paz e o assessor sênior do PNUD, Haroldo Machado Filho. Vide figura 44.

Figura 44: “Inhotim Assina Parcerias para Alinhar Estratégias”. Fonte: http://www.inhotim.org.br/

Em setembro de 2015, o PNUD aprovou o documento que lista 17 objetivos a serem alcançados nos próximos 15 anos, que reúnem três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, ambiental e social. A questão nevrálgica é atingir esses objetivos em escala global, envolvendo também países já desenvolvidos, em busca de novos padrões de produção de consumo que eles já aplicam.

Para o Inhotim, a parceria significa o reconhecimento do trabalho que o Instituto desenvolve ao longo desses 10 anos com seus visitantes, funcionários e comunidade ao redor. Isso acontece por meio das atividades educativas, como o Laboratório Inhotim e o projeto “Descentralizando o Acesso”; atividades ambientais, como o processo de compostagem realizado diariamente; além de parcerias que contemplam estratégias de sensibilização global para os problemas da mudança climática.

O assessor sênior do PNUD, Haroldo Machado Filho, afirmou, durante a cerimônia de assinatura do documento, que visualizou no Instituto Inhotim uma relação direta e prática com os objetivos que a Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável contempla.

Conforme o site do Inhotim, Haroldo Machado Filho esclareceu: “Tenho certeza que essas duas instituições, quando se aproximam, têm muito a contribuir mostrando exemplos concretos de desenvolvimento humano e sustentável” (Disponível em: http://inhotim.org.br/blog/instituto-inhotim-e-pnud-assinam-acordo-para-alinhar-acoes-de-

sustentabilidade/)

Neste sentido, o documento Década da Educação das Nações Unidas para um Desenvolvimento Sustentável da UNESCO (2005) corrobora:

O programa Educação para o Desenvolvimento Sustentável trata fundamentalmente de valores tendo como tema central o respeito: respeito ao próximo, incluindo às gerações presentes e futuras, à diferença e à diversidade, ao meio ambiente e aos recursos existentes no planeta que habitamos. A educação nos torna aptos a nos entendermos, a entendermos o próximo e os vínculos que nos unem ao entorno natural e social. Este entendimento serve de base duradoura para alicerçar o respeito. Junto com o senso de justiça, responsabilidade, exploração e diálogo, o programa Educação para o Desenvolvimento Sustentável objetiva nos levar a adotar atitudes e práticas que permitirão a todos viver uma vida plena, sem carecer do indispensável (UNESCO, 2005, p. 44).

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, também se pronunciou comentando sobre as ótimas expectativas oriundas dessa parceria, relativas à promoção de um debate que qualifique a iniciativa quanto ao alcance do desenvolvimento

sustentável, a erradicação da pobreza, através também de eventos que estimulem a reflexão e a produção de conhecimento sobre os temas listados à Agenda 2030.