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La rencontre décisive avec Haydn, un con tact indirect avec l’Angleterre

PREAMBULE. BEETHOVEN ET LA LANGUE ANGLAISE

III. La rencontre décisive avec Haydn, un con tact indirect avec l’Angleterre

Tendo como princípio a perspectiva da busca da informação centrada no indivíduo, e vista como uma construção pessoal, autores como Wilson (2000) consideraram a busca e o uso da informação como componentes de uma área do conhecimento denominada comportamento informacional. Essa nova terminologia é entendida por Case (2006, p. 293) como mais apropriada para o campo estudos de usuários, por agregar, como componente central desse comportamento, a noção de interação.

Torna-se relevante lembrar a definição de informação no âmbito da CI que, no olhar de Belkin (1978), deverá necessariamente atender a oito requisitos, entre os quais se destaca considerar a informação como um processo de comunicação social entre seres humanos. Este autor introduz o conceito de estado anômalo do conhecimento, assegurando que necessidades de informação, busca e uso da informação constituem o estudo de comportamento informacional.

Do Profissional da Informação é requerido um olhar plural e o seu foco deverá necessariamente estar voltado ao atendimento das necessidades daquele que se posiciona como o cerne da razão da existência de qualquer sistema de informação: o usuário. A função social de facilitar a comunicação entre os produtores e os usuários da informação demanda do Profissional da Informação um estudo acurado do destinatário dos seus serviços, requerendo análise de suas necessidades e características próprias da natureza de cada uma delas. Recorrendo novamente a Allen (1996), salienta-se que este autor mostra que os cientistas se comportam de maneira diferente quando se relacionam, e por isso tanto a comunicação formal como a informal desempenham importantes papéis.

Lembra-se que para o desenho de qualquer sistema de informação é requerido o prévio conhecimento das necessidades de informações às quais o sistema deve responder. Em outras palavras, é primordial a compreensão das necessidades de informação do usuário e a ativação desta compreensão, de maneira que os serviços oferecidos venham a se afinizar com aquilo que o usuário procura, atendendo aos seus requisitos.

A recuperação da informação necessita abordar a informação como um objeto passível e possível de ser organizado e armazenado. O valor da informação depende dos requerimentos de informações e do contexto organizacional. O centro da atenção no estudo das necessidades da informação e do comportamento do usuário para sanar as suas necessidades informacionais permite construir um estoque de informações útil para as comunidades de interesse e de prática.

Estudos relacionados à abordagem sistêmica da informação ressaltam a cognição e capacidade individual e coletiva de interpretar as informações que lhe são disponibilizadas. Recorrendo novamente a Belkin (1978) e o estado anômalo do conhecimento, vale incluir nesta análise, que ao encontrar a informação que necessita, automaticamente o usuário sofre uma alteração no seu estado de conhecimento. Viu-se que o conhecimento organizacional vem sendo compreendido como principal recurso e fonte de vantagem competitiva para as organizações e, embora consagrado como matéria-prima da trama das decisões e do poder, permanece restrito a um pequeno grupo. O conhecimento codificado (rule-based

knowledge) e o conhecimento tácito (tacit knowledge) são cruciais para as

De fato, a característica dinâmica da informação vem exigindo progressivamente que as necessidades dos usuários sejam mapeadas e entendidas em suas particularidades, com o objetivo de prestar contribuição à CI.

Torna-se importante ressaltar que estudos de usuários focavam em conhecer as necessidades dos usuários em matérias de informação ou a avaliação do atendimento das necessidades informacionais pelas bibliotecas e centros de informação. Ampliando significativamente esta ideia, autores como Wilson (2000) e Pettigrew, Fidel e Bruce (2001) compreendem os estudos de necessidades e uso dentro de uma perspectiva mais abrangente, inseridos no campo do comportamento humano e denominados de comportamento informacional. Case (2006, p. 293) discute o termo como a totalidade do comportamento humano em relação às fontes e canais de informação, incluindo as ações ativas e passivas de busca e uso da informação. Courtrigh (2007, p. 275-276) amplia tais discussões, discutindo os diferentes contextos (context-centered models) que têm influência nas práticas informacionais.

No âmbito de uma revisão bibliográfica pode-se dizer que o termo comportamento informacional começou a ser utilizado e discutido quando o paradigma dos anos 1980 foi consolidado pela abordagem mais centrada nos usuários (users-centered paradigm) do que nos sistemas (systems-centered

paradigm). Agora baseados em processos cognitivos, Crawford (1978) defende que

tais processos podem operar em diferentes níveis de consciência ou percepção e, consequentemente, podem não ser sempre claros para a própria pessoa que tem a necessidade. Os novos estudos relacionavam-se, portanto, com as características dos usuários e com as áreas de conhecimento que ofereciam subsídios para melhor compreendê-los. Assim, apresentavam um caráter mais interdisciplinar do que os anteriores. Pettigrew; Fidel e Bruce (2001, p. 47) sustentam que as estruturas de conhecimento representam o centro da visão cognitiva, a qual reconhece a influência do modelo ou visão do mundo do processador da informação nos processos de necessitar, procurar, dar ou usar informação dos quais ele participa.

À terminologia ‘abordagem cognitiva’, adotada por Matheus (2005), no final da década de 1980, sucede a abordagem social, que buscou compreender o contexto sociocultural e a sua relevância para o usuário, tendo se destacado nesse ângulo as estruturas propostas por Chatman (1999): a teoria da pobreza de informações, a teoria do ciclo da vida e a teoria do comportamento normativo. A

abordagem multifacetada, que procura lidar com os diferentes tipos de contextos, como o cognitivo, o social e o organizacional (PETTIGREW; FIDEL e BRUCE, 2001), no início dos anos 1990, toma corpo e se torna objeto de análises.

O comportamento informacional, pois, ganha diferentes tonalidades dependendo da abordagem a que estiver acoplada, seja a abordagem cognitivista, em que o indivíduo é o foco (CRAWFORD, 1978); social, em que o contexto é o foco (CHATMAN, 1999) ou multifacetada, que foca o indivíduo e o contexto ao mesmo tempo (PETTIGREW; FIDEL e BRUCE, 2001).

A discussão sobre a adequação do termo comportamento informacional para se referir aos estudos de necessidades de busca e uso de informação se iniciou no final da década de 1990. Os argumentos a favor do termo se baseavam nas observações de que o comportamento informacional é uma área de pesquisa que fornece um contexto suficientemente amplo de estudo para que se possa compreender melhor as necessidades, a busca e o uso da informação pelos indivíduos, nos mais variados contextos (WILSON, 2000, p. 53).

Os argumentos contrários sustentavam-se na ideia de que o termo comportamento poderia ser inadequado, pelo fato da informação não possuir comportamento: quem se comporta na verdade é o usuário – diante da informação. Kari e Savolainen (2003, apud COURTRIGH, 2007, p. 275) rejeitam a terminologia por a entenderem muito próxima com o paradigma behaviorista da Psicologia. Tais argumentações de certa forma parecem ter fundamentação: mesmo em inglês, o termo apresenta significado truncado. O que foi possível observar foi que a expressão Information Use Behavior, foi, talvez por motivo de conveniência, reduzida para Information Behavior e traduzida para português como comportamento informacional.

Ao término das análises relacionadas ao uso dos termos estudos de usuário

versus comportamento informacional, considerando a inadequação gramatical ou

não, foi verificado que o termo comportamento informacional traz ao termo estudo de usuários certa inovação, a qual parece agradar os pesquisadores da Ciência da Informação.

Esta inovação pode ser uma adaptação às mudanças sociais ocorridas no último século. A priorização do protagonista menor, e a maior importância atribuída às suas necessidades e ao seu comportamento em relação à informação revela um novo olhar da Ciência da Informação sobre esse tema.

Cumpre-se ressaltar, neste instante, que grande parte da força de trabalho mundial encontra-se desenvolvendo atividades voltadas para o processamento da informação, sendo que muitos profissionais não se dão conta de que aí reside o centro de suas atividades. Profissões como o bibliotecário ou o arquivista consagraram-se como responsáveis pelo gerenciamento das informações.

A explosão da informação passou a exigir um posicionamento mais arrojado por parte deste profissional. Para a consecução dessa análise, cumpre examinar, neste passo, o papel por ele desempenhado, investigando a sua atuação e competências, no intuito de responder a algumas perguntas.

Quem é o profissional da Informação? Quais as atividades desempenhadas por ele? Quais as competências que lhe são exigidas? O que mudou com relação ao papel deste profissional? Existe futuro para o profissional da Informação? Reconhece-se a presença de outras profissões no exercício das atividades informacionais? Pretende-se analisar detidamente estas questões no próximo item desta tese.