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Remarks on assessing performance

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Pesquisas realizadas na Base de Dados em Ciência da Informação (BRAPCI), na Biblioteca Eletrônica Científica Digital (SciELO) e no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), segmentadas pelo período compreendido entre 1988 e 2018, tendo as escolas de governo ou especificamente Escolas do Legislativo como objeto de estudo, apresentaram, de forma geral, resultados semelhantes entre si, mas que diferem, em parte, do cenário apresentado por Ranzini e Bryan (2017). Nas pesquisas realizadas na BRAPCI e na SciELO, os resultados foram inexistentes ou próximos a isso. Todavia, as realizadas no CAPES retornaram um número relevante de estudos relacionados às escolas de governo, ainda que, quanto as do legislativo, tenha sido nulo.

Na base BRAPCI, a pesquisa de estudos realizados acerca das escolas de governo, utilizando a expressão de busca “escol* govern*”, retornou cinquenta resultados, mas apenas um deles tinha como objeto de estudo essas entidades. Quando a pesquisa foi realizada utilizando a expressão de busca “escol* legislat*” catorze resultados foram apresentados, mas nenhum relacionado ao objeto do presente estudo. Na biblioteca SciELO, a pesquisa utilizando como expressão de busca ““escola de governo” OR “escolas de governo”” retornou vinte e um

estudos, onde apenas dois desses tinham uma escola de governo como objeto de estudo. Quando a pesquisa foi realizada utilizando a expressão ““escola do legislativo” OR “escolas do legislativo”” apenas um resultado foi apresentado, o qual tinha relação com o objeto de estudo. No portal da CAPES, a pesquisa utilizando como expressão de busca ““escola de governo” OR “escolas de governo”” retornou cento e três resultados, sendo dezoito desses tendo as escolas de governo como temática. Quando a pesquisa foi realizada utilizando como expressão de busca ““escola do legislativo” OR “escolas do legislativo”” ocorreu um retorno de dezenove resultados, mas nenhum desses tinham como objeto de estudo uma ou mais escolas do Poder Legislativo.

Também foram realizadas pesquisas na literatura cinzenta, onde essas concentraram- se na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), mantida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). O objetivo foi verificar se o fenômeno do baixo interesse pela temática também ocorre na produção acadêmico-científica, especificamente em relação à produção de teses e dissertações. Na biblioteca BDTD, a pesquisa utilizando como expressão de busca ““escola de governo” OR “escolas de governo”” retornou cento e vinte e quatro estudos, onde vinte e três desses tinham uma escola de governo como objeto de estudo. Quando a pesquisa foi realizada utilizando a expressão ““escola do legislativo” OR “escolas do legislativo”” houve um retorno de apenas três resultados, dentre os quais dois desses tinham relação com o objeto de estudo.

O resultado condensado encontra-se exposto na tabela 01, apresentada a seguir.

Tabela 01 – Resultado quantitativo de pesquisas realizadas em fontes de produções científicas e acadêmico-científicas

Fontes de produções científicas e acadêmico-científicas Resultados relacionados a escolas de governo Resultados relacionados a Escolas do Legislativo BRAPCI 1 0 SciELO 2 0 CAPES 18 0 BDTD 23 2

Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.

A análise dos resultados das pesquisas realizadas identificou que as escolas de governo, ainda que estejam sendo um objeto de estudo mais comum que outrora, conforme afirma Ranzini e Bryan (2017), é uma temática pouco explorada, e que praticamente não

existem estudos acerca de Escolas do Legislativo. Entretanto, alguns estudos se destacaram nas pesquisas efetuadas e são apresentados a seguir.

Pacheco (2000) apresentou discussões acerca das escolas de governo latino- americanas, sua origem, evolução recente e perspectivas, na qual concluiu que a reforma da administração pública era uma grande oportunidade para essas instituições promoverem a gestão do conhecimento no setor público, através da interação dessas com a sociedade, gerando conhecimento e gerentes mais capacitados frente aos novos desafios específicos do setor público e para o melhor desempenho das organizações públicas.

Passados dois anos, Pacheco (2002) discutiu consequências decorrentes do desafio das escolas de governo de se tornarem centros de excelência em gestão pública, a partir da perspectiva da ENAP, como a necessidade dessas (1) estarem alinhadas às políticas e diretrizes do governo, (2) serem protagonistas quanto à tendências e melhores práticas do mercado, e (3) realizarem filtros e adequações dessas para o ambiente público.

Ferrarezi e Tomacheski (2010) apresentaram resultados parciais acerca do mapeamento das ofertas de capacitação das escolas de governo nacionais integrantes da Rede Nacional de Escolas de Governo, em um estudo que teve como objetivo fornecer informações para a tomada de decisão e a otimização de recursos disponíveis para a capacitação.

Jesus e Mourão (2012) realizaram estudo acerca da temática gestão do conhecimento buscando contribuir com a melhoria de processos de desenvolvimento organizacional em organizações públicas, como as escolas de governo, a partir da comparação entre sete escolas de governo internacionais e uma nacional – a ENAP.

Filatro e Mota (2013) analisaram os desafios de uma escola de governo, no caso a ENAP, quanto aos Ambientes Virtuais de Aprendizagem, abordando aspectos importantes quanto ao processo de contratação de solução tecnológica para a gestão da aprendizagem e do conhecimento.

Tavares-Silva, Dias e Valente (2013) apresentaram e discutiram os quatro suportes utilizados – criação de curso contextualizado e significativo, mediação técnica e pedagógica, participantes responsáveis e envolvidos, e aprendizagem continuada – como apoio às Comunidades Virtuais de Aprendizagem na Escola de Governo e Administração Pública do estado de São Paulo.

Aires et al. (2014) analisaram o cenário brasileiro quanto às escolas de governo existentes, promovendo um levantamento amplo sobre essas, descrevendo-as, analisando-as, e apresentando os resultados segmentados por região e estado.

Wanderley (2016) investigou a atuação do Instituto Superior de Estudos Brasileiros, órgão vinculado ao Ministério da Educação e Cultura, como unidade de ensino e pesquisa, e criado em 1955.

Ranzini e Bryan (2017) objetivaram compreender os diferentes modelos de escolas de governo desenvolvidos no Brasil.

Duran (2017) apresentou a produção disponibilizada pela Revista do Serviço Público que contribuiu para as discussões quanto à profissionalização dos serviços públicos. O autor trouxe uma seção dedicada às escolas de governo, na qual expôs as produções de Berquió (2012) – texto republicado de 1938 em que o autor tratou da criação de uma escola nacional de administração na França e no Brasil –, Gaetani (1994) – artigo que discutiu o processo de formação de gestores das burocracias públicas e sua complexidade, além de aspectos importantes sobre capacitação, remuneração e carreiras –, Santos e Brito (1995) – texto que refletiu acerca do perfil dos servidores públicos envolvidos no processo de reforma administrativa –, Pacheco (2000, 2002) – apresentados anteriormente nesta revisão de literatura –, além de textos reflexivos elaborados pela ENAP e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento.

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