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Relationship between collaborative problem-solving performance and attitudes toward cooperation

a famosíssima 'unidade do homem com a natureza' constitui desde sempre na indústria, sendo de um ou de outro modo segundo o maior ou menor desenvolvimento da indústria em cada época,assim como acontece com a 'luta' do homem com a natureza, até o desenvolvimento de suas forças de produção sobre a base correspondente [grifo nosso]

Um dos aspectos que explicita a distinção do homem capitalista ao pré-capitalista, na sua relação com a natureza é o fato de que, enquanto na sociedade pré-capitalista, o homem detém o produto do seu trabalho, através do controle dos meios de produção e da sua relação direta com a terra, na sociedade burguesa moderna estabelece-se uma relação de dominação de um homem pelo outro, onde um homem para viver é obrigado a vender a sua força de trabalho, ou melhor, vende o seu próprio trabalho e no final do processo não obtém o resultado da produção, não é proprietário do produto do seu trabalho12. Essa transformação revoluciona a relação do homem com a natureza, pois tudo passa a ser mercadoria para a manutenção e ampliação da sociedade capitalista, inclusive a natureza passa a ser valor de troca para o capital. É intolerável, segundo Muntzer (1988), “que todas as criaturas tenham sido transformadas em propriedade, os peixes na água, as aves no céu, as plantas na terra – todas as coisas vivas também precisam tornar-se livres” (Apud, FOSTER, 2005, p. 109). O modo de produção capitalista não encontra obstáculo para se reproduzir. A velha relação do homem com a comunidade e com a natureza, sendo o homem um ser da natureza mediado pela propriedade fundiária, decompõe-se, ante aos imperativos da reprodução do capital. Aliás, a propriedade fundiária exerceu um papel relevante no monopólio da terra – e assim na alienação da terra. Papel análogo ao da dominação do capital sobre o dinheiro. Por esta razão Marx já assistia no feudalismo o princípio da alienação da terra, e daí a sua dominação sobre a maior parte da humanidade ser um elemento essencial da propriedade privada e existir

12Segundo Faladori: enquanto nas sociedades pré-capitalistas o objetivo da produção era obter

valores de uso, nas sociedades capitalistas o objetivo é a valorização do próprio capital (D-M- D'). Evidentemente que nesta relação de venda da força de trabalho estamos pressupondo o comprador direto dela, ous seja, o capitalitsta. Portanto, quando falamos de homem capitalista estamos considerando a relação que se estabelece entre proprietários de meios de produção (capitalistas) e não prorpietários de meios de produção. Disponível em: http//unicamp.br/cemarx/criticamarxista/16chesnais.pdf Acesso em: 10/02/2010 às 12h e 55 min.

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na propriedade de terras feudal, conforme nos lembra Foster.

Daqui a enorme influência civilizadora do capital; sua criação de um nível com a relação ao qual todos os precedentes se apresentam simplesmente como desenvolvimentos locais da humanidade e como idolatria da natureza. Somente com o capital a natureza se torna um puro objeto para o homem, um objeto de utilidade, e deixa de ser reconhecida como força em si; e o próprio conhecimento teórico das suas leis autônomas apresenta-se simplesmente como astúcia capaz de subordiná-la às necessidades humanas, quer como objeto de consumo, quer como meio de produção. Graças a esta tendência, o capital leva a superar quer as barreiras e os preconceitos nacionais, quer a idolatria da natureza, a satisfação tradicional, orgulhosamente restrita entre limites restritos, das necessidades existentes, e a reprodução do velho modo de vive. Em relação a tudo isso o capital atua destrutivamente, opera uma revolução permanente, abre todos os obstáculos que freiam o desenvolvimento das forças produtivas, a dilatação das necessidades, a variedade da produção e a exploração e a troca das forças da natureza e do espírito [grifo nosso]

Sem prejuízo do que mencionamos, é mister sublinhar que Marx, ao contrário do que alguns intelectuais pensam13, criticava

13As críticas ecológicas feitas à Marx, segundo Faladori podem ser compreendidas da seguinte

forma: 1) a que diz respeito às forças produtivas, quando mostra que Marx considerava o desenvolvimento das forças produtivas como positivo em si mesmo, que entendia a produção de uma perspectiva prometéica, que tomava a natureza tão somente como um objeto a ser dominado e que, ao utilizar os conceitos de produção ou de produtividade, não levava em conta os prejuízos que a ação humana poderia provocar na natureza e, b) por, ele, ignorar o papel da natureza na teoria do valor-trabalho. Disponível em: http://unicamp.br/cemarx/criticamarxista/sumario4.html. Acesso em: 10/02/2010 às 12h e 55 min. Para nós é indissociável as questões ecológicas da crítica marxista à sociedade capitalista. Quando Marx desenvolve sua obra, questões ligadas à natureza, de um modo geral, são pressupostas por ele. Marx (2003, p. 139), aludia as questões da degradação da natureza ao desenvolvimento contraditório do capital, assim menciona que: “as contradições ecológicas do capital não se manifestam apenas no campo, nas formas já vistas da rapina do solo, da destruição dos recursos naturais etc., ligadas comum certo tipo de economia agrária, mas se manifestam também e principalmente no ambiente urbano e como consequência direta da industrialização”. Neste mesmo livro, no capítulo V, Economia em el empleo del capital constante, ítem 4, aproveitamiento de los residuos de la produción, Marx já apresenta a sua preocupação pelo aproveitamento dos resíduos da produção e consumo. Atribui aos materiais desperdiçados pelas indústrias, agricultura e pelos excrementos dos homens um papel relevante

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também o uso indiscriminado, a falta de controle e os mecanismos de saques engendrados pela produção capitalista. Todavia, no seu núcleo investigativo, havia a compreensão de que a sociedade capitalista é contraditória por natureza, ou seja, na medida em que se desenvolve nega a sua própria existência.

Na crítica de Engels, no livro “Dialética da Natureza”, também vemos o seguinte:

As populações que derrubavam os bosques na Mesopotâmia, na Grécia, na Ásia menor, e em outras regiões para obter terreno cultivável, não pensavam que deste modo criavam as condições para a atual desolação daquelas regiões, dado que lhes subtraíam, derrubando os bosques, os centros de coleta e os depósitos da umidade. Os italianos da região alpina, utilizando na vertente sul os abetos tão cuidadosamente protegidos na vertente norte, não pressentiam que, deste modo, abriam cominho para o fim da indústria de pastoreiro em seu território; e ainda menos podiam imaginar que subtraiam, assim, as suas fontes alpinas, para a maior parte do ano, aquela água que tanto mais impetuosamente, portanto, teria se precipitado das chuvas [...]. A cada passo nos é lembrado que nós não dominamos a natureza como um conquistador domina um povo estrangeiro vencido, que não a dominamos como quem é estranho a ela, mas que nós lhe pertencemos com carne, sangue e cérebro e vivemos em seu seio: todo nosso domínio sobre a natureza consiste na capacidade, que nos eleva acima das outras criaturas de conhecer suas leis e de utilizá-las de modo mais apropriado.

E, de fato, compreendemos cada dia mais exatamente suas leis e conhecemos cada dia mais quais são os efeitos imediatos e os remotos de nossa intervenção no curso habitual da natureza. Em particular, após os poderosos progressos realizados pela ciência neste século, estamos cada vez mais em condição de conhecer e, portanto de apreender a dominar também os efeitos naturais mais remotos, pelo menos no que diz respeito às novas atividades produtivas habituais. Mas,

para a reutilização. Por exemplo: os resíduos perecíveis, para Marx, poderiam ser utilizados na agricultura, evitando, portanto os alguns problemas urbanos.

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