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Les relations humaines entre les acteurs

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Aplicando os cálculos exemplificados na metodologia para quantificar os riscos, com as ponderações e os valores de medidas centrais, foi estimado o risco total para cada ponto de amostragem, o qual está classificado e ilustrado na Figura 14.

Os pontos P1, P3, P4, P5, P6, e P9 foram classificados como de risco baixo, enquanto que os pontos P7 e P8 foram classificados como de risco moderado. Os riscos totais de cada ponto de amostragem são apresentados na Tabela 9.

Para os pontos P1, P3, P4, P5, P6 e P9, todos os indicadores tiveram médias similares, por isso a faixa de risco dessas áreas foram iguais.

Nessas áreas todas as médias dos indicadores estavam em conformidade com a Portaria 518/2004 do MS, o que denota uma boa qualidade da água de abastecimento, logo o risco do SAA é pequeno, sendo coerente com o resultado da Figura 14.

A existência de uma média de acordo com o padrão de potabilidade, não quer dizer que em todo o momento um determinado ponto de amostragem esteve em conformidade. É necessário ressaltar que para obter a média foram removidos os valores extremos do universo amostral, onde se encontra grande parte das não-conformidades durante o período analisado.

Figura 14 – Mapa de risco do sistema de abastecimento de água de Campina Grande.

Tabela 9 – Risco total do sistema de abastecimento de água de cada ponto de amostragem.

Ponto de Amostragem Risco Total Classificação do Risco

P1 1,2518 Baixo P3 1,212 Baixo P4 1,0531 Baixo P5 1,0531 Baixo P6 1,0531 Baixo P7 1,6092 Moderado P8 1,8742 Moderado P9 1,212 Baixo

Os pontos P7 e P8 foram os mais discrepantes de todos os pontos de amostragem, o indicador CRL foi o principal responsável pelo nível de risco desses pontos, pois ele estava em não-conformidade com a Portaria 518/04 do MS. No ponto P7 a média para o CRL foi de 2,295079 mg/L, portanto acima do padrão máximo da Portaria 518/04 do MS, logo a contribuição do risco de alta concentração do CRL foi máxima. Por sua vez, no ponto P8, a média para CRL foi de 0,025109 mg/L, abaixo do padrão mínimo estabelecido pela Portaria 518/04 do MS, de maneira que a contribuição do risco de baixa concentração de CRL também foi máximo.

Para melhor ilustração dos cálculos a Tabela 10 foi construida.

Um risco moderado para o ponto P7 é adequado, pois seu principal problema está relacionado ao excesso de CRL na água potável, que causa problemas no sistema digestivo

dos consumidores. No entanto, é necessário uma concentração muito maior que o padrão de potabilidade para que o problema se concretize, o que não é o caso do ponto de amostragem, pois com uma concentração média de CRL de 2,2951 mg/L o máximo que pode acontecer são eventuais irritações as mucosas.

Tabela 10 – Exemplificação do cálculo do risco total em um ponto de amostragem.

Ponto de Amostragem Cálculo

P1 (0x3,97+2x23,84+3x10,60+2x7,95+1x11,92+1x17,88)/100 = 1,2518

Este problema do excesso de CRL no ponto P7 é explicado pelo fato desta localidade ser muito próxima a um reservatório, que recebe água diretamente da ETA que para garantir que a água chegará com um teor de CRL mínimo nas pontas de rede, exagera na aplicação do desinfetante. Este problema seria facilmente resolvido se houvesse uma política de recloração ao longo das redes, aplicando de maneira controlada o desinfetante. Contudo no SAA de Campina Grande não existem pontos de recloração.

No entanto, um risco moderado para o ponto P8 não é adequado, pois a ausência de CRL torna a água muito mais susceptível à presença de microrganismos patogênicos. O risco moderado foi aplicado ao ponto P8 por interferência de outro indicador, que está intimamente relacionado com o CRL, o CRC. Como o CRL tem baixa concentração, o CRC, que é um produto de reações com o CRL, também está muito pouco concentrado. E essa baixa concentração de CRC é, segundo os riscos identificados na metodologia FMEA, um fator favorável a qualidade da água. Contudo, a adequada concentração de CRL é bem mais significante para assegurar a saúde dos consumidores que a adequada concentração de CRC, mas por problemas de compensação de critérios da soma ponderada ocorreu essa interferência.

A condição do ponto de amostragem P8 é bem crítica, pois sua rede de distribuição é muito antiga, ainda com tubulações de cimento amianto, de maneira que compromete a qualidade da água distribuída na área, não só para o indicador CRL, mas para todos os outros indicadores analisados, merecendo ter sido classificado como de nível alto.

Uma maneira de utilizar melhor a metodologia da soma ponderada poderia ser levando em consideração apenas os principais riscos quantificados na metodologia FMEA, diminuindo assim, o amortecimento por riscos não tão importantes como a não-conformidade do pH, a alta concentração de cor e CRC. Baseado nisso foi então pensado a utilização apenas dos riscos baseados nos indicadores sentinelas (baixa concentração de CRL, alta concentração

de CRL e alta turbidez), resultando no mapa ilustrado na Figura 15 e nos valores do risco para cada ponto de amostragem, que estão na Tabela 11.

Figura 15 – Mapa de risco do sistema de abastecimento de água de Campina Grande, para os indicadores sentinelas.

Tabela 11 – Risco total do sistema de abastecimento de água de cada ponto de amostragem, para os indicadores sentinela.

Ponto de Amostragem Risco Total Classificação do Risco

P1 1,1538 Baixo P3 0,8462 Baixo P4 0,5385 Desprezível P5 0,5385 Desprezível P6 0,5385 Desprezível P7 1,7695 Moderado P8 2,5383 Alto P9 0,8462 Baixo

Com a construção do mapa de risco, para os riscos relacionados aos indicadores sentinela, a cidade de Campina Grande ficou mais bem caracterizada. O ponto P7 continuou como de risco moderado, os pontos P1, P3 e P9, continuaram como de risco baixo, os pontos P4, P5 e P6 foram classificados como de risco desprezível e o risco no ponto P8 foi alto.

Quanto às mudanças, no ponto P8 foi interessante, pois com a remoção da interferência dos indicadores auxiliares, o risco da baixa concentração de CRL foi ressaltado, mostrando a alta degradação da qualidade da água naquela área. Para os pontos P4, P5, e P6, a mudança também foi favorável, pois apesar das médias dos indicadores entre esses pontos e

os pontos P1, P3 e P9 serem similares, nos pontos P1, P3 e P9, existe uma maior variação, consequentemente, com uma maior concentração de não-conformidades. Desta forma, os pontos P4, P5 e P6, merecem serem classificados como de um nível mais baixo que os pontos P1, P3 e P9, para ressaltar a estabilidade nos dados dos pontos P4, P5 e P6.

Trabalhos anteriores estudaram o SAA de Campina Grande; Santos (2011) registrou que pelo indicador das bactérias heterotróficas os pontos P6 e P8 eram os mais críticos do sistema de abastecimento, diferindo do presente trabalho, pois a alta concentração de bactérias heterotróficas foi determinada como o segundo risco mais importante do sistema.

Guimarães (2010) concluiu que os pontos críticos do sistema de abastecimento eram o P7 e o P8, assim como o presente trabalho, levando em consideração o indicador CRL como principal fator de controle da qualidade da água, tanto o risco de sua alta concentração como o de baixa concentração.

Coutinho (2011) mostrou que de uma maneira geral o ponto P8 era o mais crítico entre os pontos de amostragem, pelas condições da rede de distribuição da região, onde a idade, o material (cimento amianto) e a manutenção das tubulações foram aspectos influentes na degradação da qualidade da água naquela área.

6 CONCLUSÃO

Considerando todos os riscos listados no formulário FMEA, Os pontos P1, P3, P4, P5, P6 e P9 foram classificados como de risco baixo, pois as médias dos indicadores analisados estiveram sempre em conformidade com o padrão de potabilidade. Os pontos P7 e P8 foram classificados como de risco moderado, dada a não-conformidade com a Portaria 518/04 do MS, para o indicador CRL. O ponto P7 apresentou não-conformidade com padrão máximo e o ponto P8 com o padrão mínimo.

O ponto P8 merecia estar classificado como de risco alto, pois a baixa concentração de CRL está associada a uma maior probabilidade de ocorrência de microrganismos patogênicos. Contudo o resultado do risco total foi amortecido pelas baixas concentrações de CRC, que é uma característica positiva para o sistema de abastecimento de água.

Utilizando apenas os riscos associados aos indicadores sentinela o mapa ficou mais representativo, ficando os pontos P1, P3 e P9 com risco baixo, os pontos P4, P5 e P6 com risco desprezível, o ponto P7 com risco moderado e o ponto P8 com risco alto. Este resultado reforça a utilização dos indicadores sentinelas para monitorar a qualidade de água num SAA.

Apesar de ter havido pelo menos uma não-conformidade, com o padrão de potabilidade, em todos os indicadores analisados, após a remoção dos outliers e cálculo da média, somente o CRL, nos pontos P7 e P8 estiveram em não-conformidade com a Portaria 518/04 do MS, denotando uma boa qualidade da água do sistema de distribuição de Campina Grande, com necessidade de monitoramento contínuo do ponto P8, que apresentou risco alto.

A análise de risco mostrou ser um método muito eficaz também na caracterização de riscos de qualidade da água potável de um sistema de abastecimento.

O método FMEA apresentou resultados bem consistentes com o discutido por vários especialistas em abastecimento de água, em relação à importância dos indicadores para controle e vigilância da qualidade da água. Elegendo como principais perigos a baixa concentração de CRL e as altas concentrações de bactérias heterotróficas, CRL e turbidez.

Apesar do ótimo desempenho do método FMEA, a escolha do método da soma ponderada para relacionar os dados coletados com a avaliação de risco, trouxe um amortecimento dos principais riscos, como foi o caso do ponto P8, onde mesmo com concentrações ínfimas de CRL, por ter também pouco CRC, seu risco se mostrou menor do que deveria ser.

Recomendam-se estudos sobre a abrangência dos reservatórios no SAA de Campina Grande, a fim de obter um melhor zoneamento, e, para trabalhos posteriores, uma amostragem que contemple todas as microrredes de abastecimento da cidade.

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APÊNDICE B – Formulário FMEA

Perigo Tipo Efeito Causa S O D A R Medidas

Mitigadoras Baixa Concentração de CRL R Presença de Organismos Patogênicos Falha na desinfecção, distância do ponto de cloração, presença de substâncias redutoras ou ausência de manutenção na rede Aumento da dose de desinfetante, instalação de pontos de recloração ou manutenção da rede Alta Concentração de CRL R Intoxicação (diarréia, alteração da flora intestinal) e Irritação das Mucosas Falha na desinfecção Utilização de doses ótimas de desinfetante Alta Turbidez R Aspecto desagradável e interferência na desinfecção Aumento de sólidos suspensos no manancial, falha na coagulação, floculação, decantação ou filtração Melhorias no processo de remoção de Turbidez Alta Concentração de CRC R Odor e sabor característicos e irritação as mucosas Alta concentração de nitrogênio amoniacal ou falta de manutenção na rede de distribuição Remoção de nitrogênio amoniacal ou manutenção da rede Alta Cor R Aspecto desagradável; presença de odor e sabor e maior potencial na formação de trihalometanos Presença de substâncias corantes no manancial ou falha nos processos e operações unitárias da ETA Inserção de processos ou operações unitárias que agreguem alta remoção de cor Baixo pH P Corrosão da tubulação Falha nos processos e operações unitárias da ETA Utilização de substâncias tampão (cal) Continua

Perigo Tipo Efeito Causa S O D A R Medidas Mitigadoras Alto PH P Incrustações na tubulação Falha nos processos e operações unitárias da ETA Utilização de substâncias tampão (cal) Alta Concentração de Bactérias Heterotróficas R Presença de organismos patogênicos Falha na desinfecção, falta de manutenção na rede, grande quantidade de matéria orgânica na água ou estagnação na distribuição Melhoria no processo de desinfecção, manutenção da rede, remoção de matéria orgânica na ETA ou continuidade da distribuição Conclusão

APÊNDICE C – Tabela de escore

Escore para Severidade

Severidade da não-conformidade Classificação

Alta

Substância muito danosas ao meio ambiente, causa efeitos graves a saúde humana, apresentam características de corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.

3

Moderada

Substâncias danosas ao meio ambiente causam efeitos leves à saúde humana (irritações ou alergias), com longo tempo de decomposição.

2

Baixa

Substâncias pouco danosas ao meio ambiente, causa efeitos negativos a saúde humana e possuem curto tempo de decomposição.

1

Escore para Ocorrência

Ocorrência da não-conformidade Classificação

Alta

O impacto ambiental ocorre diariamente ou semanalmente. (mais de 53 não-conformidades no ano).

3

Moderada

O impacto ambiental ocorre mensalmente. (entre 12 e 53 não-conformidades no ano).

2

Baixa

O impacto ambiental ocorre semestralmente ou anualmente. (menos de 12 não- conformidades no ano).

1

Escore para Detecção

Detecção da não-conformidade Classificação

Alta

Para detectar a não- conformidade é necessária a utilização de tecnologias sofisticadas e custosas (financeiramente e temporalmente). 1 Moderada A não-conformidade é percebida com a utilização de medições simples. (titulações, pHmetros, turbidímetros, entre outros).

2

Baixa A não-conformidade pode ser

Escore para Abrangência

Abrangência da não-conformidade Classificação

Alta

A não-conformidade alcança áreas além do sistema de abastecimento de água (até as ligações prediais).

3

Moderada

A não-conformidade alcança até os limites do sistema de abastecimento e água (nas proximidades dos reservatórios e pontos de manutenção da qualidade da água)

2

Baixa

A não-conformidade alcança apenas o local onde e realizada a potabilização da água (na ETA).

ANEXO B – Tabela de escore para um FMEA de processos de empresas de São Carlos - SP

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