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5.3.3 Statistiques d’anneaux et diffusion

5.3.3.4 Relations entre déplacement des particules et anneaux ABC

As avaliações foram realizadas em casa de vegetação em dois períodos, similares de cultivo, nos anos de 2001/2002 e 2002/2003, como recomendado pela LPC (Brasil, 1997).

Nove plantas de cada cultivar foram utilizadas para a avaliação dos descritores morfológicos. Para tanto, foram semeadas três sementes de cada cultivar por vaso de plástico contendo 9kg da mistura terra e areia na proporção de 2:1, os quais foram colocados em casa de vegetação e irrigados sempre que necessário.

No momento da semeadura foi realizada a adubação em solução com macro e micronutrientes. Foram utilizados 35g de nitrato de potássio como fonte de potássio e nitrogênio, 27,71g de sulfato de magnésio como fonte de magnésio; 0,53g de sulfato de cobre, 0,26g de ácido bórico, 0,17g de molibdato

de amônio, 1,98g de sulfato de zinco e 1,16g de sulfato de manganês como fontes de micronutrientes. Como fonte de fósforo, foram utilizados 20,65g de super simples por vaso.

A adubação foi realizada antes da semeadura, quando foram colocados 20ml da solução de macronutrientes e 20ml de micronutrientes juntamente com 6g de super simples em cada vaso.

As características morfológicas recomendadas para soja pela LPC (Brasil, 1997) e pela UPOV (UPOV, 1998), foram utilizadas como descritores morfológicos.

De acordo com a LPC, as seguintes características foram avaliadas: Plântula – (avaliação realizada durante a fase de emergência, com os cotilédones abertos, correspondendo ao estádio de desenvolvimento vegetativo VC):

- pigmentação de antocianina no hipocótilo (presente = Pr.). Planta – (avaliações realizadas no início de formação das vagens e quando essas já se mostravam maduras, correspondendo aos estádios reprodutivos R3 e R8, respectivamente):

- tipo de crescimento (determinado = D, semi-determinado = SD ou indeterminado = I),

- altura da planta (baixa = B = 66cm, média = M = 88cm ou alta = A = 110cm),

- cor da pubescência na haste principal (cinza = C, marrom claro = MC ou marrom médio = MM),

Folha – (avaliações realizadas durante a floração plena, correspondendo ao estádio reprodutivo R2):

- intensidade da cor verde (clara = Cl, média = M ou escura = Es.),

- forma do folíolo lateral (lanceolada estreita = L-E, lanceolada = L, triangular = T, oval-pontiaguda = O-P ou oval- arredondada = O-Ar.),

- rugosidade (ausente ou muito fraca = +Fr., fraca = Fr., média = M, forte = F ou muito forte = +F).

Flor - (avaliação realizada durante a floração plena, correspondendo ao estádio reprodutivo R2):

- cor (branca = B ou roxa = R).

Vagem – (avaliação realizada com 95% das vagens maduras, correspondendo ao estádio reprodutivo R8):

- cor (cinza claro = CC, cinza escuro = CE, marrom claro = MC, marrom médio = MM ou marrom escuro = ME).

Semente – (avaliações realizadas após a colheita):

- tamanho (pequeno = P, médio = M ou grande = G),

- forma (esférica = Ef., esférica-achatada = Ef-Ac, alongada = Al ou alongado-achatada = Al-Ac),

- peso de 100 sementes (baixo = B = 12-14g, médio = M = 14- 18g ou alto = 18-20g),

- intensidade do brilho do tegumento (baixa = B, média = M ou alta = A),

- cor do tegumento, excluindo o hilo (amarelo = Am, amarelo- esverdeada = Am-ev., verde = V, marrom claro = MC, marrom médio = MM, marrom escuro = ME ou preto),

- cor do hilo (cinza = C, amarelo = Am, marrom claro = MC, marrom = M, preto imperfeita = pretaI ou preta),

- reação à peroxidase (positiva, negativa ou negativa e positiva). Ciclo vegetativo, avaliado da emergência à floração (precoce = Pc, médio = M ou tardio = T),

Ciclo total, avaliado da emergência à maturação (precoce = Pc = 139 dias, semi-precoce = SP = 139-178 dias, médio = M, semi-tardio = ST ou tardio = T = 178 dias).

O teste de peroxidase foi realizado de acordo com as prescrições das Regras para Análise de Sementes (RAS) (Brasil, 1992). Foram utilizadas cinco sementes por cultivar, sendo o tegumento retirado com bisturi. Esses foram colocados individualmente em tubos de ensaio, aos quais adicionaram-se dez gotas de solução alcoólica de guaiacol 0,5%. Após dez minutos, adicionou-se uma gota de solução aquosa de água oxigenada 40 volumes na proporção de 1:32 (água oxigenada:água). A avaliação foi realizada após um minuto e constou da observação do aparecimento de cor marrom (reação positiva) ou não (reação negativa).

Além das características acima citadas, a UPOV (UPOV, 1998) também recomenda as seguintes características como descritores morfológicos para a caracterização de cultivares de soja, as quais foram avaliadas:

Plântula – (avaliação realizada durante a fase de emergência a cotilédones abertos, correspondendo ao estádio de desenvolvimento vegetativo VC):

- intensidade da coloração com antocianina no hipocótilo (muito fraca = +Fr., fraca = Fr., média = M, forte = F ou muito forte = +F).

Planta – (avaliação realizada quando a planta apresentar 60% da flores abertas, correspondendo aos estádios reprodutivos R1 e R2):

- porte (ereto = E, ereto para semi-ereto = E-SE, semi-ereto = SE, semi-ereto para horizontal = SE-H ou horizontal = H). Semente – (avaliação realizada após a colheita):

- cor do funículo (igual ou diferente da cor do tegumento). No momento da debulha das vagens, verificou-se que as mesmas apresentavam diferenças de cultivar para cultivar em relação à quantidade (A =

alta, M = média, B = baixa) e cor da pubescência (Ct = castanho, C = cinza) e posição (Mg. = marginal, Não mg. = não marginal) e tamanho do dente apical (P = pequeno, M = médio, G = grande). Tais características foram então sugeridas como marcadores, sendo incluídas na lista das características morfológicas avaliadas.

A análise dos descritores morfológicos consistiu na observação visual e quantificação, quando necessário, de cada característica e da posterior comparação dos genótipos.

A similaridade genética entre cada par de genótipos foi calculada considerando-se os 26 descritores morfológicos avaliados equivalentes a 100% de similaridade genética, e o número de descritores morfológicos em comum entre cada para de genótipos equivalente ao valor de similaridade genética a ser encontrado (x). Foi obtida uma matriz de similaridade genética, e, baseado nestes valores, construído um dendrograma no qual os genótipos foram agrupados pelo método UPGMA (Unweighted Pair-Group Method), utilizando- se o programa NTSYS versão 2.11 (Rolhf, 1992).

A correlação de Pearson foi calculada utilizando-se o programa GENES (Cruz, 2001), com o objetivo de se verificar quanto a matriz de similaridade genética e o dendrograma obtido se ajustam. Para tanto, a matriz de similaridade genética foi transformada em uma matriz de distâncias genéticas, sendo cada valor subtraído de 1, e então comparada com a matriz das distâncias genéticas medidas no dendrograma.

Para a obtenção da linha de corte no dendrograma, o erro (sgs) associado a cada similaridade genética foi calculado pela fórmula:

Sgs = [ gsij * (1-gsij) / (n-1)] * 0,5, onde:

- sgs = erro

- gsij = similaridade genética

Após, o valor da linha de corte (gsn) foi calculado aplicando-se o erro médio na seguinte fórmula (Hagiwara et al., 2001):

gsn = 1 – (tx% * erro médio), onde:

- gsn = valor da linha de corte

- tx% = valor de t com n-2 graus de liberdade