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Relation de compatibilit´e entre arches eos

6.4 G´en´eration optimale de s´equence avec les arches eos

6.4.2 Relation de compatibilit´e entre arches eos

Ao longo da historia do conhecimento humano brotaram múltiplas concepções a respeito do ser. A concepção materialista compreende o ser humano, que é herdeiro de sua carga genética, como um animal que possui racionalidade, regido por instintos e que passa por processo social no qual indivíduos adquirem habilidade, conhecimentos, valores e os papéis consonantes com sua posição em um grupo social.

Dentre as diversas perspectivas de abordagem espiritualista, que acreditam na existência do Espírito, o Espiritismo se inclui como uma doutrina codificada na França pelo pedagogo lionês Hippolyte León Dennizard Rivail, cognominado por Allan Kardec. O pensamento espírita surge, então, trazendo todo um acervo de conhecimentos que estão no momento a aliar-se aos outros elementos constituidores dos paradigmas emergentes. É possível que se erga como um novo paradigma, a partir dessa grande crise social, cultural, espiritual e científica do século XIX, trazendo uma proposta que se acha consentânea às emergências dos estudos paradigmáticos novos, que propõem compreensões que podem nos levar à concepção espírita do sujeito humano como Espírito e, pois, auxiliar a edificar o paradigma do Espírito.

Na perspectiva do Paradigma do Espírito torna visível compreensão que têm sido invisibilizadas, na verdade, elas são mesmo contra-hegemônicas hoje. Assim é que a abordagem teórica tanto presente no Paradigma Quântico como no Paradigma da Complexidade, possuem elementos que nos auxiliam a reflexionar em termos de um Paradigma do Espírito.

110 humano como um Homem Integral (ÂNGELIS, 1990), que é Espírito imortal, em evolução mediante também períodos onde vivencia a reencarnação, romagem de aprendizados deste ser rumo à perfectibilidade. Podemos dizer, então, alimentando-nos da reflexão espírita, que somos ser espiritual constituído de múltiplas dimensões; dentre essas dimensões pode-se citar a dimensão espiritual, além da dimensão biológica, histórico-social, psicológica, cultural, ecológica e cósmica.

Sobre o caráter paradigmatico da Doutrina Espírita, Chibeni (1994) explica que o Espiritismo constitui, mesmo, um genuíno paradigma científico e esse paradigma representa, diretriz capaz de desenvolver pesquisas científicas acerca dos fenômenos espíritas e do aspecto espiritual do ser humano em geral. Não havia, até o advento do Espiritismo, um paradigma científico que os concatenasse e integrasse em um corpo de princípios teóricos precisos e abrangentes, acompanhados de métodos, critérios e valores que definissem rumos confiáveis ao longo dos quais a sua investigação pudesse caminhar.

De acordo com Chibeni (1994), Kardec desenvolveu um paradigma admiravelmente coerente, abrangente, empiricamente adequado e heuristicamente fértil, que não deixa nada a desejar aos mais bem-sucedidos paradigmas das ciências ordinárias, como a termodinâmica, o eletromagnetismo, as teorias da relatividade, a mecânica quântica.

Tratando sobre a relação entre o Paradigma Espírita e o Paradigma do Espírto; Incontri (2001) afirma que:

Enquanto se dava esse movimento dos séculos XIX ao XX, de um positivismo ferrenho em direção a um relativismo total, (em que pese Comte ter anunciado o relativismo, como único princípio absoluto), emergia um novo paradigma, usando a definição de Kuhn. Para ele, a ciência revolucionária é aquela que rompe com o paradigma vigente, quando este “deixou de funcionar adequadamente na exploração

de um aspecto da natureza”. Esse novo paradigma, que aqui chamamos de

paradigma do espírito, estende o método experimental à metafísica, mudando a perspectiva de como se deve encarar ao mesmo tempo o espírito e a própria ciência, que pode apreendê-lo. O que se pretende demonstrar aqui é que as críticas feitas pelos pós-modernos à estreiteza do positivismo já eram críticas feitas por Kardec, o pioneiro do paradigma do espírito. (INCONTRI, 2001, p.38)

E continua observando com precisão as contribuições da perspectiva espírita e sua corporificação em uma pedagogia:

A pesquisa em torno do fenônemo paranormal ganha hoje a mesma dimensão interdisciplinar e global, que Kardec pretendia então. Nesse sentido, o paradigma espírita, fundamento e critério da Pedagogia Espírita, é uma particularização do paradigma do espírito, porém lançado como tal, pelo próprio Kardec. Numa analogia à teoria de Kuhn, podemos dizer que durante 2500 anos, no Ocidente, vivemos uma fase pré-paradigmática em relação ao espírito, objeto máximo de todo conhecimento humano (segundo o próprio paradigma do espírito) e ao mesmo tempo, sujeito desse conhecimento. A grande revolução, ainda ignorada, que o Espiritismo promove, é

111 justamente sair da fase pré- paradigmática, para entrarmos na era do paradigma do espírito. (INCONTRI, 2001, p.38)

De acordo com a proposta do Paradigma Espírita, a visão do ser apresenta uma abrangência bastante profunda e que infelizmente ainda é descartada pelo cientificismo materialista, uma vez que seus princípios atestam que a corporeidade do individuo passa a ser apenas uma instância existencial do homem, embora necessária, a ser valorizada e assumida. Na concepção Teórica e Prática do Espiritismo, o ser existe além das dimensões físicas e visíveis, porque é um Espírito que carrega em seu íntimo inúmeras capacidades.

Para a cosmovisão proposta pelo Paradigma Espírita, o planeta terra passa a ser uma moradia temporária entre os infinitos mundos do universo, destinados a servir de habitat educativo aos Espiritos em processo evolutivo. O Planeta Terra, nessa perspectiva, trata-se de uma escola e um laboratório, onde, durante milênios, os Espíritos aprendem através de experiências vividas a se aperfeiçoar e se integrar no rumo ascensional da vida. Neste planeta reencarnam sucessivamente bilhões de almas — e, conforme as condições materiais da existência humana progridem, mais almas podem estar reencarnadas simultaneamente, com a finalidade de tecer a história, entre erros e acertos, progressos e tragédias coletivas, experimentando aação no mundo e aprendendo o que lhes podia proporcionar felicidade e realização.

Neste contexto, de acordo com a proposta do Paradigma Espírita, a Educação passa a ser considerada como um processo permanente que vai contribuir de forma fundamental com o aperfeiçoamento do Espírito, pois permite o despertar das potencialidades da alma e a realização gradativa de sua divindade. Não apenas em uma dada existência, mas sim pelos inúmeros percursos que constituirão a evolução do espírito eternidade afora.

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3 OS SABERES ADQUIRIDOS PELOS PARTICIPANTES DO GRUPO MÃOS A