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CHAP IV. DETERMINANTS INSTITUTIONNELS DE L’EMERGENCE DE LA

4.3. Le modèle de transformation du secteur cacao

2.3.1. Relation SIC CACAO et MBANGASSUD

Este tema surge no discurso dos professores por confronto com o sistema de ensino por módulos capitalizáveis e permite uma melhor compreensão do funcionamento do último. Os professores referiram-se ao sistema das unidades acentuando as suas vantagens, nomeadamente, para mostrar as limitações do sistema dos módulos. Assim, pensam que o sistema de unidades Exige responsabilidade da parte do aluno (4 professores):

“(...) se bem que isso exija da parte dos alunos uma grande responsabilidade e alguns não têm e sentem-se melhor nos módulos porque os módulos os protegem, entre aspas, como se fosse uma turma, leva-os ao colo e dá-lhes um certo aconchego.” (E5)

Maior respeito pelas necessidades e ritmo do aluno foi também apontado como uma

vantagem do sistema de unidades por 3 professores:

“As unidades têm a vantagem de o aluno poder acelerar ou reduzir a velocidade da sua aprendizagem (...)” (E9)

O Respeito pela autonomia do aluno é também uma virtude do sistema por unidades na opinião de 3 professores:

“Este regime de avaliação (...) não chega à flexibilidade das unidades, em que os alunos são muito mais autónomos e decidem vou fazer duas unidades aqui, vou concentrar-me nesta disciplina e sei que a partir da semana que vem tenho trabalho nocturno e não posso vir às aulas.” (E7)

A Flexibilidade na assiduidade (1 professor) e a Flexibilidade curricular (1 professor) são mais dois aspectos positivos do ensino por unidades, referidas pelo professor E1:

“Os alunos nas unidades não tinham que ir às aulas, ou iam de vez em quando, se obedecessem a umas determinadas regras podiam continuar a aparecer (...).” (E1)

“Nas unidades podiam escolher algumas disciplinas, aqui são todas impostas.” (E1)

Apenas uma desvantagem é apontada ao sistema de ensino por unidadesque é o facto de ser Confuso e cansativo para o professor (1 professor):

“O ensino das unidades é confuso e cansativo para o professor quando tem muitas unidades dentro da sala de aula, depois há sempre aquela dificuldade de se individualizar devidamente o ensino, a pessoa vai tentando dar atenção igual e todos, mas nem sempre se consegue.” (E10)

7.1.13. Sugestões para melhorar o ensino de adultos no sistema dos módulos capitalizáveis

As sugestões dos professores para melhorar o ensino de adultos no sistema por módulos foram várias e diversas; alguns professores fizeram mais do que uma sugestão. A Maior flexibilidade do sistema em várias vertentes foi a sugestão que mais professores deram. A flexibilização deveria fazer-se No regime de avaliação (2 professsores), No processo de ensino-aprendizagem (1 professor), Na leccionação dos

conteúdos (1 professor), No sistema de faltas (1 professor), Na relação professor- -aluno (1 professor), Na escolha das disciplinas (1 professor) e Na progressão dos

alunos (1 professor). O professor E6 referiu a necessidade de flexibilizar o regime de

avaliação:

“Outra coisa que acho que devia ser flexibilizada, o sistema de avaliação deveria ser diferente (...).”

O professor E7 sugeriu a flexibilização no sistema de ensino-aprendizagem:

“Geralmente o adulto tem um trabalho e uma família e precisa de uma maior flexibilidade no desenvolvimento das suas competências (...) e de adaptar o processo de ensino-aprendizagem à sua disponibilidade que é muito reduzida.”

A flexibilização do regime de faltas foi aconselhada pelo inquirido E6:

“Outra coisa importante no ensino de adultos é flexibilizar o sistema de faltas, não pode ser o mesmo que de dia, é um erro. É muito exigente obrigar um aluno a um sistema rigoroso de faltas como acontece aqui, não se justifica à noite, acho que é prejudicial.”

O professor E9 aplicou o conceito de flexibilização à escolha das disciplinas:

“(...) e poderem escolher mais as disciplinas que lhes interessam (...)”

Aumentar as actividades extracurriculares, fazer a Adequação dos programas aos adultos, Reduzir a carga horária, Mostrar a aplicabilidade dos conteúdos leccionados e A coexistência do sistema dos módulos e das unidades foram sugestões apontadas, cada

uma delas, por 2 dos professores. A necessidade de aumentar as actividades extra- -curriculares foi expressa desta forma pelo professor E3:

“Uma falha que eu noto é que enquanto de dia se pode fazer enfim... algumas, pequenas visitas de estudo ao exterior, à noite é mais complicado... quer dizer que o espaço do aluno da noite é praticamente o espaço da aula (...).”

O professor E2 sugeriu a adequação dos programas aos adultos:

“(...) vão ter que adaptar os conteúdos, os programas, as realidades ao ensino da noite (...).”

O inquirido E9 sugeriu a redução da carga horária:

“Terem menos disciplinas, mais tempo para estudar, menos carga horária, ter menos tempo de aula (...).” (E9)

Mostrar a aplicabilidade dos conteúdos leccionados foi apresentada desta forma:

“Em relação aos adultos o que eu acho é que os objectivos que nós lhes temos que dar têm que ser muito bem definidos e dar-lhes alguma aplicablidade à sua vida prática.” (E6)

A justificação para a coexistência do sistema dos módulos e das unidades foi a seguinte:

“O que eu acho é que deveriam coexistir as unidades e os módulos durante mais algum tempo porque eles dirigem-se a públicos diferentes (...).” (E5)

Cada uma das sugestões que se seguem foram apresentadas por 6 professores:

Diversificação de estratégias; Adequação das estratégias e metodologias à especificidade de cada aluno/turma, Tornar a escola num laboratório e envolver a comunidade, Educar para a cidadania, Aumento da responsabilidade e profissionalismo da classe docente e Adequação das estratégias e metodologias à mudança dos tempos. Quanto à diversificação de estratégias, o professor E8 referiu:

“Recurso sobretudo a meios audiovisuais, mais utilização de notícias de jornal, notícias de telejornal, de anúncios, temos uma parte do programa que permite isso perfeitamente...”

No que respeita à adequação das estratégias e metodologias à especificidade de cada aluno/turma, o professor E1 é da opinião que:

“(...) devemos conhecer umas quantas estratégias, metodologias, conhecê-las e depois consoante as pessoas que temos na aula devemos aplicar aquilo que for necessário para alcançar os objectivos.”

Tornar a escola num laboratório e educar para a cidadania foram apontadas pelo professor E4:

“Eu penso que a escola tem que passar a ser um laboratório, ir experimentando, por tentativa e erro, vamos experimentar, o que estás a fazer? E se fosse assim? E se experimentasses... quer dizer, devia haver uma concertação em termos de grupo, um grupo que funcione, que partilhe, não só os conteúdos mas também interligar, envolver as comunidades, o meio, as associações governamentais, não governamentais também nesse diálogo com o que se faz aqui, uma ponte, não é, a escola abrir as portas, ter mais gente cá, haver mais interligação... fazer experiências, para mim é um laboratório.”

“(...) se tu tens à noite um grupo de alunos que não pode vir às aulas porque os patrões deles não reconhecem o estatuto de trabalhador estudante que é um direito, não é, é importante que em filosofia se faça essa educação para a cidadania, é isso que tem que se discutir ali, aprender a reconhecer os seus direitos, isto é educação para a cidadania, perder o medo, a ousadia, o tal

pensamento crítico (...).”

Por fim, foram ainda sugeridas outras medidas com vista à melhoria do ensino de adultos no sistema dos módulos, a saber, Disponibilidade para a mudança da parte dos

professores (1 professor), Ensinar a partir da cultura e necessidades dos alunos (1

professor), Criar espaços de convívio entre professores e alunos (1 professor), Reunião

do Ministério da Educação com os alunos para saber o que pensam (1 professor) e Certificar os saberes informais (1 professor).

Quanto à disponibilidade para a mudança da parte dos professores:

“(...) e não podemos ter a pretensão de pensar que nós é que temos razão... enquanto não tivermos uma maior abertura de espírito para estarmos despertos para situações novas e também valorizar determinadas coisas, não há alteração possível... nem adequação.” (E2)

Ensinar a partir da cultura e necessidades dos alunos foi expresso desta forma:

“Que ouçam... partir da cultura que os alunos têm, das necessidades, do seu contexto, conhecer os alunos, porque é que eles estão ali, o que eles querem aprender, esperam, e articular, estabelecer esse diálogo com os alunos (...)” (E4)

O professor E6 referiu-se à necessidade de criar espaços de convívio entre professores e

alunos:

“Outros aspecto que também me parece fundamental é criar espaço, condições e espaços de convívio ao longo do ano que facilitem essa relação mais livre e humana entre o professor e o aluno para que se encurte a distância entre o professor e o aluno.”

Cerficar os saberes informais foi ainda outra sugestão:

“Deveria certificar-se um pouco esses saberes informais. Estar a ignorar esses saberes profissionais não faz sentido.” (E6)

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