Para garantir a verificação da hipótese de suporte comum, optou-se pela forma proposta por Gerfin e Lechner [2000], eliminando-se as observações relativamente às quais o índice de propensão marginal para a recepção de um certo tipo de formação é inferior ao maior dos valores mínimos para cada tipo de formação, ou é superior ao menor dos valores máximos para cada tipo de formação (v. Quadro I-13A). Procedendo desta forma, possibilita-se estimar os efeitos salariais de cada tipo de formação por comparação com cada um dos restantes e não apenas com o regime correspondente à
não obtenção de formação profissional.31
A restrição ao suporte comum não implicou uma perda substancial de observações. Efectivamente, como se pode ver no Quadro I-2, menos de 10% do total da observações foram excluídas, sendo que as subamostras mais reduzidas, relativas aos diferentes tipos de formação, foram as menos afectadas, o que permite supor que as suas consequências sobre o alcance da inferência que se pretende efectuar serão pouco
gravosas.32
Quadro I-2 Número de observações eliminadas por estarem fora do suporte comum
Sem formação Empresa ≥ 1ano Empresa <1ano Esc/centro ≥1ano Esc/centro <1ano Outro ≥1ano Outro <1ano Total
Fora do suporte comum 3.212 25 21 73 29 31 21 3.412
% 9,7 5,0 4,5 9,0 5,3 7,9 5,8 9,4
Total 33.063 497 463 811 543 394 363 36.134
Tipos de formação profissional
Na Figura I-1A, ilustra-se a sobreposição dos suportes, através dos histogramas dos índices de propensão condicionais multinomiais, para adquirentes de cada um dos tipos de formação e respectivos homólogos sem formação, ou adquirentes dos outros tipos de formação.
31 Outras formas de garantir a sobreposição dos suportes são, por vezes, consideradas (e.g. Heckman et al. [1997] propõem que seja considerada fora do suporte comum uma determinada percentagem das
observações relativas a tratados em que a densidade dos respectivos índices de propensão das observações relativas aos homólogos seja inferior a um certo nível mínimo).
32 A limitação da análise ao suporte comum pode revelar-se bastante mais exigente em termos de perda
As médias e proporções registadas no Quadro I-14A são relativas às observações no suporte comum. A média salarial mais elevada é a relativa àqueles que receberam formação em empresa por um período não inferior a um ano ― 144.682 escudos de 1998 ―, sendo ligeiramente inferior a relativa àqueles que receberam formação em empresa por um período inferior a um ano ― 140.505 escudos de 1998. No patamar inferior da remuneração média estão aqueles que receberam formação numa escola ou num centro de formação profissional: 115.073 e 111.480 escudos de 1998, consoante a duração foi não inferior, ou inferior, a um ano, respectivamente. O tipo residual de formação é aquele a que corresponde uma média salarial consideravelmente distinta consoante a duração da formação é mais longa ― 128.167 escudos de 1998 ― ou mais curta ― 116.728 escudos de 1998. A média salarial dos que não receberam qualquer tipo de formação profissional é de 103.982 escudos de 1998. Na Figura I-2A, representam-se estas médias salariais associadas a cada um dos regimes considerados, em termos totais e separadamente para homens e mulheres. Esta figura revela que as maiores discrepâncias entre as médias salariais relativas a homens e mulheres se verificam relativamente aos indivíduos que receberam formação profissional de duração inferior a um ano, com particular amplitude para a adquirida nas empresas. Acontece, no entanto, ser este o único tipo de formação de duração menor que um ano em que a média salarial feminina é superior à média global dos salários, o que se verifica relativamente a todos os tipos de formação de duração não inferior a um ano. A Figura I-3A ilustra a distribuição dos salários para os diferentes regimes considerados, no suporte comum. Nesta figura, assinala-se a média global dos salários, no suporte comum, ― 105.832 escudos ―, a qual é ligeiramente superior à média global dos salários em toda a amostra ― 104.629 escudos. No suporte comum o desvio padrão dos salários atinge 72.019 escudos, sendo de 70.487 escudos quando consideradas todas as observações.
Quanto ao género, verifica-se que apenas cerca de 40% dos que recebem formação em empresa são mulheres, enquanto que relativamente aos restantes tipos de formação esta percentagem é na ordem dos 50%, atingindo 54% no caso do tipo residual de formação de duração não inferior a um ano. A amostra integra 46% de mulheres.
A média etária dos indivíduos aquando da realização da formação profissional varia conforme o tipo de formação, sendo de 32 anos relativamente àqueles que receberam formação numa empresa, de 24 anos para aqueles que a adquiriram numa escola ou centro de formação, e de 27 anos para o tipo residual de formação. Como é patente na Figura I-4A, verifica-se uma maior dispersão das idades daqueles que receberam formação nas empresas, à data da sua conclusão.
À data da obtenção da formação profissional numa empresa os indivíduos tinham, em média, 6 anos de antiguidade e 15 anos de experiência profissional. Em média, aqueles que obtiveram formação numa escola ou centro de formação fizeram-no 1 ou 2 anos antes de terem ocupado o actual posto de trabalho, se bem que já com uma experiência profissional média de 5 a 8 anos, consoante o período de formação foi de pelo menos um ano, ou não. A antiguidade média dos que receberam o tipo residual de formação era reduzida, mas a experiência profissional média era já superior a 8 anos.
Tendo-se já chamado a atenção para o facto de a aquisição de formação profissional, cujo impacto económico se pretende analisar, se distribuir por um período de tempo consideravelmente extenso, justifica-se examinar a Figura I-5A para perceber as diferenças entre os distintos tipos de formação quanto à “idade” da formação, verificando-se que o a formação do tipo residual bem como a formação recebida em escola ou centro de formação profissional, de durações superiores a um ano, são as que foram adquiridas há mais tempo, à data do inquérito. Assim, aquando da interpretação das estimativas adiante apresentadas, deverá atender-se à influência da depreciação do capital humano associado à aquisição dos diferentes tipos de formação profissional, consoante o tempo decorrido desde essa aquisição. Tendo em conta apenas este aspecto, é, desde já, expectável que a formação obtida nas empresas, porque adquirida mais recentemente, origine um maior impacto salarial, face aos restantes tipos de formação profissional. A Figura I-6A representa a distribuição das observações relativas a formados, consoante a data da conclusão da formação, evidenciando que a incidência da formação é particularmente expressiva nos 10 a 15 anos mais recentes, mas também mostrando que alguns inquiridos reportam formação profissional adquirida há bastante mais tempo.
Em termos de distribuição geográfica ― v. Quadro I-16A ―, é relevante referir que é na região Norte onde a proporção de indivíduos sem formação profissional é maior (93,6%), sendo a menor no Sul (88,6%). A incidência relativa da formação em empresa de duração não inferior a um ano é mais elevada no Sul e nas Ilhas, sendo particularmente reduzida no Norte. Nesta região é igualmente baixa a incidência relativa do tipo residual de formação, principalmente a de duração não inferior a um ano. Refira-se ainda que a incidência relativa da formação em escola ou centro de formação é mais elevada no Sul e em Lisboa e Vale do Tejo, sendo especialmente baixa nas Ilhas a de duração inferior a um ano.
Quanto ao sector de actividade ― v. Quadro I-17A ―, verifica-se que, com excepção da formação obtida em escola ou centro de formação de duração inferior a um ano, é no
sector construção que ocorrem as menores incidências relativas dos diferentes tipos de
formação. As incidências relativas de todos os tipos de formação são também
consideravelmente reduzidas no sector indústria. A maior incidência relativa da
formação em serviço verifica-se no sector serviços, enquanto que é na administração
pública que se constata a maior incidência relativa do tipo residual de formação, mormente se de duração não inferior a um ano.
As mais elevadas incidências relativas de qualquer um dos tipos de formação
profissional ocorrem, naturalmente, no conjunto dos técnicos, sendo também
consideravelmente elevada a incidência relativa da formação obtida em escola ou
centro de formação profissional no grupo dos administrativos. Saliente-se ainda que,
em termos relativos, os operários que obtiveram cada um dos tipos de formação são
uma pequena parcela dos seus adquirentes, aliás não muito diferente da correspondente aos trabalhadores não-qualificados (v. Quadro I-18A).
Ainda que, como já se referiu, a redução da amostra necessária para, em alguma medida, garantir a sobreposição dos suportes seja pouco significativa, o confronto do Quadro I-14A com o Quadro I-15A evidencia, desde logo, desníveis entre as médias salariais no e fora do suporte comum. Enquanto que os indivíduos sem formação fora do suporte comum recebem, em média, menos cerca de 12.500$00 do que os que estão nesse suporte, ― e idêntico desnível se verifica entre os adquirentes de formação em
duração inferior a um ano este desnível atinge cerca de 25.500$00. Pelo contrário, a média salarial dos adquirentes de formação numa empresa ao longo de um período
inferior a um ano é cerca de 29.000$00 maior fora do suporte comum.33
I. 7. I
MPACTO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL SOBRE OS SALÁRIOSUma vez estimados os índices de propensão marginais e garantida, de alguma forma, a sobreposição dos suportes das respectivas distribuições, pôs-se a questão de saber qual o método de enlaçamento mais adequado para estimar o efeito salarial de cada um dos
tipos de formação considerados relativamente ao regime sem formação e a cada um dos
restantes.
Para viabilizar a estimação dos impactos salariais, reportaram-se todas as observações relativas aos salários ao ano de 1998, recorrendo para tal aos IPC relevantes.
Embora não seja possível testar directamente a hipótese de independência condicional (inconfundibilidade), é conveniente avaliar, ainda que de forma indirecta, a plausibilidade desta hipótese, ao mesmo tempo que se identifica o método de enlaçamento mais apropriado. Nesse sentido, aplicaram-se diferentes métodos de enlaçamento para estimar o efeito dos diferentes tipos de formação profissional
relativamente ao regime sem formação e a cada um dos restantes sobre uma variável
33 Para além destas diferenças, é também notório que as percentagens de homens e de solteiros entre os
indivíduos fora do suporte comum são, em geral, consideravelmente superiores àquelas que se verificam no suporte comum, principalmente no caso dos adquirentes do tipo residual de formação de duração inferior a um ano. Neste caso, verifica-se, ainda, ser bastante menor, fora do suporte comum, a média etária, a percentagem de trabalhadores-estudantes e de administrativos, mas substancialmente maior a percentagem de operários, de trabalhadores na indústria e de residentes na região norte.
Ainda relativamente ao tipo residual de formação, mas de duração não inferior a um ano, verifica-se ser consideravelmente menor fora do suporte comum a proporção de residentes no sul, bem como a de trabalhadores da administração pública. Os adquirentes deste tipo de formação fora do suporte comum adquiriram-na, em média, cerca de 5 anos antes daqueles que pertencem ao suporte comum. Relativamente à formação obtida em escola ou centro de formação profissional, constata-se que a proporção de residentes no norte é maior fora do suporte comum, sendo menores as percentagens de
administrativos.
Quanto àqueles que receberam formação em empresa por um período de pelo menos um ano, refira-se que, fora do suporte comum, a média etária é cerca de 8 anos maior, sendo também cerca de 3 anos superiores as médias da antiguidade e da experiência. Relativamente a este tipo de formação de duração inferior a um ano, merece referência o facto de ser bastante maior fora do suporte comum a percentagem de ilhéus e a de trabalhadores no sector de serviços, sendo, em contrapartida, menor a de trabalhadores no sector comércio. Entre os indivíduos sem formação, as percentagens de residentes no norte e de trabalhadores do sector construção são maiores fora do suporte comum, mas são particularmente menores as percentagens de residentes no sul e de administrativos.
que previsivelmente não deveria ser afectada pela aquisição de formação profissional, designadamente a dimensão da família de cada inquirido (Imbens [2004]). Concluindo-se que o método de enlaçamento 4-homólogos-mais-próximos, aplicado com base nos índices de propensão marginais (multinomiais), é o que, mais consistentemente, fornece as estimativas mais reduzidas de um efeito presumivelmente nulo, e na falta de critérios vinculativos da escolha do método de enlaçamento a usar, foi este o adoptado para estimar os impactos salariais. Refira-se, aliás, que o recurso a este método é preconizado por alguns autores (e.g. Abadie et al. [2004]) pelo facto de aproveitar uma maior parcela da informação disponível, sem, contudo, implicar o enlaçamento de indivíduos excessivamente dissemelhantes. Noutros termos, dir-se-ia que este método responde satisfatoriamente ao dilema entre a dimensão do
enviesamento e a eficiência do estimador.34
Os enlaçamentos foram feitos com reposição, no âmbito do suporte comum tal como acima ficou definido, baseando-se nos índices de propensão marginais previamente
estimados, tendo-se usado o comando STATA de Abadie et al. [2004], o qual permite,
designadamente sob a hipótese de heteroscedasticidade, estimar analiticamente a variância do estimador do efeito do tratamento sobre os tratados que, neste contexto, corresponde ao impacto salarial médio de cada um dos tipos de formação profissional relativamente a cada um dos restantes. Foi, aliás, esta possibilidade que motivou a
escolha do referido programa, já que o recurso a bootstrap para definir os intervalos de
confiança não tem justificação teórica no âmbito da metodologia de enlaçamento, e Abadie e Imbens [2006] mostram que, em geral, não é válido. A proximidade entre os
indivíduos adquirentes do tipo de formação t e os adquirentes do tipo de formação h foi
estabelecida com base no par de índices de propensão marginais, Pt e Ph, usando-se a
métrica definida a partir da matriz diagonal cujos elementos correspondem ao inverso
da variância de cada um destes índices.35
34 Este tipo de teste à fiabilidade de um estimador está na linha dos propostos por Heckman e Hotz
[1989].
35 Esta metodologia é idêntica à seguida por Gerfin e Lechner [2002]. Quanto à estimação da variância do
No Quadro I-3, registam-se, sucessivamente nas cinco linhas de cada uma das células, as estimativas dos impactos salariais, em escudos e em termos percentuais, o erro padrão desta estimativa, em escudos, as diferenças salariais (não ajustadas), também em escudos e em termos percentuais.
Quadro I-3 Impactos salariais da formação profissional (estimativas com um nível de significância superior a 5% em tipo reduzido)
h Sem formação Empresa ≥1ano Empresa <1ano Esc/centro ≥1ano Esc/centro <1ano Outro ≥1ano Outro <1ano t Empresa ≥1ano 21.497 . -2.523 9.705 17.420 16.130 11.144 % 20,7 . -1,8 8,4 15,6 12,6 9,6 erro padrão 4.193 . 5.495 5.506 5.125 5.522 6.898 diferença 40.701 . 4.177 29.610 33.203 16.516 27.954 % 39,1 . 3,0 25,7 29,8 12,9 24,0 Empresa <1ano 20.010 4.283 . 5.154 13.564 8.423 18.110 % 19,2 3,0 . 4,5 12,2 6,6 15,5 erro padrão 3.714 5.927 . 5.387 5.810 6.146 5.129 diferença 36.523 -4.177 . 25.432 29.025 12.338 23.777 % 35,1 -2,9 . 22,1 26,0 9,6 20,4 Esc/centro ≥1ano 9.798 -10.714 -7.271 . 4.682 462 4.126 % 9,4 -7,4 -5,2 . 4,2 0,4 3,5 erro padrão 2.525 4.970 4.082 . 3.838 4.933 4.145 diferença 11.091 -29.610 -25.432 . 3.593 -13.094 -1.655 % 10,7 -20,5 -18,1 . 3,2 -10,2 -1,4 Esc/centro <1ano 6.310 -10.002 -7.743 -3.546 . -2.713 4.368 % 6,1 -6,9 -5,5 -3,1 . -2,1 3,7 erro padrão 2.708 4.665 3.630 3.778 . 4.358 3.892 diferença 7.498 -33.203 -29.025 -3.593 . -16.687 -5.248 % 7,2 -23,0 -20,7 -3,1 . -13,0 -4,5 Outro ≥1ano 11.356 -12.078 -9.036 -7.784 6.298 . 600 % 10,9 -8,4 -6,4 -6,8 5,7 . 0,5 erro padrão 3.990 5.477 5.558 6.441 5.445 . 5.312 diferença 24.185 -16.516 -12.338 13.094 16.687 . 11.439 % 23,3 -11,4 -8,8 11,4 15,0 . 9,8 Outro <1ano 7.674 -9.089 -12.474 -3.151 -188 -11 . % 7,4 -6,3 -8,9 -2,7 -0,2 0,0 . erro padrão 3.584 5.701 5.379 5.276 4.992 4.629 . diferença 12.746 -27.954 -23.777 1.655 5.248 -11.439 . % 12,3 -19,3 -16,9 1,4 4,7 -8,9 .
As diferenças reportadas obtêm-se deduzindo à média dos salários dos indivíduos
- a média dos salários dos indivíduos com aqueles enlaçados adquirentes do
tipo de formação h, mth ― impacto salarial, mt - mth.
- a média dos salários de todos os indivíduos, no suporte comum, que
adquiriram o tipo de formação h, mh ― diferença salarial (não ajustada),
mt - mh.36
Da análise das estimativas inscritas no Quadro I-3, ressalta que a formação obtida nas empresas é a que proporcionará ganhos salariais mais importantes aos seus adquirentes ― na ordem dos 20%, quando os indivíduos sem formação profissional são tomados como referência ―, verificando-se que a duração da formação não parece ter grande influência na dimensão dos impactos estimados. Os restantes tipos de formação propiciarão impactos salariais na ordem dos 9% a 11%, se de duração não inferior a um ano, e de 6% a 7%, se de duração inferior a um ano, sendo que a formação obtida nas escolas ou centros de formação profissional terá um impacto salarial ligeiramente
menor do que o associado ao tipo residual de formação.37
Fazendo uma leitura em linha, ou seja, tomando como referência as estimativas dos valores médios dos salários que os adquirentes dos diferentes tipos de formação obteriam se não tivessem adquirido qualquer formação profissional, ou se tivessem adquirido outro tipo de formação profissional, percebe-se que um indivíduo que esteja disposto a dedicar pelo menos um ano à realização de formação profissional deverá fazê-lo numa empresa, pois beneficiará de um ganho salarial de cerca de 8% a 13%, conforme a alternativa seja obter formação numa escola ou centro de formação, ou investir no tipo residual de formação. Analogamente, um indivíduo que pretenda dedicar menos de um ano à realização de formação profissional deverá igualmente fazê-lo numa empresa, pois beneficiará de um ganho salarial de cerca de 12% a 16%, conforme a alternativa seja obter formação numa escola ou centro de formação, ou investir no tipo residual de formação.
36 Os valores percentuais representados são assim determinados: (m
t – mth)/mth e (mt – mh)/mh.
37 A ideia de que a formação adquirida nas empresas será a mais compensadora em termos
Ao comparar o nível de impacto salarial associado à formação obtida nas empresas com os correspondentes aos outros tipos de formação, deverá atender-se ao facto de que esta formação foi, em média, mais recentemente adquirida, conforme anteriormente assinalado, pelo que terá sofrido uma menor depreciação, o que poderá explicar uma parte não determinada do desnível entre as estimativas obtidas.
As médias salariais dos indivíduos adquirentes de cada um dos tipos de formação podem ser cotejadas com as correspondentes aos respectivos homólogos que não obtiveram qualquer formação profissional no Quadro I-19A.