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- REGLES RELATIVES AUX CONSTRUCTIONS, CONDITIONS D'UTILISATION

O turismo de eventos tem se transformado em um negócio dos mais atraentes na conjuntura atual, sob todos os pontos de vista, tanto econômico-financeiro, quanto social, uma vez que representa um segmento importante para os diversos setores da economia, pois traz o tipo de visitante que mais gasta na cidade. Ademais, ele propicia um fluxo espontâneo de turistas no período de baixa e média estação, regulariza o fluxo e ativa os setores produtivos. Nesse sentido, o evento, ao se desenvolver e distribuir os fluxos turísticos cumpre o papel econômico do turismo, aumentando o número de ocupação nos meios de transporte, diminuindo a ociosidade dos meios de hospedagem, movimentando restaurantes entre outros segmentos associados ao turismo, que somam 52 segmentos (SEBRAE, 2002).

Cada evento se distingue por suas características particulares e finalidades diferenciadas, buscando alguns o campo cultural, outros, o campo social ou econômico e podem ser classificados em: congressos, feiras, exposições, convenções, simpósios, seminários, workshops, etc. O evento representa um ótimo veículo de promoção da região, decorrendo daí a responsabilidade de possuir uma oferta adequada.

Nota-se que, para o crescimento do turismo de negócios em determinado local, alguns fatores contribuem, dentre eles, cita-se os incentivos dados pelo poder público ao meio turístico, somado à força dos negócios de hotelaria e congêneres e à mudança global no padrão de trabalho do homem, que pretende conciliar cada vez mais seu pouco tempo livre com o desempenho profissional e seus desdobramentos.

No Brasil, mediante o Decreto Federal nº 89 707, de 25 de maio de 1984, a legislação favoreceu o turismo de negócios reconhecendo como de interesse turístico a prestação de serviços remunerados para a organização de congressos, convenções, seminários e eventos congêneres, fato que redundou na Resolução do Conselho Nacional de Turismo nº 14/84, que, de certa forma, protege a realização destas atividades, inclusive com apoio técnico e financeiro do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR) e até algumas isenções fiscais, desde que a empresa prestadora dos serviços esteja devidamente registrada e preencha os requisitos exigidos pela lei (Revista Turismo, 2009).

A Organização das Nações Unidas (ONU), classificou as viagens de negócios como turísticas, não em função da natureza das viagens, mas por considerar prioritária a demanda significativa e constante dos empresários e executivos ao mercado de bens e serviços turísticos (Ansarah, 1999). Essa concepção parte do pressuposto de que o mundo dos negócios torna-se a cada dia mais competitivo, sendo necessário, conseqüentemente, o aumento do número de encontros e eventos profissionais, corroborando no crescente deslocamento de pessoas.

Pode-se definir o turismo de negócios, conforme Ansarah (1999) como:

“O conjunto de atividades de viagem, de hospedagem, de alimentação e de lazer praticado por quem viaja a negócios referentes aos diversos setores da atividade comercial ou industrial ou para conhecer mercados, estabelecer contatos, firmar convênios, treinar novas tecnologias, vender ou comprar bens ou serviços”.

O conceito de Turismo de Negócios e Eventos para o Ministério do Turismo - MTur (2008), “significa o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, com fins comercial, promocional, técnico, científico e social”. O MTur (2008) denominou a expressão Turismo de Negócios e Eventos, pois ambos utilizam as estruturas de centros de convenção, hotéis, salas e outros espaços específicos para a sua realização.

Evidencia-se, portanto, que o turismo de negócios e eventos é movimentado em virtude da necessidade constante das empresas em participar de eventos e reuniões de negócios e ainda, da participação de empresários, executivos, empregados e profissionais liberais em participar de feiras, congressos e demais eventos com finalidade de aperfeiçoamento profissional e intercâmbio comercial. O turismo de negócios, em geral, atua em diversas frentes de atração, como turismo de compras, turismo de saúde, cultural ou de

entretenimento, turismo rural, de estudos e intercâmbio, turismo de esportes, etc. (SEBRAE, 2003).

Ao contrário do turista de lazer, que viaja por prazer e autonomia, o “turista de negócio” é “obrigado” a realizar suas viagens por motivos profissionais, logo, suas despesas de viagem, normalmente pagas pela empresa empregadora, são mais acentuadas que a do turista de lazer (CONCEIÇÃO; NASCIMENTO et. AL, 2004). Ambos possuem características distintas sobre suas relações econômicas, sociais e culturais no espaço turístico. Na concepção de Ansarah (1999), os turistas de negócios são denominados de cliente empresa, e o conjunto de atividades e operações que realizam é o turismo de negócios.

Considera-se que o turismo de negócios seja um dos segmentos que mais favorece financeiramente o setor do turismo, pois além do uso dos serviços turísticos (transporte, hospedagem, alimentação, opções de entretenimento direcionadas), também faz uso de equipamentos e serviços adicionais - salões para eventos e jogos, espaços para feiras, equipamentos tecnológicos, contratação de profissionais técnicos - que em épocas de baixa sazonalidade, quase sempre se encontram ociosos.

Assim, entende-se que o turismo de negócios busca abarcar a população que viaja a trabalho, fornecendo a eles acomodação, entretenimento e serviços em estilos personalizados. A identificação desta atividade se dá pela compreensão de todos os elementos que caracterizam o deslocamento voluntário com propósito de desenvolver empreendimentos com fins lucrativos. Trata-se, portanto, de uma atividade com crescimento acelerado, uma vez que o progresso profissional ainda ocupa lugar de destaque na busca de realizações do indivíduo.

Logo, o turismo de negócios é um dos segmentos mais recentes de atividade, visto que até um dado momento o indivíduo que viajava por circunstâncias de trabalho não era considerado turista. No entanto, a partir da expansão dos segmentos turísticos este assunto recebeu novas concepções e olhar diferenciado dos pesquisadores da área. Um dos fatores que contribuiu para esse “novo olhar” sobre o turista de negócios, é que este, apesar de se deslocar por interesses profissionais, fazem uso dos mesmos equipamentos e serviços dos demais turistas, gerando benefícios econômicos para a localidade, tanto quanto os demais turistas (MTUR, 2008).

Em Goiânia, o turista de negócios representa 91% dos hóspedes nos hotéis (Censo Hoteleiro 2008), segmento que cresceu conjuntamente com o desenvolvimento econômico do Estado embasado no crescimento agropecuário.

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