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REGLES ET METHODES COMPTABLES

A Figura 10 ilustra os resultados dos indicadores A e S, representados em gráficos de superfície. O gráfico de superfície para o indicador A, foi construído considerando as variáveis PropAldeia(%) e RedeGeral (%). Excluiu-se a variável Outros(%), pois o acesso a fonte hídricas alternativas simboliza uma alta vulnerabilidade, de modo que números acima

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de 15% reportam um nível baixo, ou nulo no indicador A. Com o aumento da proporção de domicílios com acesso a rede geral, o acesso a outras fontes hídricas diminuirá, fazendo com que haja um aumento da área amarela que representa o aumento do valor do indicador A. Desse modo, quanto maior o acesso dos indivíduos à rede geral, maior o valor do indicador A.

Figura 10 – Gráfico de Superfície para os Indicadores A e S

No que tange ao indicador S, o saneamento básico aumenta drasticamente os valores do indicador, mesmo que haja abastecimento hídrico de forma abrangente. A elaboração da base de regras para a obtenção do S levou em conta essas duas variáveis, pois em sociedades onde não há saneamento básico, os dejetos serão liberados nos mananciais, ocasionando uma contaminação dos lençóis freáticos. Com a contaminação dessas fontes hídricas, ter abasteci- mento hídrico não é suficiente para evitar a pobreza de água. A falta de saneamento básico também afeta a saúde dos habitantes (Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Ina- dequado). Quando menos de 50% da população apresenta saneamento e abastecimento de água, considera-se que o indicador S será baixo, podendo chegar a, no máximo, 20% (con- forme área azul escura do gráfico). Contudo, na medida em que há um aumento conjunto dos serviços ofertados, o indicador S elevará.

A Figura 11 exibe a distribuição empírica do dados do indicador A, separados por região do Brasil. O gráfico de caixa é formado pelo primeiro e terceiro quartis e pela me- diana. Os pontos sinalizam os municípios com valores atípicos que apresentam um grande afastamento dos demais da série.

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Figura 11 – Box-Plot por Região do Brasil - Indicador A

Da Figura 11 as regiões Sul e Sudeste não apresentam grandes diferenças entre si, quando analisado o indicador fontes de abastecimento de água. A região Norte, tem um li- mite superior menor do que as demais regiões e localidades com alto abastecimento hídrico, e, provavelmente, fontes de abastecimento com Rede Geral, são vistos como valores atípicos na região. Na região Nordeste há uma maior dispersão, mostrando que há uma maior varia- bildiade nas fontes de abastecimento de água. Verifica-se também que as regiões apresentam diferentes valores para os limites inferiores. Essa diferença de valores inferiores sinaliza uma desigualdade entre as regiões do país, de modo que algumas tem menos acesso a água do que outras.

De modo a aprofundar a compreensão dos resultados, os municípios foram agrupados por Estado e Região (Figura 12).A desigualdade dentro do próprio estado é também visível com os dados . Um exemplo, são os municípios do Piauí, com os respectivos valores do indicador 𝐴 entre parenteses, onde BBetânia do Piauí (4), Cajueiro da Praia (24), Pau D Arco do Piauí (24) e Cocal (28) se encontram próximas ao limite inferior. Enquanto Colônia do Gurguéia (89), São Luis do Piauí (89), São Gonçalo do Piauí (89), Barra D Alcântara (89), Teresina (88) estão nos limites superiores do estado.

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O mesmo procedimento de análise foi realizado para o indicador S (Figura 13). Nota-se que o comportamento do indicador 𝑆 é distinto do indicador 𝐴. Enquanto que para o indicador

A as regiões Sul e Sudeste tinha comportamento semelhante, para o indicador 𝑆, nota-se que a

região Sul do país apresenta níveis críticos de acesso ao saneamento básico. A região Sudeste, novamente, enquadra-se como uma das regiões com altos índices de saneamento, devido à concentração dos valores Médios (entre 35% e 72%). As regiões Norte e Nordeste continuam com os valores mais baixos, reforçando a desigualdade entre as regiões brasileiras, no que tange a questão de acesso ao saneamento básico. Essa tese é colocada pela concentração de valores entre nível Crítico e Médio (17% a 45%, no Nordeste, e 17% e 43%, na região Norte).

Figura 13 – Box-plot por Região do Brasil - Indicador S

Os resultados do indicador S também foram dispostos em estado e região, conforme Figura 14. Nota-se que em relação a este indicador, com exceção dos estados da região Su- deste, os demais apresentam uma situação crítica, com baixo acesso ao saneamento básico. Ressalta-se a diferença de valores entre os municípios da região Nordeste e Norte, enfatizando os estados do Ceará (CE), Maranhão (MA) e Amapá (AP). Esses estados encontram-se em uma situação crítica de saneamento básico, onde a maior parcela da população não tem acesso a esgotamento sanitário e abastecimento com água encanada. Nos estados do Ceará e Mara- nhão, contata-se a existência de uma porção de cidades com valores superiores atípicos, o que

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enfatiza a desigualdade de distribuição dos investimentos nos estados. Deste modo, algumas localidades apresentam maior investimento em infraestrutura do que outras. Destaca-se as diferenças no Ceará entre os municípios Senador Pompeu (74%), Sobral (74%), Camocim (62%), com valores considerados Médio-Altos, enquanto que Aiuaba (13,5%), Assaré Potengi (13,8%), Aurora (14%) estão em estado crítico. No Maranhão, Água Doce do Maranhão (16%), Maranhãozinho (17%), São José dos Basílios (18%) estão em estado crítico, e Boa Vista do Gurupi, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, São Luís e Trizidela do Vale (todos

com valores do indicador de 75%) têm as melhores avaliações1. Observa-se que os Estados

das regiões Sul e Sudeste, de um modo geral, há elevados número de municípios com fontes de abastecimento de água de rede geral ou acesso na propriedade .

1 Os valores entre parenteses representam os valores do indicador fuzzy 𝑆 obtido após aplicação do método

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Apesar de haver uma ideia geral de que, quanto maior o PIB e/ou o tamanho da população, maior serão os valores dos indicadores relacionados a vulnerabilidade hídrica, a correlação entre os indicadores A e S com as variáveis PIB e População é baixa (ver Tabela 9).

Tabela 9 – Correlação entre Produto Interno Bruto, População e Indicadores A e S

Indicador A Indicador S PIB População

Indicador A 1

Indicador S 0,51 1

PIB 0,11 0,07 1

População 0,13 0,09 0,96 1

A Figura 15 mostra a visão espacial em que as manchas mais escuras representam valores mais altos dos indicadores 𝐴 e 𝑆, fazendo com que haja concentrações de valores. As manchas encontradas então não são atribuídas pelo tamanho da população, ou a riqueza do local, mas a importância gerada pelas regiões analisadas. O exemplo prático é a influência que a região de Montes Claros (Norte de Minas Gerais) tem entre as demais cidades, sendo uma localidade de relevância política no estado. O investimento em infraestrutura acarreta em maiores níveis de desenvolvimento, causando uma boa impressão aos políticos da região. Contudo, essa relação nem sempre é verdade, pois localidades como Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) não seguem essas regras, apesar de serem rodeadas de cidades com valores maiores.

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Figura 15 – Mapas dos Municípios Brasileiros por Indicadores A e S

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