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Le refus d’un droit à la révision applicable à tout contrat

Dans le document La religion du contractant (Page 32-37)

A.- La révision motivée par les convictions religieuses

1/ Le refus d’un droit à la révision applicable à tout contrat

Considerando a natureza deste trabalho, foram realizados três estudos, interdependentes, para cumprir dois objectivos gerais distintos.

O primeiro objectivo geral deste trabalho é analisar a associação entre ansiedade social e assertividade na adolescência. De acordo com a literatura revista anteriormente, existe evidência que permite esperar uma associação negativa significativa entre ansiedade social e assertividade. Ainda, a associação entre as duas variáveis poderá ser conceptualizada e compreendida de acordo com o modelo cognitivo.

Como trabalho prévio à concretização deste objectivo, foi necessário operacionalizar os conceitos de ansiedade social e assertividade em variáveis de medida. Foram seleccionados

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instrumentos de avaliação que permitissem avaliar as duas variáveis, manifestas nas principais dimensões do modelo cognitivo (cognição, emoção, comportamento). Os critérios de selecção de instrumentos de avaliação passaram por 1) versarem o constructo da forma mais próxima possível à literatura da área, e 2) estarem construídos e/ou adaptados para a língua portuguesa. Com base nestes critérios, seleccionámos três instrumentos e construímos um.

Para avaliar as dimensões emocional e comportamental de ansiedade social, seleccionámos a Escala de Ansiedade e Evitamento de Situações Sociais para Adolescentes (Cunha, Gouveia, et al., 2008), que cumpria os nossos dois critérios. Para avaliar a dimensão cognitiva de ansiedade social seleccionámos o Social Thoughts and Beliefs Scale (Turner, Johnson, Beidel, Heiser, & Lydiard, 2003), que se adequa à literatura na área e por na altura não conhecermos nenhum instrumento em língua portuguesa que versasse o mesmo constructo. Para avaliar as dimensões emocional e comportamental de assertividade, seleccionámos a Scale for

Interpersonal Behavior (Arrindell, et al., 2001; Arrindell, et al., 1984), descrita no capítulo 2

(ponto 2.4), por não termos encontrado nenhuma escala preparada para o contexto português que se adequasse à definição mais contemporânea de assertividade. Para avaliar a dimensão cognitiva de assertividade, construímos um questionário, já que o único disponível (Golden, 1981) não cumpria nenhum dos nossos critérios.

Foi necessário proceder aos trabalhos de tradução e adaptação da Scale for Interpersonal

Behavior e da Social Thoughts and Beliefs Scale; foi necessário proceder ao processo de

construção e avaliação do questionário de avaliação da cognição na assertividade, que denominámos de Questionário de Esquema Interpessoal Assertivo; e foi necessário avaliar o comportamento da Escala de Ansiedade e Evitamento de Situações Sociais para Adolescentes junto a adolescentes tardios. Este conjunto de trabalhos preliminares será apresentado no Estudo Um – Trabalhos Preliminares. Trata-se de trabalhos de preparação e validação psicométrica de instrumentos de avaliação.

Tendo preparado os instrumentos de medida, procedemos à recolha de dados propriamente dita, para responder directamente ao primeiro objectivo geral deste trabalho. Os dados recolhidos foram analisados para responderem a várias questões de investigação: i) caracterizar os níveis de ansiedade social e assertividade numa amostra de adolescentes tardios; ii) analisar a associação entre ansiedade social e assertividade numa amostra de adolescentes tardios; iii) analisar a associação entre ansiedade social e assertividade de acordo com as premissas do modelo cognitivo. Este trabalho está relatado no Estudo Dois – Compreensão do Desempenho Social na Adolescência. Trata-se de um estudo correlacional, de acordo com a definição de L. Almeida e Freire (2007), porque procura encontrar e compreender as relações entre variáveis, permitindo estabelecer previsões, mas não relações de causalidade.

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O segundo objectivo geral deste trabalho é desenvolver, implementar e avaliar um programa de promoção de competências sociais e gestão de ansiedade social, junto a uma amostra de adolescentes tardios (sensivelmente entre os 16 e os 18 anos). A literatura revista sugere a semelhança de técnicas utilizadas na intervenção cognitivo-comportamental face a ansiedade social e face a défice assertivo, bem como refere que a maioria dos programas de intervenção para ansiedade social inclui uma componente de treino de competências sociais, nomeadamente assertivas.

Foi com base nestes pressupostos que foi construído um programa de promoção de competências sociais e gestão de ansiedade social, numa perspectiva de intervenção preventiva. Este programa foi fundamentado essencialmente em dois programas de intervenção na ansiedade social que incluem treino de competências sociais e que têm sido sujeitos a trabalhos de verificação da sua eficácia. Foram eles o Skills for Social and Academic Sucess (Masia, et al., 1999) e o Cognitive-behavioral Therapy for Social Phobia in Adolescents (Albano & DiBartolo, 2007a, 2007b).

Foi necessário proceder à planificação de todas as sessões integrantes deste programa, no que se refere à sua ordem e cronograma, aos conteúdos e técnicas a abordar em que sessões, e aos materiais de apoio necessários. Igualmente, foi necessário determinar que características do sujeito seriam consideradas como critério de inclusão no programa e como seriam avaliadas. Este processo está também descrito no Estudo Um – Trabalhos Preliminares, como trabalho preliminar necessário à implementação e avaliação do programa propriamente dito. Trata-se de um trabalho de natureza qualitativa e de análise de conteúdo, que passou pela revisão de trabalhos anteriores, analise dos conteúdos utilizados para intervir nas problemáticas em causa, análise da qualidade destes trabalhos e das estratégias de intervenção utilizadas. Assim foi possível definir e fundamentar o protocolo de intervenção construído, que servirá de forma de controlo da variável independente, a intervenção, avaliada posteriormente.

Este programa de intervenção, de acordo com o protocolo definido preliminarmente, foi aplicado em dois ensaios clínicos numa escola secundária do distrito de Aveiro. Os resultados relativos a esta aplicação e avaliação da mudança intra-sujeitos são descritos no Estudo Três – Promoção do Desempenho Social na Adolescência. Este tipo de estudo é definido como quasi- experimental tal como definido por L. Almeida e Freire (2007), por haver uma condição

experimental definida a priori, por ser avaliada a sua influência no grupo de indivíduo sujeitos a esta condição em série temporais de registo (pré-intervenção, pós-intervenção e follow-up a 3 meses). Contudo, por não existir grupo de controlo ou sujeito a outra condição experimental, não é possível atribuir as alterações na variável dependente (desempenho social do adolescente em intervenção) apenas à variável independente (implementação do programa de intervenção).

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A influência de variáveis parasitas, nomeadamente a presença de experiências sociais diversificadas no decorrer do ano lectivo, terá de ser, igualmente, considerada. Para tentar controlar esta variável, os dois ensaios clínicos foram aplicados durante o segundo período do ano lectivo.

4.3 Amostras

A amostra representa a secção da população a qual temos acesso, sobre a qual se pretende inferir conclusões acerca do comportamento da população como um todo (Field, 2001). No presente trabalho, a população em análise seriam os adolescentes tardios sem psicopatologia clínica. Na impossibilidade de aceder a todos estes adolescentes, seleccionámos uma amostra por conveniência geográfica, residente e estudante no distrito de Aveiro. Ao seleccionar a amostra, é necessário ter vários cuidados, para garantir que ela é uma representação válida da população, considerando dois grandes aspectos: a significância e a representatividade. Pela primeira, entende-se o número de amostra; pela segunda a sua qualidade, que é dependente do processo pelo qual foi seleccionada, ou seja, do processo de amostragem (L. Almeida & Freire, 2007).

A probabilidade de uma maior representatividade da amostra é conseguida quando o número da amostra é elevado, é seleccionado aleatoriamente e traduz da forma mais exacta possível os estratos da população. Já a significância da amostra é mais dependente do tipo de estudo que está a ser trabalhado. Por norma, sugere-se um mínimo de 10 sujeitos por cada condição experimental ou número de itens num instrumento de medida (L. Almeida & Freire, 2007). Estas indicações foram seguidas na selecção das várias amostras em consideração, nos Estudos Um, Dois e Três.

A preparação dos instrumentos de medida, inserida no Estudo Um – Trabalhos Preliminares, recorreu a amostras seleccionadas no distrito de Aveiro, de adolescentes que frequentem o ensino secundário público, considerando os anos de escolaridade como os estratos considerados pela sociedade para incluir os adolescentes tardios. Dentro de cada ano de escolaridade do ensino secundário público, foram seleccionadas turmas de forma aleatória. O número mínimo de sujeitos correspondeu sempre a um mínimo de 10 sujeitos por número de itens, em cada instrumento de medida. Já a preparação do instrumento de intervenção, também inserida no Estudo Um – Trabalhos Preliminares, passou por uma recolha bibliográfica de programas de intervenção na ansiedade social ou de treino assertivo aplicados e avaliados na adolescência, que constituíram a amostra deste trabalho e se encontram descritos na revisão de literatura anteriormente realizada.

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No Estudo Dois – Compreensão do Desempenho Social na Adolescência foi seguido um processo de amostragem polietápico. Foram seleccionados alunos do ensino secundário público no distrito de Aveiro, estudantes em escolas que abarcassem as diferentes classificações dadas pelo Ministério da Educação relativamente ao desempenho escolar dos alunos. Esta selecção de escolas teve como objectivo aumentar a probabilidade de que fossem seleccionados alunos pertencentes a todos os níveis socioeconómicos e de desempenho escolar, assim melhor representando a distribuição normal da população nestes critérios. É notória, nestes dois estudos, a tentativa de aleatorizar a amostra e torná-la representativa da população alvo. Ainda assim, será evidente o erro de amostragem referente à selecção de uma amostra geograficamente limitada, que obrigará a cuidados na generalização dos resultados obtidos.

No caso do Estudo Três – Promoção do Desempenho Social na Adolescência, conforme é procedimento habitual em trabalhos de natureza experimental, foi seleccionado um grupo e não uma amostra, diferenciado por ter menor número de casos e um processo de amostragem normalmente intencional. Foi o caso neste trabalho, uma vez que foi realizada uma avaliação e selecção prévia dos sujeitos, em função de determinados critérios que os definiam como particularmente representativos do fenómeno em estudo (L. Almeida & Freire, 2007). Os sujeitos em intervenção foram seleccionados com base nos níveis de ansiedade social e défice assertivo manifesto, que os tornavam especialmente importantes para reconhecer a utilidade e eficácia da intervenção em análise.

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