PARTIE 4 : LES MODALITES D’APPLICATION DES REGLES DE FORMATION
2. Refus d’une formation facultative par l’autorité territoriale
Silva G.A.1; Lovera T.M.2; Slongo L.2; Bloendorn, D.2; Puntel, F.C.3; Teixeira, A.P.3;
Donin D.G.4; Alberton G.C.*4
1Pós-Graduando em Ciência Animal, Universidade Federal do Paraná, Palotina, PR; 2Graduandos de Medicina
Veterinária, Universidade Federal do Paraná, Palotina, PR; 3Méd. Vet., Universidade Federal do Paraná,
Palotina, PR; 4Universidade Federal do Paraná, Palotina, PR, [email protected].
PALAVRAS CHAVES: Suíno; Pelete; Ração.
INTRODUÇÃO
O pós-desmame representa período crítico na vida dos leitões (10), pois este apresenta fatores que podem influenciar diretamente no ganho de peso (GP), ganho de peso diário (GPD), conversão alimentar (CA) e peso ao abate (1). Nesse período, fatores como mudança física e nutricional da dieta, ruptura do grupo social e troca de ambiente, geram condições de estresse que exercem influência sobre o potencial produtivo subsequente (4). No que diz respeito à troca de dieta, o estresse ocorre pela brusca mudança da dieta líquida, de alta digestibilidade, baixo conteúdo de matéria seca e rica em lactose e gordura, por uma dieta seca, fornecida à vontade, que apresenta menor palatabilidade, com alto teor de carboidratos e proteína vegetal. Além destes aspectos os leitões passam a ter que reconhecer e satisfazer os estímulos de fome e sede individualmente (3, 6), numa fase em que o consumo de ração é inferior ao exigido para satisfazer as necessidades energéticas de mantença (7). A fim de minimizar as perdas ocasionadas pelo desmame, investimentos em tecnologias são feitos para melhorar as dietas, aumentando a digestibilidade e palatabilidade, consumo precoce de ração sólida na maternidade e o consumo total de ração.
Vale ressaltar que a alimentação representa porção significativa do custo de produção na suinocultura e em todas as cadeias de produção animal; por conseguinte, lucratividade é sinônimo de eficiência e para isso os produtores estão constantemente avaliando maneiras de melhorar o desempenho com foco em redução do custo de alimentação. Neste contexto o processo de peletização das dietas demonstrou ser ferramenta para melhorar a eficiência alimentar e diminuir custos (14). O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da forma física da dieta sobre o desempenho zootécnico de leitões em fase de creche.
MATERIAL E MÉTODOS
O protocolo foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) do Setor Palotina sob o ofício n°036/2015. O estudo foi realizado na unidade experimental de suínos da UFPR (Setor Palotina, PR).
Foram utilizados 32 machos inteiros (linhagem comercial), com média de 21 dias de idade e peso médio inicial de 5,8 kg, recém-desmamados, pesados e distribuídos em dois tratamentos, ração Farelada (T1) e ração Peletizada (T2). As dietas foram formuladas para atender ou superar as exigências nutricionais (9), sendo as dietas isonutritivas e isoenergéticas. Durante todas as fases as dietas foram fornecidas ad libitum. Os leitões foram pesados ao desmame e ao término do período experimental (após 39 dias). Diariamente era efetuada avaliação do escore fecal por uma única pessoa seguindo metodologia padronizada (11). Foi avaliado GP, CA, GPD, consumo de ração (CR) e escore de fezes (EF). O delineamento experimental foi em blocos casualizados, sendo o bloco definido pelo peso individual dos leitões e localização nas instalações experimentais. As médias das variáveis foram utilizadas para comparar o desempenho dos animais nos diferentes tratamentos. Para isso, os dados de CA, GPD, GP e consumo de ração (CR) de cada tratamento, foram submetidos à ANOVA. Constatado efeito dos tratamentos sobre as médias, as mesmas foram comparadas entre si através do teste de Tukey a 95% de significância, com erro máximo tolerável de 5%. Para a incidência de diarreia, a análise foi não paramétrica, pelo teste de Kruskal-Wallis.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A utilização da dieta peletizada apresentou resultados significativos para peso final (P=0,0038), GP (P=0,0041), GPD (P=0,0168) e CA (P=0,0081) (Tabela 1). Estes resultados ratificam estudo em que relatam redução da CA, com melhora de 20% na CA com dieta peletizada (2,5 mm) (5). Em contrapartida, redução do consumo de ração em 15,5% foi observada quando a dieta foi fornecida na forma peletizada, sem os animais apresentarem diferença de GPD (5). Em outro estudo
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observou-se melhora de 36% na CA e 25% no GPD quando fornecidas dietas peletizadas, em relação às dietas fareladas para leitões do desmame aos cinco dias pós-desmame (13).
Em estudo mais recente, em que se testou a forma física da dieta em leitões em fase de creche observou-se que a peletização melhorou 39% o GPD e 28% a CA dos animais do desmame aos 40 dias de idade e, ao considerar a redução de desperdício da ração peletizada (9,15 vs. 1,68%) na primeira semana pós-desmame, a peletização da dieta proporcionou um aumento do CR (12).
O melhor desempenho observado é decorrente de vários fatores como a destruição de organismos patogênicos, redução da segregação de ingredientes, aumento na palatabilidade da dieta, facilidade de apreensão da dieta, diminuição do desperdício de ração, aumento da energia produtiva em função de menor tempo gasto para consumo e melhora na digestibilidade dos ingredientes (2).
Não houve diferença quanto à incidência de diarreia entre os tratamentos. Este resultado se deve as condições de biossegurança e ambiência do ambiente de laboratório.
Nas condições experimentais a dieta peletizada apresentou expressivos resultados, no entanto, na maioria dos estudos em que há melhorias na eficiência alimentar com a utilização de dietas peletizadas, os animais estavam sob as condições de pesquisa universitárias onde a quantidade de ração é significativamente inferior à produzida no campo. Este fato pode fazer com que, em decorrência do grande volume produzido em escala comercial, alterações na qualidade do pelete sejam mais prováveis, e consequentemente os resultados podem ser diferentes dos observados no presente estudo (8).
CONCLUSÃO
Nas condições experimentais, a utilização de dietas complexas peletizadas para leitões em fase de creche apresentou melhores resultados para ganho de peso, ganho de peso diário, conversão alimentar e peso ao abate.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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concentrations and (or) supplemental liquid feeding. J. Anim. Sci. Champaign, v. 50, p. 377-384, 1980. 2.
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pig. Brit. Soc. Ani. Prod., n. 13, p. 51-60. 1989. 4. KUMMER, R. et al. Fatores que influenciam o crescimento
dos leitões na fase de creche. Acta Sci. Vet, v. 37(Supl 1), p.195-209, 2009. 5. MEDEL, P. et al. Heat processing
of cereals in mash or pellet diets for young pigs. Ani. Feed Sci. Tec. v.113, p.127-140, 2004. 6. MELLOR, S.
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In: VARLEY, M.A. (Ed.). The Neonatal Pig., p. 187-235, 1995. 8. POTTER, M. L. et al. Effects of meal or pellet diet form on finishing pig performance and carcass characteristics. In: Swine Day, Manhattan, KS. November 19, Kansas State University, Agricultural Experiment Station and Cooperative Extension Service, Manhattan, p.245– 251, 2009. 9. ROSTAGNO, H. S. (ED.). Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos. 3 ed., Viçosa: 2011. 10.
SILVA, G. A. et al. Impacto do desmame no comportamento e bem-estar de leitões: revisão de literatura. Vet.
Foco, v. 12, n. 1, 2016. 11. SOBESTIANSKY, J; BARCELLOS, D. Monitoramentos clínicos. In: Doenças dos
Suínos, 2 ed. Goiânia : Cânone Editorial, p. 889-892, 2012. 12. SUREK, D. Peletização de dietas pré-iniciais
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growth performance in nursery and finishing pigs. J. Anim. Sci. v.74, p.67, 1996. 14. WONDRA, K. J. et
al. Effects of particle size and pelleting on growth performance, nutrient digestibility, and stomach morphology in
finishing pigs. J. Anim. Sci. v.73. p.757-763. 1995.
Tabela 1. Médias dos índices zootécnicos em relação aos tratamentos e valor de p comparando os tratamentos
na linha.
1GP: ganho de peso; GPD: ganho de peso diário; CA: conversão alimentar; CR: consumo de ração; 2T1: Ração farelada; T2: Ração peletizada. 3Coeficiente de variação.
Médias seguidas por letras minúsculas diferentes na mesma linha diferem pelo teste de Tukey (P<0,05).
Variáveis1 Tratamento2 CV3 P T1 T2 Peso 21 dias (kg) 5,82 5,87 7,68 0,7477 GP (kg) 14,6b 17,02a 8,8 0,0041 GPD(g) 337b 440a 10,19 0,0168 CR(kg) 38,18 38,24 9,75 0,8171 CA (g g-1) 1,32b 1,12a 8,81 0,0081 Peso 60 dias (kg) 20,15b 22,9a 12,81 0,0038
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PRECISION FEEDING COULD BE A TOOL TO REDUCE CARBON FOOTPRINT OF BRAZILIAN