Chapitre 2 : Techniques potentielles de conditionnement frigorifique solaire
3. Réfrigération thermique solaire
3.2 Réfrigération par sorption
3.2.3 Refroidissement déshydratant
O Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa está integrado num processo proposto e desenvolvido pela Câmara Municipal de Lisboa, desde 2009 (Deliberação n.º 566/CM/2009), e foi publicado em 2013 após um processo de intensa participação pública. Tem como principal missão definir a melhor estratégia a aplicar para promover a acessibilidade na cidade nos próximos cinco anos (CML, 2013a).
A necessidade deste plano foi considerada pertinente pois o levantamento das condições de acessibilidade do edificado e da via pública demonstraram que Lisboa é uma cidade pouco acessível para as pessoas com deficiência e para os idosos, grupo etário da população que está a aumentar e que detém dificuldades de deslocação. Por outro lado, por questões de sustentabilidade económica, justificam-se as intervenções por se considerar a importância do sector do turismo sénior que está em profundo crescimento.
35 O plano segue um processo que requer um esforço contínuo e permanente, uma avaliação adequada dos métodos aplicados e uma capacidade de ajustar conceitos, objetivos e estratégias, bem como destacar a importância da participação pública, tanto na fase de conceção e consensualização da proposta, como como na fase de implementação.
O objetivo geral do Plano consiste em tornar a cidade de Lisboa mais acessível, adaptando os espaços e os edifícios já existentes, impedindo a criação de novas barreiras e mobilizando a sociedade para a conceção de uma cidade para todos.
Apresenta como objetivos específicos (CML,2013a):
a) Prevenir a Criação de Novas barreiras
Oferecer condições para que a gestão urbanística municipal realize todas as fiscalizações necessárias no cumprimento das leis da acessibilidade aquando das operações urbanísticas particulares, no controlo prévio e na fiscalização da obra; Adaptar o espaço público (mobiliário urbano, largura de passeios, tapumes de
obras, entre outros.) às novas exigências legais considerando as necessidades das pessoas com mobilidade reduzida;
Verificar as obras executadas pela Câmara e desencadear uma posterior avaliação do cumprimento das normas e das boas práticas aplicadas.
b) Promover a adaptação progressiva dos espaços e edifícios já existentes:
Realizar um diagnóstico detalhado das necessidades de adaptação do Concelho no âmbito da intervenção do Plano;
Avaliar os custos de adaptação do espaço e dos edifícios;
Identificar possíveis parceiros comunitários que financiem as medidas a concretizar no Plano;
Delinear e projetar medidas necessárias da competência direta da Câmara ou das empresas municipais.
c) Mobilizar a comunidade para a criação de uma cidade para todos:
Unir o esforço municipal na promoção da acessibilidade das infraestruturas, de maneira a aumentar a eficiência de atuação e estimular a adaptação desses serviços; Alertar todos os estabelecimentos particulares para o facto de estes serem obrigados
a realizar obras de adaptação à luz do Decreto-Lei (DL) 163/2006;
Estimular a população em geral para contribuir de forma ativa, no processo de mudança da cidade e na obtenção das metas delineadas pelo plano, bem como entidades públicas e privadas que possam influir diretamente na acessibilidade da cidade;
36 Disponibilizar em tempo útil informação de todo o processo de coordenação, monitorização e avaliação da mudança da cidade em relação à sua acessibilidade.
A partir do cruzamento dos objetivos traçados com o enquadramento jurídico foram delineadas cinco áreas operacionais de intervenção no plano:
Via pública;
Equipamentos Municipais;
Fiscalização de obras Particulares;
Articulação com a Rede de Transporte Público; Desafios Transversais.
O plano baseia-se numa estratégia de mudança que assenta em três fases fundamentais: a) o diagnóstico operativo que identifica os pontos críticos da rede; b) a definição de uma política orientadora que dê resposta ao desafio; c) o desenvolvimento de ações coerentes que potencializem a política adotada.
Para que a estratégia resulte de forma eficaz, são apresentados um conjunto de pressupostos: estipula-se um prazo curto de 5 anos (2013-2017) para incutir um sentido de emergência e responsabilidade a todas as entidades envolvidas na proposta; define-se para cada área operacional “questões-chave” com importância estratégica e que servem para avaliar o estado das infraestruturas através da definição de indicadores; limita-se o número de ações para viabilizar o plano, optando apenas pelas mais viáveis e importantes; responsabilizam-se os serviços municipais pelo cumprimento das obrigações; monitorizam-se e avaliam-se todas a execuções.
O processo metodológico que foi desenvolvido detinha as seguintes fases:
Fase 1 – Bases para a formulação do plano (adaptado de CML, 2013a):
Constituição da equipa do plano (constituída por técnicos municipais e investigadores académicos), comissão de acompanhamento (constituída por representantes de diversos serviços municipais) e do painel Consultivo (constituído por representantes da sociedade civil);
Definição da metodologia da participação pública;
Definição das Áreas Operacionais;
Definição das “Questões-Chave”;
Afetação de necessidades e oportunidades à equipa do plano;
Definição dos principais estudos, ferramentas e projetos-piloto;
Sistematização e calendarização dos trabalhos a realizar;
Obtenção de financiamento externo para o planeamento. Fase 2 – Estudos, ferramentas e projetos-piloto:
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Desenvolver estudos em questões complexas ou com pouca informação disponibilizada (ex. opções para revestimento dos passeios);
Fornecer aos serviços municipais, em tempo útil, ferramentas/orientações concretas para responder a necessidades prementes;
Estabelecer um foco de colaboração e inovação com os serviços municipais, com o intuito de recolher indicações úteis para o desenvolvimento do plano (ex. documentos que ilustrem e sistematizem normas técnicas ou ferramentas baseadas num Sistema de Informação Geográfico);
Procurar e testar métodos replicáveis em maior escala no âmbito do plano (ex. levantamento das condições de acessibilidade na cidade Universitária e propostas de “percurso pedonal saudável”) ou quando são indispensáveis para a programação do plano (ex. levantamento piloto das condições de acessibilidade na via pública);
Desenvolver estudos de forma sistemática e estruturada em questões complexas, ou em que exista pouca informação disponível.
Fase 3- Redação da proposta global do plano:
Sistematização dos dados do diagnóstico;
Registo dos trabalhos em curso que concorrem com os objetivos do plano;
Definição das áreas prioritárias de intervenção;
Definição das orientações e ações necessárias à elaboração da proposta global e da proposta de execução.
Fase 4 – Execução e Monitorização:
Execução das medidas previstas em plano;
Estabelecimento de indicadores de avaliação;
Elaboração de relatórios e planos anuais de execução;
Foi desencadeado um processo de participação pública nas diferentes fases do plano, por forma a garantir uma participação ativa da população no ajustamento de medidas incorretas em face das suas necessidades e prioridades. Neste processo recorreu-se à consulta pública no início e no final do processo de elaboração do plano, à audição do painel consultivo e a sistemáticas reuniões de auscultação com diferentes sectores da população, juntas de freguesia, entre outros.
Foram, também, desencadeados mecanismos políticos de compromisso e acompanhamento de forma a satisfazer com sucesso as metas ou os objetivos para o qual o plano foi concebido.
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4.6 Proposta de um modelo conceptual de um Plano de Acessibilidade e Mobilidade