• Aucun résultat trouvé

Reformulation

Dans le document L'Alternative right (Page 56-59)

Na formulação dos questionários, buscou-se utilizar uma linguagem simples e clara, tanto para pais quanto para as crianças. Em algumas das perguntas aos pais, por exemplo, utilizou-se uma escala de 10 pontos, na qual 1 significa Nada e 10 significa Muito; mas como consideramos que tal mensuração seria muito abstrata para crianças de nove a doze anos, optou-se, para este público, questões em que ele assinalasse aquelas opções de sua preferência, sem um caráter avaliativo. Outra preocupação foi a construção das questões de modo sequencial. A pergunta explícita sobre a opinião dos pais quanto ao papel dos meios de comunicação no

desenvolvimento do seu filho, por exemplo, é feita apenas ao fim do questionário. Questões abertas também tiveram peso nos questionários para que os entrevistados se sentissem livres para relatar seu cotidiano e aspirações sem estarem direcionados ao assunto mídia e consumo.

Os questionários completos encontram-se nos Anexos A (pais) e B (crianças) ao final deste trabalho.

6.2.1 Questionário para os pais

Os questionários foram construídos com o intuito de responderem a algumas questões consideradas de maior relevância de acordo com a revisão da literatura e dos objetivos deste trabalho. A seguir, iremos expor o levantamento de informações que se buscou com a aplicação do questionário aos pais.

Por meio das quatro perguntas iniciais, o objetivo foi traçar um perfil demográfico e socioeconômico das famílias pesquisadas, com perguntas como idade, renda mensal e número de filhos. Por não ser o foco da pesquisa, as questões foram elaboradas de maneira simples e objetiva.

Como buscamos analisar diferentes metodologias de ensino, em um levantamento de informações com os pais, consideramos de extrema importância o fato de se a escolha da escola (no caso, Waldorf ou COC) foi devida às visões de ensino diferenciadas apresentadas por ela. E, ainda, de que forma isso irá refletir no comportamento dos seus filhos perante os meios de comunicação fora da sala-de- aula. Na pedagogia Waldorf, por exemplo, é de grande relevância o papel assumido pelos pais no controle do uso dos meios no contra turno escolar.

Após o levantamento de dados efetuado nas escolas municipais de Espírito Santo do Turvo, segundo a Secretária de Ensino, um dos resultados obtidos com a pedagogia Waldorf foi a diminuição de casos de agressão e violência, por exemplo. Desta forma, buscamos levantar junto aos pais sua visão do papel da escola perante

o comportamento dos filhos, bem como se houve alguma mudança de comportamento após começarem a frequentar aquela escola.

Como exposto na revisão da literatura, muitos pais enxergam os meios de comunicação como de grande potencial para enriquecimento do conhecimento e do nível de informação dos filhos, como meios de diversão e também como janelas de exposição de assuntos considerados impróprios. Buscamos, então, levantar a visão dos pais perante os meios de comunicação, em um primeiro momento de maneira indireta, questionando as maiores preocupações em relação aos filhos e os motivos que mais influenciam os pedidos das crianças. Aqui procuramos abordar os aspectos considerados de maior relevância na relação criança, meio de comunicação e consumo, como a exposição à violência, prática de esportes e alimentação saudável, bem como o papel assumido pelos programas de TV, personagens, propaganda, internet e embalagem dos produtos. Em um segundo momento, de maneira direta e através de perguntas abertas, questionamos a opinião dos pais com relação aos benefícios e os prejuízos que os meios de comunicação podem ter no desenvolvimento dos seus filhos.

E, diante disso, finalmente levantar junto aos pais os hábitos de consumo de mídia das crianças. Desta forma, questionamos as principais atividades que os filhos gostam ou pedem para fazer nos horários de lazer, bem como os principais pedidos das crianças em relação ao que querem ter, usar ou experimentar. Aqui buscamos oferecer um grande número de opções de escolha para que o resultado não fosse direcionado ao uso dos meios de comunicação, com a inserção deles entre outras atividades.

6.2.2 Questionário para crianças de nove a doze anos

O questionário aplicado junto às crianças obedeceu a praticamente os mesmos objetivos do aplicado juntos aos pais. Entretanto, devido à particularidade

do público, optou-se por questões mais breves e objetivas, tornando-se o questionário bem mais sucinto de uma maneira geral.

O levantamento demográfico, por não se tratar, novamente, do foco da pesquisa, uma vez que já houve um recorte quando foi escolhido o público-alvo, restringiu-se a perguntar o sexo e a idade da criança.

O objetivo principal estava em levantar seus hábitos, especialmente o nível de consumo de mídia em seu dia-a-dia. Desta forma, de maneira indireta para que não houvesse um direcionamento das respostas, foi perguntado o que a criança mais gosta de brincar, o que gostaria de ganhar no próximo Natal, bem como suas atividades cotidianas em um dia escolar e em um fim de semana. Essas últimas foram formuladas como questões abertas para que houvesse maior liberdade à criança em relatar seu cotidiano.

Buscamos, ainda, levantar o quanto a mídia e seus personagens interferem em suas projeções. Além de ser assunto recorrente na literatura – a relação da criança com seus ídolos e a forma como personagens midiáticos vêm assumindo esse papel -, também foi um aspecto abordado nas entrevistas qualitativas com os professores (retomaremos este aspecto na análise dos resultados). Desta forma, questionamos às crianças a clássica “o que você quer ser quando crescer?” e se elas pudessem ser outras pessoas, ou um personagem, quem gostariam de ser.

A seguir, iremos analisar os dados obtidos a partir das respostas dos questionários.

Dans le document L'Alternative right (Page 56-59)

Documents relatifs