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Recyclage

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Chapitre 2 : La catalyse par les complexes hybrides non-covalents d’argent

2.7 Recyclage

Uma nova visão sobre o papel dos SIGs e modelos na estruturação de um SSP surgiu a partir de um artigo de Klosterman (2003, publicado originalmente em 1997). Ele argumenta que, do ponto de vista das tecnologias computacionais disponíveis, não faz sentido partir de uma delas (referindo-se ao SIG) para tentar definir o papel dos computadores no processo de planejamento, pois dessa forma tende-se a adaptar as tarefas necessárias às possibilidades oferecidas pela tecnologia, e não o contrário.

Reconhecendo o caráter cada vez mais comunicativo e político do planejamento, este deve ser encarado, segundo Klosterman, como um processo contínuo de concepção, diálogo e debates coletivos, nos quais os planejadores, políticos e a população em geral decidem em conjunto a melhor maneira de gerenciar as preocupações coletivas da sociedade. Os problemas que se apresentam são, quase sempre, semi- ou mal estruturados, isto é, suas variáveis mais relevantes e as relações entre elas não são fáceis de identificar nem de representar em modelos matemáticos. Dentro dessa perspectiva, os SSPs devem ser “estruturas de informação” (information frameworks, no original) que integram outras tecnologias de informação úteis ao planejamento. Sua concepção deve reconhecer que as diferentes tarefas do planejamento exigem ferramentas de naturezas distintas que, portanto, devem estar integradas no SSP.

Além disso, os SSPs devem (KLOSTERMAN, 2003):

a) oferecer uma estrutura de informações para facilitar a comunicação entre os atores envolvidos no planejamento;

b) conter informações estruturadas e também ferramentas para análise, predição e tomada de decisões;

c) possibilitar um trabalho interativo, em que os resultados de uma fase possam informar a revisão / alteração / concepção das outras fases;

d) permitir ao usuário: (1) selecionar o modelo de análise adequado a partir de uma “caixa de ferramentas”; (2) vincular o modelo selecionado às bases de dados pertinentes; (3) rodar os modelos apropriados para estimar as conseqüências das políticas (policies) adotadas; e (4) visualizar graficamente ou espacialmente os resultados.

Apesar disso, Klosterman também defende a utilização de um SIG como a peça central de um Sistema de Suporte ao Planejamento, pelas suas capacidades de visualização de informações

geográficas e de manipulação de dados espaciais para a criação de novas informações. Entretanto, ressalta que apenas o SIG não é capaz de cobrir todas as exigências do planejamento urbano, e que este deve ser complementado com modelos de análise urbana e com outros tipos de software, tais como sistemas especialistas, de apoio à decisão e de decisões em grupos.

Hopkins (1999) propõe uma estrutura de SSP que, apesar de não ter sido efetivamente operacionalizada, contribui para a discussão sobre como um ferramenta desse tipo deve ser estruturada. O principal argumento de Hopkins é que um SSP deve basear sua estrutura nos elementos do sistema urbano (tais como edificações, indivíduos, canais de circulação, etc.), ao invés de se concentrar na sua representação cartográfica, como os SIGs fazem.

As duas idéias fundamentais são: (1) o sistema deve ser construído sobre um conjunto comum de elementos do processo de desenvolvimento urbano; e (2) as ferramentas e vistas do espaço de trabalho devem ser baseadas nas tarefas envolvidas na elaboração e utilização de planos de desenvolvimento urbano. (HOPKINS, 1999, p.334)

Sobre esses dois princípios fundamentais, Hopkins propõe um SSP baseado em três elementos principais: objetos, ferramentas e tarefas. Os objetos seriam o elemento mais básico, representados por atores, atividades, fluxos, investimentos, “facilities”, normas, direitos (rights), tópicos (issues), forças, oportunidades e condicionantes (constraints). O autor não entra em detalhes sobre cada um dos objetos, nem sobre suas características específicas; aparentemente eles foram citados apenas para exemplificar a proposta de orientação ao objeto, e para tornar mais simples o entendimento das ferramentas.

As ferramentas utilizam-se dos objetos para oferecer suporte às tarefas, e podem ser sketches (esboços), mapas, vistas, vistas de modelos, cenários, tabelas de atributos, planos e cenários existentes. Cada ferramenta utiliza os objetos listados acima, mas em cada uma delas um mesmo objeto pode ser representado diferentemente. Assim, nos sketches os objetos teriam menor precisão e riqueza de detalhes do que nos mapas, em que esses aspectos adquirem maior importância.

Essas ferramentas, por sua vez, são utilizadas para realizar as tarefas de sketch planning, modelagem, construção de cenários, avaliações, registro do processo e ações. Na construção de cenários, por exemplo, poderiam ser utilizados os sketches e vistas contendo o resultado de modelos exploratórios, juntamente com tabelas de atributos relevantes, para cada uma das alternativas consideradas.

A proposta de Hopkins (1999) alcança um nível mais concreto, se comparado com os artigos de Harris, Batty e Couclelis, mas ainda se mantém em um nível bastante abstrato quando comparado ao desafio de efetivamente operacionalizar um SSP. De qualquer forma, apresenta contribuições interessantes, principalmente no que diz respeito à orientação ao objeto e à adoção das tarefas específicas do planejamento como foco do SSP, fazendo as demais ferramentas trabalharem para oferecer suporte a elas.

Além disso, nesse artigo Hopkins toca também num ponto ainda não explorado nas discussões sobre Sistemas de Suporte ao Planejamento até então: a possibilidade de oferecer suporte não apenas às análises, no que diz respeito ao conteúdo, ou seja, às teorias sobre desenvolvimento urbano, dinâmica espacial, etc., mas também aos processos envolvidos no planejamento urbano, tais como a construção de cenários e a elaboração de esboços (sketch planning).

Kammeier (1999) trabalha melhor essa distinção entre processo e conteúdo no planejamento, e nota que a maioria dos esforços de concepção e operacionalização de sistemas de suporte ao planejamento têm sido concentrados no conteúdo, isto é, em relações de causa e efeito, na simulação e previsão, e na avaliação de impactos. Entretanto, segundo o autor, processo e conteúdo estão intimamente ligados e, portanto, seria interessante que um SSP oferecesse apoio ao usuário através da condução por todas as etapas do processo de planejamento, desde o problema até a solução final.

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