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RECOMMANDATIONS FINALES

Dans le document Cultivez votre spiruline (Page 75-103)

Subscrevendo Calado & Lavado (2010) “os jovens tendem a considerar a droga como um problema da sociedade Portuguesa, embora sem provocar alarme social, no que concerne à sua representação esta é entendida mais no plano individual do que social, estando afastadas, também, de problemáticas de delinquência, crime ou da repressão.

Esta mudança na perceção é confirmada por estudos Europeus que incidiram mais concretamente sobre a dependência das drogas e do álcool no contexto das doenças cerebrais. O estudo recentemente concluído, sobre fatores psicossociais relevantes para doenças cerebrais na Europa (Psychosocial factors relevant to brain disorders in Europe) (Paradise) demonstrou que o abuso de substâncias está associado a um pesado encargo e a um pesado impacto na vida quotidiana, constatando que as dificuldades mais comuns se encontravam nas funções cognitivas e emocionais, nos cuidados pessoais, nas relações com os outros, no emprego e na vida económica, apenas ultrapassado pelas perturbações provocadas pela ansiedade, a insónia, a depressão grave e transtornos. (OEDT, 2012)

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Segundo o mesmo relatório as perceções relativas ao consumo de Cocaína poderão estar a mudar, sendo referido por alguns estudos que esta poderá estar a perder a sua imagem de droga de estatuto elevado. Neste contexto há diversos fatores que podem ser importantes como qualidade e a pureza, podendo ser esta a causa para levar alguns consumidores a mudar para outros estimulantes, ou ainda um maior conhecimento/informação dos consumidores sobre as consequências negativas do seu consumo. (OEDT, 2012:17)

Relativamente à perceção da população sobre os consumos de álcool, foi realizado estudo no Conselho de Santa Marta de Penaguião no ano de 200710 a um universo de 180 indivíduos confirmou que o ambiente familiar é fator importante para determinar se essa pessoa vai ser alcoólica este facto é confirmado pela maioria da população inquirida em que 34,4% concorda parcialmente e 28,9% concorda totalmente, ainda perante a afirmação se ma pessoa se pode tornar alcoólica devido a problemas psicológicos 40,6% concorda parcialmente e 32,8% concorda totalmente. Quando confrontados os mesmos inquiridos com a afirmação se um Alcoólico não está motivado para a desintoxicação é difícil ajuda-lo, 60,6% concorda totalmente e 22,8% concorda parcialmente, assim desta forma se compreende que a participação em programas de recuperação e em grupos de auto-ajuda é considerado de elevada importância para o bem-estar do consumidor. (Valente, 2007)

Porém, também o estudo de Carvalho et al., (2004-2005), efetuado em Vila Real com alunos do 3º Ciclo foi verificado que os alunos têm uma, opinião bem formada sobre as consequências/efeitos das bebidas alcoólicas. Num universo de 678 alunos, 73,7% salientaram que esta substância causa acidentes, para 67,6% causa problemas de saúde para 61,9% torna as pessoas mais violentas tendo sido, salientado por 24,9% dos alunos que as bebidas alcoólicas tornam as festas mais divertidas, e 15,6% referiram que aquece o corpo, mitos que ainda estão enraizados nesta população.

Quanto às fontes de recolha de informação para as camadas mais jovens o relatório PNCDT (2005-2012:96), refere que para obter informação sobre as substâncias psicoativas ilícitas, a maior parte das pessoas inquiridas, em primeiro lugar é a internet (73% em Portugal e 64% Espanha), quanto à fonte de amigos 41% e familiares 33%, só é referida em indivíduos portugueses.

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Valente (2007).Perceção da população do Concelho de Santa Marta de Penaguião face ao Alcoolismo. Universidade Aberta

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Segundo um estudo de Gomes, os portugueses quando questionados11 sobre o modo como percecionam as substâncias psicoativas: para 90,2% de pessoas existem várias substâncias ilícitas que provocam efeitos e consequências diferentes nos indivíduos”; 88% refere um “problema social e criminal grave”; 73%, admitem que “as drogas ilícitas são um recurso económico de subsistência de muitas populações em vários locais do mundo”; 66,9%, refere que “as drogas deixariam de ser ilícitas se os interesses financeiros associados ao narcotráfico terminassem” e 51% concorda com facto de as “drogas ilícitas fazerem parte de qualquer sociedade e deverem ser encaradas desse modo” (Gomes, 2006:9)

Em relação aos consumidores de substâncias psicoativas 86,7% dos portugueses manifestaram a sua opinião de, em primeiro lugar, são dependentes quimicamente de uma determinada substância; em segundo lugar, 86,3 % concordam que os consumidores de drogas são “doentes”; em terceiro lugar, 85% “são jovens que não pensam nas consequências dos seus atos para o futuro”. (Gomes, 2006:9)

Através deste estudo foi possível verificar, que os “portugueses possuem uma clara tendência para assumir as drogas como sendo algo problemático, e com consequências graves para a sociedade verificando-se, ainda, que possuem uma visão clara, de que as substâncias ilícitas fazem parte de qualquer contexto social”. (Gomes, 2006:9)

De acordo PNCDT (2005-2012) em relação à perceção do risco do consumo de substâncias psicoativas ilícitas em Portugal é referido que o consumo da cocaína, ecstay e cannabis são similares à média de países da união europeia.

Quanto ao concelho de Vila Real, e de cordo com o CRI, é verificada uma baixa perceção do risco dos consumos em contextos recreativos, acrescida da legitimidade sentida pelos consumidores, e esta pode estar associada à grande diversidade e oferta de substâncias, verificando-se, deste modo, uma necessidade de atuação nestas realidades, segundo uma abordagem de Redução de Riscos e Minimização de danos (RRMD). (CRI, 2011)

Diz a teoria que o tipo de perfil está a alterar-se, porém, e para se conseguir ultrapassar estas situações provocadas pelos consumos problemáticos12, o relatório anual do OEDT refere que “é imperioso manter sob permanente vigilância a evolução dos problemas relacionados com a droga já existentes e desenvolver, simultaneamente, respostas para novas ameaças e novos desafios”. (OEDT, 2012:13)

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Esta pesquisa foi desenvolvida com base num inquérito por questionário a uma amostra representativa da população Portuguesas de (n=1002), com 15 e mais anos, residentes em Portugal (Gomes, 2006:9)

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Para o OEDT a definição de consumo problemático de droga é a de consumo de droga injetável ou consumo prolongado e regular de opiácios, cocaína e/ou anfetaminas. O ecstasy e a cannabis não são incluídos nesta categoria disponível em http://www.emcdda.europa.eu/stats11/pdu/method.consultado em 20/01/2013

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Para Goulão é falsa a sensação de segurança transmitida aos consumidores pelo fato de serem lojas “de porta aberta”, tem conduzido a episódios graves originados pelos consumos dessas substâncias, quer ao nível mental (ataques de pânico, surtos psicóticos), quer da saúde física (perturbações cardiovasculares), e por se tratar de novas sustâncias e na maioria dos casos são desconhecidos os seus efeitos, também ocasionam dificuldades acrescidas aos profissionais de saúde que lidam com estas situações para descobrirem as causas e os riscos envolvidos (ASAE/DGS/SICAD, 2012:1-2).

Paralelemente e neste contexto de insegurança, da disponibilidade das novas drogas e associados aos riscos causados pelos seus consumos, de acordo Pacheco et al., (2009) são salientadas a existência vários fatores de risco e de proteção que podem ser agrupados e relacionados com a substância, o indivíduo, a família, os aspetos psicossociais e escolares, e o contexto social onde a pessoa está inserida, ainda, em identifica diferentes níveis de fatores de risco e de proteção, que estão organizados de acordo com os contextos onde a pessoa está inserida e a sua interação e o desenvolvimento humano saudável resulta de um equilíbrio entre esses mesmos fatores.

Para o mesmo autor, neste final de século, as sociedades têm vindo a sofrer alterações que têm contribuído para uma modificação nos contextos socioculturais, levando ao aparecimento de novos fatores de risco e proteção, mesmo em alguns padrões de consumo já identificados, salientando-se, assim, a necessidade de uma investigação constante, uma vez que só com um conhecimento mais aprofundado desta problemática é possível fazer uma intervenção eficaz a nível da prevenção primária das toxicodependências, onde o principal objetivo se circunscreve na redução dos fatores de risco e na busca de comportamentos alternativos ao consumo, principalmente incidindo ao nível da promoção da responsabilidade individual e social e através de um envolvimento no processo e com um desenvolvimento continuo a nível físico, psíquico e social.

No que diz respeito aos fatores de risco associados é de considerar que o abuso dos consumos das substâncias psicoativas e o tráfico de estupefacientes estão entre os problemas mais graves que o mundo de hoje tem de enfrentar. É difícil quantificar as consequências pessoais, económicas e sociais do consumo abusivo, e este que têm sido motivo de preocupação para cada país. A este propósito o relatório final do PNCDT (2005-2012), salienta que consumo e tráfico de drogas em Portugal, ao longo dos últimos anos, o tem vindo a apresentar mutações mais ou menos percetíveis, sobressaindo entre estas a alteração do

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perfil dos consumidores e dos padrões de consumo, a diversidade de oferta de substâncias e, inclusivamente, a própria perceção social do fenómeno e a respetiva mudança de paradigma.

Ou seja, a intervenção social sobre a toxicodependência deve partir dos fatores de risco e potenciar fatores de proteção tal como de mostra no Quadro 7.

Quadro 7 –Fatores de risco e de proteção da toxicodependência em crianças e jovens.

Nível FATORES Risco Proteção In d iv id u al/ P are s

 Comportamento anti-social precoce e persistente;

 Início precoce de consumos de substâncias psicoativas;

 Atitudes favoráveis quanto ao consumo de substâncias psicoativas;

 Relação com pares consumidores, que se envolvem em comportamentos problemáticos, delinquentes, etc;

 Suscetibilidade à pressão (negativa) de pares;

 Relações negativas com adultos;

 Predominância da vinculação do adolescente ao grupo de pares em relação aos pais;

 Impulsividade com baixo controle das emoções;

 Baixa tolerância à frustração;  Fácil passagem ao ato;

 Comportamentos anti-sociais na infância ou na adolescência caraterizado por elevada hostilidade; alienação e intolerância social.

 Atitudes negativas sobre o consumo de drogas;

 Oportunidades de envolvimento pró- social e reconhecimento das atividades desenvolvidas;

 Relação com pares envolvidos na escola, em atividades recreativas ou outras atividades organizadas;

 Resistência à pressão negativa dos pares;  Relação positiva com adultos;

 Alguns valores convencionais vinculados pelo grupo de pares;

 Grande tolerância à frustração;

 Elevada capacidade de adiar a gratificação  Autonomia;

 Aspetos associados a um temperamento dócil autoestima;

 Crenças de autoeficácia;

 Capacidade de resolução de problemas;  Controlo interno;  Competências de relacionamento interpessoal;  Expetativas de sucesso. F am íl ia

 Famílias com comportamentos de elevado risco, pais toxicodependentes;

 Violência doméstica;

 Inexistência de regras consistentes e adequadas;

 Fraco vínculo entre país e filhos;

 Falta de acompanhamento e de supervisão por parte dos adultos;

 Ausência de clareza e de consistência na definição de regras, dos limites dos subsistemas e dos papéis dos diferentes intervenientes;

 Atitudes favoráveis e comportamentos de uso ou abuso de substâncias;

 Vinculação do adolescente ao grupo de pares em relação aos pais.

 Forte vínculo afetivo entre pais e filhos;  Dinâmicas familiares positivas;

 Aplicação de regras de forma consistente e adequada à idade dos filhos;

 Capacidade da família para resolver os seus conflitos,

 Acompanhamento e supervisão por parte dos adultos;

 Vinculação a normas e valores transmitidos pelos pais, nomeadamente aqueles que são próprios do grupo étnico a que pertencem, ou da religião que professam.

Esc

o

la

 Absentismo e abandono escolar;  Fraco compromisso com a escola;

 Comportamento anti-social precoce e persistente

 Ambiente institucional positivo;

 Boa relação e acompanhamento por parte dos professores e profissionais com os alunos;

 Sucesso no aproveitamento escolar;  Cooperação entre professores e pais dos

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(Cont.)

Fonte: Pacheco et al., (2009:37) e PORI (2012:24-25)

Assim, e de acordo com o PORI (2012: 24) “na análise dos fatores de risco e de proteção, mais importante do que a identificação dos fatores de risco é a identificação dos fatores de proteção com o objetivo de serem desenvolvidas intervenções adequadas”. No entanto existem vários modelos baseados na multiplicidade de fatores de risco e de proteção nesta área da toxicodependência.

Desta forma, dada a pouca eficácia que a estratégia proibicionista tem vindo a mostrar, na opinião Cruz & Machado (2011), é mais proveitoso trabalhar na redução de danos, implicando, assim, educar sobre e para o consumo, envolvendo os consumidores no processo de mudança, discutir não apenas os riscos e danos do consumo mas, também, as suas potenciais vantagens e analisar o papel da experiência de consumo dos adolescentes e nos comportamentos de risco e verificar a influência do sexo e idade, conjuntamente com as práticas de consumo desses comportamentos. Além disso, para um trabalho na redução de danos, é necessário o estabelecimento de uma relação de confiança com os consumidores através da valorização das suas perspetivas (e.g., sobre os riscos e vantagens do consumo), e das condições concretas no quotidiano do seu consumo defendendo a possibilidade da minimização os danos relacionados com as drogas encorajando para um consumo responsável.

Contudo, para dar resposta a esta problemática dos consumos das substâncias psicoativas, Silva (2011) admite, que relativamente à regulamentação legal sobre a

Nível FATORES Risco Proteção Co m u n id ad e  Disponibilidade de drogas;

 Privação económica e social extrema;  Fraca ligação ao bairro e desorganização da

comunidade;  Discriminação;

 Desemprego e emprego não qualificado.

 Oportunidades de participação enquanto elementos ativos na comunidade;  Diminuição do acesso às substâncias;  Normas culturais que definam expetativas

elevadas relativamente aos jovens;  Existência de redes de trabalho social e

sistémicas de suporte na comunidade.

Co

n

tex

tu

al

 Disponibilidade e a facilidade de acesso às drogas

 Utilização dos rendimentos provenientes do tráfico de drogas como fontes de subsistência familiar.

 Envolvimento da criança nas atividades escolares;

 Envolvimento da criança e do adolescente em atividades sociais convencionais;

 Clareza de normas;

 Expetativas quanto ao seu comportamento.

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problemática dos consumos, Portugal foi adquirindo uma posição um pouco ambivalente, apesar de, no início do século XXI optar por uma política mais proibicionista, juntou-se, a outras posições mais liberais de países como a França e Inglaterra. Em julho de 2001, decide descriminalizar13 o consumo de todas as drogas, mantendo no entanto uma penalização para os infratores. O IDT é o organismo responsável pela aplicação prática das decisões politico- legais nas principais áreas de intervenção relativas á toxicodependência: a prevenção, a dissuasão, o tratamento, a redução de riscos e minimização de danos e a reinserção.

Pode concluir-se que é necessário haver um investimento na prevenção dos consumos de substâncias psicoativas, relativamente aos mais jovens e à experimentação de drogas estimulantes como é o caso das anfetaminas e dos alucinogénios National Institute of

Drug Abuse (NIDA). Estes programas de prevenção devem ser desenhados de forma a intervir

precocemente, mesmo ao nível do pré-escolar, tendo em conta os fatores de risco, associados contudo é fundamental estar atentos a alguns comportamentos agressivos e competências sociais pouco adaptadas às dificuldades demonstradas nos percursos escolares. (Pimentel,1999)

Além disso, deve-se ter em conta a idade de início no consumo, na medida que, quanto mais cedo houver contato com as drogas, mais facilmente esta estabelecerá hábito e dependência, daí todo o interesse na prevenção, o mais cedo possível.

Carvalho et al., (2004-2005), sugerem que a prevenção primária se faça antes dos 12- 13 anos e que esta seja prolongada pelo 3º ciclo e secundário essas intervenções deverão ter em conta o maior envolvimento do sexo masculino nos consumos e no papel das emoções, uma vez que, uma das principais motivações para o consumo de droga parece ser o de experimentar novas sensações.

Pensamos que a implementação de medidas ou intervenções de promoção da saúde pode ter um impacto positivo, porém torna-se necessário compreender os contextos e os grupos específicos, articulados com a sociedade e envolver as famílias nos programas de tratamento.

De um modo geral, alguns estudos apresentam resultados consistentes entre si, quer a nível da extensão das prevalências, quer das tendências de consumo, alertando para a necessidade de um reforço das medidas preventivas para o futuro, onde se prevê provavelmente um agravamento dos problemas relacionados com os comportamentos os consumos e as dependências, provocadas pelo novo desafio das novas substâncias psicoativas

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e, este também aleado à conjuntura de profunda crise económica e social, na Europa e em Portugal.

Desta forma, a aposta na prevenção do consumo de substâncias psicoativas deve ser uma aposta em locais de diversão e contextos recreativos noturnos, com programas de prevenção pois, os comportamentos, associados aos consumos não só influenciam a saúde do utilizador, mas também a sua segurança14. Vejam-se estatísticas de acidentes de viação e violência que indicam que é significativa a incidência destas situações sob a influência do álcool, ou em combinação com outras drogas.

14 A autora da tese tem conhecimento sobre esta temática, pela experiência adquirida a quando da realização do estágio sobre tema do alcoolismo no centro de saúde de Santa Marta de Penaguião em 2007.

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CAPÍTULO II – O Estado, Políticas e desafios de intervenção na área da

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