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Recognition of CFS

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4.9 Care and support needs

4.9.3 Recognition of CFS

Sendo os roteiros o instrumento de coleta de dados, optou-se pela metodologia de pesquisa de análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin (2004), mais especificamente a análise categorial. Para isso, são propostas quatro etapas preliminares: a organização da análise; a codificação, a categorização; a inferência. Para tratar os dados quantitativos será utilizada estatística simples, comparando seus resultados com os obtidos na pesquisa qualitativa.

Análise qualitativa

A análise qualitativa levanta problemas sobre a pertinência dos índices retidos, visto que selecioná-los sem tratar exaustivamente todo o conteúdo pode levar a deixar de lado elementos importantes ou considerar elementos não significativos. Os índices são instáveis e uma resistência por parte do analista à mudança será tanto mais nefasta quanto o procedimento qualitativo funda a sua interpretação em elementos escassos.

Desta forma, pode-se dizer que o que caracteriza a análise qualitativa é o fato de que a inferência, sempre é realizada, fundada na presença do índice e não sobre a freqüência da sua aparição, em cada comunicação individual.

Categorização

Esta etapa não é obrigatória de toda e qualquer análise de conteúdo. A categorização é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As categorias são rubricas ou classes, que reúnem um grupo de elementos (unidades de registro, no casa da análise de conteúdo) sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos. O critério de categorização pode ser semântico (categorias temáticas: por exemplo, todos os temas que significam a ansiedade ficam agrupados na categoria

“ansiedade”, enquanto que os que significam a descontração ficam agrupados sob o título conceitual “descontração”), sintático (os verbos, os adjetivos), lexical (classificação das palavras segundo o seu sentido, com emparelhamento dos sinônimos e dos sentidos próximos) e expressivo (por exemplo, categorias que classificam as diversas perturbações da linguagem). Classificar elementos em categorias impõe a investigação do que cada um deles tem em comum com outros. O que vai permitir o seu agrupamento é a parte comum existente entre eles.

A categorização é um processo de tipo estruturalista e comporta duas etapas:

 o inventário: isolar os elementos;

 a classificação: repartir os elementos, e portanto procurar ou impor uma certa organização às mensagens.

A categorização tem como primeiro objetivo fornecer, por condensação, uma representação simplificada dos dados brutos e pode empregar dois processos inversos:

 É fornecido o sistema de categorias e repartem-se da melhor maneira possível os elementos, à medida que vão sendo encontrados. Este é o procedimento aplicável no caso da organização do material decorrer diretamente dos funcionamentos teóricos hipotéticos.

 Ou o sistema de categorias não é fornecido, surgindo da classificação analógica e progressiva dos elementos. Este é o procedimento por “milha”. O título conceitual de cada categoria somente é definido no final da operação. Existem boas e más categorias. Um conjunto de boas categorias deve possuir as seguintes qualidades: a exclusão mútua; homogeneidade; pertinência; objetividade e fidelidade; e produtividade.

Inferência

A inferência não passa de um termo para designar a indução, a partir dos fatos. A análise de conteúdo constitui um bom instrumento de indução para se investigarem as causas (variáveis inferidas) a partir dos efeitos (variáveis de inferência ou indicadores; referências no texto), embora o inverso – predizer os efeitos a partir de fatores conhecidos – ainda esteja ao alcance de nossas capacidades.

Análise categorial

Funciona por operações de divisão do texto ou outra fonte de informação em unidades, em categorias segundo reagrupamentos analógicos de acordo com os objetivos da pesquisa. Entre as diferentes possibilidades de categorização, a investigação dos temas, ou análise temática, é rápida e eficaz na condição de se aplicar a discursos diretos e simples. Assim, as questões escritas dos roteiros foram categorizadas a partir de seus objetivos em relação aos obstáculos que se pretende superar, apresentadas a seguir:

Categoria 1 – obstáculos ontogênicos

Interpretação – dificuldades de leitura e interpretação das questões/orientações: questões que exigem interpretação para que seja respondida. Não pode ser respondida por uma resposta direta.

Escrita – dificuldades de escrita/expressão: questões onde é necessária alguma descrição ou argumentação para que seja respondida.

Geometria – dificuldades com geometria analítica (perpendicularidade, paralelismo e tangência): questões que envolvem, na resposta ou na visualização, conceitos da geometria analítica como perpendicularidade, paralelismo e tangência.

Abstração – dificuldades de abstração, que solicitam mais do que a simples observação e descrição do que é mostrado na visualização. É necessário que o aluno relacione o que foi visualizado com o conteúdo teórico estudado, relacionando assim, os modelos visuais e textuais/verbais. Esta categoria está ligada à outra, denominada “Modelo”, pertencente à dos obstáculos epistemológicos, visto que a não aceitação do modelo científico pode levar ao fracasso ao tentar relacionar o que é visualizado com as idéias do aluno sobre o fenômeno.

Categoria 2 – obstáculos epistemológicos

Modelo – dificuldades de aceitar/utilizar o modelo científico: questões que solicitam que o aluno descreva o modelo ou a relação entre variáveis.

Analogia – utilização de analogias ou expressões inapropriadas: ocorre em questões que solicitam que se descreva o que é visualizado, onde os alunos fazem uso de analogias para explicar o fenômeno ao invés dos termos mais próximos aos científicos.

Para analisar os desenhos, eles foram divididos em três categorias: 2D – desenhos que não utilizam recursos de perspectiva; 3D – faz uso de recursos de perspectiva; e Ambos – onde parte do desenho utiliza e parte não utiliza recursos de perspectiva. Não seguiremos a mesma linha das categorias anteriores, mais abrangentes, para não complicar ainda mais a análise dos resultados.

CAPÍTULO 4 – APLICAÇÃO DA SEQÜÊNCIA DIDÁTICA

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