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Dans le document rapport scientifique 2007-2008 (Page 84-87)

A formulação de um problema de investigação, segundo Freixo (2009:157), “consiste em desenvolver uma ideia através de uma progressão lógica de ideias, de argumentos e de factos relativos ao estudo que se deseja empreender”.

Tendo em conta o envelhecimento demográfico, ou seja, o aumento progressivo do número de idosos, esse mesmo processo que se verifica cada vez de forma mais evidente no nosso país, o problema da nossa investigação é:

Quais as diferenças ao nível da Composição Corporal, da Motivação Autodeterminada e da Satisfação com a Vida dos Idosos, para a Prática de Atividade Física Supervisionada, comparando as diferentes frequências de prática semanal, o sexo e os níveis de composição corporal e o contexto institucional, e qual a relação entre as variáveis?

3.2.1.

Hipóteses de estudo

Segundo Carneiro (2012), ao criar as hipóteses procura-se para além de estabelecer uma conexão causal, uma probabilidade de haver relação entre as variáveis em causa, podendo ser de dependência, de associação e também de causalidade (Carne iro, 2012). Podem ser consideradas como uma suposição que antecede a constatação dos factos.

Tendo em conta os estudos analisados na revisão de literatura e no estado da arte, recorrendo também à nossa sensibilidade e até experiência, definimos quinze hipóteses, cuja confirmação pretendemos testar ao longo do estudo. Assim foram formuladas as seguintes hipóteses:

Hipótese Geral 1 (H1): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da motivação autónoma para a prática da AF supervisionada, comparando o sexo masculino e o feminino, evidenciando o sexo feminino os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 2 (H2): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível das necessidades psicológicas básicas e satisfação com a vida para a prática da AF supervisionada, comparando o sexo masculino e o feminino, evidenciando o sexo feminino os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 3 (H3): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da motivação autónoma para a prática da AF supervisionada, comparando os sujeitos dos dois grupos de AF supervisionada, evidenciando os sujeitos com maior frequência semanal, os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 4 (H4): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível das necessidades psicológicas básicas e satisfação com a vida para a prática da AF supervisionada, comparando os sujeitos dos dois grupos de AF supervisionada, evidenciando os sujeitos com maior frequência semanal, os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 5 (H5): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da composição corporal (IMC, PC, PA, %MG, MM e MO), comparando os sujeitos dos dois grupos de AF supervisionada, evidenciando os sujeitos com maior frequência semanal, os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 6 (H6): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da motivação autónoma para a prática da AF supervisionada, comparando os idosos

institucionalizados com os não institucionalizados, evidenciando os não

institucionalizados os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 7 (H7): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível das necessidades psicológicas básicas e satisfação com a vida para a prática da AF supervisionada, comparando os idosos institucionalizados com os não institucionalizados, evidenciando os não institucionalizados os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 8 (H8): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da composição corporal (IMC, PC, PA, %MG, MM e MO), comparando os idosos

institucionalizados com os não institucionalizados, evidenciando os não

institucionalizados os valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 9 (H9): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da motivação autónoma para a prática da AF supervisionada, comparando os diferentes níveis de composição corporal dos idosos, evidenciando os de Faixa saudável valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 10 (H10): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível das necessidades psicológicas básicas e satisfação com a vida para a prática da AF supervisionada, comparando os diferentes níveis de composição corporal dos idosos, evidenciando os de Faixa saudável valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 11 (H11): Existem diferenças estatisticamente significativas ao nível da composição corporal (IMC, PC,PA, %MG, MM e MO), comparando os diferentes níveis de composição corporal dos idosos, evidenciando os de Faixa saudável valores mais favoráveis.

• Hipótese Geral 12 (H12): Existe uma correlação negativa entre a idade e as necessidades psicológicas básicas e satisfação com a vida para a prática da AF supervisionada.

• Hipótese Geral 13 (H13): Existe uma correlação negativa entre a idade e a motivação autónoma para a prática da AF supervisionada.

• Hipótese Geral 14 (H14): Existe uma correlação positiva entre a idade e a composição corporal (IMC, %MG, PC, PA), à exceção da massa muscular e mineral ósseo.

• Hipótese Geral 15 (H15): A produção de afetos é a variável com maior poder explicativo dos níveis de satisfação com a vida neste grupo populacional.

3.2.2.

Variáveis de estudo

Ao inserirmos algumas variáveis possibilita-nos aprofundar a abordagem do assunto, conseguindo resultados de acordo com os objetivos pretendidos.

A variável independente é aquela que estamos interessados em conhecer o seu efeito, ou seja, o resultado da sua ação sobre outras variáveis, as variáveis dependentes (Petrica, 2003). Segundo Tuckman (2000: 122), “a variável dependente é o fator que é observado e medido, para determinar o efeito da variável independente ou seja, o fator que se manifesta, desaparece ou varia, à medida que o investigador introduz, remove ou faz variar a variável independente. […] É considerada dependente, porque o seu valor depende do valor da variável independente. […] Representa o efeito pressuposto da variável independente.” Para Petrica (2003) há alguns fatores que, teoricamente, podem afetar o estudo, são as variáveis que intervêm, mas que não são controladas e que, por isso, convém estarmos conscientes da sua influência. Ou seja, são variáveis exteriores à investigação que influenciam os seus resultados.

Posto isto, apresentamos as seguintes variáveis:

· Variáveis Dependentes: Como variáveis dependentes no domínio psicológico, avaliaremos a motivação, as necessidades psicológicas básicas, a satisfação com a vida e os afetos positivos e negativos. Estas dimensões serão avaliadas pelos questionários e escala que se apresentam no ponto de descrição dos instrumentos.

· Valores de Composição corporal (IMC, percentagem massa gorda, Perímetro cintura, Mineral ósseo, massa muscular).

· Variáveis Independentes: Faixa etária, sexo, contexto institucional e nível/escalão de composição corporal.

· Variáveis Parasitas: Vivências dos sujeitos da amostra, estilos de vida dos sujeitos, estado nutricional e hábitos/dieta alimentar, outras atividades não previstas (agricultura, atividades domésticas, meio de deslocação, etc.).

Capítulo IV

4. Metodologia

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