Image formation
2.2 Photometric image formation
2.2.2 Reflectance and shading
O estágio pedagógico sugere que cada núcleo de estágio realize uma ação de formação sobre um tema pertinente para a comunidade Escolar.
Como tal, o nosso núcleo optou por expor uma visão sobre a temática do Modelo de Educação Desportiva, por duas razões: em primeiro lugar, este modelo de ensino não é muito frequente nas nossas Escolas (pois os docentes simplesmente não conhecem este meio de lecionar), em segundo lugar, nós estagiários poderíamos não só apresentar a base teórica do MED, mas também dar um contributo prático sobre a sua implementação em três turmas
Para a concretização da ação de formação foi necessário que todos trabalhassem em conjunto, sendo distribuídas tarefas entre o núcleo de estágio. Deste modo, o núcleo elaborou os convites, os diplomas e o questionário para ser administrado na ação de formação. Elaborou ainda o Power Point, um vídeo para ser apresentado na sessão e organizou o coffee break, contando, para isso, com a ajuda da professora cooperante e de alguns docentes da Escola (estando sempre presente a relação com a comunidade.)
O simples facto de termos concebido uma ação de formação dotou-nos de inúmeros conhecimentos. Segundo o que me foi ensinado em profissionalidade pedagógica, no primeiro ano de mestrado, a educação deve organizar-se à volta de quatro aprendizagens: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser (Delors, 2001).
Julgo que o facto de termos concretizado uma ação de formação permitiu-nos aprender a todos estes níveis: aprendemos a conhecer, pois foi necessário trabalhar e estudar a matéria ou tema que foi apresentado ao público, aprendemos a fazer uma ação de formação com tudo o que ela acarreta, aprendemos a viver juntos, sendo que não seria possível realizar a mesma, sem que todos ajudassem e, por fim, aprendemos a ser, porque todos os saberes que foram adquiridos contribuíram para fortalecer as competências do nosso “ser professor”, promovendo a autonomia e a responsabilidade pessoal.
A ação de formação foi organizada em dois momentos. Na primeira parte pudemos contar com a presença do Professor Rui Araújo, que fez um enquadramento teórico do MED, apresentando as suas vantagens e desvantagens, assim como os cuidados a ter aquando da sua implementação nas aulas. A sua apresentação foi um pouco longa, contudo bastante interessante.
O professor deu a conhecer o MED de uma forma bastante completa, tendo sido importante para a compreensão por parte do público. Como já referi anteriormente, muitos dos docentes que já terminaram a sua formação há alguns anos não conhecem este modelo e por isso não o dominam, sendo necessário, na minha opinião, realizar ações de formação e centros de partilha,
onde cada um divulgue o seu conhecimento e experiência, no que diz respeito a este tema.
Julgo ter sido bastante pertinente convidar um profissional de Desporto que já utilizou por diversas vezes o MED em Escolas e em anos distintos de ensino e que, por isso, domina em grande escala os saberes subjacentes ao modelo referido.
Para que o MED se tornasse real aos olhos do público e para não dar a ideia de utopia, foi essencial termos transmitido as dificuldades que sentimos na aplicação do modelo e os aspetos positivos que daí advieram. Assim, também nós realizamos uma pequena exposição sobre a experiência que vivenciamos aquando da aplicação do MED, na modalidade de atletismo.
Foi bastante pertinente, pois o resultado deste modelo depende do professor em si e da turma, assim, como não existem turmas iguais nem professores iguais, é óbvio que o produto, à partida, vai ser completamente distinto. A nossa preocupação foi transmitir fielmente os acontecimentos sem nunca perder de vista os benefícios que o MED pode trazer a uma turma, ou seja, transmitir a ideia de que, apesar do trabalho e da dificuldade de implementar este modelo, vale a pena todo o esforço e todas as preocupações, pois a balança dos prós e dos contras encontra-se bastante inclinada para os prós.
Como os intervenientes deste modelo não são apenas os professores, os alunos também deram o seu contributo, de forma a complementar tudo aquilo que referimos na nossa apresentação.
O coffee-break foi um espaço de convívio, de troca de ideias e ultrapassando a simples pausa para o café obrigatório, abrangido pela ação de formação, tornou-se num local de bem-estar, onde pessoas da mesma área debateram vários aspetos sobre a educação.
O coffee-break deveria ter sido intitulado como “Espaço partilhado”, pois foi um momento partilhado por todos, onde todos compartilharam ideias e saberes sobre o tema da educação.
materiais autoconstruídos. Teria sido útil para os docentes terem observado, com cuidado, os materiais construídos por nós, pois não raras vezes os professores reclamam que a Escola não contém instrumentos de trabalho necessários à lecionação de determinadas modalidades. Este é um meio/solução para que o profissional de EF não restrinja o seu processo de ensino-aprendizagem.
Para mim, esta atividade desenvolvida no âmbito do estágio pedagógico foi única, foi um momento de aprendizagem e de ensinamento, um momento de convívio e de partilha, um momento de confiança e de alegria. A formação deve ser um direito e um dever do docente, pois os conhecimentos não são definitivos e estáticos, pelo contrário, estão em constante mutação e desenvolvimento.
Em suma, as instituições de ensino devem promover ações de formação que dotem os docentes de novos conhecimentos e ferramentas para inovarem o ensino, levando-os a refletir também sobre as suas práticas de ensino.
“A formação passa pela experimentação, pela inovação, pelo ensaio de novos modos de trabalho pedagógico. E por uma reflexão crítica sobre a sua utilização” (Nóvoa 1992, p.28).