PARTIE III : LE CALCUL DE RATION EN PRODUCTION LAITIERE
Ration 1 : Ration pour vache laitière à 25 litres avec une stratégie de complémentation au
O campo da tecnologia leve inclui a tecnologia de relações entre sujeitos, que se materializa em atos de acolhimento, vínculo e autonomização como elementos vitais do ato de cuidar. O modelo de atenção à saúde requer tecnologias cuja intervenção ultrapassa a incorporação daquilo que já se acumulou em outras experiências. Incorpora o saber relacionado com instrumentos e formas organizacionais, além de um eficiente e eficaz sistema de retaguarda, levando em consideração a dimensão social que configura e dá sentido à dimensão biológica.
A base tecnológica leve inclui o ato de cuidar como forma política de realizar objetivos sociais, de interesse coletivo e que expande
o limite do setor saúde. Nessa base, os agentes sociais transcendem o nível dos profissionais e dos técnicos de saúde e inclui o usuário como seu ordenador (SANTOS; MERHY, 2006), daí propormos aqui para o HDG: atos de acolhimento, de criação de vínculo e de autonomização dos usuários.
Como atos de acolhimento entendemos atitudes de abertura com recepção humana sensível às necessidades de saúde do usuário que acessa o serviço: gentileza e prontidão de parte de qualquer membro da equipe que atenda o usuário em sua chegada; o fornecimento de respostas satisfatórias às necessidades manifestadas pelo usuário, independente da lógica do serviço, encaminhando-o prontamente ao programa que melhor poderá atendê-lo.
A diretriz do acolhimento e acesso é ética, portanto se um paciente que vinha sendo atendido pelo HDG, ou que o procurou, tiver necessidades de atendimento que não cabe ao HDG, encaminhamentos devem ser providenciados como direito e garantia de continuidade de atenção, até que se resolvam seus problemas. Pode acontecer em idosos muito dependentes, que por razões sociais não tenham mais condições de permanecer no lar definitivamente após a alta do HDG. Nesses casos, é responsabilidade do serviço social acionar providências, inclusive de institucionalização, se necessário, para assegurar-lhes proteção da vida.
As situações de agudização de quadros clínicos ou emergências cirúrgicas não são raras em idosos, casos em que, se houver necessidade de removê-los para uma emergência/urgência, cabe à equipe do HDG providenciar a remoção por meios próprios ou através dos serviços contratados. A organização do HDG não pode eximir-se da responsabilidade de acompanhar o encaminhamento de pacientes por esses serviços. São atos de acolhimento, de compromisso profissional e ético, de zelo pela saúde do paciente até que seus problemas tenham encontrado o lócus apropriado para serem resolvidos.
Os atos de criação de vínculo autenticamente estabelecidos se referem ao encontro entre os profissionais da saúde e os usuários. Tal encontro implica escuta sensível, compromisso e corresponsabilidade ampliando a eficácia das ações de saúde, com a participação do usuário como ator de seu próprio plano terapêutico. A criação de vínculo enquanto uma das ferramentas de cuidado deve ser uma das metas de ação de saúde que se concretize no trabalho vivo em ato como produto eficaz.
Experiências práticas e estudos com idosos em nosso meio têm mostrado que, quando a recepção e acolhimento pelos serviços de saúde não são satisfatórios, impossibilitando o vínculo, geralmente esses
usuários desistem de continuar buscando o atendimento. Tal atitude muitas vezes acarreta a piora do seu estado de saúde ou não aderência ao tratamento específico proposto. Por outro lado, quando o vínculo não se formou ou é frágil, muitas vezes compromete o relacionamento entre o idoso e profissional, podendo reduzir a confiança. Nesses casos, diagnóstico e tratamento podem ser prejudicados, pois o idoso não se sente à vontade para revelar aspectos importantes de sua saúde, tais como: dúvidas, medos e queixas, entre outros.
Quanto aos atos de Autonomizacão dos usuários, o protagonismo estimulado leva à inclusão do exercício de projeto coletivo, sem reprimir ou suprimir as diferenças e singularidades individuais. Atos de autonomização dos usuários valorizam e possibilitam a formação de uma identidade que é sempre dinâmica. Trata-se de um processo intersubjetivo de participação que possibilita aos usuários serem protagonistas de sua recuperação, assumindo modos de governar sua própria vida.
É cada vez mais comum adotar-se nos serviços de saúde estratégias de grupo de discussão e grupo de apoio, com fins educativos, de mudança de comportamentos de saúde e de enfrentamento em diferentes situações de saúde. Também é necessário incluir aqui a autonomização dos familiares cuidadores de idosos mais idosos em situação de fragilidade crescente. Esses familiares devem ser considerados parceiros do cuidado no HDG e também clientes, pois devem ser atendidos preventivamente, considerando o estresse que a sobrecarga do cuidado diuturno no domicilio acarreta.
Em suma, a organização do serviço e do cuidado em HDG deve resultar na integralidade da atenção requerida pelo usuário, onde profissionais respondem com postura ética, competência, responsabilidade e capacidade de criar vínculos. Semelhantes atitudes funcionam também como elementos facilitadores dos encontros e do gerenciamento do cuidado dos usuários. Interdependentes na organização do serviço e do cuidado, as tecnologias cuidativas de diferentes naturezas compõem a caixa de ferramentas e dão sentido à prática do cuidado. Tal prática é exercida quando, no encontro entre profissionais, a atuação é sempre cooperativa e interdependente, interagindo e dialogando de modo a alcançar a meta comum do cuidado integral das pessoas idosas e suas respectivas famílias.