1.3 Dynamique des uides de grade deux
2.1.2 Rappels en dimension trois
Face à crescente internacionalização das empresas, aliada à crise económica internacional os grupos empresariais que possuem uma relação de grupo procuram novas alternativas de financiamento, através de uma gestão conjunta de tesouraria a que se dá o nome de gestão centralizada de tesouraria ou sistema de “Cash Pooling”. Trata- se de uma técnica e serviço bancário/financeiro que pode ser utilizado entre contas bancárias de diversas empresas do grupo ou entre contas bancárias de uma só empresa. O principal objetivo deste projeto consistia na análise da viabilidade de implementação de uma gestão centralizada de tesouraria num centro de serviços partilhados. O estudo fundamentou-se na revisão de literatura e na realização de entrevistas, na empresa em análise, ao diretor da direção financeira, da direção administrativa, da direção de sistemas de informação, da direção jurídica e de contencioso, da direção de planeamento auditoria e controlo e ao diretor de operações e planeamento estratégico, de modo a obter as informações necessárias para o desenvolvimento da análise. A pertinência deste estudo prendeu-se com a definição de diretrizes (conjunto de critérios e fatores) e o fornecimento de informação para uma tomada de decisão mais sólida quanto à viabilidade de implementação de uma gestão centralizada de tesouraria. Foram assim definidas e propostas oito diretrizes para apoio à análise da viabilidade: a estrutura da organização, a tecnologia e sistemas de informação, a distribuição geográfica, a envolvente legal/fiscal, os recursos humanos, os custos de implementação, a cultura organizacional e a relação bancária.
Cada uma destas diretrizes foi analisada para o caso concreto da empresa em apreço. Constata-se que o sucesso desta técnica depende primeiramente da estrutura e cultura da organização. É necessário uma mudança de mentalidades e o envolvimento da administração de topo. De acordo com o que foi enunciado no capítulo 4, pode-se concluir que de um modo geral a implementação de uma gestão centralizada de
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tesouraria exige uma estrutura centralizada com descentralização de poderes e um forte pensamento de grupo.
A escolha da modalidade mais apropriada para adoção do sistema depende também ela das características da empresa. Concluiu-se que para optar por qualquer uma das modalidades é necessário um forte pensamento de grupo e o devido aconselhamento legal e fiscal. Constata-se ainda que a empresa só não dispõe de condições para eleger qualquer uma das modalidades por não possuir um departamento financeiro fortemente centralizado e por não se verificar ainda um firme pensamento de grupo.
De um modo geral, avaliando a generalidade dos fatores e critérios, crê-se que a empresa ainda não possui todas as condições essenciais para a adoção de uma gestão centralizada de tesouraria, para que ela funcione sem entraves e limitações. No entanto, verifica-se também que para alguns fatores a empresa já possui uma situação favorável: o nível de desenvolvimento de tecnologia e sistemas de informação, em que não serão necessárias significativas reconfigurações, a existência de uma boa relação bancária, a já existência de uma entidade centralizadora e o facto de ter passado por uma experiência semelhante num passado recente que envolveu mudanças na cultura e estrutura da organização aquando da implementação do centro de serviços partilhados. Embora se constate que de momento não é viável para a empresa em análise a adoção de uma gestão centralizada de tesouraria, é expectável que a médio/longo prazo a empresa conseguirá reunir todas as condições e implementar um sistema de gestão centralizado de tesouraria. Com a adoção deste sistema a empresa poderá melhorar a sua gestão de liquidez, beneficiando também de menores custos de transação e de taxas bancárias. Poderá assim beneficiar de uma máxima utilização de liquidez dentro do grupo antes de utilizar outras fontes externas de financiamento, possibilitando a consolidação de posições reduzindo saldos ociosos.
Os fatores e critérios aqui definidos para análise da viabilidade não são exclusivos para a empresa em estudo. Pretende-se que os mesmos possam ser um contributo para outras empresas que equacionam a implementação de uma gestão centralizada de tesouraria. Para além da importância prática do tema, espera-se também que o presente trabalho
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represente um contributo para a literatura, uma vez que se verifica que os estudos em gestão centralizada de tesouraria têm recebido pouca atenção académica.
A principal limitação do presente trabalho diz respeito à reduzida literatura existente na matéria em estudo, o que pode interferir na qualidade dos fatores e critérios definidos e consequentemente nos resultados obtidos.
Poderão ainda ser desenvolvidos estudos complementares relativamente à gestão centralizada de tesouraria. Uma extensão deste estudo poderá consistir na investigação em empresas que já têm implementado a gestão centralizada de tesouraria, no sentido de averiguar quais os fatores determinantes para a implementação deste sistema. No sentido de corroborar os resultados obtidos pode ainda ser efetuada uma investigação a diferentes organizações, que tenham também o sistema já implementado, de forma a avaliar se os fatores e critérios aqui definidos são os mais exequíveis.
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