• Aucun résultat trouvé

! Range Extended

Dans le document FORTRAN IV Language (Page 51-64)

A Casa Histórica foi um museu de iniciativa privada inaugurado em 1996 na casa n. 65 deste estudo, criado por Edson Ramalho Junior, com a proposta de uma mostra de arquitetura de época e espaço cultural. Voltado para instalações do cotidiano, exposições, lançamentos de livros, oficinas e teatro. Dentro da conjuntura da época em que foi aberto, era o empreendimento de maior conteúdo para promoção e formação cultural da cidade. Baseado em uma proposta de micro-história, contemplava uma abordagem do cotidiano, uma visão dos modos e costumes, da vida doméstica. Um instrumento precioso para se conhecer melhor uma época do Brasil Colonial.

Figura 49: Portfólio Casa Histórica: Logomarca e cômodos. Fonte: Arquivo pessoal. RAMALHO, Lucemar.

Figura 50: Entrada e Porta da Intimidade. Fonte: Arquivo pessoal. RAMALHO, Lucemar.

O visitante do museu tinha a possibilidade de se situar in loco e recriar em sua própria imaginação através da história guiada respostas para as indagações que por ventura surgissem. Aprendia a distinguir a arquitetura de época, a vernácula ou popular da arquitetura oficial e eclesiástica. A partir de 1999 teve um mini acervo bibliográfico disponível sobre a história do Brasil Colônia e a História da Vida Privada no Brasil, uma loja temática com lembranças com referências visuais da casa.

Figura 51: Sala de fora; Janela com conversadeiras e Alcôva.

Fonte: Arquivo pessoal. RAMALHO, Lucemar.

Durante a Comemoração dos 500 anos foi um instrumento multiplicador, agregando valor a nosso sentido de formação cultural. Foi um empreendimento pioneiro, voltado para crianças de 8 a 12 anos de idade. Trabalhou com escolas e na capacitação dos guias turísticos da Cidade Histórica. Lançou as bases para um programa nacional de visita à Porto Seguro com informação e formação cultural. Recebeu visitas ilustres da cultura luso-brasileira: Rafael Branco presidente da Comissão dos países de Língua Portuguesa, o presidente de Portugal Jorge Sampaio, e o presidente da República Fernando Henrique Cardoso, além de formadores de opinião do setor histórico-cultural, professores e pesquisadores da USP, UFBA e das universidades de Portugal. Foram gravadas várias entrevistas e documentários incluindo a TV Portuguesa RTP.

Figura 52: Visita a Casa Histórica durante a comemoração dos 500 anos.

Nas fotos: Presidente de Portugal Jorge Sampaio; Presidente Fernando Henrique Cardoso; Líder do Grupo Afro Salvador; Vista da Rua Dr Antonio Ricaldi durante a comemoração; Dra Adriana, diretora geral do IPAC.

Fonte: Arquivo pessoal. RAMALHO, Lucemar.

A Casa n. 65 de Edson Ramalho Junior possui um destaque especial por guardar suas características de edificação e localização única. Situada em um sítio

privilegiado, um dos primeiros núcleos populacionais do Brasil a ter algo semelhante a arquitetura portuguesa, a ter algo de “reinol”. O paisagismo é rico, com vista de 180 graus sobre o litoral. Dá para a entrada do porto e ainda permite ver a parte da Cidade Baixa.

Valorizou e fomentou a Genealogia Brasileira através da história de sua própria descendência familiar portuguesa. Em 1982 Edson teve a surpresa de encontrar uma placa de madeira fixada na frente de sua casa entalhada com a seguinte frase:

“Esta casa pertence a Edson Ramalho Junior descendente de João Ramalho”.

Figura 53: Placa fixada na fachada da casa n. 65 e explicação genealógica. Fonte: Arquivo pessoal. RAMALHO, Lucemar.

Um primo dele chamado Ayrton da Cunha Rêgo que viajou com Edson para conhecer Porto Seguro e durante a estadia Edson contou sobre a genealogia do lado Ramalho e sobre a importância da tradição oral que seus ancestrais passaram de pai para filho. Uma que foi passada a Edson pelo seu pai foi a do patriarca Ramalho no nordeste do Brasil: o “Velho Aleixo”. O velho Aleixo era descendente de João Ramalho, tinha estudo e contava muitas estórias. Dentre elas uma de um cabrito com um chifre só e outras que seus vaqueiros tinham como malucas. Ele havia passado na Casa da Torre dos Garcia D’Avila e adquirido uma sesmaria no Vale do Piancó na Paraíba. Na época Edson ficou com receio que a placa não fosse bem compreendida mas concluiu que num país como o nosso é imperativo que se afirme o apreço por nossas origens e nossa cultura. João Ramalho e Aleixo Pinto Ramalho talvez nunca tenham estado em Porto Seguro mas o Edson Ramalho

esteve e se sentia uma parte deles, segundo a carta deixada por ele e apresentada no projeto expográfico da Casa Histórica.

Pioneira no Turismo Histórico como iniciativa privada, A Casa Histórica abriu perspectivas por efeito demonstrativo para esse segmento da cultura e da história, potencializando Porto Seguro como um destino especialmente nobre no que tange a cultura. Promoveu a valorização da Cidade Histórica partindo da ênfase no tipo de investimento rico em informação cultural.

O Museu Oficial de Porto Seguro foi inaugurado no início do ano 2000 para a comemoração dos 500 anos na Casa de Câmara e Cadeia e tinha a proposta de contar a história indígena em Porto Seguro. Essa proposta funcionou até 2011. Atualmente a Cidade Alta não possui nenhum museu.

Diariamente passam pela Cidade Alta um grande fluxo turístico que não poderei mencionar por ausência de fonte segura de referência. Existe um grupo de guias locais e guias das empresas turísticas como o grupo CVC. O conteúdo histórico apresentado por eles não se reveste de fontes seguras e necessita de uma revisão e cursos de formação e reciclagem.

Dans le document FORTRAN IV Language (Page 51-64)

Documents relatifs