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Rabobank: a new way of working

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2 Netherlands

2.2.4 Rabobank: a new way of working

A sala de aula é o espaço na qual as crianças passam a maior parte do seu tempo, deste modo, deverá ser um espaço em que as crianças se sintam motivadas para a aprendizagem para que isso ocorra, a sala deverá ser acolhedora e responder às necessidades das crianças. Caracterizada por Borrás (2001) como “um dos principais cenários educativos” (p. 75), a sala onde decorreu a prática pedagógica, ao nível do 1.ºciclo do Ensino Básico, apresentava boas condições, pois possuía um espaço amplo, espaço este adequado ao número de crianças. Consideramos adequado na medida que as crianças poderiam movimentar-se livremente na sala, assim sendo a sala possuía cerca de 50m2.

De modo a percecionarmos todas as características da sala de aula onde desenvolvemos a nossa PES, apresentamos a figura 6.

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Ao visualizarmos a figura 6, constatamos que a sala era dotada de luz natural, visto que uma das paredes da sala era composta por janelas com estores que permitiam regular a luminosidade necessária, levando a que não fosse necessário ligar a luz artificial em muitos dias.

Em relação ao mobiliário, a sala de aula era dotada de 17 mesas e 32 cadeiras adaptadas ao suporte físico das crianças e dos adultos presentes na sala. Tendo em conta o número de alunos e de professores presente na sala, a quantidade de mesas e de cadeiras era suficiente. As mesas e as cadeiras estavam organizadas em paralelo, ou seja por filas umas atrás das outras, mas esta organização podia ser alterada ao longo das práticas letivas. Na ideia de Arends (1995), “a forma como a sala de aula deve adequar-se às funções, sendo que diferentes formações são utilizadas para diferentes funções”(p. 94). Por isso, “acima de tudo, os professores devem ser flexíveis e experimentar diferentes arranjos das carteiras”(Arends, 1995, p. 95).

A divisão retratada também dispunha de três armários, sendo dois destes para os alunos guardarem os seus materiais, os livros e os cadernos na sala de aula, visto que eles não levavam para casa todos os manuais escolares, nem os cadernos diários na medida que os alunos utilizavam um caderno destinado aos trabalhos para casa (TPC), o outro armário encontrava-se disponível para as professoras titulares e as professoras estagiárias guardarem os seus materiais de trabalho. Um quadro interativo, um quadro branco para marcadores, um computador, uma impressora e um projetor eram outros suportes que poderíamos encontrar na sala e que se mostraram essenciais para uma prática mais rica e diversificada.

1 porta do interior

2 armário dos alunos

3 armário dos alunos

4 armário dos professores

5 janela

6 janela

7 porta exterior

8 secretária da professora

9 quadro

10 secretária das TIC

A diversidade de materiais ajudou no processo de estratégias diversificadas como afirma Roldão (2005), “O apetrecho das escolas com recursos materiais diversificados é essencial para o desenvolvimento de estratégias diferenciadoras, permitindo aprendizagens funcionais e experimentais” (p. 106). Todos os materiais disponíveis encontravam-se em ótimas condições, tal como o espaço em si. No decorrer das paredes da sala de aula, encontravam-se expostos trabalhos realizados pelas crianças e determinados cartazes acerca de vários conteúdos já abordados ou a serem abordados no momento. Assim sendo, a partir das exposições os alunos estavam mais familiarizados com o espaço onde decorria o seu processo de ensino/aprendizagem, na medida que eram trabalhos e cartazes realizados por eles, aos quais recorriam frequentemente caso tivessem alguma dúvida. Assim sendo Peterson (2003) menciona que

uma sala deve ser entendida com espaço acolhedor livre, de interação do grupo formado por crianças e professor, todos diferentes entre si do ponto de vista intelectual, social, experiencial, com o objetivo de adquirir conhecimentos, produzir conhecimentos, formar competências e hábitos (p. 78).

Tendo por base as ideias de Peterson (2003), as crianças desta turma tinham uma sala adequada a todo o processo de ensino/aprendizagem, visto que esta mostrava-se ser acolhedora e as interação estavam constantemente presentes pois, elas tinha como intuito produzir e reproduzir conhecimentos (p.80).

2.2.4 A organização do tempo-rotina diária

Tendo em conta o que Oliveira-Formosinho (2012) pensa, é de mencionar que a rotina diária faz com que as crianças se tornem mais independentes e se sintam mais seguras ao longo do seu dia (p. 87). No entanto, é fundamental entender-se que a rotina poderá ser alterada a qualquer momento tendo em conta as necessidades das crianças. De modo a compreendermos a organização da rotina da turma na qual desenvolvemos a PES, segue-se a apresentação de um quadro (vide quadro 3).

Quadro 3- Rotina Diária do 1.º Ciclo do Ensino Básico

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta

09:00- 09:30

Português Português Matemática Português Matemática

09:30- 10:00 10:00- 10:30

10:30- 11:00 Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo

11:00-11:30 Matemática Estudo do Meio Português Matemática Apoio ao Estudo 11:30-12:00 Português 12:00- 12:30 12:30- 13:00 Hora de almoço Hora de almoço

Hora de almoço Hora de almoço Hora de almoço 13:00- 13:30 13:30- 14:00 14:00- 14:30 Estudo do Meio Matemática Estudo do Meio Expressões Estudo do Meio 14:30- 15:00

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16:00-16:30 Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo

16:30-17:00 Ensino do Inglês Educação Moral e Religiosa Ensino Musical Reforço da aprendizagem Formação Cívica e Cidadania 17:00-17:30

Ao visualizarmos o quadro 3 verificamos que a turma usufrui-a de várias áreas de conteúdos sendo elas o português, a matemática, o estudo do meio e as expressões: expressão e educação físico-motora, expressão e educação dramática expressão e educação musical. Visto que a PES ocorria de 2.ª a 4.ª feira das 9:00h às 16:00h exceto à segunda pois terminava às 15:00h, assim nós em termos de horário não lecionávamos todas as expressões, no entanto, mantivemos as várias expressões ao longo das nossas experiências de ensino/aprendizagem. Ao longo da rotina diária, o professor deverá ter um papel fulcral na medida que deverá rentabilizar esse tempo traduzindo-o em práticas educativas enriquecedoras. É de mencionar, que a presença de um horário escolar provocou-nos determinadas limitações, visto que nos sentimos restringidas pelo cumprimento do horário escolar proposto. Mesquita (2011), refere que

o sistema educativo português mantém vincado um formato que no seu plano organizacional é considerado como burocrático e serve esse processo através de um currículo uniforme pronto-a-vestir. O tempo escolar também é burocrático e todas as ações burocráticas se tornam insensatas (p. 25).

No entanto, é de mencionar que a obrigação do cumprimento horário não impediu que fossem realizadas experiências de ensino/aprendizagem interessantes e enriquecedoras, sem esquecer a transversalidade nas diversas áreas curriculares. Como é mencionado por Ribeiro (2003), a “natureza transversal (…) deve ser integrada em todas as disciplinas que compõem o currículo, tendo em contas as necessidades dos alunos” (p. 61).

Ao intervirmos, propusemos situações de aprendizagem que instigassem e estimulassem o pensamento da criança, pois importa “desenvolver uma atitude critica e reflexiva, que estimule o seu crescimento como pessoa humana e social que é, numa perspetiva holística, isto é, de acordo com orientação que sintetize o desenvolvimento pessoal, social e moral” (Ribeiro, 2003, p. 10). Neste sentido, o horário implementado foi rentabilizado de modo a desenvolver diversificadas experiências de ensino/aprendizagem que facultassem o envolvimento entre crianças, professores e a comunidade local, de modo, a que a criança interagisse de forma natural e que construísse a sua identidade pessoal e social no decorrer da sua rotina diária.

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3 Metodologia de Investigação do Estudo

No presente tópico, iremos descrever as opções metodológicas que nos acompanharam ao longo de toda a componente investigativa que é parte integrante deste trabalho. Neste sentido, começamos por dar a conhecer a questão de partida que nos acompanhou ao longo desta caminhada e os objetivos que nortearam o nosso estudo. Posteriormente, damos a conhecer a metodologia utilizada e por fim as técnicas e instrumentos de recolha de dados.

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