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R´eseau frustr´e avec coh´erence thermodynamique

3.3 Ajout des sauts aux premiers et deuxi`emes voisins

3.3.3 R´eseau frustr´e avec coh´erence thermodynamique

7.1 - Estudo de caso

A natureza deste trabalho é qualitativa, através do estudo de caso. O estudo de caso é, segundo Yin (1994), uma metodologia de investigação empírica que estuda um fenômeno contemporâneo no seu contexto de vida real, sendo especialmente útil quando os limites entre o fenômeno e o contexto são pouco evidentes. Esta forma de fazer investigação permite ao investigador compreender as características gerais e significativas dos eventos da vida real, como por exemplo, o funcionamento de uma organização. Sendo assim, para Hamel (1998), o estudo de caso consiste em relacionar um fenômeno com o seu contexto e em analisá-lo para perceber como ele aí se manifesta e se desenvolve.

Yin (1994) indica que a utilização do estudo de caso é apropriado quando a investigação incide em responder o como e o porquê; quando o investigador tem pouco domínio sobre os acontecimentos estudados; e quando o seu interesse está focado em um fenômeno corrente inserido no seu contexto natural. O termo caso inclui uma grande variedade de situações, desde a que envolve apenas um indivíduo até as que envolvam uma organização. Para Dias (2012), o

que se torna relevante é que o fenômeno a ser estudado possa ser considerado no seu contexto e se possam ouvir alguns dos seus protagonistas em discurso direto.

Nossa investigação, o caso em análise esteve de acordo com um Museu de Zoologia de uma cidade do interior da Bahia, Brasil, em que realizamos um estudo com os profissionais que compõem a Divisão de Educação, Acervo Didático e Divulgação – DEADD desse museu. Assim, analisamos se e como a DEADD contribui para a formação profissional continuada dos indivíduos que fazem parte deste setor educacional.

Merriam (1988) classifica o estudo de caso em três tipos: o descritivo, que é orientado para a descrição de eventos com riquezas de detalhes; interpretativo, que também contém descrições mas procuram desenvolver categorias conceituais, ilustrar, suportar ou pôr em causa hipóteses ou teorias estabelecidas antes ou após a recolha de dados; e os avaliativos, que focam o seu objetivo na formulação de julgamentos e na construção de diagnósticos fundamentados na informação recolhida e na descrição da situação em estudo. A autora ainda sugere três pontos: a natureza das questões de investigação; o grau de controle sobre a situação em estudo; e o tipo de produto final desejado; que são critérios para definir o tipo de abordagem (experimental ou não experimental) que inclui o estudo de caso. Junto a isso, esses pontos são analisados por ela com a finalidade de sustentar uma caracterização do estudo de caso como forma privilegiada de realizar investigação em educação, destacando o seu carácter heurístico. As investigações baseadas no estudo de caso possuem, segundo Yin (1994), três fases para serem consideradas: a da preparação, momento em que se define o objeto de estudo, os objetivos, as questões, as técnicas de recolha de dados, o caso ou casos a estudar, e os participantes a serem contatados; a de desenvolvimento, em que tem início o trabalho no campo e diz respeito à recolha de dados, seja por análise documental, entrevistas, observações diretas ou participantes, mas que irá sustentar a próxima fase; e a de finalização que, a partir da informação recolhida, consiste no tratamento dos dados empíricos.

Como já dito, esse tipo de estudo faz uso de diferentes fontes de informação em que o pesquisador recorre a uma variedade de dados coletados em momentos e situações variadas, a partir dos quais pode cruzar informações e confirmar ou rejeitar hipóteses (Ludke & André, 1986). Dessa forma, fizemos uso de material bibliográfico e documentos que nos auxiliaram na coleta de informações e que daram suporte aos objetivos propostos nesse estudo, e entrevistas baseadas em questionário pré-estruturado com os integrantes da DEADD do Museu de Zoologia.

7.2 - Investigação Qualitativa

Segundo Minayo (1999) um estudo com abordagem qualitativa se refere a uma investigação que gera dados não alcançados por meio de procedimentos estatísticos ou outros modos de quantificação. Ela “se desenvolve em uma situação natural, rica em dados descritivos, valorizando o contato direto do pesquisador com a situação e o objeto de estudo, com um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada” (Ludke & André, 2005, p. 11). O principal instrumento de recolha de dados nesse tipo de investigação é o próprio investigador e a peculiaridade dos contextos sociais pode impossibilitar a replicação exata dos estudos (Dias, 2012).

A pesquisa qualitativa permite o entrecruzamento das informações de diferentes origens, por isso os dados oriundos das etapas de investigação configuraram-se fonte e objeto de estudo (Alves-Mazzotti e Gewandsznajder, 2002). Bogdan e Biklen (1982) a caracteriza da seguinte forma: (i) pelo ambiente natural como fonte direta dos dados e o pesquisador como seu principal instrumento, em que supõe o contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação investigada; (ii) pela descrição dos dados coletados, considerando todos como importantes e o pesquisador atento ao maior número de elementos presente no ambiente de estudo para melhorar a compreensão do problema; (iii) por levar em conta o processo muito mais que o produto, verificando como o problema se manifesta nas atividades, procedimentos e interações no cotidiano; (iv) pelo enfoque dado ao significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida, para esclarecer os acontecimentos internos das situações, que na maioria das vezes não estão acessíveis ao observador externo; e (v) pelo uso de um processo indutivo na análise dos dados, formando as abstrações a partir da observação feita nos dados coletados em uma ordem do mais amplo para o específico. Sendo então um estudo que obtém dados descritivos, enfatizando muito mais o processo que o produto e retratando as perspectivas dos participantes. Nesse cenário, as metodologias de carácter qualitativo possibilitamum aprofundamento dos fenômenos e riqueza no acesso aos elementos, além de um momento em que se verifica uma relação mais próxima com os investigados. Assim, é importante informá-los sobre o trabalho que se está a realizar e como se prevê a sua participação. Por isso, no encontro com os profissionais que desejarem participar da pesquisa, haverá a apresentação do documento instituído “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” (Apêndice A) conforme Resolução 466/2012 para o conhecimento dos objetivos do trabalho e do consentimento para podermos realizá-la.

A autora Dias (2012) destaca que, em investigações dessa natureza, a fidedignidade está relacionada com o estilo de interação do investigador com o registro e análise dos dados e com as interpretações que são feitas a partir das significações individuais dos participantes.

7.3 – Recolha e tratamento dos dados

Das variadas técnicas de recolha de dados que podem ser utilizadas em uma investigação científica, fizemos uso da entrevista. Para Lodico, Spauling e Voegtle (2006), uma entrevista se caracteriza por ser uma conversa intencional, que pode ocorrer em grupo ou de maneira individual. Para o nosso estudo, as entrevistas foram do tipo semiestruturada com base em um roteiro (Apêndice B) previamente elaborado pelo autor, sobre a formação contínua dos profissionais que compõem a Divisão de Educação, Acervo Didático e Divulgação – DEADD do Museu de Zoologia de uma cidade do interior da Bahia, Brasil, em relação ao seu exercício no ambiente em que trabalham.

De acordo com Clark-Carter (2010), a entrevista semiestruturada não é totalmente aberta, nem muito rígida, pois utiliza um guião previamente elaborado, contudo, por ter alguma flexibilidade, permite que este se adapte aos entrevistados. Mesmo aplicando as mesmas questões a todos os participantes estas não tiveram uma ordem rígida, foram postas em uma lógica coerente com o discurso do entrevistado.

A entrevistas foram realizadas entre os dias 13 de dezembro do ano de 2019 e o dia 08 de janeiro de 2020, em que ocorreram de maneira individual, nos espaços do Museu e da Universidade, conforme definido pelos participantes. Todas as entrevistas tiveram seus áudios gravados na integra por um aplicativo Gravador de Voz – Gravador de áudio para Android, procurando melhor aproveitamento dos dados. Junto a isso, analisamos documentos como leis federais e estaduais, e regimentos do Museu e da Universidade, para percebermos informações a mais sobre as responsabilidades dos funcionários entrevistados, no qual essas informações nos deram suporte para os objetivos propostos nesse estudo, que visa investigar como os setores educativos do Museu de Zoologia podem contribuir para a formação profissional do educador de museu.

Após esse momento, todas as entrevistas foram transcritas no processador de texto

Microsoft Word 2013, e em seguida, analisadas de forma descritiva e indutiva. Para isso,

elaboramos categorias contendo as concepções apresentadas nas respostas, dialogando com a literatura específica.