III. L’implication de la voie mTORC1 dans le métabolisme physiologique des nutriments . 19
2. Le rôle des ROS dans le métabolisme
Em 2009, foram oferecidas 100 vagas no turno noturno, as quais foram preen- chidas com os candidatos aprovados no vestibular. A partir de 2010, o IHAC adotou a forma de ingresso através de ENEM e ampliou o número de vagas do BI em Saúde para 300 (100 no turno vespertino e 200 no turno noturno), as quais não chegaram a ser totalmente preenchidas devido aos problemas ocorridos com o ENEM naquele ano, que ocasionaram a realização de apenas
uma convocação complementar à primeira. Já em 2011, mantido o número de vagas e sua distribuição por turnos, foi efetuada a matrícula em três momen- tos subsequentes (primeira, segunda e terceira chamada), resultando no pre- enchimento da maioria delas.
Uma vez efetivada a matrícula dos selecionados, considerou-se impor- tante a caracterização do perfil dos alunos, tendo sido aplicado um ques- tionário aos que compareceram às aulas nos primeiros 15 dias em março de 2009, buscando-se identificar suas características demográficas (sexo e idade), procedência do sistema educacional do segundo grau (público ou pri- vado), formação prévia (completa ou incompleta e em que área), bem como o motivo da escolha pelo BI, as expectativas com relação ao curso e a percep- ção acerca das perspectivas quando concluíssem o mesmo.
Do universo dos alunos dos quatro cursos, 560 preencheram o questio- nário (62 % do total de alunos), correspondendo à seguinte distribuição por áreas: 144 de Artes (25,7%), 47 de Ciência e Tecnologia (8,4%), 284 de Hu- manidades (50,7%) e 85 de Saúde (15,2%). Os dados foram processados por meio do programa EPINFO obtendo-se as frequências simples das variáveis pesquisadas, a partir das quais foram construídas as tabelas que sintetizam os resultados obtidos. (TEIXEIRA et al., 2009)
Especificamente com relação ao perfil dos alunos do BI em Saúde, os da- dos processados revelam que 74 % tinham menos de 24 anos de idade, sendo que 40% tinham entre 16 a 19 anos (Tabela 1, em anexo). Apenas 11% do to- tal eram maiores de 30 anos, chamando à atenção a presença de um aluno de mais de 50 anos. Quanto ao sexo, observou-se uma discreta maioria de mulhe- res: 58% (Tabela 2, em anexo). Com relação à procedência do sistema educa- cional, a grande maioria provinha de escolas particulares (67%) e 71% infor- maram não ter formação prévia, sendo o BI a sua porta de entrada na Universi- dade (Tabelas 3 e 4, em anexo). Dos demais, 12% informaram já ter concluído um curso de graduação, dos quais mais da metade na área de Saúde, sendo que 15% haviam passado por outros cursos, sem haverem concluído.
Essas características gerais dos alunos matriculados em 2009, de certa forma, correspondem ao perfil dos aprovados tradicionalmente para os cur- sos de Saúde, no exame vestibular, ou seja, são jovens de classe média, que concluíram os estudos secundários em escolas particulares, pretendem pro- fissionalizar-se na área, ainda que não estejam seguros da profissão que de- sejam abraçar.
processo de implantação do projeto político-pedagógico do bi saúde 2008-2011
As respostas dadas às perguntas acerca do motivo da escolha pelo BI e a expectativa quando da conclusão do curso confirmam essa hipótese. Embora 31,8% das respostas tenham sido classificadas na categoria “caráter inovador do curso”, indicando certa curiosidade e expectativa positiva com relação ao BI, 23,5 % afirmaram ver o BI como uma “preparação para curso profissio- nal na área de saúde”, enquanto outros 17,6 % responderam que se encon- tram “indecisos quanto ao que cursar” (Tabela 1).
Chama a atenção o número razoável dos que indicaram apenas o inte- resse em “obter um diploma de nível superior” (15,3%), sendo que ape- nas 4,7% (grupo que provavelmente faz parte dos que já detêm diploma de curso superior) indicam que pretendem, com o BI, uma “renovação de car- reira profissional” (Tabela 1).
Tabela 1 - Distribuição dos alunos que ingressaram no BI em Saúde em 2009 segundo motivo da escolha pelo curso
Motivação para cursar o BI Nº %
Indecisão quanto ao que cursar 15 17,6
Caráter inovador do curso 27 31,8
Preparação para curso profissional da área 20 23,5
Obtenção de diploma de curso superior 13 15,3
Renovação de carreira profissional 4 4,7
Outros 6 7,1
Total 85 100,0
A tendência predominante, ou seja, o interesse pela profissionalização se acentua nas respostas à pergunta acerca do que pretendem fazer ao conclu- írem o curso (Tabela 2). Mais de 80% responderam que pretendiam “ingres- sar em um curso profissional na área”, o que revela que, mesmo parte daque- les que apontaram o caráter inovador do BI como estímulo ao ingresso tem consciência de que o BI apenas não é suficiente e não atende às suas expec- tativas em termos de formação superior.
perspectiva ao final do curso
Perspectiva ao final do curso N %
Ingressar em curso profissionalizante na área 69* 81,2
Cursar uma pós-graduação 10 11,8
Ingressar no mercado de trabalho 2 2,3
Não sei 3 3,5
Outros 1 1,2
Total 85 100,0
* Destes, cinco explicitam Medicina, e um Enfermagem. Os demais apenas indicam interesse em ingressar em um curso de progressão linear na área de Saúde.
Nos anos seguintes, 2010 e 2011, novamente foram aplicados questioná- rios aos ingressos, tendo se ampliado o número de perguntas e, consequente- mente, de variáveis que compõem o perfil dos estudantes, vez que este pro- cesso passou a fazer parte do conjunto de pesquisas a cargo do Observatório da Vida Estudantil, implantado no IHAC em 2010.
Dados preliminares relativos a 56 questionários respondidos por estudan- tes do BI em Saúde de 2010 e relativos a 128 questionários respondidos pelos alunos de 2011 aproximam-se, em alguns aspectos, dos achados de 2009 e se distanciam em outros pontos. A maioria do alunado, nesses dois anos, tam- bém ingressou com menos de 24 anos de idade, é do sexo feminino, não tem formação prévia e pretende, ao concluir o curso, fazer uma graduação profis- sional. Porém, diferentemente do ano anterior, a maioria provém de escolas públicas (ver Tabelas 6 a 17, em anexo).
Desse modo, é possível supor que, com a mudança dos procedimentos de ingresso ao curso a partir de 2010, quando a entrada no BI passou a ser feita através da pontuação obtida pelos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), o perfil demográfico e sócio-econômico dos alunos do curso em parte se alterou. Ainda mais se levarmos em conta que, com a aplicação do sistema de cotas adotado na UFBA,3 cerca de 40% dos alunos que ingressam no BI têm sido beneficiados por esta política, o que, provavelmente, repercute no percentual daqueles que provêm de escolas públicas.
3 A análise das mudanças no acesso à UFBA com a implantação do Programa de Ações Afirmativas, e sua repercussão nos cursos de Bacharelado Interdisciplinar encontra-se em Almeida Filho, 2008, p. 159- 164. Ver também Almeida Filho et al, 2005.
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Como vimos, a tendência à profissionalização permanece constante, con- siderando-se a pressão exercida pelas famílias, tendo em vista a necessidade de inserção dos egressos no mercado de trabalho. Essa situação, ainda que não se dispondo de estudos de acompanhamento, é corroborada pela observação direta dos autores deste trabalho no contato com os alunos do curso, bem como pela mobilização das lideranças representativas do conjunto de alu- nos nos movimentos que têm sido desencadeados em torno da transição dos egressos do BI para os cursos profissionalizantes, como será descrito adiante.