3 Hypothèses et propositions concernant la prise en charge
3.2 Rôle des structures de soins et du thérapeute
O que você vê nessa imagem?
Agora, inverta a posição da folha e responda no- vamente:
O que você vê agora?
A pintura de Arcimboldo é impressionante. Com- posições com frutas, animais e outros objetos for- mam figuras grotescas e divertidas, uma verdadeira caricatura da vida humana.
z
GIUSEPPE ARCIMBOLDO. O hortelão, 1590. Óleo em Painel, 35x24 cm. Museo Civico ala Ponzone, Cremona – Itália.
<
É bem comum ouvirmos falar em imagem 3D. Mas você sabe o que é uma imagem em 3D? E como é possível enxergar em 3D?
Quando olhamos um objeto bem de perto um olho vê com uma pequena diferença em relação à direção do outro, isso é o que nos faz ver a terceira dimensão, ou seja, com profundidade.
Podemos reproduzir as três dimensões (altura, largura e compri- mento) de um objeto qualquer em uma superfície de duas dimensões (altura, largura)? O desenho pode! Como? Por meio do uso do claro e escuro para dar idéia de profundidade e perspectiva. A imagem criada no plano bidimensional pode não ser tridimensional, mas pode pro- duzir essa ilusão.
Nessa obra de Escher, Espelho Mágico, não se vê apenas a reflexão de uma imagem no espelho representada pelo desenho, vemos essas imagens saírem de um plano bidimensional para um plano tridimen- sional. As figuras ganham vida, parecem sair do papel e se multiplicam como nas reflexões da imagem do caleidoscópio.
Como é representada a realidade na obra de Escher, Espelho Mágico?
Em que momento a imagem refletida no espelho parece tornar-se uma imagem em 3D?
ATIVIDADE
GIUSEPPE ARCIMBOLDO. Verão, 1527. Óleo s/ tela, 76 x 63,5 cm. Museu do Louvre, Paris.
<
Veja a extravagância dessa obra. Um amontoado de frutas e legumes, que pode- riam estar em qualquer banca de feira, mas aqui, quando afastamos um pouco o nos- so olhar, as frutas e verduras reproduzem a imagem de um rosto. A fantasia é uma mar- ca nos trabalhos do artista, realidade e ilu- são se mesclam nessa obra. Na época em que Arcimboldo viveu – no século XVI – era comum usar tal artifício visual. Além das frutas e verduras, Arcimboldo usava em su- as obras a imagem de panelas, livros, vasos, flores para formar um retrato humano.
De cara com Arcimboldo:
Divida a sala em grupos de quatro a seis pessoas e construam uma figura à maneira de Arcimboldo. Cada grupo precisa escolher e classificar os objetos que irão dar forma ao seu trabalho. Podem ser cereais, latas de refrigerante, papéis coloridos, retalhos de tecido ou outros materiais que possam ser utilizados, o importante é que cada grupo use objetos diferentes para obter vários efeitos que podem ser comparados.
Exponha os trabalhos para que todos possam admirar.
ATIVIDADE
Ver ou não ver...
Somos cegos para aquilo que não conhecemos, nesse ponto é que a ilusão nos prega pe- ças e ficamos sem saber sobre o que é real e o que é ilusório. A arte liberta os olhos dessa ce- gueira, abrindo a possibilidade de mostrar mundos impossíveis criados pelas mãos dos artistas. Aliás, na arte tudo é possível! Toda a realidade pode ser apenas um reflexo no espelho. O re- flexo do espelho é real? Ou é apenas uma projeção? O que é real nesse caso?
Podemos concluir que muitas vezes, a Arte não passa de uma ilusão que nos permite ver mais profundamente a realidade em que vivemos. Além disso, ajuda-nos a criar outra. Mas, ve- mos que tudo depende de como percebemos o real, e nesse ponto ilusão e realidade podem representar a mesma coisa. Será possível, a arte representar a realidade a partir da ilusão?
z
Referências
BERNARDET, J. O que é Cinema. 8ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1986.
CARRON, W. As Faces da Física / Wilson Carron, Osvaldo Guimarães. São Paulo: Moderna, 1997.
CHAUI, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2004.
ERNEST, B. O Espelho Mágico de M. C. Escher. Benedikt Taschen Verlag Gm- bH, Hohenzollerning 53, D-50672 Köin, 1991.
GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
GOMBRICH, E. H. Arte e Ilusão – um estudo da psicologia da representa- ção pictórica. São Paulo: Martins Fontes, 3ª ed, 1995.
MORÀN, M.; Carrasco, M. El Arte Del siglo XX. Madri: Ediciones Akal, 1997.
MOSQUERA, J. J. M. Psicologia da Arte. Porto Alegre: Livraria Sulina Edito- ra, 1973.
OKUNO, E. Física para Ciências Biológicas e Biomédicas. / Emico Okumo, Iberê Luiz Caldas, Cecil Chow. São Paulo: Harpe & Row do Brasil, 1982. PROENÇA, G. História da Arte. 4ª ed. São Paulo: Ática Brasil, 2001. STANGOS, N. Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Edi- tor, 1991.
STAHEL, M. O Livro da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
z
Filmes
Nome do filme: Matrix – Versão DVD
Protagonistas: Kenu Reeves / Laurence Fishburne / Carrie-Anne Moss Direção: The Wachowiski Brothers
Produção: Joel Silver Tempo Aprox.: 136 min.
Nome do filme: Matrix Reloaded – Versão DVD
Protagonistas: Kenu Reeves / Laurence Fishburne/ Carrie-Anne Moss Direção: The Wachowiski Brothers
Produção: Joel Silver Tempo Aprox.: 138 min.
z
Nome do filme: Matrix Revolution – Versão DVD
Protagonistas: Kenu Reeves / Laurence Fishburne/ Carrie-Anne Moss Direção: The Wachowiski Brothers
Produção: Joel Silver Tempo Aprox.: 129 min.
Imagens
Matrix, trilogia de Larry e Andy Wachowiski. Foto divulgação, 2003. Reprod. Color 24,7 x 24,5 cm em papel. In: Revista Isto É nº 1753 – 07/05/2003, p. 80-81 (98 páginas) Reportagem: Reféns da Tecnologia. Darlene Mencione e Lia Vasconcelos, p. 80-85.
Leonardo Da Vinci. Mona Lisa ou “La Gioconda”, 1503 – 6. Têmpera e óleo s/ tela, 77 x 53 cm. Museu do Louvre, Paris. In: STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999, p. 35.
Fernando Botero. Mona Lisa,1978. Óleo s/ tela, 187 x 166 cm. In:
Rubens Gershman. Lindonéia, a Gioconda dos Subúrbios, 1966. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Material: espelho, scothilite sobre madeira, 90cm x 90cm. Serigrafia, 50 x 50 cm, 1966. In:
Marcel Duchamp (1919-1964): Bigode e Barba de L.H.O.O.Q, 1941. In: Catálogo Sonhando de Olhos Abertos – Dada e Surrealismo. Coleção Vera e Arturo Schwaz do Museu de Israel, Jerusalém. De 8 de julho a 29 de agosto, 2004. Museu Oscar Niemayer. Instituto Tomie Ohtake.
Pato ou Coelho?
In: GOMBRICH, E. H. Arte e Ilusão – Um estudo da psicologia da represen- tação pictórica. São Paulo: Martins Fontes, 3ª ed, 1995, p. 5.