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Réunions CEG

Dans le document Le courrier (Page 42-45)

Rédactrice du rapport: Marta Pedò Traduction en français ; Lucía Ibáñez Márquez

Point 8. Evaluation des 10 ans de Convergence René Lew demande l’autorisation de lire son texte

5. Réunions CEG

tações económicas

Casas Económicas - O

problema

da Habitação

As casas económicas na

França e Itália

A organização de um

bairro operário

Projecto de uma casa

económica na Amadora.

n.º25;n.º 26; n.º27; n.º34; n.º 38;n.º 40; n.º41;n.º 42; n.º 43; n.º 44; 1902 n.º45;n.º46;

FIG.04.02 | Artigos alusivos ao tema Habitação Económica | Fonte: A Construcção Moderna, 1900-1919

A Prática Social do Arquitecto na Habitação Económ

ica da década de 1920 e a sua divulgação n’Architectura Portugueza

4.3.2. ANNUÁRIO DA SOCIEDADE DOS ARCHITECTOS PORTUGUEZES (1905-1911)

A fundação da Sociedade dos Architectos Portuguezes em 1905 resulta da separação entre os arquitectos e arqueólogos que até então se encontravam reunidos sob a mesma identidade profissional (Real Associação dos Architectos e Archeólogos Portuguezes). A Sociedade deu início às suas actividades reivindicativas através do seu Annuário, ao lutar pela sua integração na opinião pública enquanto profissão exclusiva do arquitecto e reforçar a sua importância na construção do meio artístico e intelectual do país, como explicita no seu editorial do seu primeiro número (Fig.04.03). Publicado entre 1905 e 1911, reflectia um sentido de responsabilidade e de acção na representação de uma nova consciência profissional, e por sua vez, documenta as actividades dos arquitectos portugueses, objectivo esse que “era uma velha aspiração da classe” (Ribeiro, 2002, p. 193). Tal propósito já tinha sido anteriormente apresentado numa reunião da Real Associação dos Architectos e Archeólogos Portuguezes, em 1864:

Cerca de meio ano passado sobre o início da actividade da Associação, foi decidido, por unanimidade que esta oferecesse publicamente os seus préstimos à população, procurando-se assim sensibilizar a opinião pública para os problemas relacionados com a arquitectura e também a necessidade de que certos trabalhos fossem desempenhados por pessoas competentes e deles conhecedores (Ribeiro, 2002, p.27)

A proposta de uma publicação manifestou-se inicialmente por parte do Arquitecto Francisco Carlos Parente (1872-1924), fundador da SAP, que procurava estabelecer uma ligação entre os arquitectos (enquanto grupo profissional) e a sociedade (Ribeiro, 2002). No seguimento desta nova consciência dos arquitectos e das actividades que deviam exercer na sociedade, existiu o claro objectivo das suas promoções para a opinião pública através da comunicação. A SAP tinha como objectivo ajudar na evolução da classe mediante da divulgação de conhecimento que permitisse a transmissão e a recepção de novos saberes. Segundo Mesquita (2006), o Annuário da Sociedade dos Architectos Portuguezes constituir-se-ia como a publicação corporativa por excelência.

Desde o seu início, a publicação foi alvo de críticas em relação à participação dos sócios. Adães Bermudes, em 1905, argumentou sobre o futuro da sua colaboração do Annuário, defendendo a sua divulgação, tanto na parte artística como literária, ao maior número possível de colegas que deviam, por obrigação, ser solicitados para a colaboração da sua construção (Figueiredo, 2007). Contudo, Carlos Parente tinha uma visão distinta, afirmando que, por se tratar do órgão oficial da SAP, o Annuário só deveria conter assuntos relacionados com o carácter associativo e de promoção da classe, de tal forma que também a parte artística deveria ser somente publicada após o reconhecimento público. Deste maneira, sugeriu a constituição de um jornal semestral onde podiam estar incluídos os projectos dos sócios que entendessem torná-los públicos.

Assim no primeiro ano da publicação, em 1905, a proposta foi considerada pelo Conselho Director como um “modesto trabalho, acanhado mesmo, em comparação com os nossos desejos, mas constituindo-se como um grandioso complemento das missões profissionais” (Relatório do Conselho Director, 1905, p.6), registando ainda nesse relatório o bom acolhimento da publicação por parte do público e das restantes identidades profissionais. Deste modo, a classe dirigiu os seus objectivos para com a SAP através do Annuário e também fizeram chegar as suas acções profissionais junto de outras colectividades de arte e ciência, tanto nacionais como internacionais que, por sua vez, tinham retribuído à SAP o seu conhecimento por meio do envio de outras publicações disponibilizadas na biblioteca da sociedade28. Compreende-se a importância que a Biblioteca da Sociedade tinha para

28

“a nossa sociedade ter desde este anno começado a adquirir por compra avulsa ou por assignatura varias publicações, consideradas de geral interesse profissional, que muito têem contribuído para o desenvolvimento da biblioteca associativa (…) Mais algumas sociedades de instrucção, enviando-nos as suas publicações, estabeleceram ultimamente troca com o nosso Annuário, entre as quaes temos o prazer de registar: Real Associação dos architectos civis e archeologos portuguezes, Associação dos Conductores de Obras Publicas e Associação dos engenheiros civis portuguezes”(Carvalho, 1906, p.10).

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FIG.04.03 | Editorial | Fonte: Anuário da Sociedade dos Architectos Portuguezes, 1905, Ano I, p.2

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a classe profissional, pelas referências às várias obras adquiridas e ao contributo do trabalho do arquitecto João Lino de Carvalho (1859-1926), que ficou à frente desta missão (Annuário, 1905). Uma vez que o Annuário tinha como autores alguns dos mais ilustres arquitectos da época, os seus artigos demonstravam a qualidade e pertinência na divulgação dos problemas que envolviam a sociedade, apresentando soluções para a actualização dos conhecimentos dos sócios, de modo a promover respostas de intervenção para as necessidades de construção de um país moderno. Porém, para Figueiredo (2007), pela sua publicação anual, o Annuário não podia substituir a actividade de uma revista, daí que não conseguisse ter impacto na vida profissional dos arquitectos, ainda que fosse publicitado pela revista A Construcção Moderna. A sua regularidade foi colocada em causa ao realizar a sua última edição em 1910, mas apenas impressa em 1911. O conselho director de 1915-1916 identificou o seu fim pela dificuldade e falta de colaboração por parte dos sócios ao não cederem material gráfico dos seus projectos (fotografias e desenhos), cuja escolha ficava ao critério dos autores (Ribeiro, 2002), registando-se o desinteresse dos sócios na divulgação dos seus trabalhos.

Relativamente à importância do Annuário na divulgação de artigos alusivos ao tema da habitação económica, destacou-se através da análise do índice dos vários números publicados a discussão do tema que se encontra integrado em várias temáticas como: a legislação; assuntos técnicos; o ensino e a habitação. A Fig. 04.04 confirmou a importância do arquitecto João Lino de Carvalho na discussão e divulgação das habitações económicas, posição também verificada por Figueiredo (2007), “a componente ideológica ficava, assim, evidenciada, quer através de um certo número de explicitas evocações que pontuam (…) textos seus – de que se destacariam os artigos publicados no Annuário da SAP como o título A Habitação” (p.271). Porém, esta publicação que cessou em 1911 não inclui projectos de habitação económica, apenas informação teórica apresentada em congressos internacionais e no parecer enviado ao governo.

O Annuário da SAP, apesar da sua importância enquanto documento oficial da classe profissional, não conseguiu criar espaço de debate dentro das publicações especializadas na época, quer pela sua publicação anual e quer pelo curto período em que foi publicado.

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Artigos alusivos ao tema Habitação Económica no Indíce do Anuário da

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