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Esta parte dos resultados apresenta os resultados dos instrumentos quantitativos aplicados: o PSI, o CTSPC, o FACES e o CRPR.

O Quadro 7 apresenta os resultados individuais dos participantes da pesquisa no instrumento PSI – Índice de Estresse Parental.

4 As médias, os desvios padrões e os valores máximos e mínimos de cada

instrumento e suas escalas ou dimensões de todos os participantes da pesquisa constam no Apêndice 5.

Ana apresentou os escores mais altos em duas escalas: Escala de Mal Estar Paterno e na Escala de Criança Difícil. Daniel obteve o maior escore na Escala de Interação Disfuncional Pai e Filhos. Ana e Eloísa obtiveram a pontuação mais alta no Estresse Total.

As pontuações apresentadas acima e seus respectivos percentis confirmam que ao responderem ao instrumento PSI todos os participantes da pesquisa não quiseram impressionar a pesquisadora. Os percentis do Estresse Total também refletem que as tensões que se registram nas áreas de mal estar pessoal dos pais, as interações do pai com o filho e das tensões que se originam das características comportamentais da criança são classificadas dentro de um nível considerado normal, portanto, dentro do esperado.

O quadro seguinte, Quadro 8, apresenta os resultados obtidos pelos participantes no CTSPC - Parent-Child Conflict Tactics Scales. Vale ressaltar que foram utilizadas cores para demonstrar a presença de algum tipo de prática educativa, sendo que a cor cinza mais clara significa um tipo de prática educativa não coercitiva e a cinza mais escura caracteriza um tipo de prática educativa coercitiva e com a presença de algum tipo de violência.

Os resultados acima revelam que em todas as famílias participantes dessa pesquisa são utilizadas estratégias de disciplina tanto não coercitivas, como coercitivas. Portanto, percebe-se que a maioria dos pais e responsáveis submete as crianças a algum tipo de violência. Apenas Eloísa e Fábio não utilizam estratégias coercitivas. Carolina é a única que utilizou violência grave. Vale ressaltar que a violência grave foi um episódio em que Carolina bateu no rosto do filho, ocorrido há mais de um ano.

O Quadro 9 apresenta os resultados de cada participante no FACES - Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales.

Quadro 9. Resultados do FACES - Family Adaptability and Cohesion

Nota-se que Carolina apresentou maior escore na Subescala de Coesão Equilibrada. Fábia, Fábio, Helena e Heitor obtiveram o maior escore na Subescala de Flexibilidade Equilibrada. Gisele apresentou o maior escore na Subescala de Funcionamento Frouxo. Beatriz e Bernardo obtiveram os maiores escores na Subescala de Funcionamento Emaranhado. Fábio e Fábia apresentaram os maiores escores na Subescala de Funcionamento Rígido. Gisele obteve maior escore na Subescala de Funcionamento Caótico. Fábia, Fábio, Helena e Heitor apresentaram os maiores escores na Escala de Comunicação e Fábia e Fábio obtiveram os maiores escores na Escala de Satisfação.

A partir dos resultados acima, o FACES apontou que todas as famílias, com exceção da Família B, foram classificadas como tendo Coesão Equilibrada, um tipo familiar com relacionamento saudável, e baixo nível de problema no funcionamento familiar. A Família B foi classificada como Rigidamente Coesa, apontando para uma proximidade alta entre os membros, razoável disposição a mudanças, altos índices de rigidez e entrelaçamento.

A Escala de Comunicação apontou que quase todos os participantes geralmente se sentem bem, se sentem bem ou se sentem muito bem sobre a qualidade e a quantidade da comunicação entre os membros familiares. Apenas Ana e Gisele apresentaram muitas preocupações acerca da quantidade e qualidade da comunicação entre os membros de suas famílias.

A Escala de Satisfação Familiar mostrou que a maioria dos participantes está um pouco satisfeito, muito satisfeito e feliz com a maioria dos aspectos do relacionamento familiar. Ana, Daniela, Daniel e Gisele apresentaram insatisfações acerca do relacionamento entre os membros da família. Ana e Gisele se demonstraram muito insatisfeitas e

o casal se sente um pouco insatisfeito e preocupado com alguns aspectos referentes ao seu relacionamento familiar.

O Quadro 10 apresenta os resultados individuais dos participantes no CRPR - Inventário de Práticas Parentais.

No instrumento CRPR, Gisele apresentou o maior escore no fator Controle Autoritário. No fator Supervisão da Criança, apenas Daniela, Daniel, Emerson e Eloísa não apresentaram pontuação máxima, 12 pontos. No fator Indução de Ansiedade, Ana, Daniel, Daniela, Eloísa e Emerson não atingiram a pontuação máxima, 12 pontos. Gisele obteve a maior pontuação na Escala de Estilo Autoritário. Na Escala de Estilo Autoritativo, Fábia e Fábio obtiveram maior pontuação. No fator Orientação Consciente, Beatriz, Bernardo, Carolina, Daniela, Fábia, Fábio, Gisele e Gustavo apresentaram pontuação máxima, 18 pontos. No fator Autonomia, Fábia e Fábio apresentaram maior pontuação. Por fim, no fator Liberdade de Expressão e Afeto, Beatriz e Bernardo obtiveram maior pontuação.

Os resultados apresentados pelos participantes da pesquisa apontam apenas tendências, uma vez que fica evidente que os pais e responsáveis utilizam estratégias dos dois tipos de Estilos Parentais, na educação dos filhos e na resolução dos conflitos diários, conforme a situação. As famílias A, B, G e H apresentaram leve tendência de utilizar mais estratégias do Estilo Parental Autoritário. Esses pais podem apresentar com maior frequência rigidez, indução, inconsistência de ações e punições com comentários negativos sobre a criança. No entanto, as famílias C, D, E e F apresentaram leve tendência de utilizar mais as estratégias do Estilo Parental Autoritativo. Esses últimos, ao contrário, podem com maior frequência oferecer apoio para as crianças, orientar, demonstrar afeto, ser receptivos, tecer comentários positivos sobre o funcionamento pessoal destas, oferecendo ajuda e apoio.

5.4. Relações entre os resultados qualitativos e os

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