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Résumé fonctionnel

Dans le document OSPF version 2 (Page 20-108)

Neste ponto iremos referir os diferentes processos avaliativos utilizados e suas finalidades.

A avaliação é um processo importante para o professor e para o aluno. É através da avaliação que os alunos podem ter conhecimento da evolução da sua própria aprendizagem. Os professores obtêm informação em relação ao ensino-aprendizagem e de como alguns dos fatores interferem no processo educativo. Deste modo, a avaliação é proveitosa tanto para os alunos, para os professores, para os pais e para os encarregados de educação, que ficam a conhecer a evolução da aprendizagem dos seus educandos, podendo desta forma contribuir para o sucesso deles.

De acordo com o autor Tyler (1974), citado em Faria (2011, s.p), “o processo avaliativo consiste em determinar em que grau os objetivos educacionais (…), [são atingidos] e que os mesmos (…) [procuram] produzir mudanças nos seres humanos”. Assim, percebemos a importância da avaliação dentro da sala de aula, esta faz com que os alunos mudem enquanto sujeitos sociais. Para Haydt (1997) citado também em Faria (2011, s.p.) “o

objetivo verdadeiro da avaliação é integral, pois analisa e julga todas as dimensões do educando, considerando o mesmo como um todo”, a avaliação é um processo que para além de avaliar, ajuda o aluno no seu crescimento em todos os níveis, no pedagógico, no

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social, até mesmo na interação de um sujeito com o outro e na construção do conhecimento.

Durante a avaliação o professor assume um papel muito importante. Ele utiliza a “(…) avaliação para chegar à conclusão de que o aluno está apto ou não para prosseguir para a [fase seguinte]”(Faria, 2011, s.p.), através de instrumentos e técnicas ajustadas.

Para se concretizar a avaliação dos alunos existem vários instrumentos que o professor tem ao seu dispor.

Um dos instrumentos é a avaliação diagnóstica, este é um tipo de avaliação que se realiza no início de um processo de aprendizagem, e que tem como função obter informações sobre os conhecimentos, aptidões e competências dos alunos com vista a adequar os objetivos às necessidades dos alunos e melhorar a sua aprendizagem de acordo com as situações indicadas (Lopes & Silva, 2012, p.13).

Outro instrumento é a avaliação formativa, esta é um tipo de avaliação que visa melhorar qualitativamente a aprendizagem dos alunos e não quantificar essa aprendizagem. Esta fornece dados que permitem adequar o ensino às dificuldades de aprendizagem dos alunos, e não classificá-los pela aprendizagem conseguida (Lopes & Silva, 2012, p.13). A avaliação formativa inclui todas as atividades em que os professores e alunos colhem informações sobre o decorrer da aprendizagem e, os usam para alterar o ensino e a aprendizagem, com o objetivo de melhorar o desempenho dos alunos (Lopes & Silva, 2012, p.13). A avaliação formativa faculta ao docente informação mais concreta sobre as aprendizagens e as dificuldades dos alunos.

E por fim, outro instrumento é a avaliação sumativa, é uma avaliação periódica que resume o rendimento escolar dos alunos num dado momento, com o objetivo de informar os próprios alunos, os pais e professores (Lopes & Silva, 2012, p.13).

Os alunos ao fazerem a autoavaliação das suas aprendizagens, estão perante outro tipo de avaliação formativa.

A autoavaliação é, um processo que faz com que o aluno reflita sobre o que fez, porque fez assim, e o que vai fazer de maneira a cumprir os objetivos que lhe foram estabelecidos. Segundo Simões (2005), citado por Ferreira (2007, p.108) a autoavaliação entende-se por um “olhar crítico consciente sobre o que se faz, enquanto se

faz e/ou depois de se ter feito”.

Em relação ao processo de avaliação, o professor também deve fazer a sua avaliação, fazendo uma reflexão sobre a sua prática exercida na sala de aula, verificando se necessita de reformular a sua prática pedagógica.

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No que concerne à avaliação dos alunos, optámos por utilizar uma grelha de observação. A grelha de observação que elaborámos (anexo 5) foi constituída por objetivos: “constrói o espírito de grupo”; “espera pela sua vez para falar”; “respeita a opinião dos outros”; “entreajuda”; “partilha ideias”; “participa de forma igual”; “é paciente e espera” e “respeita as regras”. Esta, foi construída com o intuito de avaliar a participação individual de cada aluno na sala de aula. As grelhas de observação são de fácil utilização e contêm um registo simples, sendo, desta forma, de fácil preenchimento.

Ao longo da nossa prática pedagógica, foram utilizadas duas estratégias de avaliação dos conhecimentos, a avaliação diagnóstica e a avaliação formativa. A realização das atividades práticas permitiu uma observação direta do trabalho que os alunos estavam a realizar. Possibilitou dar um feedback no momento, de forma a melhorar as ações e as aprendizagens. Assim, foi-nos possível avaliar o conhecimento científico dos alunos ao nível das capacidades desenvolvidas durante o desenvolvimento das atividades experimentais e, tal como refere Landsheere (1997, p.70), obter “(…) o

feedback (...) [necessário] para planificar o ensino a um nível adaptado aos (…) alunos”.

Uma das técnicas de avaliação usada foi a técnica do “KWL”(What I Know – What I Want – What I Learned) (Lopes & Silva, 2012) (anexo 6). Está técnica é utilizada na avaliação diagnóstica, e também pode ser usada para uma avaliação formativa após o final de uma aula ou de uma unidade. A técnica “KWL” parte de uma questão-problema, que se encontra numa tabela dividida em três colunas, que devem ser preenchidas pelos alunos: K – o que sabemos, W – o que queremos saber, L – o que aprendemos. A tabela pode ser preenchida individualmente ou em grupo, no nosso caso foi individualmente. O aluno através desta, vai transmitir ao professor quais os seus conhecimentos prévios relativamente à questão-problema lançada. No final dos conteúdos terem sido abordados, vão transmitir ao professor os conhecimentos que adquiriram neste período de tempo. Esta técnica para além de avaliar o aluno, também permite avaliar o professor. A avaliação do professor é feita através da autoavaliação das aprendizagens realizadas pelos alunos, conseguindo desta forma perceber até que ponto os seus objetivos idealizados para aquela aula foram cumpridos.

Em relação às atividades práticas, utilizámos o preenchimento de um guião de atividade. Este desempenhou um papel fundamental para os alunos, envolveu-os nas atividades e fê-los refletir sobre o decorrer das mesmas e sobre os resultados obtidos (anexo 7).

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