Chapitre II : Mise en place d'un test mesurant la force des muscles fléchisseurs des doigts ainsi que le RFD et
III. Résultats expérimentaux et interprétations
III.3. Résultats sur la force maximale absolue et normalisée
Um dos obstáculos para adotar um RAS é a versatilidade e flexibilidade do ser humano em comparação com máquinas automáticas em processos de montagem tradicionais. Apesar da ten- dência em introduzir automação no sistema, o desenvolvimento de um RAS não implica eliminar completamente o homem do sistema de montagem. Em vez disso, o sistema deve ser projetado de modo que os operadores humanos sejam capazes de realizar de forma eficiente as tarefas que não podem ser automatizados e vice-versa [21].
Tipicamente, um sistema automático promove uma série de vantagens relativamente a sistemas operados por humanos, tais como operações sem fadiga ou intervalos e elevada taxa de produtivi- dade. Em contrapartida, apesar de possuírem habilidades apuradas para realizar as tarefas a que foram destinados, verifica-se uma limitação no sentido de desempenhar tarefas diferentes ou mais complexas, estando muitas vezes dependentes de elevados esforços de programação, o que afeta de forma significativa a flexibilidade da linha. Os operadores humanos, por sua vez, são capazes de fornecer habilidades sensoriais e motoras incomparavelmente superiores na realização de tare- fas complexas e podem rapidamente adaptar-se a novas sequências de produção, sendo no entanto, mais limitadas em termos de força e precisão. Visto isto, torna-se possível concluir que a conju- gação devida destes dois extremos é essencial para alcançar a máxima flexibilidade. Os requisitos de projeto deste tipo de sistemas foram discutidos por Heilala e Voho (2001).
Em [34], o autor propõe e avalia duas possíveis abordagens para a configuração de sistemas que combinam etapas de montagem automáticas e manuais de modo a otimizar a eficiência do sistema. Os sistemas propostos diferem, essencialmente, no posicionamento das estações que dis- põem das operações manuais: O primeiro pressupõe que estas estejam posicionadas em paralelo e o segundo que estejam organizadas sequencialmente. Para medir a performance dos modelos, compará-las e, por fim, efetuar a seleção do mais vantajoso, Lien desenvolve um modelo teórico que considera, entre outros parâmetros, efeitos e curvas de aprendizagem, volume de produção, número de operações efetuadas e número de variantes do produto. Após aplicação deste modelo,
Lien conclui e evidencia que a configuração paralela apresenta maior potencial em termos de me- lhoramento da eficiência do sistema na medida em que, além de ser mais facilmente configurado, apresenta menos perdas dependentes do sistema. Em concordância com as ideias introduzidas por [34], [10] afirma que a melhor maneira de conjugar as características e capacidades robóticas e humanas é obtida quando as tarefas simples e generalistas são atribuídas a robôs e posicionadas a montante da linha e, as tarefas mais complexas e variáveis, que conferem ao produto as suas características individuais e customizadas, são atribuídas a operadores humanos e posicionadas a jusante da linha. Kuber (2016) [9], desenvolve um método para identificar o modo como linhas de montagem existentes e implementadas podem ser reconfiguradas para comportar mudanças nos requisitos de produção. O autor segue abordagens já existentes baseadas nos paradigmas de mo- dularização de sistemas e sistemas reconfiguráveis. A investigação aplica o conceito de "graus de liberdade", focando-se em investigar e explorar as possibilidades de mudança da ordem dos elementos da linha.
2.4.1.1 Tipos de Cooperação
Como referido anteriormente, a implementação dos conceitos de flexibilidade e a capacidade de responder a mudanças requer cooperação direta entre homens e máquinas. Essa interação é essencial e tem uma implicação direta no aumento da eficiência do sistema. Diferentes tipos de cooperação e interação entre humanos e robôs podem ser aplicados. Kruger (2009) propõe uma divisão dos sistemas híbridos em dois grupos: "Workplace sharing systems"e "Time sharing sys- tems". No primeiro caso, a cooperação entre robôs e humanos está limitada à partilha do espaço de trabalho e, por isso, não se verifica a execução de tarefas em simultâneo. A interação é limi- tada ao mecanismo de "colision avoidance", onde as ações do robô são interrompidas quando a distância entre ele e um ser-humano é inferior à distância de segurança estipulada. Um exemplo de implementação deste sistema é o sistema team@work da Fraunhofer e IPK [8]. Por sua vez, no segundo caso, verifica-se a possibilidade de operadores humanos e robôs operarem em simultâneo, havendo, além da partilha da estação de trabalho, partilha de tempo. Neste cenário, a interação entre o robô e o humano não pode ser limitada ao mecanismo de "collision avoidance", sendo ne- cessário um mecanismo mais sofisticado. O projeto PISA [49] é um exemplo onde a flexibilidade do sistema de montagem é alcançada através da cooperação homem-máquina num sistema do tipo "workplace and time sharing". O foco é conferido a sistemas inteligentes de assistência inovadores e ferramentas de planeamento para a sua integração no sistema, passando ainda pela exploração dos conceitos de reconfigurabilidade e reutilização de equipamentos de montagem. Segundo Kr- ger, o principal objetivo do projeto é manter os operadores humanos no sistema de produção, mas auxiliá-los com poderosas ferramentas para aumentar o seu desempenho.
Segundo Schraft (2005), quatro tipo de cooperação entre homens e robôs podem ser definidos: O primeiro tipo de cooperação é definido como "operação independente". Neste caso, humanos e robôs operam de forma independente em diferentes peças de trabalho. O segundo tipo consiste na "cooperação sincronizada", onde trabalhadores e robôs, ainda separados, operam consecutiva- mente em uma peça de trabalho. O terceiro tipo corresponde à operação em uma peça de trabalho
compartilhada, porém sem contato físico. O último nível corresponde à cooperação direta a partir
da interação física entre operador e robô. A figura2.10ilustra a referida classificação.
Figura 2.10: Diferentes tipos de Cooperação entre humanos e robôs (Fonte: [8])
O projeto ROBO-PARTNER [50]promove uma solução híbrida que envolve os diferentes tipos de cooperação, sugerindo, no entanto, uma classificação em 3 níveis. O primeiro nível envolve a execução de tarefas diferentes por homens e robôs, enquanto partilham o mesmo espaço de trabalho. Neste caso, não são necessárias barreiras ou outros sistemas físicos de segurança uma vez que, através da utilização de uma série de sensores (força, visão, presença), o robô é capaz de se manter sempre ciente da presença humana. No segundo nível, a cooperação é realizada principalmente a nível cognitivo, onde o robô é utilizado para fornecer ao operador as peças de montagem corretas, reduzindo assim o tempo necessário para identificá-las ou ir buscá-las a áreas distantes da zona de produção. O último nível de cooperação corresponde à execução da mesma tarefa de montagem pelo robô e pelo ser humano, verificando-se interação física direta. Esta abordagem permite a combinação de habilidades humanas, tais como perceção e destreza, com características vantajosas dos robôs como robustez, força, precisão e repetibilidade de modo a que a mesma tarefa seja executada da forma mais eficiente possível.