• Aucun résultat trouvé

Por serem muito pequenos para assumir os custos da construção de uma usina nuclear os países bálticos querem se consorciar para a construção de uma usina. Em conjunto também podem se beneficiar de linhas de crédito a que têm direito junto ao Nordic Investment Bank. O projeto pode incluir também a Polônia.

GPL.G – Gerência de Planejamento Estratégico Panorama da Energia Nuclear – Novembro 2011 63

A Bielorússia assinou em março de 2009, acordo com a Rússia, através da sua Atomstroyexport, para a construção da primeira usina nuclear do país. Foi feita uma concorrência internacional para o fornecimento de tecnologia e construção e em 11/10/2011 foi assinado com a russa AtomStroyExport (ASE) o contrato de construção para a duas usinas na Bielorússia. Será um projeto “Turn Key” que tem o custo estimado em cerca de 9 bilhões de dólares e a primeira usina poderá ser comissionada em 2017. O sítio de Ostrovetsk, na região de Grodno

foi selecionado para a Central ( 2 x VVER -1200 MWe AES-2006).

Simulação das duas unidades AES-2006 (Image: AtomEnergoProekt)

Pós Fukushima

O projeto da central na Bielorrússia passará pelos mesmos testes que os aplicados as nações da UE, mesmo não fazendo parte do Bloco.

Lituânia

Em dezembro de 2009 foi fechado o último reator (RBMK) da Lituânia que estava em operação no país conforme o termo de adesão do país à União Européia. A Lituânia vinha tentando manter em funcionamento até 2012 a usina nuclear Ignalia 2 (1.300-MW RBMK) em operação, mas não conseguiu reverter o parecer das autoridades européias. Será construído um repositório intermediário no próprio sítio da usina (contrato AREVA a ser pago pela União Européia) para guardar os rejeitos de média e baixa atividade resultantes do descomissionamento da usina. Em março de 2010 foi assinado um acordo com a Suécia para construção de uma linha de transmissão para fornecer eletricidade ao país, enquanto não são disponíveis outras nucleares.

Como conseqüência do fechamento do reator o preço da energia elétrica no país subiu 31% em 2010. Já existe a proposta para um reator (Visaginas) na Lituânia, em consórcio com a Estônia, que os governos classificam como de implementação imediata para garantir segurança energética e aliviar a dependência do gás importado da Rússia, além de ajudar no cumprimento de metas européias de redução de emissões de gases do efeito estufa.

GPL.G – Gerência de Planejamento Estratégico Panorama da Energia Nuclear – Novembro 2011 64

Pós Fukushima

A Lituânia decidiu em 14 de julho de 2011 que o fornecedor para o novo reator Visaginas será a Hitachi-GE com o reator tipo ABWR que deverá estar em operação em 2020. A previsão é de assinatura do contrato ainda em 2011 e o custo está estimado em até 5 bilhões de euros.

Outra solução para a falta de energia desta região é a proposta russa de construção de 2 VVER com capacidade de 1200 MW cada em Kaliningrad que é vizinha (10 Km) à Lituânia e à Polônia, cuja construção tem início previsto para abril de 2011 e operação para 2016 e 2018 e tem sido apresentada aos investidores como negócio com clientes garantidos.

Polônia

Sítio em Zarnowiec – Polônia (provável localização do reator em estudos)

O país tem 38 milhões de habitantes e a sua matriz elétrica é hoje calcada em carvão (94%).

Para reduzir suas emissões de CO2 a Polônia já acena com a possibilidade de construir sua primeira central até 2020, tentando desta forma iniciar a alteração de sua matriz. O governo polonês designou a sua maior empresa de eletricidade (PGE - Polska Grupa Energetyczna SA) para conduzir os projetos das duas primeiras centrais nucleares do país que deverão ter 3000MW com dois ou três reatores cada uma. Espera-se que a primeira usina opere em 2020.

O sítio de Zarnowiec poderá ser aproveitado devido à infraestrutura que já é disponível. Em 1986 a Rússia estava construindo 4 reatores WWER, 440MW para a Polônia em Zarnowiec ao norte de Gdansk, mas o projeto foi abandonado em 1989, após um referendum popular, fortemente influenciado pelo acidente de Chernobyl. Os reatores que já estavam entregues foram vendidos para a Finlândia (Loviisa) e para a Hungria (Paks). O sítio existente hoje (foto) talvez seja usado pela futura central aproveitando a infra-estrutura e os estudos já realizados.

GPL.G – Gerência de Planejamento Estratégico Panorama da Energia Nuclear – Novembro 2011 65

Em abril de 2010 foi assinado um memorando de cooperação entre a Westinghouse e a polonesa Polska Grupa Energetyczna (PGE) para estudar a viabilidade de construção de um reator de terceira geração (Generation III+) na Polônia (AP1000).

Pós Fukushima

O Parlamento polonês aprovou em julho de 2011 a última lei necessária para o começo de construção da primeira Central Nuclear do país. Assim que o presidente Bronislaw Komorowski assinar a lei, a gigante empresa estatal Polska Grupa Energetyczna - PGE poderá dar inicio as atividades de construção de até 2 Centrais, com capacidade de até 6 GWe, que deverão estar prontos em 2020. A tecnologia escolhida deverá pertencer a um dos concorrentes que ofertarão até janeiro de 2012, entre eles AREVA, GE Hitachi e Westinghouse. A divulgação do resultado será em 2013 conforme informou a PGE.

Segundo o Primeiro Ministro, Tusk, o governo está convicto que a energia nuclear constitui uma boa alternativa as necessidades energéticas da Polônia, assim como uma grande oportunidade de negócios, com a possibilidade de venda de energia para a Alemanha.

GPL.G – Gerência de Planejamento Estratégico Panorama da Energia Nuclear – Novembro 2011 66

C - África / Oriente Médio / Países ÁrabesAfricanos

O continente africano tem enormes reservas fósseis e fontes hidráulicas que podem ser usadas para gerar energia, contudo a eletrificação e o consumo são em níveis muito baixos em especial nas áreas rurais uma vez que os países são incapazes de utilizar suas reservas devido às secas extremas, ao alto preço do petróleo, aos conflitos e à falta generalizada de recursos. Os sistemas de transmissão de energia existentes são precários para dar o necessário suporte para a distribuição interna nos países além de apresentarem altas perdas. Existe a necessidade urgente de oferecer à população do continente eletricidade de qualidade e com confiabilidade

África do Sul

País usinas em operação capacidade atual (MW) usinas em construção capacidade em construção (MW) energia gerada 2010 (TWh) % do total gerado em 2010 África do Sul 2 1800 0 0 12,9 5,18

A África do Sul possui dois reatores em operação (Koeberg 1 e 2 - PWR 900 MW cada), que em 2010 produziram 12,899 TWH.

A África do Sul tem um projeto próprio de reator, mas por problemas de financiamento a empresa responsável, PBMR (Pty) Ltd está em fase de extinção, com a retirada do apoio do governo, que já havia investido, nos 11 anos de sua existência, cerca de 1,23 bilhões de dólares na empresa que oficialmente pertence à Eskon (Industrial Development Corp) e a Westinghouse.

Central Nuclear Koeberg (Photo by: Ruvan Boshoff)

Pós Fukushima

O Ministro de Energia- Dipuo Peters reiterou o compromisso do governo com a energia nuclear e com fontes renováveis, para a redução dos gases de efeito estufa e diversificação da matriz elétrica. Segundo ele, o acidente japonês trará lições que serão

GPL.G – Gerência de Planejamento Estratégico Panorama da Energia Nuclear – Novembro 2011 67

aproveitadas nos projetos que estão previstos para operar em 2023 já que nesta indústria as experiências são trocadas entre os países, beneficiando a todos.

O país pretende construir 9.600 MW de nova capacidade nuclear nas próximas 2 décadas como parte do plano de dobrar o suprimento energético da África do Sul, de 25.000 MW para 50.000 MW, a um custo total estimado de 89 bilhões de euros. Neste plano estão também energias eólicas, carvão e solar.

Segundo o ministro o país não pretende abandonar seus planos de ampliar o suprimento de energia nuclear.