3.3 Dynamique interne des excitons noir et brillant
3.3.2 Détermination quantitative des paramètres de relaxation
3.3.2.4 Résultats
CONSCIÊNCIA HUMANA
Ao destacar a categoria trabalho, percebe-se que este recebe o estatuto ontológico por ser o responsável pela constituição da essência humana e da fundação e organização social. Esse resultado dele decorrente advém do necessário intercâmbio dos homens com a natureza e entre eles mesmos, com o intuito de garantir suas existências. E, diante de determinadas dificuldades, a união para atingir um determinado fim, como o de abater um animal feroz, motiva a reunião de forças de indivíduos de um agrupamento humano para empreender esforços e ter êxito em suas ações. A necessidade de comer, se abrigar e se manter vivo é chave para se compreender as origens e o aprofundamento do conhecimento e de todas as instituições e criações humanas. Nessa linha de raciocínio, pode-se afirmar que, diante da necessidade, os homens se unem, fazem a divisão social do trabalho, criam as leis e instituições, produzem mitologia, filosofia, artes, religião, ciência e tecnologia para melhor compreender o cosmo, sua origem e as leis da natureza, e facilitam a operacionalidade material para produzirem o de que necessitam. Sendo assim, a humanidade construiu sua consciência, que surge no processo de transformação material da natureza, mediada pela necessidade concreta e real que induz os homens à ação, ao trabalho. Nesta perspectiva teórica, a subjetividade decorre do processo de transformação da objetividade, ou seja, ocorre posteriormente e dialeticamente.
Para a antropologia filosófica marxiana9, o homem do ponto de vista do materialismo
histórico é um processo que se constitui permanentemente no seu devir histórico. Contudo,
não há uma natureza humana boa ou má como defendiam os contratualistas liberais Rousseau e Hobbes. Ao contrário dessa premissa, há uma essência humana que é construída ao longo da existência física que a precede a partir da práxis, como síntese da atividade genuinamente humana que surge da prática e da teoria, e que aqui se denomina de trabalho. Tendo em vista a necessidade que é a-histórica, portanto, natural, traduz-se que o homem, antes de ser social, é um organismo natural que necessita intercambiar-se com a natureza, a qual é o seu corpo inorgânico. Assim, por ser um ser natural, necessita da exterioridade, de relacionar-se com a natureza para manter-se vivo, nutrir-se da matéria como fonte calórica, energética, da qual ele surgiu, evoluiu e se transformou em um ser histórico. Esse intercâmbio necessário, esse
9 Diz-se marxiana, quando se trata diretamente da obra de Marx e Engel e marxismo quando se refere às obras de
metabolismo entre o homem e a natureza, que se define como trabalho, que se traduz em um ato, uma atitude de humanização, para produção de condições materiais para a sua existência física, em primeiro lugar, é a base para o ulterior desenvolvimento da consciência e da história, ou seja, do pensamento humano, da intelectualidade, da teoria, das ideias e da cognição humana, em síntese, elementos constituintes da essência humana que é dinâmica e que se constitui permanentemente na sua vida real e concreta.
A essência do trabalho consiste precisamente em ir além dessa estabilização dos seres vivos na competição biológica com seu meio ambiente. O momento essencial da separação é constituído não pela fabricação de produtos, mas pelo papel da consciência, a qual, precisamente aqui, deixa de ser mero epifenômeno da reprodução biológica: o produto, diz Marx, é um resultado que já no início do processo existia ‘na representação do trabalhador’, isto é, no plano ideal. (LUKÁCS, 2007, p. 228-229)
Aqui se distingue essência humana de natureza humana, esta última é compreendida como sendo eterna, portanto, que não muda, diferentemente de essência que aqui é concebida como mutável, histórica, processual e que é característica distintiva e substancial da espécie humana, diversamente da posição positiva e liberal que acredita na existência de uma natureza humana dada a priori. Esta última defende a ideia de que o indivíduo é egoísta por natureza, de que a concorrência defendida pelo mercado como mecanismo de organização da produção e distribuição é natural, que se a define de individualismo etc. Esta última predomina na teoria liberal econômica e na política burguesa que fundamentam a sociedade moderna, bem como no neoliberalismo que fundamenta a contemporaneidade. Nesta perspectiva que estamos abordando não há natureza humana, o homem concebido como um processo, sua essência, estruturada nas suas representações, nas suas ideias e pensamento que formam sua intelectualidade, é constituído a partir da forma como organiza a produção econômica para a sua existência e dela decorre a ideologia.
A produção de idéias, de representações e da consciência está em primeiro lugar direta e intimamente ligada à atividade material e ao comércio material dos homens; é a linguagem da vida real. As representações, o pensamento, o comércio intelectual dos homens surge aqui como emanação direta do seu comportamento material. O mesmo acontece com a produção intelectual quando esta se apresenta na linguagem das leis, política, moral, religião, metafísica, etc., de um povo. São os homens que produzem as suas representações, as suas idéias, etc., mas os homens reais, atuantes e tais como foram condicionados por um determinado desenvolvimento das suas forças produtivas e do modo de relações que lhe corresponde, incluindo até as formas mais amplas que estas possam tomar. A consciência nunca pode ser mais do que o Ser consciente; e o Ser dos homens é o seu processo da vida real. E se em todas a ideologia os homens e as suas relações nos surgem invertidos, tal como acontece numa câmera obscura, isto é apenas é o resultado do seu processo de vida histórico, do mesmo modo que a imagem invertida dos objetos que se forma na retina é uma conseqüência do seu processo de vida diretamente físico. (MARX; ENGELS, 1974, p. 25-26, grifo dos autores)
Os homens sempre mantiveram relações com o mundo, e desse fato aparecem diversos aspectos com fins práticos que decorrem do aprimoramento constante da intelecção com o intuito de satisfazer e o modo de como tornam possíveis a realização de inúmeras necessidades que surgem no desenvolvimento e no transcorrer da processualidade história. De acordo com a interpretação de Vazquez (1999, p. 73), essas relações configuram-se em três aspectos de uma mesma unidade original e dialética que se dá entre homem e natureza:
1. Relação teórico-cognoscitiva, com a qual os homens se acercam
da realidade para compreendê-la;
2. Relação prático-produtiva, com a qual os homens intervêm na
natureza e a transformam, produzindo com seu trabalho objetos que satisfaçam determinadas necessidades vitais: alimentação, vestuário, abrigo, proteção, comunicação, transporte etc.;
3. Relação prático-utilitária, na qual os homens utilizam ou
consomem esses objetos.
Partindo dos pressupostos marxianos, Vazquez concluiu que a primeira fonte do conhecimento é estética10 e mimética, e se constitui primeiramente por aquilo que é sentido
(visto, palpado, cheirado, degustado, ouvido etc.). Dessa forma, o homem inicialmente reproduz copiando ou se apropriando do que está pronto na natureza e que se constitui de informações empíricas para os sentidos humanos representarem em suas mentes por meio de categorias e conceitos tornando o real como concreto pensado. Nas palavras de Marx (1987, p. 16):
O concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações, isto é, unidade do diverso. Por isso, o concreto aparece no pensamento como o processo de síntese, como resultado, não como ponto de partida, ainda que seja o ponto de partida efetivo e, portanto, o ponto de partida também da intuição e da representação. O homem primeiramente se apropria de coisas (vara, pedra etc.) disponíveis em forma na natureza e lhes dá uma função social; depois disso, passa por um momento mimético, copia essas formas existentes em seu entorno, no meio ambiente, e logo as aperfeiçoa com um fim, um propósito de antemão objetivado. Exemplificando, afina ainda mais a ponta da pedra, lascando-a ou polindo-a para torná-la mais pontiaguda e abater um determinado animal, furando seu couro de maneira mais eficiente. Portanto, os homens e mulheres exercitam a formatividade perseguindo o aperfeiçoamento da forma para adequá-la à função do objeto esperado. Nesse processo, no transcorrer da existência humana, de geração em geração, as habilidades manuais e intelectuais são constantemente aperfeiçoadas, resultando na
criatividade e na faculdade cognitiva humana sem limites diante desse construir-se historicamente.
Assim, para alcançar o grau de perfeição ou experiência criativa que revelam o desenho e a cor do “bisão saltando” foi preciso que o homem percorresse um longo caminho, calculado pelos antropólogos em uns quinhentos mil anos, no decorrer do qual, enquanto transformava a natureza com seu trabalho, foi transformando a si mesmo. Por sua vez elevou-se a sua consciência da relação entre meio e fins, entre forma e função e, ao mesmo tempo, foram se aperfeiçoando e desenvolvendo seus sentidos como sentidos humanos (“a formação dos cinco sentidos é a obra de toda a história universal anterior”, Marx). (VAZQUEZ, 1999, p. 96)
Por isso, afirma Marx, com muita propriedade, o que significa a construção da objetividade e a subjetividade no interagir do desenvolvimento dos sentidos humanos é aperfeiçoado a partir de suas condições materiais.
É somente graças à riqueza objetivamente desenvolvida da essência humana que a riqueza da sensibilidade humana subjetiva é em parte cultivada, e é em parte criada, que o ouvido torna-se musical, que o olho percebe a beleza da forma, em resumo, que os sentidos tornam-se capazes de gozo humano, tornam-se sentidos que se confirmam como forças essenciais humanas. Pois não só os cinco sentidos, como também os chamados sentidos espirituais, os sentidos práticos (vontade, amor, etc.), em uma palavra, o sentido humano, a humanidade dos sentidos, constituem-se unicamente mediante o modo de existência de seu objeto, mediante a natureza humanizada. A formação dos cinco sentidos é um trabalho de toda a história universal até nossos dias. O sentido que é prisioneiro da grosseira necessidade prática tem apenas um sentido limitado. Para o homem que morre de fome não existe a forma humana da comida, mas apenas seu modo de existência abstrato de comida; esta bem poderia apresentar-se na sua forma mais grosseira, e seria impossível dizer então em que se distingue esta atividade para alimentar-se da atividade animal para alimentar-se. O homem necessitado, carregado de preocupações, não tem senso para o mais belo espetáculo. O comerciante de minerais não vê senão seu valor comercial, e não sua beleza ou a natureza peculiar do mineral; não tem senso mineralógico. A objetivação da essência humana, tanto no aspecto teórico como no aspecto prático, é, pois, necessária, tanto para tornar humano o sentido do homem, como para criar o sentido humano correspondente à riqueza plena da essência humana natural. (MARX, 1987a, p. 178, grifos do autor)
Para Marx e Engels, a essência humana se constrói no conjunto das relações sociais de maneira dinâmica e histórica, e não apenas em um exemplar individual. Portanto, não há natureza humana dada a priori, o que há é uma construção coletiva dos indivíduos no tecido das relações sociais que incluem a experiência humana, compondo a cultura particular de uma nação, e universal da humanidade, a partir das relações de produção. Nessa perspectiva, é impossível pensar um indivíduo isolado das relações sociais e muito menos é possível interpretar a realidade tendo como ponto de partida considerações sobre a natureza humana que muitas teorias advogam. Esta concepção de humanidade, por exemplo, polariza com os princípios da economia política liberal - que tem como defensores os autores utilitaristas
clássicos, como Jeremy Bentham e Stuart Mill - com a defesa que eles fazem de uma suposta natureza humana autointeressada, na qual os indivíduos (individualismo metodológico) buscam o prazer fugindo da dor e, dessa forma, contribuem para o bem geral.
Nessa perspectiva analítica do progresso das faculdades e o consequente conhecimento humano, no decurso de milhares de anos que data desde o paleolítico inferior e médio, os homens vêm construindo paulatinamente a cultura humana na práxis cotidiana, numa interdependência teórica e prática que constrói a si mesma, a partir do meio ambiente em que vive e das relações sociais, de forma livre e autônoma, constituindo a sociedade a partir do econômico, ao mesmo tempo em que constrói o universo cultural, epistemológico, espiritual e político. Os autores enfatizam que a produção dos meios depende diretamente do meio ambiente, das condições dadas pela natureza que, num primeiro momento, o homem reproduz, assim como ele reproduz-se sexualmente de forma natural. Conforme produzem seus meios de existência, produzem necessariamente a si e a sua organização social.
Pode-se referir a consciência, a religião e tudo o que se quiser como distinção entre os homens e os animais; porém, esta distinção só começa a existir quando os homens iniciam a produção dos seus meios de vida, passo em frente que é conseqüência da sua organização corporal. Ao produzirem os seus meios de existência, os homens produzem indiretamente a sua própria vida material.
A forma como os homens produzem esses meios depende em primeiro lugar da natureza, isto é, dos meios de existência já elaborados e que lhes é necessário reproduzir; mas não deveremos considerar esse modo de produção deste único ponto de vista, isto é, enquanto mera reprodução da existência física dos indivíduos. Pelo contrário, já constitui um modo determinado de atividade de tais indivíduos, uma forma determinada de manifestar a sua vida, um modo de vida determinado. A forma como os indivíduos manifestam a sua vida reflete muito exatamente aquilo que são. O que são coincide, portanto com a sua produção, isto é, tanto com aquilo que produzem como com a forma como produzem. Aquilo que os indivíduos são depende, portanto, das condições materiais da sua produção. (MARX; ENGELS, 1974, p. 19, grifos dos autores)
Cabe destacar os seguintes aspectos do aperfeiçoamento do trabalho elaborados por Vazquez (1999, p. 176), e no que ele define como sendo a característica fundamental do trabalho humano, que é a de “imprimir a uma matéria a forma adequada a sua função”.
1. Preexistência ideal do produto e de sua forma na consciência do produtor, o que implicava também certa consciência da relação forma-função, da bondade da forma e do trabalho bem-feito, assim como da capacidade própria para materializar o idealizado mediante esse trabalho.
2. Domínio cada vez maior do homem sobre a matéria graças ao seu conhecimento cada vez mais rico e extenso dos materiais; à fabricação de instrumentos cada vez mais finos e adequados para dominar esses materiais; e ao emprego de procedimentos e técnicas cada vez mais perfeitos.
3. Eficácia cada vez maior do útil para cumprir sua função, o que implicava a conquista de uma forma cada vez mais perfeita.
4. Prazer vinculado, depois da execução, para a consciência do “bom trabalho” realizado e da capacidade própria para executá-lo. (VAZQUEZ, 1999, p. 97)
Afirmam os autores Marx e Engels, contrariando a ideologia dominante do idealismo clássico alemão na figura de Hegel - seu maior representante -, que o pensamento, ou seja, as ideias não procedem de um mundo transcendental ou do logos, metafísico-racional, mas sim que surgem historicamente a partir da necessidade da produção material para dar condições concretas de manter os seres humanos vivos. Nesse processo da vida real, os seres humanos aperfeiçoam formas e conteúdos necessários para fabricação de objetos úteis e uma nova estética artificial vai sendo impressa na estética natural, previamente existente como o “primado da natureza exterior” que é o substrato objetivo da humanidade. Ou seja, com o trabalho os homens modificam a natureza, dão a ela uma nova estética, de forma artificial e, ao modificá-la, os homens modificam-se a si próprios exteriorizando-se e interiorizando-se, nessa indissociabilidade entre a natureza e a humanidade, as quais estão em processo constante de transformação. Nesse processo de grande proporção humana em correlação com a natureza, o nível que esse processo atingiu fez com que Marx e Engels (1974, p.32) observassem que a natureza intocada já deixou de existir há muito tempo.
Essa actividade, esse trabalho, essa criação material incessante dos homens, essa produção é a base de todo o mundo sensível tal como hoje existe, e a tal ponto que se o interrompêssemos apenas por um ano, Feuerbach não só encontraria enormes modificações no mundo natural como até lamentaria a perda de todo o mundo humano e da sua própria faculdade de contemplação, ou mesmo da sua própria existência. É certo que o primado da natureza exterior não deixa por isso de subsistir, e tudo isto não pode certamente aplicar-se aos primeiros homens nascidos por generatio aequivoca11 , mas esta distinção apenas tem sentido se se considerar o
homem como sendo diferente da natureza. De qualquer modo, esta natureza que precede a história dos homens não é de forma alguma a natureza que rodeia Feuerbach; tal natureza não existe nos nossos dias, salvo talvez em alguns atóis australianos de formação recente, e portanto não existe para Feuerbach. (MARX; ENGELS, 1974, p. 32, grifo nosso)
Nessa ação prática dos indivíduos, um conjunto de ideias surge constituindo teoria moral, científica, política e filosófica configurando a consciência humana, como aqui afirmam os autores, “Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a
consciência.”:
Contrariamente à filosofia alemã, que desce do céu para a terra, aqui parte-se da terra para atingir o céu. Isto significa que não se parte daquilo que os homens dizem, imaginam e pensam nem daquilo que são nas palavras, no pensamento, na imaginação e na representação de outrem para chegar aos homens em carne e osso; parte-se dos homens, da sua actividade real. É a partir do seu processo de vida real que se representa o desenvolvimento dos reflexos e das repercussões ideológicas deste processo vital. Mesmo as fantasmagorias correspondem, no cérebro humano, a sublimações necessariamente resultantes do processo da sua vida material que pode
ser constatado empiricamente e que repousa em bases materiais. Assim, a moral, a religião, a metafísica e qualquer outra ideologia, tal como as formas de consciência que lhes correspondem, perdem imediatamente toda a aparência de autonomia. Não têm história, não têm desenvolvimento; serão antes os homens que, desenvolvendo a sua produção material e as suas relações materiais, transformam, com esta realidade que lhes é própria, o seu pensamento e os produtos desse pensamento. Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência. Na primeira forma de considerar este assunto, parte-se da consciência como sendo o indivíduo vivo, e na segunda, que corresponde à vida real, parte-se dos próprios indivíduos reais e vivos e considera-os apenas a consciência como sua consciência. (MARX; ENGELS, 1974, p. 26, grifo nosso)
Alinhando-se às ideias desses filósofos, a partir dessas suas constatações, a produção da vida “surge-nos agora como uma relação dupla: por um lado como uma relação natural e, por outro, como uma relação social” (MARX, ENGELS, 1974, p. 35). Entendendo melhor, a reprodução humana que se dá entre homem e mulher acontece de uma forma natural e produz novas gerações. Já a necessidade de manter-se vivo constitui formas necessárias de cooperação social (força produtiva), portanto, a ação conjugada de vários indivíduos constitui relações sociais que formam a sociedade e um determinado modo específico de produção e, independentemente de qualquer formação societária determinada, o trabalho sempre será um metabolismo necessário entre homem e natureza, uma condição eterna da humanidade.
Segue-se que um determinado modo de produção ou estádio de desenvolvimento industrial se encontram permanentemente ligados a um modo de cooperação ou a um estado social determinados, e que esse modo de cooperação é ele mesmo uma “força produtiva”; segue-se igualmente que o conjunto das forças produtivas acessíveis aos homens determina o estado social e que se deve consequentemente estudar e elaborar a “história dos homens” em estreita correlação com a história da indústria e das trocas. (MARX, ENGELS, 1974, p. 35)
Há mais de dois milênios naturalizou-se conceber o mundo e a sociedade a partir de uma concepção religiosa idealista de perspectiva criacionista ou idealista racionalista, de que há uma anterioridade da ideia ou do pensamento em relação à matéria ou à existência física, tornando essa visão um dogma, quase impossível de ser questionado. Apesar de uma visão contrária a essa perspectiva hegemônica parecer ser impossível e, também, de ser difícil ganhar espaço no campo filosófico e científico, a resposta à seguinte pergunta deu base e