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5. Caractérisation microscopiques de la peau de chèvre

5.2. Résultats d’analyse par le microscope confocal à balayage laser

A pesquisa, como já foi indicada na introdução deste trabalho, constou

A INTERTEXTUALIDADE NAS LETRAS E NAS ARTES. Teve como objetivo verificar em que medida a intertextualidade pode constituir-se em recurso que favorece a produção de textos, por alunos na Educação de Jovens e Adultos.

O cenário constituiu-se de três escolas públicas no município de São Paulo, sendo um CIEJA - Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos, uma escola estadual – denominada Escola Colaboradora I e uma escola municipal – denominada Escola Colaboradora II, ambas de ensino fundamental. A opção pelas escolas fundamentou-se na manifestação de interesse pela pesquisa por parte da direção e da disponibilidade dos professores.

Os atores da pesquisa foram 45 alunos (quinze de cada escola), jovens e adultos, que frequentavam as classes da EJA, nos módulos III e IV que correspondem às séries finais do ensino fundamental, juntamente, com seis professores colaboradores.

As atividades foram desenvolvidas no decorrer do 1º e 2º semestres do ano letivo de 2008, uma vez por semana, no horário das treze às quinze horas.

Os procedimentos metodológicos, também definidos na introdução deste trabalho, constaram para conhecimento dos alunos, da história de vida e de uma dinâmica de apresentação, complementados por uma ficha de coleta de dados.

A oficina de produção de textos centrou-se na reflexão de temas transversais, motivados pela leitura de jornais, revistas, e imagens e nas atividades necessárias para a sua realização.

Os textos produzidos pelos alunos constituíram o corpus da pesquisa e foram analisados, considerando-se a construção das quatro aprendizagens fundamentais contidas no relatório Delors e na ocorrência da intertextualidade explícita ou implícita.

5.2 Antecedentes da pesquisa

Fevereiro de 2008 – Em busca do espaço

Desde que decidimos sobre o objetivo da pesquisa, nossa preocupação foi direcionada para o local onde ela deveria se desenvolver. Entendendo ser muito importante essa escolha, passamos a refletir sobre o perfil de escola que melhor atendesse às especificidades do trabalho.

Tendo priorizado a escola pública por considerar ser ela o espaço privilegiado para conhecer a realidade dos jovens e adultos, objeto da pesquisa, nosso olhar voltou-se para a rede estadual de ensino pelo fato de nela termos percorrido a carreira do magistério. Como supervisora de ensino, sabíamos que o conhecimento dos profissionais que atuam na rede poderia facilitar nossa entrada e presença na escola. Tínhamos clareza de que não seria fácil, pois, como diz Nóvoa (1997), o professor é resistente às ações que implicam romper com sua rotina e, conseqüentemente, promover mudanças.

Após alguns contatos, verificamos que a escola estadual não atendia ao que necessitávamos, pois as classes de Educação de Jovens e Adultos eram quase que exclusivamente de ensino médio. Mediante essa constatação, passamos a investigar a rede municipal de ensino.

Não foi difícil entender que esse era o caminho à medida que a constituição federal define como competência dos municípios o atendimento à educação infantil e ao ensino fundamental em cooperação com os Estados. Nesse sentido, encontramos algumas escolas com atendimento aos jovens e adultos no ensino fundamental II, que compreende as séries finais desse nível de ensino.

Passamos, então, a sondar muitos professores e nessa maratona tomamos conhecimento da existência dos Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos – CIEJAs – sob a jurisdição da rede municipal de ensino, com atendimento a jovens e adultos em todas as etapas do ensino fundamental.

O passo seguinte foi o agendamento de uma visita, na qual a coordenação pedagógica colocou-se prontamente à disposição para atender-nos e estabelecemos, assim, o primeiro contato.

O primeiro encontro

Na semana seguinte, fomos recebidos pela direção do Centro. Os primeiros momentos foram caracterizados por certo formalismo e distanciamento. Percebemos logo que as condições de funcionamento iam ao encontro do que necessitávamos. Assim, manifestamos interesse em conhecer a estrutura administrativa do Centro, bem como o perfil dos professores. Prontamente fomos informados a respeito da forma de admissão dos professores e dos procedimentos de acompanhamento do projeto pedagógico nos horários de trabalho coletivo.

Quando falávamos sobre o currículo, colocamos nossa experiência como professora de Prática de Ensino e os projetos que desenvolvemos na formação de professores de Arte. Nesse momento a relação ficou mais informal e descontraída. Relatamos alguns projetos que despertaram o interesse pelas nossas experiências, surgindo um convite de parceria para o desenvolvimento de projetos em forma de oficinas, que muito contribuiriam para a formação oferecida no Centro.

Um diálogo aberto se instalou e o momento se tornou favorável para colocarmos o objetivo inicial da visita: a proposta de desenvolver um conjunto de atividades de produção de texto tendo como recurso a intertextualidade. A proposta foi muito bem recebida, pois foi ao encontro dos interesses do Centro, e, chegando a objetivos comuns, fomos convidados a conhecer as salas de aula e os professores. Terminamos o encontro com expectativas otimistas em relação a um futuro trabalho conjunto e com o compromisso de retornar com um detalhamento da proposta. Março de 2008 – Consolidando a proposta

Voltamos ao CIEJA para manifestar nossa disposição em desenvolver a oficina de produção de textos.

Nesse momento, retomamos com a coordenação nossa proposta inicial e discutimos a melhor forma para operacionalizá-la de maneira a não interferir no horário regular das aulas.

A opção recaiu num horário intermediário entre os períodos da manhã e da tarde em que as salas ficam ociosas e os alunos não têm atividades. Ficou estabelecido o horário das 13 às 15 horas para a prática de oficina.

O passo seguinte ficou a cargo da coordenação pedagógica, que passaria nas classes e transmitiria o convite aos alunos para a participação nas atividades de produção de texto.

Nesse mesmo encontro, apresentamos as linhas gerais do projeto e deixamos claro nosso objetivo como docente pesquisadora.

Abril de 2008 – Tempo de espera

Nesse período, permanecemos na espera. O tempo foi passando e não tínhamos recebido um retorno. Foi quando surgiu uma oportunidade para convidá-los para uma apresentação de teatro em nossa instituição. A manifestação de interesse foi imediata. Professores e alunos compareceram com muito entusiasmo. Nesse momento, conhecemos aqueles que seriam nossos primeiros participantes na oficina da produção de texto. No contato seguinte, já fomos informados da inscrição dos alunos e agendamos a data do início dos trabalhos. O relato dessa etapa foi importante para demonstrar que não é tarefa fácil conquistar o espaço para pesquisa e envolver os professores nessas atividades.

5.3 Iniciando a pesquisa - CIEJA – O locus de realização da pesquisa