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2 Plis et fractures : concepts de base et objets élémentaires

5 Typologie et éléments d’interprétation mécanique des principales familles directionnelles de fractures

5.2 Les fractures axiales

5.2.1 Les réseaux simples de joints et/ou de fentes - Description :

140Raymond Loewy, (1893-1986). Designer industrial, francês. 141Dieter Rams, (1932 - ). Designer industrial alemão. 142Marco Zanuso (1916-2001), Arquiteto e designer italiano. 143Richard Sapper (1932 - ). Designer industrial, alemão.

144Inventados em 1906. Karl Ferdinand Braun, inventor alemão. Esta tecnologia, atualmente em declínio, foi aplicada em

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A Sony começava a ser abordada por empresas fabricantes de ecrãs luminosos para reproduzir símbolos e letras, componentes dos computadores. Nos anos 90, foram adicionadas colunas de som, passando de mono (1 coluna) a estéreo (duas colunas) até aos dispositivos

surround (diversas).

Um dos primeiros dispositivos de bolso, portáteis que a Sony lançou comercialmente em 1982, dispunha de um reduzido ecrã, o Watchman FD-210. A tecnologia envolvida era notável e pavimentou o caminho para os atuais ecrãs de LCD e plasma. O dispositivo pesava cerca de 650g, e media em mm 87(L) x 33(P) x 198(A). Foi inicialmente vendido no Japão e dois anos depois, em 1984, foi introduzido na Europa e América do Norte, e esperava-se grande adesão pelos conceitos de portabilidade, de mobilidade e de autonomia associados, contudo atendendo às reduzidas dimensões do ecrã este dispositivo não obteve o sucesso esperado.

4.4.4. A máquina fotográfica

Entre as décadas de 60 e de 70 muitos modelos surgiram no mercado americano e europeu mas também no asiático, (Japão), mais leves e resistentes devido à utilização de novos materiais na sua estrutura interior e exterior (como o plástico e ligas metálicas leves) assim como nas suas formas ergonómicas. Tendencialmente as máquinas foram adicionando funções, melhoramentos tecnológicos, aperfeiçoamentos técnicos contínuos, simplificando o manuseamento (no número de botões e com focagem automática) e reduzindo as dimensões, até caberem na palma de uma mão. Em 1947, a Polaroid SX-70 lançou a sua primeira câmara ao público o modelo 95 utilizava filme instantâneo, para rapidamente produzir fotografias sem ter de passá-las pelo laboratório. O papel fotográfico ou fotografia era removido manualmente pelo utilizador após 60 segundos. Algumas vantagens para o facto de não ter de passar pelo laboratório e permitir visualizar o resultado da fotografia “na hora” contudo libertavam substâncias químicas sobre as mãos e alguns fotógrafos queixavam-se da qualidade das fotografias. O efeito automático estava vigente neste e noutros modelos Polaroid que lhe seguiram.

A Konica Auto-Reflex de 1965, outra das máquinas em caso de estudo, foi uma das primeiras máquinas do mundo SLR145 - single-lens reflex, de 35mm a fornecer controlo de

exposição automática. Com este recurso, a Auto-Reflex permaneceu muito à frente do seu tempo com outros fabricantes a tentarem destroná-la.

Nos anos 80, em 1986 a Fuji lançou a primeira máquina descartáv el Quicksnap de 35mm, para usar e deitar fora, com um design apelativo e ergonómico, apesar de existirem outras marcas de menor relevo que alegavam o seu lançamento em anos anteriores sem que tivessem alcançado o sucesso comercial. Esta máquina era destinada a principiantes e para fotografias rápidas, económicas, ainda que de fraca qualidade, mas deu origem a novas áreas da fotografia. Em 1992, a reciclagem em grande escala destas máquinas atingia quase a totalidade, recolhidas pelos fotógrafos na altura da revelação do rolo.

145Uma SLR é uma câmara que geralmente utiliza um sistema de espelho e prisma (daí o "reflexo", a partir da reflexão do

espelho) que permite ao fotógrafo ver através da lente exatamente o que será capturado, ao contrário das câmaras de visor (onde a imagem pode ser significativamente diferente da que será capturada).

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Ao longo dos anos, surgiram vários modelos que se foram modernizando, adaptando,

miniaturizando, quantidade e utilização de materiais, melhorando em qualidade de captação,

gravação, capacidade de armazenamento das fotos e na revelação das mesmas, até ao aparecimento da máquina digital em 1975, por S asson146 da Kodak. Sucessivos aperfeiçoamentos tecnológicos, materiais mais leves, processos mais rápidos, eficientes e económicos, resultaram em máquinas programáveis, com acessórios desejáveis e a fotografia digital impeliu as vendas de equipamentos individuais para crianças e adultos.

Considerada como uma das primeiras câmaras digitais, a Fuji DS-1P de 1988, já gravava imagens posteriormente reconhecidas pelo computador, com 16 Mb de memória interna. A Dycam

Model 1, a primeira câmara digital lançada comercialmente, no ano de 1990, possuía a capacidade

de se conectar a um PC ou Mac para expedir as fotografias.

No ano de 1991, a Kodak lança a DCS-100 com uma resolução de 1,3 Mb. Foi a primeira câmara digital profissional a usar o antigo sistema SLR (que utiliza espelhos e uma única lente para garantir que o utilizador “dispare” o click fotográfico no enquadramento desejado). As máquinas digitais facilitaram o anterior processo, demorado e oneroso, quase consentindo o acesso à revelação. Este sistema, para além facilitar a visualização do espaço, através de um orifício maior, permite verificar in loco as fotos, antevendo problemas técnicos com a luminosidade, reflexos e outros constrangimentos. Num contexto verdadeiramente desmaterializante, os rolos, as películas, as fotografias de papel, os serviços e a generalidade do comércio que lhes estava associado, foram substituídos ou alcançam valores residuais face à expansão da indústria digital.

4.4.4. A câmara de filmar

A empresa francesa Eclair fabricava câmaras de 35mm no final dos anos 20, do século 20, antes da Segunda Guerra e surgiu a Caméflex portátil, muito bem-sucedida após o conflito mundial. Os avanços dos tipos de filmes disponíveis significavam a procura crescente de formatos novos e mais pequenos como o de 9,5mm. Nos anos 60, a Eclair foi responsável pela aparição no mercado das câmaras de 16mm. Dos projetos e práticas iniciais para as primeiras máquinas portáteis pessoais decorreram décadas.

Em 1951, o primeiro gravador de vídeo, o VTR - Vídeo Tape Recorder

,

registou imagens ao vivo de câmaras de televisão, convertendo a informação em impulsos elétricos e preservando a reprodução em fita magnética. Em 1956, os laboratórios Bing Crosby (chefiado pelo engenheiro Mullin147) desenvolveram e aperfeiçoaram esta tecnologia.

Neste mesmo ano, a Canon, Camera Company introduziu no mercado a Canon 8mm, que conquistou no Japão o prémio G-Mark e mais tarde a Cine Canonet 8, reconhecida pelo design simples e moderno. A objetiva compacta possuía um zoom 2x, utilizava um motor elétrico, um visor reflex, que refletia um “modelo de bolso”- efeito de miniaturização.

146Steve Sasson (1950 - ). Engenheiro norte-americano.

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A partir de 1994, foi o formato DV —Digital Vídeo — que se difundiu modificando as máquinas de filmar, miniaturizando-as em peso e tamanho. Comparativamente com gravações analógicas, o formato DV permite cópias sem perdas, oferece uma qualidade de imagem superior marcante e as gravações podem ser cortadas ou editadas de uma forma mais simples.

A tecnologia das máquinas de filmar digitais evoluiu e está relacionada com a mesma tecnologia que gravou as primeiras imagens de televisão. As máquinas digitais exibem as reproduções num ecrã, no televisor ou num computador, imediatamente após serem registradas. Possuem cada vez maior capacidade, armazenando milhares de imagens num reduzido e único dispositivo de memória e permitem apagar ou retocar imagens. A maioria, incluindo as máquinas compactas, grava audiovideos em movimento real (algumas em slowmotion), em cartões de memória ou disco rígido integrado, podendo depois ser editados e cortados através de um

software adequado. As imagens registadas podem ser visualizadas diretamente no ecrã da

câmara, no televisor ou no computador, através de uma ligação por cabo. À semelhança da televisão, o vídeo e as máquinas digitais usam um CCD — Charged Coupled Device para detetar a cor, a luz e a intensidade. As máquinas digitais podem ser ainda incorporadas em diversos dispositivos que variam de PDA — Personal Digital Assistant ― como um simples calendário digital e agenda telefónica ou tão complexo como um mini computador do tamanho de uma mão com

software específico, ou um telemóvel.

Referimos ainda a especificidade da webcam, mais popular no público juvenil (devido à difusão de plataformas e programas de mensagem instantânea tais como MSN Messenger, Yahoo, entre outros) antes periférico ou acoplada ao ecrã do computador, surge agora nos novos modelos integrada no computador ou portátil. A maioria das webcams é ligada ao computador por conexões USB, e a captura de imagem é realizada pelo já referido componente eletrónico, o CCD. A primeira webcam foi utilizada em 1991 no laboratório de computação da Universidade de Cambridge. As webcams podem ser usadas para monitorizar ambientes, produzir breves vídeos, fazer videoconferências, produzir imagens para edição, entre outras aplicações.

4.4.6. O telefone

O telefone Ericofon lançado em 1956 também conhecido por Cobra, da autoria de Thames148, Blomberg149 e Lysell150, produzido pela Ericsson, apresentava um formato zoomórfico, numa única peça. “(…) um telefone que integrava todos os seus componentes, audição, emissão e marcação, numa forma escultural única” (Field et al, 2000). O telefone até aqui algo pesado e fixo adquiriu uma certa autonomia e flexibilidade. Para digitar o número era necessário levantá- lo da mesa e o seu utilizador já poderia des locar-se um pouco, ainda que limitado pelo comprimento do fio. Este equipamento destacou-se como objeto de design por ser leve, pequeno,

148Has Gösla Thames, (1916 – 2006). Designer sueco. 149Blomberg, (1897 - 1994). Designer sueco.

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simples e fácil de utilizar, mas pode afirmar-se ser revivalismo do telefone de um pé do ano de 1890.

A utilização do plástico de celulose e acrílico em 18 cores que de início se riscava facilmente foi mais tarde substituído por outro material, a invenção do plástico ABS151 -

Acrylonitrile butadiene styrene em meados dos anos 50. No mesmo ano falou-se no primeiro telefone digital. O novo sistema podia carregar vinte e quatro sinais de voz ou 1.5 megabits de informação num par de fios padrão.

O telefone de mesa 2+7 (1958), desenhado por NizolliI152 ― que terá também projetado

máquinas de escrever da Olivetti ― e Oliviri153, produzido pela Safnat, entre 1958 e 1960, fazia

lembrar uma pequena máquina de escrever ou uma calculadora. Todos os comandos se encontravam na mesma superfície. Este modelo era mais utilizado em empresas por gerir a comunicação entre uma ou mais linhas e já teria música de espera agregada e gravações pré- estabelecidas de atendimento (percursor do atendedor de chamadas). De realçar a presença posterior de teclas em parceria com o marcador de disco rotativo.

O aparecimento do telefone fixo acarretou uma mudança significativa na forma de comunicar em todo o mundo, no entanto estava restrito a locais pré-definidos onde era permitido estabelecer as comunicações, sendo classificado como uma inovação de base. Numa primeira fase, verificou-se a instalação de cabine ou postos em espaços públicos que gradualmente foram migrando para as empresas assim como para os particulares, no sector doméstico. A comunicação estava dependente do local e tanto o recetor como o emissor teriam de estar em simultâneo, no local de assinante, um lugar fixo para permitir estabelecer a comunicação.

Com o aparecimento do telefone sem fios o utilizador adquiriu alguma independência ao deslocar-se pela casa, ou espaço interior, contudo apresentava (ou continua a apresentar) constrangimentos. O telefone tem de permanecer repousado na base ligada à tomada de energia e o alcance está limitado a uma área que varia em função do modelo. Utilizava radiofrequências de curto alcance para transmissão da voz para uma base que faz a conversão para o meio analógico ou digital. Tendo vindo a adquirir outras características formais, como a introdução de um visor com a data, hora, ou de modo a visualizar o número, assim como outras funções tais como possibilitar a identificação do número da chamada recebida.

A evolução demarcou o telefone fixo para algo móvel possuidor de memória,

desmaterializando os livros de endereços, armazenando informação, bastando premir a tecla

“agenda” (por ordem alfabética), sem digitar os núm eros e fazer a ligação desejada como reconhecer o autor de uma chamada. O telefone móvel sem fios possibilita o acesso a rede numa zona delimitada, tendo-lhe sido agregada uma bateria para lhe fornecer a autonomia desejada. Alguns possuem incorporados atendedores de chamadas e gravador de voz e na generalidade um pequeno monitor/ecrã com agregação de teclas (como relógio, quantificando a carga de bateria,

151Tipo de plástico, copolímero composto pela combinação de acrilonitrila, butadieno e estireno. 152Marcello Nizolli (1887-1969). Designer industrial e gráfico.

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identificando a rede). Para além disso o próprio telefone é também auscultador e bocal. A peça cabe numa mão fechada e é facilmente manuseada para o serviço a que se destina muito semelhante a um telemóvel da década de 90 do século passado.

4.4.7. O telemóvel

O DynaTac 8000X da Motorola (1G),154 pertence a uma série de telemóveis que surgiram

entre 1983 e 1994, sendo reconhecido como o primeiro a ser comercializado e detentor de serviço analógico. Produzido para estabelecer conversação, tendo sofrido significativas alterações de tamanho, na forma, no peso, entre o primeiro e o último modelo. Tendo capacidade para memorizar até 30 números e possuía autonomia de 8 horas em modo de espera e uma 1 de conversação. Possuía um ecrã de LED e uma bateria relativamente grande, em forma de caixa. Funcionava na rede analógica e a antena sobressaia 20 cm de comprimento. Pela sua dimensão e características era incómodo no seu transporte, contudo um prodígio da mobilidade.

O telemóvel da IBM Simon, projetado e construído pela International Business Machines, Inc. — IBM, lançado em 1994 e descontinuado no ano seguinte, pesava aproximadamente meio quilo e é referido como o primeiro smartphone (telefone inteligente) a possuir a tecnologia PDA — Personal Digital Assistance, característica num único dispositivo. Além da capacidade de fazer e receber chamadas de outros telemóveis, o Simon também foi capaz de enviar e receber fax, e- mails e breves páginas. Já incluía aplicações, tais como relógio universal, livro de endereços, calendário, calculadora, bloco de notas eletrónico, teclado QWERTY e ecrã.

Na segunda geração de telemóveis (2G), o sistema GSM - Global System for Mobile desempenhou um papel relevante, permitindo a melhoria das comunicações móveis, inclusive a nível internacional.

O telemóvel StarTAC, “Pronto a usar”, concebido e idealizado pe la Motorola foi lançado em 1996 e descontinuado em 2000. Era ultra leve, derivado duma seleção criteriosa de materiais, pesando apenas 88g). Foi lançado como o sucessor do MicroTAC, um projeto que foi lançado no ano de 1989. Foram vendidos 60 milhões de telemóveis deste modelo. O bocal, rebatia, ocupando o comprimento deste equipamento. A ideia inicial era para que fosse transportado ao pescoço, no bolso ou preso ao cinto. Estava equipado com um sistema mãos livres, o que possibilitava uma vantagem ao seu utilizador.

As duas baterias que possuía permitiam-lhe um tempo de conversação de 60m. Na base uma outra bateria Li-lon aumentava para mais 90m a conversação resultante numa autonomia de 180m. Este telemóvel, resultante do anterior MicroTAC (1989), mais leve, pequeno e portátil deste género, serviu como marco para os novos modelos, cont udo a miniaturização impõe certas limitações ou condicionantes, no que diz respeito à digitação das teclas e ao tamanho dos ecrãs, como focaremos mais adiante.