Os inquiridos manifestaram as suas preferências, considerando uma hipotética viagem para Portugal para aprender a Língua Portuguesa. Relativamente ao planeamento da viagem, os questionários revelaram que a internet seria a fonte de informação preferida, com os websites de centros de ensino e outros especializados em destinos turísticos a serem eleitos por mais de metade dos inquiridos. Também os centros de estudos seriam uma fonte de informação bastante utilizada, sendo referida por 50% dos inquiridos. Contudo, esta última não seria a fonte preferida, mas antes a internet que, de resto, já era apontada por Boekstein (2010) e Ortiz e Ruiz (2011) como uma das principais fontes de informação consultadas pelos ‘estudantes turistas’, na preparação das suas viagens. Ainda, para além das opções presentes no questionário (ver gráfico abaixo), quatro dos inquiridos referiram que utilizariam as recomendações de familiares e amigos e ainda um indivíduo as recomendações de portugueses.
Gráfico 6.5 Fontes de informação para planear a viagem (percentagem de respostas) Fonte: Elaboração própria (2014)
A organização da viagem seria preferencialmente realizada através da instituição/universidade que oferece o curso de língua, ou por conta própria. Contudo,
0 20 40 60 80 Brochuras/folhetos promocionais Agências de viagens especializadas Centro(s) de estudos Websites especializados em destinos turísticos Websites de centros de ensino/escolas/universidades
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nenhuma opção foi escolhida por mais de 50% dos respondentes, conforme se verifica no gráfico abaixo.
Gráfico 6.6 Tipo de organização da viagem (percentagem de respostas) Fonte: Elaboração própria (2014)
Relativamente à época do ano ideal para realizar a viagem, a escolha dos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro (este último menos referido), revelam a preferência da grande maioria dos inquiridos pela época de verão em Portugal. Assim, no caso da potencial procura estudada, não se observa a vantagem apontada em diversos estudos no âmbito do turismo idiomático (e.g. Abad, 2011; Asún, 2007; Barrios, 2001; Cuadra & Agüera, 2013), da ausência de sazonalidade da procura para este tipo de turismo.
O apartamento partilhado com outros estudantes seria o tipo de alojamento preferido, com 45,3% dos inquiridos a escolhê-lo, seguido das opções de casa particular com uma família e apartamento individual, ambas escolhidas por 19,5% dos inquiridos, conforme ilustra o gráfico abaixo. Estas preferências vão ao encontro das preferências da procura do turismo idiomático a nível internacional, uma vez que os dois primeiros meios de alojamento preferidos coincidem (Asún, 2007; Herranz, 2006; Jiménez, 2006; TOURESPAÑA, 2008).
0 10 20 30 40
Outro – organização pessoa e orientação por parte da instituição onde estuda Através de uma agência de viagens
Através da internet
Através da instituição onde estuda
Por conta própria
Através da
instituição/universidade que oferece o curso de língua
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Gráfico 6.7 Tipo de alojamento (percentagem de respostas) Fonte: Elaboração própria (2014)
Relativamente ao tipo de curso, existe elevada heterogeneidade de respostas. Destacam- se, não obstante, como se observa no gráfico abaixo, o curso intensivo (escolhido por 26,8% dos inquiridos) e o curso geral intermédio (escolhido por 25,3% dos inquiridos).
Gráfico 6.8 Tipo de curso (percentagem de resposta) Fonte: Elaboração própria (2014)
A duração total do curso preferida pelos inquiridos é bastante variável, contudo, a observação do gráfico de dados abaixo permite concluir que o intervalo de 3 a 4 semanas é preferido por 33,7% dos indivíduos, seguindo-se o intervalo de 5 a 6 semanas, preferido por 19,5% da amostra. Quando comparados com a caracterização da procura global do
0 10 20 30 40 50
Outro – casa própria Hotel
Residência
Casa particular com uma família
Apartamento individual Apartamento partilhado com outros estudantes
0 10 20 30
Outro – curso certificado e intensivo
Língua portuguesa para negócios
Curso geral de iniciação Curso certificado Curso geral avançado Curso geral intermédio Curso intensivo
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turismo idiomático realizada a partir da literatura, observa-se que os valores são bastante semelhantes ao nível da Europa, sendo que esta apontava para uma média de quatro semanas e meia, apesar de em destinos de outras regiões do globo estes números serem superiores (Richards, 2009).
Gráfico 6.9 Duração total do curso (percentagem de resposta) Fonte: Elaboração própria (2014)
No que respeita ao número de aulas por semana, as opiniões dividem-se, entre o mínimo de 2 horas e o máximo de 40 horas semanais. A média é de 17,66 horas, contudo dado o elevado valor do desvio padrão (9,125), as observações distanciam-se desta (Pestana & Gageiro, 2005), pelo que a sua análise se mostra insuficiente. A moda apresenta o valor de 20, tendo sido este valor escolhido por 24,2% dos inquiridos.
Relativamente às atividades extra académicas preferidas, as opiniões são também bastante diversificadas, tendo sido selecionadas praticamente todas as opções por mais de metade dos inquiridos (à exceção de praticar desporto, aprender danças típicas e conhecer uma cidade ou uma região específica). O gráfico abaixo reflete estas preferências, apresentando a percentagem de inquiridos que elegeu cada uma das atividades. Neste caso não será adequado comparar as potenciais atividades com as realizadas a nível mundial, uma vez que não existe propriamente uma homogeneidade de atividades oferecidas, em consequência das características específicas de cada destino.
,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 3 a 4 semanas 5 a 6 semanas 11 ou mais semanas 1 a 2 semanas 7 a 8 semanas 9 a 10 semanas
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Gráfico 6.10 Atividades extra académicas preferidas (percentagem de respostas) Fonte: Elaboração própria (2014)
Na opção “conhecer uma cidade ou região específica”, os inquiridos foram convidados a eleger a ou as cidades que gostariam de visitar, tendo sido identificadas pela maioria dos respondentes as cidades de Lisboa (41 respostas) e do Porto (34 respostas), tendo sido identificadas também várias cidades e regiões mais pequenas, um pouco por todo o país, como por exemplo a cidade de Aveiro.