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Répartition au sein des phyla eucaryotes

aux métaux lourds

2. Etude de la diversité taxinomique

2.3 Répartition au sein des phyla eucaryotes

O nosso local de estudo incidiu numa escola pertencente a um agrupamento vertical cujo anonimato manteremos, passando-o a designar por Agrupamento de Escolas Vertical do Vale do Minho. Este agrupamento é constituído por sete estabelecimentos públicos: a escola E.B. 1/JI, a escola E.B. 2,3/S e cinco jardins- de -infância. A escola E.B. 2,3/S é a sede do agrupamento e acolheu, no ano letivo de 2010/2011, 760 alunos. Compreende quatro edifícios diferenciados. Construída em 1986 e posteriormente ampliada, apresenta caraterísticas arquitetónicas das escolas secundárias construídas na década de 1980. No bloco central concentram-se os serviços administrativos, sociais e recreativos, a direção e a biblioteca. Nos restantes blocos funcionam as salas de aula, o bloco de atividades desportivas e as oficinas de informática e tecnológica. A escola está implantada num terreno com dimensões que permitem a existência de espaços de circulação e convívio e um campo de jogos. De acordo com o Projeto Educativo do Agrupamento, o mau estado de

19% 27% 25% 30% 13% 13% 16% 14% 13% 10% 13% 5% Portugal Concelho Pós-Secundário/Superior Secundário 3º Ciclo 2º Ciclo 1º Ciclo Nenhum

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conservação que apresenta “degrada as condições de trabalho, de ensino e de aprendizagem e limita o desenvolvimento do gosto e respeito pela escola como espaço” (p. 11).

Relativamente ao corpo docente do agrupamento, o Projeto Educativo refere que existe “uma saudável convivência entre os professores”, cujo ambiente se reflete

“no trabalho de cooperação e colaboração que mantêm tanto ao nível dos grupos e departamentos como entre professores das várias escolas do Agrupamento. Professores dinâmicos que procuram implementar projetos incentivadores, contando sempre com o apoio das estruturas de gestão pedagógica Com os alunos mantêm uma relação de empatia, respeito e confiança. Consideram-nos afáveis e humildes no trato, aderem com agrado e entusiasmo às iniciativas para além da sala de aula, revelando grandes limitações no acesso a novas experiências. Identificam- lhes pouca dedicação ao estudo e fraca ambição pessoal embora reconheçam o seu dinamismo e espírito solidário que se revela na organização autónoma de atividades” (p.16).

A maioria dos alunos, 86%, reside nas freguesias fora da sede do concelho e desloca- se para a escola nas carreiras dos transportes públicos, demorando entre 30 a 60 minutos no trajeto. A oferta formativa abrange, além do ensino regular, os Cursos de Educação e Formação de jovens (CEF) e a educação de adultos através de Cursos de Educação e Formação (EFA). Os alunos são, predominantemente, oriundos de classe média-baixa. Cerca de 60% beneficia de auxílio económico de Acção Social Escolar e Municipal. Segundo o diagnóstico do Projeto Educativo, os alunos do ensino básico “revelam poucos hábitos de estudo, baixos níveis de atenção e concentração, alguns comportamentos perturbadores do normal das aulas, reduzidos conhecimentos, demonstrando pouca vontade por querer saber mais” (p.13).

As ofertas formativas de dupla certificação (9.º ano e qualificação de nível II) para alunos com 15 anos que ainda não concluíram a escolaridade obrigatória explicam a inexistência de abandono escolar. Da leitura do gráfico V, podemos observar a correlação entre o número de alunos a frequentar CEF e a taxa de retenção e desistência no 3.º ciclo.

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Gráfico V – Taxa de retenção e desistência no 3.º ciclo e número de alunos em CEF

Fonte: Regiões em números 2010/2011. Direção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

Da leitura do Projeto Educativo, retirámos os princípios orientadores que regem o Agrupamento de Escolas do Vale do Minho. Pretende-se uma escola que:

 procura respostas para a diferenciação;

 permite a construção do conhecimento (prático, teórico e experimental);  com participação viva, ativa e democrática que permita o envolvimento da criança, das famílias e da comunidade ao nível dos processos e das realizações;

 se oriente para a interação, a partilha, o apoio mútuo e o questionamento sistemático das práticas educativas;

 valorize a educação ambiental;

 atenta às novas tecnologias de informação e de comunicação;  desenvolva as literacias;

 crie hábitos de leitura,

 incentive os hábitos de vida saudável;

 incentive os diversos agentes educativos da comunidade educativa para a necessidade de educação para a saúde e da educação sexual, fomentando a sua adesão e o seu envolvimento no processo;

22 26 25 40 33 27 18,2 15,8 16,6 7,9 12 8,6 2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 N.º de alunos em CEF % retenção e desistência 3.º ciclo"

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 promova o sucesso escolar de todos, através de medidas que diluam as desigualdades económicas e sociais e as dificuldades específicas de aprendizagem;

 responda às dificuldades sentidas pelas famílias no acompanhamento dos seus educandos nos períodos de interrupções e férias lectivas” (p. 23).

Segundo o Projeto Curricular do Agrupamento, a escola oferece como opções de complemento curricular e educativo “Desporto Escolar”, “Promoção da Saúde”, Projeto de Filosofia para Crianças, Aprender a Pensar”, “Grupo de Teatro”, “Biblioteca”, “Clube de Colecionismo” e “Clube da Natureza – PROSEPE” (pp.34-40).

O mesmo documento estabelece os seguintes objetivos que devem orientar a prática pedagógica e o processo de ensino-aprendizagem:

 Promover o papel da Escola na transmissão de saberes e no desenvolvimento de competências indispensáveis;

 Desenvolver aptidões de expressão oral e escrita;

 Assegurar a preparação científica e prática dos jovens, tornando-os aptos a enfrentarem as novas exigências do mercado do trabalho, no contexto das novas tecnologias;

 Promover, nos alunos, hábitos de leitura, pesquisa, análise, estudo, opinião e decisão, que lhes permitirão informar-se, formar-se e formular juízos críticos face ao mundo que os rodeia;

 Aprofundar valores, atitudes e práticas que preparem intelectualmente os jovens do concelho para desempenharem, de uma forma competente e democrática, os papéis que a sociedade exige;

 Promover a proteção do ambiente e do património, como fatores indispensáveis ao desenvolvimento da região;

 Capacitar para a utilização dos conhecimentos científicos e técnicos, adquiridos no âmbito das diferentes disciplinas e áreas curriculares, na resolução dos problemas sociais e económicos com que a região se debate;  Promover a auto-estima dos jovens, levando-os a reconhecer a importância da

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Para a organização pedagógica são definidos os seguintes princípios orientadores:  Igualdade de oportunidades de acesso e de sucesso escolares, nomeadamente

através de medidas de apoio social escolar e de apoio educativo;

 Diversidade de ofertas educativas, tendo em consideração as necessidades dos alunos, por forma a assegurar que todos possam desenvolver as competências essenciais e estruturantes definidas para cada um dos ciclos e concluir a escolaridade obrigatória;

 Diversidade de oferta no ensino secundário em áreas vocacionadas para o prosseguimento de estudos e/ou para a qualificação profissional, tendo em atenção as saídas profissionais na região;

 Valorização da diversidade de metodologias e estratégias de ensino e atividades de aprendizagem, em particular com recurso a tecnologias de informação e comunicação, visando favorecer o desenvolvimento de competências, numa perspetiva de formação ao longo da vida;

 Coerência e sequencialidade entre o ensino pré-escolar, os três ciclos do ensino básico e articulação destes com o ensino secundário, orientando estes últimos para o prosseguimento de estudos;

 Articulação das atividades escolares com o meio, a vida e o mundo do trabalho;

 Defesa da identidade nacional, através da sensibilização e da consciencialização de todos acerca do património natural e cultural e da necessidade da sua preservação (PCA:4).

A análise dos Projetos Curriculares de Turma permitiu a recolha informações sobre a caraterização individual e global da turma, percurso e desempenho académico dos alunos, dificuldades de aprendizagem apresentadas, relatórios dos apoios educativos e da tutoria.

A oferta CEF de nível II iniciou-se no ano letivo de 2005/06. Durante o período em que efetuámos o nosso estudo, funcionavam na escola dois CEF T2, cada um com uma turma.

1. Operador de Informática, cujo perfil profissional é o de um profissional que, de forma autónoma e de acordo com as orientações técnicas, instala, configura e opera software de escritório, redes locais, internet e outras aplicações informáticas, bem como efectua a manutenção de microcomputadores, periféricos e redes locais.

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Quadro XV - Matriz curricular do Curso Operador de Informática

Componente de formação sociocultural Nº de horas

Língua Portuguesa 192

Língua Estrangeira 192

Cidadania e Mundo Atual 192

Tecnologias de Informação e Comunicação 96

Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho 30

Educação Física 96

Componente de formação científica

Matemática Aplicada 210

Físico-Química 123

Componente de formação tecnológica

Instalação e Manutenção de Microcomputadores 180

Aplicações de Escritório 180

Gestão de Base de Dados 138

Inst., Conf. e Op. de Redes Locais e Internet 270

Componente de formação prática

Formação em Contexto de Trabalho (2º ano) 210

Total de horas/curso 2109

2. Operador Agrícola, Horticultura e Fruticultura Biológicas que visa um profissional que, no domínio das técnicas e procedimentos adequados, tendo em conta as condições edafo-climáticas e no respeito pelas normas de qualidade dos produtos, de segurança, higiene e saúde no trabalho e de proteção do ambiente, organiza e executa as tarefas relativas à produção de produtos agrícolas hortícolas, frutícolas, vitícolas e arvenses, bem como operações simples inerentes ao maneio das espécies pecuárias e à manutenção de povoamentos florestais.

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Quadro XVI - Matriz curricular do Curso Operador Agrícola, Horticultura e Fruticultura Biológicas

Componente de formação sociocultural Nº de horas

Língua Portuguesa 192

Língua Estrangeira 192

Cidadania e Mundo Atual 192

Tecnologias de Informação e Comunicação 96

Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho 30

Educação Física 96

Componente de formação científica

Matemática Aplicada 210

Ciências Naturais 123

Componente de formação tecnológica

Preparação do Terreno Agrícola 268

Horticultura Biológica 250

Fruticultura Biológica 2 250

Componente de formação prática

Formação em Contexto de Trabalho (2º ano) 210

Total de horas/curso 2109

Durante a realização do nosso estudo, a turma de Operador de Informática, com catorze alunos, estava o último ano do curso (9.ºano) e a turma de Operador Agrícola, Horticultura e Fruticultura Biológicas, com dezasseis alunos, frequentava o primeiro ano do curso (8.º ano). Nesta turma, quatro alunos estão diagnosticados com graves dificuldades cognitivas a nível da deficiência intelectual e onze alunos estão com processos no Ministério Público. Todos os alunos que frequentam os CEF sofreram retenções ao longo do seu percurso escolar, como se pode verificar pelo Quadro XVII.

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Quadro XVII - Retenções no percurso escolar dos alunos dos CEF

Número de retenções Número de alunos retidos

1 7

2 18

3 2

4 3

A maioria dos pais só possui o 1.º ou 2.º ciclo. As suas habilitações académicas são escassas e só uma mãe completou o ensino secundário (Gráfico VI).

Gráfico VI – Habilitações literárias dos pais

Relativamente à situação profissional dos pais, sete pais e quatro mães estão desempregados. Dez mães declaram-se domésticas e os restantes exercem profissões que a “Classificação Portuguesa das Profissões, 2010”, inclui no Grande Grupo 7 (Trabalhadores Qualificados da Indústria, Construção e Artífices) e no Grande Grupo 9 (Trabalhadores não Qualificados). 8 16 3 3 18 8 1 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18

1.º ciclo 2.º ciclo 3.º ciclo secundário

Pais Mães

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