V- La Régulation du SST3 et des SST6
2- La régulation des SST6
Abaixo serão apresentadas definições das práticas agrícolas utilizadas no modelo empírico deste estudo. No primeiro momento, serão utilizadas de forma individual no modelo logit e posteriormente em conjunto no modelo de regressão beta.
3.3.1 Definições sobre as práticas agrícolas
A degradação ambiental pode se manifestar de diversas formas no meio rural, seja através do uso de práticas que exercem efeito negativo sobre o meio ambiente, como a queimada ou uso excessivo de agrotóxicos, ou do processo de erosão do solo. Abaixo estão expostas as definições das principais práticas adotadas pelos agricultores para o controle da degradação ambiental, bem como as práticas de uso habitual que degradam os recursos naturais.
Controle de Erosão
A erosão do solo está no centro dos problemas do diagnóstico ambiental na área rural, onde as causas e os efeitos da erosão se correlacionam resultando numa série de desequilíbrios, tais como: redução da produtividade e da renda dos produtores, aumento do custo de produção, aumento do custo dos alimentos para as populações urbanas, redução da demanda de mão de obra no meio rural, êxodo rural e aumento dos custos indiretos (crédito, pesquisa, extensão, etc.) (PEREIRA, 1994).
O processo de erosão do solo é constituído de três fases: a desagregação que se inicia pela ação das gotas da chuva e pela ação do escoamento superficial (enxurrada); o transporte, que ocorre pela ação da enxurrada, e a deposição do material erodido que ocorre quando a carga de sedimentos excede a capacidade de transporte da enxurrada (SINGER e BLACKARD,1977). Chuvas altamente erosivas são definidas como chuvas de alta intensidade que ocorrem em curtos intervalos de tempo, pois, quanto maior a intensidade, maior a energia cinética das gotas da chuva transferida à superfície do solo, menor a proporção de água infiltrada e maiores as enxurradas (ELTZ et. al. 1992). Por outro lado, chuvas de pequena duração causam pouca erosão por não proporcionarem o aparecimento de enxurradas. Porém, aliadas a altas freqüências, representam risco de
erosão pela redução da capacidade de retenção e da taxa de infiltração da água (TRUMAM & BRADFORD, 1990).
Práticas conservacionistas são empregadas para reduzir o impacto das gotas da chuva e a ação da enxurrada sobre o solo, reduzindo as perdas por erosão. As três práticas consideradas neste estudo são terraceamento, plantio em curva de nível e cobertura morta.
Terraceamento é a prática conservacionista considerada mais eficaz no controle da erosão, porém nem todos os solos podem ser terraceados com êxito, a exemplo dos terrenos pedregosos, com grande declividade, muito rasos, ou com subsolo adensado (BERTONI 1995). De forma prática, a finalidade dos terraços é reter as águas e fazê-las aproveitadas pelas plantas ou escoar lentamente a enxurrada sem causar erosão. O sucesso da prática do terraceamento depende do seu planejamento ser bem elaborado e executado, com nivelamento e declividade adequados, e, acima de tudo, com conservação e manutenção periódica.
O plantio em curva de nível de nível consiste em traçar uma linha na superfície do solo, unindo os pontos de mesma altura, seguindo-se o nível do terreno em sentido contrário ao caminho das águas da chuva ou irrigação.
Outra prática de conservação do solo considerada na pesquisa é a utilização de cobertura morta. Essa prática corresponde a uma camada grossa, com 7 cm de espessura, aproximadamente, feita a base de vegetais, inclusive restos de culturas, com finalidade de proteger o solo contra erosão e ervas daninhas, e conservar a sua umidade.
Práticas de Adubação
Outra prática que atua na conservação dos recursos naturais é a de adubação. Neste estudo considerou-se dois tipos de adubação- orgânica ou verde e química. A adubação verde decorre do cultivo de plantas que estruturam o solo e o enriquecem com nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e micronutrientes. As plantas de adubação verde devem ser rústicas e bem adaptadas a cada região para que descompactem o solo com suas raízes vigorosas e produzam grande volume de massa verde para melhorar a matéria orgânica, a melhor fonte de nutrientes para a planta.
Já a adubação orgânica é feita através da utilização de vários tipos de resíduos, tais como: esterco, vermicomposto de minhocas, compostos fermentados, bio- fertilizantes enriquecidos com micronutrientes e cobertura morta. Todos esses materiais
são ricos em organismos úteis, macro e micro nutrientes, antibióticos naturais e substâncias de crescimento.
Adubos químicos ou fertilizantes são insumos utilizados com a mesma finalidade do adubo orgânico. Estes por sua vez, usam pequenas quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio que são partes integrantes das frações minerais e orgânicas da terra. Os elementos minerais junto ao gás carbônico e a água são combinados para fabricar as demais substâncias requeridas pelas plantas. O cultivo de uma área anos após anos, pode fazer com que a parte superior do solo seja removida pela erosão e como conseqüência os nutrientes fiquem escassos, o que pode fazer a produção diminuir.
Controle Fitossanitário
O controle fitossanitário está associado ao uso de duas práticas agrícolas: o uso de agrotóxicos que exerce um efeito negativo sobre o meio ambiente e o uso de defensivos naturais, cujo impacto sobre o ambiente é pequeno comparado àquele gerado pelo uso do agrotóxico.
Agrotóxico é um tipo de insumo agrícola que pode ser definido como quaisquer produtos de natureza biológica, física ou química que têm a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Os agrotóxicos podem ser: pesticidas ou praguicidas (combatem insetos em geral), fungicidas (atingem os fungos) ou herbicidas (que matam as plantas invasoras ou daninhas). Os agrotóxicos são produtos químicos usados na lavoura, na pecuária e mesmo no ambiente doméstico: inseticidas, fungicidas, acaricidas, nematicidas, herbicidas, bactericidas, vermífugos. Podem ainda ser tóxicos os solventes, tintas, lubrificantes, produtos para limpeza e desinfecção de estábulos, entre outros. (EMBRAPA,2008)
Os defensivos naturais são utilizados no processo agrícola, com o mesmo objetivo do agrotóxico- proteger a cultura contra ataques de pragas ou agentes de doença. Entretanto,os defensivos naturais são de origem animal ou vegetal, diferente dos agrotóxicos que são compostos por substâncias químicas sintéticas e que têm maior impacto sobre o meio ambiente. (EMBRAPA, 2008)
Prática das Queimadas
O fogo é amplamente utilizado na agricultura brasileira. Na história da pecuária nacional, é prática comum, na região dos Cerrados e da Amazônia Legal, visando à renovação ou recuperação da pastagem, a eliminação de plantas daninhas e adição de nutrientes ao solo, oriundos do material vegetal queimado. À primeira vista, a pastagem rebrotada surge com mais força e melhor aparência do que a inicialmente existente. Entretanto, ao longo dos anos, essa prática provoca degradação físico-química e biológica do solo, e traz prejuízos ao meio ambiente.
Prática de reflorestamento
Por último, é considerada neste estudo a prática de reflorestamento que exerce um efeito positivo sobre a conservação do meio ambiente (Shintow e Quiroz, 2003 e Pender et.al., 2004). O termo reflorestamento tem sido utilizado para todo o tipo de implantação de florestas, porém não é correto falar em reflorestamento em uma área que nunca foi coberta por floresta. Por isso, o termo aplica-se apenas à implantação de florestas em áreas naturalmente florestais que, por ação antrópica ou natural, perderam suas características originais. Chama-se "florestamento" à implantação de florestas em áreas que não eram florestadas naturalmente. Os objetivos podem ser comerciais (produção de produtos madeireiros e não-madeireiros) ou ambientais (recuperação de áreas degradadas, melhoria da qualidade da água etc).