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Le régime indemnitaire

Dans le document Guide du maire 2014 – DGCL-DGFIP (Page 37-42)

A análise realizada no terceiro e quarto capítulos permitiu levantar alguns dados que facilitam a comparação da indústria vitivinícola das três regiões em estudo. Uma primeira observação foi acerca da consolidação das regiões no mercado – as indústrias chilena e sul- africana têm uma longa história; a indústria vinícola do Vale do São Francisco, apesar do curto tempo de produção de vinhos finos, já apresenta resultados satisfatórios na qualidade da

bebida produzida. Além da qualidade, a região tem aumentado também a sua participação no total de vinho fino produzido no país, subindo de 8,68%, em 2005, para 28,41%, em 2010.

As características naturais são diferentes entre as regiões, com o Chile apresentando a localização mais favorável, que configura o país como sendo livre de pragas. O Vale do São Francisco também é uma região com baixa incidência de pragas, porém suas culturas necessitam de mais tratamentos para sua adaptação ao clima tropical, fora dos padrões vinícolas tradicionais. Ficou evidenciada a limitação chilena para aumentar sua produção de uvas, o que não é um problema nas regiões do Submédio do Vale do São Francisco e do Oeste do Cabo. Uma tendência das empresas chilenas é a maior integração vertical, tanto a montante como a jusante. Cada vez mais um maior número de vinícolas chilenas está adotando a produção própria de uva, para a elaboração de vinhos de qualidade superior, e também assumindo a realização do marketing e marca do seu produto nos mercados externos, trabalho este que, em alguns casos, é realizado através de joint ventures com empresas estrangeiras. Enquanto isso, na África do Sul é notória a aquisição, por empresas estrangeiras, de algumas de suas principais marcas, ao mesmo tempo em que empresas nacionais também estão aderindo à produção própria de uva. Na região do Vale do São Francisco, pelo número reduzido de empresas vinícolas e espaço para aumento da produção de uvas, existe grande integração a montante; as vinícolas produzem a quase totalidade da uva usada na produção do seu vinho, ao passo que se nota a tendência de integração a jusante.

Quanto às instituições que dão suporte aos clusters, a África do Sul tem maior número de instituições e de associações, apresentando um maior histórico de cooperação entre as empresas e entre estas e o Estado. Também deve ser realçado o papel das cooperativas na comercialização do vinho sul-africano. No caso do Chile, existem algumas instituições, mas que não têm tido papel determinante na competitividade da indústria, sendo que a grande ação foi dos investimentos diretos estrangeiros. No Brasil, conforme evidenciado no trabalho, é muito recente o histórico de instituições na indústria vinícola, todas com maior ação na região Sul do país, de maior tradição produtora de vinho. A região do Submédio do Vale do São Francisco tem sofrido a ausência da ação institucional, apesar de haver sinais de aumento dos investimentos e contratação de pessoas qualificadas para a realização da pesquisa. Faltam, contudo, programas estratégicos que considerem a competitividade da indústria vinícola nacional como um todo, e principalmente que tenham continuidade.

Além da variedade de produtos no Chile e na África do Sul, suas indústrias também estão progredindo nos segmentos da qualidade, tentando se afastar dos segmentos de qualidade básica e premium para alcançar os de super-premium e superiores, por oferecerem

maiores margens e menor concorrência. A indústria vinícola do Submédio do São Francisco tem envidado esforços e já atende aos padrões mínimos de qualidade, estando progredindo no segmento de vinho premium. Faz-se necessário mais investimento para a realização de upgradings, no sentido de alcançar segmentos de qualidade superiores.

Foram analisados os principais upgradings alcançados pelas regiões. Destacam-se, nesse aspecto, as práticas gerenciais adotadas por todas elas no que se refere a upgradings de processo, além de novos produtos e embalagens, nos upgradings de produto.

Foi apresentado um quadro que resume as características que facilitaram a qualificação do vinho das regiões nos principais mercados exportadores, além do quadro comparativo que relaciona os principais upgradings de produto, processo e funcionais realizados pelos clusters vinícolas das três regiões.

Finalmente, procedeu-se à aplicação da análise SWOT no cluster indústria do vinho da região do Submédio do Vale do São Francisco, partindo da análise dos ambientes interno e externo. Com isso, foi possível evidenciar onde a região é mais débil ou recebe mais ameaças e que ações poderiam ser tomadas para eliminar ou reduzir tal situação. Também foram considerados os pontos fortes do cluster, bem como as oportunidades que o ambiente de negócios oferece.

Como pontos fortes e oportunidades foram detectados a existência de instituições de ensino e pesquisa interagindo entre si, a boa adaptação de espécies às características do clima tropical, a moderna tecnologia utilizada no processo de vinificação, os baixos custos de contratação e facilidade de qualificação dos funcionários, as aquisições e joint ventures realizadas, a estabilidade política e econômica do país, o crescimento do consumo em novos mercados e a demanda por vinhos jovens, entre outros. Como fraquezas e/ou ameaças ficaram evidenciados o baixo nível de colaboração entre empresas e destas com instituições, a falta de certificado de origem – em processo de preparação da candidatura –, a distância dos principais fornecedores e mercados consumidores e os custos logísticos incorridos, a reduzida demanda interna e a alta carga tributária.

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