Chapitre IV : La cryoconservation
E. La réfrigération de la semence
Os cursos de licenciaturas das IES têm como objetivo preparar os professores para atuar na educação básica, porém, como constatado em alguns estudos (SOARES, 2011), a formação inicial ofertada, não tem preparado os professores da EJA para atender a demanda dessa modalidade de ensino. Silva (2013, p. 154) afirma que:
A EJA se institui neste panorama desafiador: de um lado, a certeza de seu público encerrar um coletivo diferenciado, e, de outro, a incerteza sobre quais seriam os subsídios para a formação de seus profissionais. A conjunção desses fatores leva a dupla consideração. Uma primeira diz respeito ao lugar desse coletivo em cursos de formação. Segunda, trataria dos saberes a serem (re)aprendidos pelo educador para atender jovens e adultos.
Tratar das especificidades da formação docente para trabalhar na EJA é relevante quando estamos discutindo a formação do professor de jovens e adultos. Soares (2011, p. 318), afirma que “o tema „especificidades na Educação de Jovens e Adultos‟ é muito amplo. Podem-se trabalhar vários aspectos, como currículo, reflexão teórico-prática, tempos-espaços, diversidade de sujeitos, material didático e formação de educadores”. Diante das
29 Sabemos que a Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais apoia e colabora com a realização dos
Fóruns de EJA no Estado, e que, no ano de conclusão desta dissertação, foi realizado o 1º Encontro de Formação Continuada de Educação de Jovens e Adultos, promovido pela Superintendência de Ouro Preto.
particularidades presentes na EJA, faz-se necessário buscar compreender quais são as especificidades necessárias na formação docente para essa modalidade.
A necessidade de conhecer o perfil dos alunos da EJA para trabalhar nessa modalidade foi apontada, na fala da professora Carolina, como um fator determinante na formação dos professores.
Sim... Eu acredito que sim... O professor, pra trabalhar com EJA, ele tem que ter uma formação específica e também tem que ter um certo perfil para trabalhar com esse aluno, não é? Tem que ter um jogo de cintura para trabalhar com esse adulto. Porque o aluno adulto, ele não é igual criança. A criança, você trabalha, ela memoriza e... O adulto não, ele é mais difícil pra memorizar, ele chega aqui, muitas das vezes, ele trabalha o dia todo, ele chega cansado e aí você tem que trabalhar dentro da realidade de cada aluno... É... As suas aulas são voltadas mais para realidade daqueles alunos que estão ali... Na verdade, nós não temos um plano de curso específico... A gente faz uma adaptação do regular... A gente vai fazendo uma adaptação do plano de curso... E a gente não tem muita coisa específica de EJA não, é uma adaptação mesmo. [...] Eu acho que ele deveria fazer cursos de pós-graduação voltados mais para EJA, tá? Seria assim... Eu acredito... Seria participar de oficinas..., oficinas voltadas pra essa área da EJA e cursos de pós-graduação que dão ênfase à EJA também (Carolina).
A professora Carolina também apontou para os desafios que estão presentes no seu cotidiano e ainda relatou-nos sobre a falta de um currículo para a EJA, pois o que se observa, atualmente, é a adaptação de um currículo que foi pensado para o ensino de crianças e adolescentes sendo adaptado para o ensino de jovens e adultos. Como bem coloca abaixo, o papel do professor de EJA deve ser diferenciado, pois ele irá atuar na prática pedagógica com alunos que, por diferentes motivos, chegam ou retornam à sala de aula com pouca ou nenhuma escolarização.
Deveria sim... Eu acho que o professor, para trabalhar com EJA, trabalhar com adulto, ele tem que ser um professor diferente, ele tem que ser um professor especial, ele tem que gostar daquilo que ele faz, ele tem que gostar de trabalhar com EJA... Alfabetização... Com certeza! Porque, em minha opinião, o aluno que chega aqui, é..., sem experiência nenhuma... Quer dizer, ele chega aqui, ele não sabe pegar num lápis!... Se o professor também não tiver interesse, as aulas ficam desmotivadas (Carolina).
A professora também mencionou que o docente desta modalidade de ensino deve gostar de trabalhar com adultos e conhecer sobre a alfabetização de adultos para que possa contribuir com a aprendizagem desses alunos. Freire (1996) afirma que, com sua experiência, o professor é capaz de estimular e proporcionar alegria aos educandos. Para o autor, a prática educativa “é tudo isso: afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico a serviço da mudança ou, lamentavelmente, da permanência do hoje” (FREIRE, 1996, p. 90).
Outra professora mencionou que a necessidade de uma formação diferenciada dos professores de EJA possibilitaria que esses pudessem conhecer as particularidades dos alunos.
Para trabalhar lá com EJA tem que ter muita paciência e muito respeito com esse pessoal, entendeu? Porque, para eles, sim é sim, se não é não... Você pode ver a sala como está cheia? Entendeu? E aí não é fácil... Porque eles têm o jeito deles, eles gostam de como ser tratados... A gente não pode tratar uma pessoa do jeito que gente trata uma criança... É uma forma diferente... Um adulto... A EJA do adulto... Educação Jovem e Adulto é uma coisa. [...] Para trabalhar com a EJA tem que
gostar... Não é só: “Ah, vou pegar a EJA”. Não é só isso, tem que gostar mesmo...
Se você não gostar, não dá certo... Porque, se o aluno não for com a cara do professor, não dá não! (Jane).
Jane registrou, em sua fala, que o trabalho na EJA deve ser diferenciado pelo perfil dos alunos, pois são jovens e adultos com singularidades, detentores de uma história de vida única, com registros de exclusão e discriminação. Em decorrência dessas características, a professora reconhece a necessidade de que os professores compreendam seus educandos, tratando-os com paciência e respeito. No que se refere ao respeito, essencial na relação dos docentes com os educandos, Freire (1999, p. 37) declara que:
Não é possível respeito aos educandos, à sua dignidade, a seu ser formando-se, à sua identidade fazendo-se, se não se levam em consideração às condições em que eles vem existindo, se não se reconhece a importância dos “conhecimentos de experiência feitos” com que chegam à escola. O respeito devido à dignidade do educando não me permite subestimar, pior ainda, zombar do saber que ele traz consigo para a escola.
Respeitar o tempo, o espaço e o conhecimento dos educandos é um trabalho que deve estar em permanente reflexão na prática docente, por isso, a avaliação constante dessa permite ao professor analisar o seu fazer. Freire (1999, p. 38) afirma que:
Esta avaliação crítica da prática vai revelando a necessidade de uma série e virtudes ou qualidades sem as quais não é possível nem ela, a avaliação, nem tampouco o respeito do educando. Estas qualidades ou estas virtudes absolutamente indispensáveis à posta em prática desde outro saber fundamental à experiência
educativa – saber que devo respeito à autonomia, à dignidade e à identidade do
educando – não são regalos que recebemos por bom comportamento. As qualidades
ou virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e o que fazemos.
O conhecimento de que o público da EJA possui particularidades contribui para que os professores reflitam sobre o seu fazer docente. A professora Ângela relatou que algumas especificidades são necessárias para os professores que irão atuar nessa modalidade de ensino.
É importante... É importante... Porque, se você tiver uma formação diferenciada, você pode atendê-los de forma melhor... Quando você não tem... Igual quando eu peguei, eu não tinha... Formei em Letras, Licenciatura em Língua Portuguesa para o ensino regular e Ensino Médio. Aí comecei a dar aula para EJA, aí me passaram que era um projeto de jovens e adultos..., pessoas que ficaram um tempo sem estudar e retornaram. Aí, na hora que você chega e vê o pessoal realmente adulto, aí você começa ter um monte de dúvidas, né? [riso] Será... Como que eu vou trabalhar esse texto? Não é adolescente, são adultos, eles têm toda uma história de vida, né? Então, para isso, é importante você ter uma formação diferenciada! (Ângela).
A professora Ângela mencionou que sua licenciatura não a preparou para trabalhar na EJA e que também não teve nenhum conhecimento prévio sobre as particularidades dessa modalidade de ensino. Assim, ao se deparar com a sala de aula, começou a entender que o público era diferente e, consequentemente, que o ensino deveria ser diferenciado. Quando se tem uma preparação para atuar na EJA, o professor consegue, na prática docente, desenvolver um trabalho condizente com aquele contexto. Arroyo (2006, p. 19) pontua que o “caráter universalista, generalista dos modelos de formação de educadores e esse caráter histórico desfigurado dessa EJA explicam porque não temos uma tradição de um perfil de educador de jovens e adultos e de sua formação”. Segundo o autor, há muito que avançar na formação do educador e, mesmo com inúmeras pesquisas na área, ainda faltam políticas públicas que busquem repensar as especificidades da EJA e da formação do educador para essa modalidade.
A metodologia de ensino para a EJA foi, também, apontada como um dos elementos que não podem faltar na formação do professor de EJA. A maneira como o professor de EJA vai abordar o conteúdo pode colaborar para motivar os alunos a continuarem os seus estudos, como mencionou a professora Jane: “Para incentivar os alunos [...], porque, assim, estou só como professor, nem formada e nem nada... Então tem gente que pensa... Só porque já é professor já pode pegar a EJA... e não é assim”.
A fala da professora Jane evidencia que além dos saberes do conhecimento que o licenciando adquire na formação inicial, é necessário também o saber pedagógico, imprescindível quando se trata do saber ensinar cada conteúdo específico e de saber como conduzir a dinâmica em sala de aula, garantindo o interesse e a aprendizagem de cada aluno. Pimenta (2000, p. 24) afirma que “para saber ensinar não bastam a experiência e os conhecimentos específicos, mas se fazem necessários os saberes pedagógicos e didáticos”.
Esses conhecimentos e saberes podem ser construídos na formação continuada, como nos disse a professora Marta ao falar para as especificidades do trabalho que deve ser desenvolvido nas turmas de EJA.
Assim eu acho... Eu já sei como trabalhar com eles e tudo mais... Eu acho que, se tivesse assim um... alguma formação por fora, talvez ajudaria... Assim... Embora... Trabalho... Assim, já acostumei a trabalhar com eles... Já sei como trabalhar, entendeu? Mas faz falta, não é? A gente ter assim... Uma capacitação, não é? Para melhorar o trabalho da gente! De repente, você vai olhar um trabalho diferente de trabalhar, não é? Eu acho que cada um na sua área, o de Geografia na Geografia, o de Língua Portuguesa em Letras, né? Cada um na sua área! Eu acho! (Marta) Marta reconhece a necessidade de uma formação e/ou capacitação para um bom trabalho na EJA. Ficou evidente, também, que mesmo com conhecimentos e experiências nessa modalidade de ensino, a professora ainda sente falta de uma formação que a qualifique para melhor desenvolver o seu trabalho. Para a docente, a falta de formação específica para trabalhar com jovens e adultos poderá comprometer a prática do professor na EJA.
A metodologia em EJA foi mencionada pela professora Lúcia como necessária na formação do professor dessa modalidade de ensino.
Enquanto educação básica sim. Mas aí, quando a gente pega, assim, é..., Ensino Médio, né? E aí ele vai ser cobrado para o mundo, então um professor específico só para EJA, eu acho que ia ficar muito sobrecarregado... Mas, para o Ensino Fundamental é interessante, até mesmo assim nem que seja uma pós-graduação, né?, voltada só para metodologia EJA, eu acho que iria fazer um apanhado legal! (Lucia). A professora destacou a necessidade da formação continuada para o professor que atua na EJA ao afirmar que seria importante que eles conhecessem um método de ensino mais adequado para classes multisseriadas e para o trabalho com adultos e idosos. Essa formação, segundo ela, poderia ser realizada em cursos de pós-graduação.
Os participantes desta pesquisa são professores licenciados que atuam nessa modalidade de ensino, no entanto, não foram habilitados para trabalhar especificamente com jovens, adultos e idosos. Em consequência disso, a maioria deles revelou sentir-se despreparada para enfrentar os desafios, que são específicos dessas turmas, no cotidiano escolar. Os docentes relataram também alguns aspectos que um currículo próprio para a formação do professor de EJA deve conter para atuar com jovens e adultos e, assim, contribuir com os processos de ensino e aprendizagem.
A professora Carmem nos disse que uma formação diferenciada auxiliaria o professor na compreensão do que é Educação de Jovens e Adultos e, da mesma forma, reconhecer que o conhecimento que o aluno traz para a escola deve ser considerado e trabalhado.
Precisa porque, assim, é..., para a gente saber como trabalhar, né? Não trabalhar de qualquer jeito. [...] Ah, eu acho que precisa de todas... Mais o Português e a Matemática mais. [...] Porque é o que eles vivenciam direto... Igual Matemática..., o tempo todo eles têm Matemática, né? Vai fazer um copo de arroz! Um litro de leite! Para fazer um bolo! As medidas! Então eles convivem diretamente... Quantos ovos! Agora o Português, eles vão fazer... O arroz... Vai fazer uma lista, entendeu? Eu acho que é mais importante (Carmem).
A professora Lourdes apontou-nos para a necessidade de uma formação que ofereça subsídios aos docentes para que, na prática, consigam transformar o conhecimento que o educando traz para a escola.
Acho. Principalmente para mostrar..., para a gente conseguir transformar esse conhecimento que o aluno traz, com o conhecimento que a gente consegue construir com ele, e transformar isso em atitudes em ação! O que eu faço com isso que eu sei? O que faço com isso que eu aprendi? Onde que eu vou aplicar isso? O que, que eu faço com isso tudo que eu sei? (Lourdes).
Uma formação própria para o professor de EJA justifica-se pelo fato de que essa modalidade de ensino apresenta demandas diversas que a difere das etapas inicias e finais da educação básica. Soares (2011) afirma que o que configura a EJA são os sujeitos, jovens e adultos, com marcas de trajetórias escolares mal sucedidas, oriundos de camadas populares e que foram explorados nos contextos sociais, culturais e econômicos. Nessa direção, a prática pedagógica na EJA deverá ser conduzida considerando a realidade desses sujeitos, ou seja, deverá criar condições favoráveis para contribuir com a aprendizagem desses alunos, na busca do resgate do ser humano na sociedade.
Um currículo para formar o professor de EJA terá de agrupar o saber escolar dessa modalidade de ensino aos saberes que os sujeitos trazem do seu cotidiano. Pois, diferentemente do ensino para crianças, o ensino para adultos necessitará considerar a história dos sujeitos, as suas experiências de vida.
O professor Marcos apontou, em sua fala, para a fragilidade da formação inicial ao indicar que os graduandos não saem preparados das licenciaturas para atuarem na sala de aula.
Com certeza! É... O que a gente percebe, nessa vida toda discutindo com alguns professores da universidade, não... Você não tem nada específico, talvez agora começa a ter dentro do estudo acadêmico alguma coisa voltada para a Educação de Jovens e Adultos! E você já tem uma dificuldade quando o aluno forma..., sai da universidade para dar aula no ensino regular, mesmo com todos os estágios dele, imagina na Educação de Jovens e Adultos, que é totalmente diferenciada! Você não tem condições..., infelizmente, as pessoas acham que a EJA, é..., fazer um resumo do ensino regular e não é isso! É você resgatar a cidadania. Então, pra regatar a cidadania, tem que ter um trabalho diferenciado em termos de mostrar pra eles não
só o conteúdo! Mas, primeiro, um conteúdo básico, do dia a dia deles, da realidade deles, isso é de suma importância e, depois, você discute cultura, discute valores, você está quase com pessoas ali da sua idade ou mais velha do que você! Então precisa, necessariamente, obrigatoriamente fazer um curso específico para entender a Educação de Jovens e Adultos! Que, às vezes, algumas professores entendem que, é...: “Passamos, mas não sabem nada”. Ele não está trabalhando com a realidade do aluno, ele está comparando com outros parâmetros que não têm sentido! Ali, nos estamos resgatando a cidadania! Mais importante que conteúdo é resgatar a cidadania de que, de uma certa forma, é a sociedade que provocou essa questão dele estar ali naquele momento... Então é esse que é o fator fundamental que alguns professores não entendem! Porque não têm uma formação para, especificamente, entender o que é Educação de Jovens e Adultos (Marcos).
Marcos evidenciou os desafios que um professor em início de carreira se depara ao entrar em uma sala de aula e enfatizou que esses desafios podem ser maiores na EJA, pois essa modalidade de ensino possui um público específico, com particularidades bem distintas de outras etapas da educação básica. Ele também apontou, em sua fala, para o fato de que a formação diferenciada para os educadores de EJA auxilia na compreensão do que é essa modalidade, sua história, seus desafios. Com isso, a formação teria como fundamentos levar esses docentes a conhecerem os tempos e espaços de uma educação voltada para os jovens, adultos e idosos, a conhecerem os princípios metodológicos, e a compreender que o perfil dos educandos da EJA é diverso. Preparar o professor significa oferecer subsídios ao seu processo formativo para uma ação pedagógica competente e qualificada em sala de aula.
A didática na EJA foi apontada pelos professores entrevistados como uma das maiores necessidades na formação de educadores para atuarem nessa modalidade de ensino. Ensinar jovens, adultos e idosos, um contingente que se caracteriza pela diversidade de faixas etárias e com uma trajetória marcada pelas experiências que tiveram ao longo de suas vidas, exige do professor uma formação diferenciada, com conhecimento das especificidades desse público.
Acho. Olha, eu acho que já passou da hora de um professor ser formado em uma área só para trabalhar com adultos. Você precisa ter um conhecimento muito grande de Psicologia do Adulto, de Andragogia. Você precisa ter um grande conhecimento de Didática para essa faixa de idade, você tem que ter um ótimo conhecimento em leitura..., leitura de imagem..., leituras diversas..., leitura que a gente faz no dia a dia... Você tem que ter percepção pra trabalhar com eles e conhecer um pouco de tudo... Você tem que saber Geografia pra associar, né?, com a Ciência, com a História, principalmente com a História: por que que era assim e por que que hoje esta assim? E se continuar assim, onde que a gente vai parar? Tem que ser uma formação mais completa... Isso, não acho que seja só na Educação de Adultos, na escola básica precisa mudar urgente o jeito de formar professor (Lourdes).
Acho mais importante, para se dar aula com EJA, é ter jeito... Para dar aula pra eles... Porque você tem que procurar sempre de fazer o ensino de uma forma mais..., mais fácil para que eles entendam, né? Então, às vezes, tem uma pessoa que tem o mestrado..., mas que não sabe ensinar! Então, isso não resolve... Então a pessoa tem
que..., tem que ter um jogo de cintura de saber..., de saber lidar com adultos para que, de uma forma, todos aprendam (Helena).
Como ensinar melhor os educandos da EJA foi uma preocupação colocada pelas professoras Lourdes e Helena. A necessidade de formação para trabalhar com adultos foi um dos aspectos ressaltados por uma das professoras acima, assim como também de conhecimentos específicos sobre a aprendizagem do adulto e a didática na EJA. De acordo com as docentes, para um bom desenvolvimento do trabalho nessa modalidade de ensino é preciso que a formação contemple algumas especificações e que considere o público a ser atendido.
Um currículo atento a essas particularidades na formação docente contribuirá para melhorar o trabalho do professor na sala de aula. Como nos disse a professora Marta, “para melhorar mesmo a maneira da gente trabalhar a forma até para aprendizagem dos alunos! Para eles aprenderem o que for bem mais necessário para eles”.
Um currículo próprio para a formação do professor da EJA requer, então, que as propostas considerem as especificidades dessa modalidade de ensino. Com isso, a formação inicial poderá abordar os principais fundamentos, necessários ao ato de ensinar, e tendo como alvo as pessoas jovens e adultas, subsidiando o professor na construção de uma docência para essa modalidade.