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III. L’intégrité comme principe constitutionnel – une esquisse

1.  Les réformes administratives

Haja vista o aprofundamento da concorrência, as empresas tendem a enfrentar grandes dificuldades, incorrendo em fracasso ou estagnação caso não invistam na busca de

inovação, principalmente a tecnológica. O investimento em tecnologia pode propiciar a abertura de novos espaços no mercado e, como conseqüência, trazer vantagens competitivas frente à concorrência. A concorrência, segundo POSSAS apud FERRAZ et al (1995:76) “é o processo de criação constante, ainda que descontínuo (via inovações), de assimetrias competitivas entre agentes - no caso mais relevante, empresas capitalistas.”

Num mercado capitalista, que é o da esmagadora maioria dos países, deve-se buscar constantemente alternativas que mantenham a empresa num nível acentuado de crescimento e que desencadeie o desenvolvimento. Se esta for, através principalmente de um processo inovativo, a possibilidade de êxito poderá se transformar em exemplo para outros empreendimentos.

(...)Nesse tipo de enfoque, o progresso tecnológico é visto como um movimento endógeno, além de envolto em incerteza. (...) as firmas tendem a se mostrar diferentes mesmo se expostas às mesmas pressões gerais e condicionadas pelos mesmos desenvolvimentos em escala de setor ou segmento. As empresas que registram maior intensidade de esforços tecnológicos nas suas trajetórias passadas reuniriam melhores condições para ampliar as respectivas capacidades de inovação e, como decorrência, para melhorar as situações competitivas no presente e no futuro:^ mudança técnica constitui processo que produz assimetrias e, portanto,, é-, difícil não considerar que as firmas, embora sob as mesmas condições gerais, distinguem-se consideravelmente (LINS, 2000:

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A concorrência, por si mesma, já traz embutida a necessidade de dinamismo por parte dos empresários. O contexto capitalista em que se está inserido atualmente, seleciona as empresas que melhor oferecem condições de apresentar inovações em todos os sentidos.

“A seleção de inovações1, no sentido amplo schumpeteriano (novos produtos e processos, respectivos aperfeiçoamentos, diferenciação; novas fontes de insumos; novas formas de organização industrial; novos mercados), como a mais importante Junção socioeconômica dos mercados.” (POSSAS, 1995: 79).

’ Cabe destacar que pequenas modificações na produção ou produtos, não caracterizam efetivamente inovações. As difusões tecnológicas são os propulsores do desenvolvimento econômico. Schumpeter (1985:48) conceitua difusão como um processo de transferência gradual de uma inovação para firmas diferentes daquela inicialmente adotada e classifica as inovações em cinco casos distintos: a) Introdução de um novo bem ou um produto com que os consumidores ainda não estiverem familiarizados ou una nova qualidade de um respectivo bem. b) Introdução de um novo método de produção, ou melhor, um método que ainda não tenha sido testado pela experiência no ramo próprio da indústria de transformação, que de modo algum precisa ser baseado numa descoberta cientificamente nova, e pode constituir também em nova maneira de manejar comercialmente uma mercadoria, c) Abertura de um novo mercado, ou seja, de um mercado em que o ramo particular da indústria de transformação do país em questão não tenha ainda entrado, que este mercado tenha existido antes ou não. d) Conquista de uma nova fonte de oferta de matérias primas ou de bens semi-manufaturados, mais uma vez independente do fato de que esta fonte já existia ou teve de ser criada, e) Estabelecimento de uma nova organização de qualquer indústria, como a posição de monopólio ou a fragmentação de uma posição de monopólio.

Em qualquer nível de competitividade é primordial a capacitação tecnológica, ou seja, fazer uso de todos os conhecimentos e recursos dentro dos processos decisórios ou em qualquer fator com o qual estejam relacionados a inovação e a produtividade.

Como reflexo das tentativas de contrarrestar os impactos negativos dos desajustes causados pela mudança de paradigma e agilizar a reestruturação industrial, nos últim os dez anos vem se observando uma intensificação da competição entre empresas e países. N este processo, a capacidade de rapidamente gerar, introduzir e difundir inovações passou a exercer papel fundamental para a sobrevivência das empresas e até para deslocar rivais de posições aparentemente inexpugnáveis (COUTINHO & FERRAZ, 1995: 135).

Assim, dentro da questão da concorrência em um nível industrial e no sentido de fornecer subsídios para as decisões estratégicas, as empresas precisam investir em sistemas integrados de comunicação, que lhes permitam desenvolver respostas mais rápidas às alterações dos mercados, buscando flexibilidade (para promover ajustes necessários aos processos produtivos); eficiência (ao buscar suprir as demandas); agilidade (em responder à necessidade de ajustes, em termos de tomada de decisões) e segurança (ao tomar decisões embasadas no conhecimento real das circunstâncias determinantes: previsão e prospecção).

A inovação é uma condição para fazer frente à concorrência, pois esta se apresenta, na maioria das vezes, de forma bastante acirrada, exigindo das empresas não apenas investimentos em tecnologia, mas também que a estrutura da empresa esteja fortalecida, possibilitando a busca de novas perspectivas. De fato, a “concorrência fortalecida requer ambiente intensamente competitivo, o qual por sua vez supõe competidores fortes, isto é, empresas competitivas por sua capacitação e por sua eficiência técnica, produtiva e organizacional.” (POSSAS, 1995:19).

Com mercados cada vez mais interligados nas esferas comercial, financeira e produtiva, o crescente dinamismo das mudanças pelas quais passam os ambientes competitivos tem oferecido novas oportunidades de atuação e novos desafios para as empresas, no que se refere a suas capacidades para competir. Isso tem induzido mudanças na formulação das estratégias empresariais, requerendo, por sua vez, alterações rápidas na elaboração das estratégias de produção e na sua maneira de atuar.