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3 Réflexion d’une onde de surface

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Algumas igrejas e bairros são marcados por suas particularidades. Uma cidade como São Paulo, certamente, apresenta-nos esse desafio e necessidades. Neste patamar, nossa pesquisa, buscou estudar seis igrejas metodistas: Central de São Paulo, hoje Catedral Meto- dista de São Paulo, Tucuruvi, Itaberaba, Artur Alvim, Jardim Ângela e Parada de Taipas. A primeira da lista está na região central de São Paulo, a segunda está na Zona Norte, a tercei- ra está na Zona Oeste. Artur Alvim, a quarta igreja da lista, localiza-se na Zona Leste, se- guida da quinta igreja que se localiza na Zona Sul e por fim, na Zona Noroeste está a igreja em Parada de Taipas.

Mais adiante, ao fazermos o mapeamento dessas igrejas do contexto paulistano, ana- lisaremos de forma específica, a Igreja Metodista em Parada de Taipas, comunidade locali-

zada na região noroeste, periferia de São Paulo. Nesta análise, sobretudo, chama-nos aten- ção algumas particularidades de uma proporção impar no fenômeno de expansão da cidade de São Paulo e da proposta desta missão iniciada no ano de 1987.

Sendo uma igreja metodista, cuja origem histórica remonta o século XVIII período da Revolução Industrial e, de um movimento iniciado na Inglaterra por John Wesley, a Igre- ja Metodista, têm buscado também, nos últimos anos inserir-se em realidades periféricas.

Como citamos, entre as igrejas pesquisadas, nossa intenção será abordar realidades distintas. Além da Igreja Metodista em Parada de Taipas e suas características, pesquisare- mos os dados da Catedral Metodista de São Paulo, situada no bairro da Liberdade, cuja con- centração de imigrantes japoneses e uma cultura cercada pela presença oriental se misturam com a imponência dos prédios comerciais e construções antigas do centro comercial de São Paulo. O desafio urbano se apresenta também pela presença de outras igrejas históricas, bem como das demais denominações no entorno da Catedral Metodista.

Neste contexto paulistano, abordaremos também a Igreja Metodista do Tucuruvi, zona Norte de São Paulo, uma igreja com 89 anos de Vida e Missão na cidade de São Paulo que traz consigo, marcas que contribuem para nossa pesquisa por meio dos desdobramentos missionários nessa região da cidade, ademais, sua eclesiologia perpassa pelo antes e depois da implantação do PVM, assim como as demais igrejas, exceto Parada de Taipas e Jd. Ângela, também objeto de investigação, porém, estas últimas, são igrejas novas e emergen- tes em seu conceito eclesiológico e com propostas voltadas a prática e presença de modelos celulares, ou seja, sua presença eclesiológica e práxis pastoral ganha força e revela-se maior eficiência através de pequenos grupos ou modelos celulares muito comuns hoje nas igrejas evangélicas, sejam elas históricas ou neopentecostais.

O Metodismo Brasileiro entende a expressão “Célula”, como um método de evange- lismo, discipulado e capacitação para o serviço do reino de Deus. Célula não é entendida como modelo eclesiológico, como alguns movimentos religiosos contemporâneos a utili- zam. Para isso, o Colégio Episcopal afirma que a Igreja Metodista em terras brasileiras não é uma igreja em células, e sim uma igreja com células84.

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Como terceira igreja desta lista, a Igreja Metodista em Itaberaba na região da Fre- guesia do Ó, hoje com 63 anos de Vida e Missão, tem uma característica muito interessante por sua estrutura e pastoreio ao longo dos últimos anos, sobretudo no período da implanta- ção também do PVM, trabalhando hoje com dependentes químicos e uma eclesiologia bem estruturada nos Dons e Ministérios85 que falaremos a seguir, bem como no desenvolvimento da dinâmica dos Pequenos Grupos que trataremos no próximo e último capítulo.

Outra igreja a ser pesquisada é a Igreja Metodista em Artur Alvim, Zona Leste de São Paulo. Com uma característica particular, agregando conjuntos habitacionais, “Cohab” e, pertencente a subprefeitura da Penha, a Zona Leste traz grandes desafios para a Igreja. No ano de 1939 teve inicio o trabalho metodista em Arthur Alvim, por intermédio da Igreja Metodista em Itaquera, e formou-se a congregação que deu origem no bairro de Arthur Al- vim a uma das maiores igrejas metodistas da Zona Leste de São Paulo.

A quinta igreja pesquisada é a Igreja Metodista no Jardim Ângela, uma comunidade que pode contribuir muito com nossa pesquisa, pois mesmo sendo uma igreja nova, tem experimentado um grande crescimento nos últimos anos e, importa-nos observar seus núme- ros, bem como sua realidade geográfica e contexto social. Filha da Igreja Metodista em San- to Amaro que em 2016 completou 91 anos, a Igreja do Jd.Ângela é exemplo da “filha” que tornou-se maior que a “mãe”, obviamente que somente em número de membros, pois a es- trutura da Igreja em Santo Amaro e o padrão de poder aquisitivo dos que a frequentam, re- vela-se um tom diferente quando há essa comparação. Contudo a comunidade metodista no Jd. Ângela traz os mesmos desafios que a igreja em Parada de Taipas, última a ser analisada nesta pesquisa pelas mesmas condições de periferia e urbanização.

Desta forma, estas seis igrejas em diferentes bairros, contribuirão com nossa pesquisa a partir de referenciais que beberam na mesma fonte do metodismo histórico e fo- ram projetadas a partir de um mesmo referencial missionário, ou seja, o PVM, contudo, “de- saguaram” eclesiologicamente, em rios diferentes.

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No XIV Concílio Geral da Igreja Metodista em 1987, o mesmo aprova uma importante mudança para a vida da Igreja, o Programa “Dons e Ministérios” que na Eclesiologia Metodista se fundamenta através do Sacer- dócio Universal de todos os crentes na perspectiva de uma vocação voltada a serviço da missão do Evange- lho.

2.1.2 Cenário Político do Movimento Pré-Projeto “Vida e Missão”

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