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Chapitre IV – Optimisation en Epitaxie par Jets Moléculaires

IV. A.1 – Les différentes réalisations de TBH III-V métamorphiques

Para o cálculo da variável LSM, procedeu-se à criação de uma variável no programa SPSS que compreende o valor obtido do somatório da pontuação das respostas aos itens do HMLS. De acordo com o HMLS, os valores de Literacia em Saúde Mental variam entre 35 (mínimo) e 160 (máximo), considerando-se que quanto maior o valor obtido melhor o nível de literacia em saúde mental.

De recordar que se encontram descritos três níveis de literacia:

• Literacia Básica/funcional (Comunicação da informação), corresponde às capacidades básicas suficientes para ler e escrever de modo a ser capaz de funcionar efetivamente nas situações do dia a dia, compatível com a definição estrita de “Health Literacy” referida anteriormente.

• Literacia Comunicativa/interativa (Desenvolvimento de competências pessoais), corresponde às capacidades cognitivas e de literacia mais avançadas que, juntamente, com as capacidades sociais podem ser usadas para participar ativamente nas atividades do dia a dia, obter informações e auferir significados de diferentes formas de comunicação, bem como aplicar as novas informações mesmo quando as circunstâncias se alteram.

• Literacia Crítica (Capacitação pessoal e da comunidade), corresponde às capacidades cognitivas e de literacia mais avançadas que, juntamente, com as capacidades sociais podem ser usadas para realizar análise crítica da informação e usar essa informação para exercer um maior controlo sobre os eventos e situações da vida.

Em média a pontuação obtida no HMLS foi de 125.25 pontos, com um mínimo de 91 pontos e um máximo de 149 pontos, a mediana é de 126 pontos, a moda de 123 pontos e o desvio padrão foi de 10.07 pontos. Verificando-se na tabela 14, que 78.1% da amostra apresentam níveis altos ou estado excelentes de literacia em saúde mental.

Frequência Percentagem Percentagem válida Percentagem cumulativa

Níveis literacia Literacia comunicativa/ interativa 98 21,9 21,9 21,9 Literacia crítica 349 78,1 78,1 100,0 Total 447 100,0 100,0

A estatística descritiva por atributo da literacia em saúde mental contemplado no HMLS apresenta-se na tabela 15. De considerar os itens que integram cada um desses atributos. Assim, de acordo com ordem de apresentação na referida tabela, no primeiro atributo, são considerados os itens 1 a 8; no segundo, os itens, 14 e 15; no terceiro, os itens 16 a 19; no quarto, os itens 9 e 10; no quinto, os itens 11 a 13; e no sexto, os itens 20 a 35.

Verifica-se que é no último atributo, “Atitudes que promovem o reconhecimento e procura de comportamentos saudáveis” que existe maior variância (61.71), sendo a média de 64.62 pontos e o desvio padrão de 7.86 pontos.

Pela análise descrita dos valores apresentados nesta tabela verifica-se que no segundo atributo “Conhecimento sobre estratégias de autoajuda” se aproximam mais do limite inferior o que é indicativo de baixo nível de literacia em saúde mental, nos inquiridos, no que concerne ao conhecimento de estratégias de autoajuda para melhorar a própria saúde mental, ou de baixo nível de conhecimento de estratégias para estratégias de autoajuda em situações de perturbação mental.

Nos restantes atributos da literacia em saúde mental verifica-se se encontram no ponto médio entre o limite superior/inferior definido ou mais próximos do limite superior o que indica melhores níveis de literacia em saúde mental nestes aspetos.

Atributos LSM N inferior/ Limite superior

Mínimo Máximo Média Padrão Desvio Variância

Habilidade para reconhecer transtornos mentais 447 8/32 15 32 24,67 2,94 8,66 Conhecimento sobre estratégias de autoajuda 447 2/8 2 7 2,87 1,02 1,05 Conhecimento sobre procura de informação 447 4/20 5 20 14,49 2,73 7,44 Conhecimento sobre fatores de risco 447 2/8 2 8 5,91 1,27 1,62 Conhecimento sobre apoio profissional disponível 447 3/12 4 12 9,57 1,47 2,17

Atitudes que promovem o reconhecimento e procura de comportamentos saudáveis 447 16/80 35 80 64,62 7,86 61,71 N válido 447 Tabela 15: Atributos LSM no HMLS.

No que concerne ao primeiro atributo considerado, “Habilidade para reconhecer transtornos mentais” (tabela 1 do anexo 16). as respostas são maioritariamente positivas.

Nos itens 1, 2, 3, 5, 6 a resposta mais frequente foi “provável”, com uma representatividade acima dos 50% da amostra (excetuando os itens 3 e 5 que obtiveram 46.5% e 47% respetivamente no que concerne à frequência da opção pela referida resposta). Nos itens 4, 7 e 8 a resposta mais prevalente foi “muito provável”, com uma frequência de 74.2% nos itens 4 e 7, e 51.2% no item 8.

No componente, “Conhecimento sobre causas e fatores de risco” (tabela 2 do anexo 16), o item 10 tem cotação inversa. Nos dois itens de resposta esta foi predominantemente “Provável” (38% e 57.5%). A resposta predominante esperada para o item de resposta 10, seria “muito pouco provável” ou “pouco provável”, uma vez que vários estudos que retratam a ansiedade entre homens e mulheres em eventos específicos do desenvolvimento humano e etapas de vida, evidenciam que na maioria das situações esta é mais frequente nas mulheres.

No componente, “Conhecimento sobre a ajuda profissional disponível” (tabela 3 do anexo 16), acerca da literacia em saúde mental, o item 13 têm cotação inversa. No item 11 e 12 as respostas foram positivas, “provável” foi a mais frequente no item 11 (57.5%) e “Muito provável” no item 12 (60%). No entanto, como na situação anterior, em que o item tinha cotação inversa, verifica-se para o item 13 que a resposta mais frequente (45.4%) foi “muito provável” quando se esperava que a resposta mais prevalente fosse “muito pouco provável” ou “pouco provável”.

No componente “Conhecimento sobre estratégias de autoajuda” (tabela 4 do anexo 16), o item 15 tem cotação inversa. Verifica-se que comparativamente às situações anteriores em que nos itens com cotação inversa não se obteve a resposta esperada, neste componente da LSM o mesmo não se verifica. Assim no item de resposta 15 a resposta mais prevalente foi “muito inútil” (21.9% das observações) ou “inútil” (33.8%).

No componente “Conhecimento sobre as formas de procurar informação sobre saúde mental” (tabela 5 do anexo 16), verifica-se que a resposta mais prevalente para os quatro itens foi de concordância (“concordo”). No entanto, numa observação mais atenta da prevalência de respostas no item 18, “Considero que numa consulta presencial com o médico de família (ou de clínica geral), obtenho informações sobre doença mental” verifica- se que a prevalência de respostas mais altas se distribui nas respostas “discordo totalmente”, “discordo” e, “nem concordo nem discordo”; resultando num total de 258 observações o que representa 57.7% do total.

No componente “Atitudes que promovem reconhecimento e autoajuda apropriada” serão primariamente a analisados os itens com cotação inversa (tabela 6 do anexo 16), e seguidamente os restantes (tabela 7 do anexo 16). Assim, nos itens com cotação inversa relacionados com atitudes e pensamentos estigmatizantes fase à saúde mental, verifica-se que a prevalência de resposta na quase totalidade dos itens foi “concordo totalmente”. Excetua-se o item 20 que apresenta a resposta “concordo” com a mais prevalente (40.7%) dos casos.

Nos restantes itens deste componente (29 a 35), verifica-se que as respostas mais prevalentes oscilam entre “Indiferente” e “Provavelmente com vontade”. Sendo que mais de 50% das respostas destes itens se distribuem ao longo das opções de resposta “indiferente”, “Provavelmente com vontade” e “Definitivamente com vontade”. Destacamos os itens 29, 33, 34 e 35 e, que a opção de resposta mais prevalente foi “indiferente” face ao enunciado desses itens, “Estaria disposto a mudar-se para um local em que um vizinho tivesse uma doença mental?”, “Aceitaria que alguém com uma doença mental se casasse com um familiar seu?”, “Votaria num político se soubesse que ele teve uma doença mental?” e “Empregava alguém se soubesse que tem uma doença mental?”.