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LES RÈGLES DE PROGRESSION EN LICENCE

Dans le document Guide des études Licence 1 LEA (Page 31-37)

Dentro do reportório de técnicas qualitativas, as entrevistas constituem-se como uma das ferramentas mais utilizadas para obtenção de informações “pelo grau de profundidade dos elementos de análise recolhidos e pela flexibilidade e fraca diretividade do dispositivo que permite recolher os testemunhos e as interpretações dos interlocutores, respeitando os próprios quadros de referência” (Quivy & Campenhoudt, 2006, p. 194).

Esta técnica utiliza uma abordagem baseada no contato direto entre o investigador e o entrevistado, a partir do qual se pode fazer uma leitura diferente dos dados recolhidos.

Da tipologia de entrevistas existente selecionámos a entrevista semidiretiva/semiestruturada, pelo facto de Quivy & Campenhoudt (2006) considerarem que não é “inteiramente aberta nem encaminhada por um grande número de perguntas precisas” (p.195). É um modelo de entrevista que utiliza como referência “uma série de perguntas-guia, relativamente às quais é imperativo receber uma informação da parte do entrevistado” (p.195). Procura-se, deste modo, orientar o entrevistado para a temática em estudo sem, no entanto, lhe retirar a liberdade na expressão das suas ideias, permitindo

92 reorientar o seu discurso sempre que houver um afastamento do objetivo da entrevista (Pardal e Lopes, 2011).

Sendo assim, atendendo a que o objeto do nosso estudo se situa no âmbito da liderança escolar, consideramos que seria importante realizar uma entrevista semiestruturada à Diretora do agrupamento de escolas Esmeralda, enquanto líder formal, com o objetivo de conhecer a sua perceção sobre o estilo e os efeitos da sua liderança para, posteriormente, o contrastar com as opiniões dos Membros do Conselho Pedagógico recolhidas através do inquérito por questionário (objetivos 3 e 4).

Deste modo, para prepararmos a entrevista construímos um guião (anexo VI) estruturado em quatro blocos temáticos: i) legitimação da entrevista; ii) recolha de dados biográficos; iii) motivação/satisfação profissional; e iv) liderança, definindo os objetivos que pretendemos alcançar em cada um deles e as questões-guia.

A entrevista foi realizada pela investigadora, foi gravada em áudio, e posteriormente transcrita (anexo VII), para ser submetida a análise de conteúdo. A entrevistada foi informada dos objetivos da investigação e consentiu que a entrevista fosse gravada. Para proteção da sua identidade, o nome foi substituído por um código identificativo e foi omitida toda a informação que pudesse colocar em causa o seu anonimato.

Para procedermos ao tratamento dos dados recolhidos recorremos à análise de conteúdo, com recurso ao Software WebQda 3.0.

Depois da transcrição da entrevista efetuamos a divisão do texto bruto em categorias, com o objetivo de “fornecer por condensação, uma representação simplificada dos dados em bruto”, permitindo deste modo evidenciar indicadores ocultos ao nível dos dados em bruto (Bardin, 2014, p.147). O processo de “categorização é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o género (analogia), com os critérios previamente definidos” (Bardin, 2014, p.145). Nesta investigação optámos pelo critério de categorização semântico/ temática, tendo como referência o quadro teórico da presente investigação. Deste modo, o sistema de categorias foi definido no início da análise dos dados e os elementos encontrados foram sendo repartidos da melhor forma por cada uma

93 das categorias. No momento da definição das categorias e subcategorias procuramos garantir: i) que fossem exclusivas para que uma unidade de registo não fosse classificada em duas ou mais categorias evitando a ambiguidade; ii) que fossem adequadas ao material de análise recolhido e pertinentes para o quadro teórico definido; iii) que salvaguardem a objetividade e a fidelidade para que a codificação efetuada não permita “distorções devidas à subjetividade dos codificadores e à variação dos juízos” (Bardin, 2014, p. 148); e, por fim, iv) que forneçam resultados férteis.

Sendo assim, tendo como referência o guião da entrevista e os objetivos deste estudo definimos as categorias e subcategorias de análise que apresentamos no quadro 22.

Quadro 22 – Grelha de análise categorial

Conceitos Dimensões/ Categorias

Componentes/

Subcategorias Indicadores

Motivação (Ca) Motivação para concorrer ao cargo de Diretora Vontade própria ou pressão de outros docentes Gosto de pessoal Influencia de outros Experiência e

formação Tem formação e experiência para o exercício do cargo Mudança Alterar o modo como a escola está a ser gerida/liderada Satisfação

profissional (Cb) Satisfação profissional Conteúdo da função Sente-se realizada no exercício do cargo de Diretora

Estilos de liderança (C1) Transforma- cional Atributos de Influência Idealizada Influencia os seguidores

Gera orgulho e respeito nos seguidores

Exibe um sentido de poder, de liderança, de confiança Vai para além dos seus interesses próprios para bem do grupo.

Comportamentos de Influência Idealizada

Adota comportamentos que ativam fortes emoções nos seguidores:

Procura saber os valores e crenças mais importantes dos seus seguidores

Fomenta um forte sentido de missão coletivo

Evidencia uma preocupação permanente em fazer o que é certo tendo em consideração padrões éticos e morais. Motivação

Inspiracional

Comunica uma visão apelativa

Motiva os seguidores para concretização da visão Atua como um modelo de comportamentos Estimula o otimismo

Estimulação Intelectual

Estimula nos seguidores a tomada de consciência dos problemas

Envolve os seguidores nas tomadas de decisão

Ajuda-os a reconhecerem as suas próprias crenças e valores Fomenta-lhes o pensamento inovador/criativo e desenvolvimento de novas práticas

Incita-os a questionarem as suas assunções. Consideração

Individual

Presta atenção às necessidades de desenvolvimento dos seguidores

Apoia-os, encoraja-os, treina-os, tenta desenvolver o seu potencial, fornece-lhes feedback

94 Posteriormente foram introduzidas no Software WebQDA e procedeu-se à codificação do conteúdo da entrevista de acordo com estas categorias e subcategorias (anexo VIII).

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