Como se pode observar, a Análise Ergonômica do Trabalho é familiar aos autores de língua francesa desde Ombredan & Faverge (1955), cujo interesse é estudar a atividade real de trabalho dos operadores, não raro muito diferente da atividade prescrita pela organizaçã
Segundo Wisner (1994), a metodologia de Análise Ergonômica do Trabalho var um autor para outro e, sobretudo em função das circunstancias da intervenção. No entan
el apresentar uma metodologia coerente, cuja eficiência pode ser observada ao lon centenas de estudos nas mais diversas áreas do conhecimento. A metodologia francesa de Análise Ergonômica do Trabalho (AET), proposta inicialmente por Wisner (op.cit.), comporta cinco etapas de importância e dificulda
to; a análise do ambiente técnico, econômico e social; a análise das atividades e situação de trabalho e restituição dos resultados; as recomendações ergonômicas; e validação da intervenção e eficiência das recomendações.
Pode-se observar, nesta pesquisa, que ambos os autores brasileiros desenvolveram seus trabalhos à luz das orientaçõe
ramento no CNAM, na França. Entretanto, já foi possível observar que os processos metodológicos da AET, apresentados por ambos os autores, carregam distinções da definição original francesa. Os próprios professores, durante as entrevistas, afirmaram que suas
metodologias eram baseadas na Análise Ergonômica do Trabalho, porém com influência dos conceitos da abordagem anglofônica.
Como exemplo desta afirmação, temos a própria prática explicitada pelo Professor Ne dos Santos que afirmou que a decisão por qual abordagem tomar partido (uma mais físic muscular –b
enta ao pesquisador (pág. 132). Este fato deflagra uma real adaptação da Análise Ergonomiza do Trabalho, de origem francesa, a realidade brasileira analisada à própria engenharia de produção.
Embora o Prof. Neri tenha afirmado que a vantagem principal da AET não é ficar somente na análise da tarefa e as outras abordagens são mais centradas nos procedimento d métodos, ou seja, naquilo que está prescrito, pudemos o
como a AMT envolvem-se tanto com o prescrito como com o real. Isto é a verdadeira essência da ergonomia que, ao nosso ver, é praticada pelas três abordagens.
duran
es utra.
erviço. Esta questão pode ser
melho .15
Santo alho a
de utilizadas no processo. Caracterizando-se como impraticável apres
Observou-se, também, durante a análise de ambos os métodos, uma extensa etapa de análise da tarefa e da atividade, constando basicamente de métodos de observação e de inquirição.
Cumpre salientar que além das técnicas de pesquisas já apresentados no capítulo 3, itens 3.3.1 e 3.3.2 deste trabalho, a maioria aplicada por todas as metodologias analisadas, a
metodologia proposta por Vidal (2003) dispõe de outras diferentes ferramentas de análise da atividade e de acompanhamento de projeto, tais como: os roteiros dinâmicos, a conversa-ação e os incidentes críticos; além dos métodos MENINGE® , e MEROS®, todos criados pelo Grupo de Ergonomia e Novas Tecnologias – GENTE.
Para o Professor Neri dos Santos a análise da tarefa define o que o indivíduo deve fazer o que está prescrito e as condições que ele tem para realizá-la (contexto) em termos
ambientais, técnicos e em termos organizacionais. Já a análise da atividade objetiva a conhecimentos adquiridos no CNAM, como também, dos documentos da IEA, especificamente do check point da OIT (1996).
Outra forma de apresentar a influência da ergonomia americana, na metodologia de AET proposta pelos pesquisadores brasileiros, é o fato da aplicação de métodos de pesquisa que podem mensurar quantitativamente o desgaste físico, mental e cognitivo do operador
te a realização de sua tarefa, como é o caso da análise de freqüência cardíaca, a eletromiografia, como também a inserção do pensamento sistêmico em seus trabalhos.
Estes argumentos corroboram com a afirmação do inicio do capítulo que chama a atenção para o fato que embora as metodologias possam representar a ênfase anglofônica ou francofônica, cada vez mais as técnicas que eram originalmente parte de cada uma das ênfas passam a ser incorporadas pela o
Uma outra questão interessante observada durante a releitura de ambas as metodologias foi a extensa e criteriosa análise da demanda (fase exploratória do problema), para
posteriormente ser formalizado um contrato de prestação de s
r visualizada nos fluxogramas apresentados nas Figuras 4.13 (página 124) e Figura 4 (página 144) deste trabalho.
Um argumento que justifique esta ação está contido na declaração do Professor Neri dos s quando afirmou que a análise da demanda não só define qual a extensão do trab
ser realizado, como qual o tempo para realizar essa intervenção, quais os instrumentos análise e quais as técnicas serão
identificação de quais os comportamentos das pessoas, quais os modos operativos são utiliza
e
rmou que a AET é uma metodologia descritiva, orient
rito e, por conseguinte, não se carac
lo
onomia.
inves
dos para realizar aquilo que está prescrito.
De acordo com o Professor Neri dos Santos a análise da atividade pode ser considerada o modelo operativo da situação de trabalho, que permite definir um caderno de encargos recomendações ergonômicas para melhorar aquela situação.
O Professor Neri dos Santos afi
ada à atividade e não normativa, as outras são mais normativas, ou seja, mais orientadas à tarefa. Segundo o autor, a grande vantagem da AET acaba sendo a sua grande desvantagem. O estudo conduzido por esta pesquisa não confirma a afirmação do Prof. Neri uma vez que tanto a AMT, quanto a SHTM confrontam o real com o presc
terizam como normativas.
Ainda segundo o Prof. Neri, o caderno de encargo é a grande vantagem da AET, pois é rico no diagnóstico da situação. Entretanto, a grande desvantagem da AET está no
prognóstico, ou seja, o que deve ser feito a partir da análise.
Esta questão de ser ou não orientada para o prognóstico foi bastante explorada pe Professor Mário Vidal quando afirmou não acreditar que exista uma metodologia tão abrangente que sirva para a ação ergonômica e para a investigação no campo da erg
De acordo com o professor “tudo depende do objetivo que se quer alcançar: de tigação ou de desenvolvimento” e as decisões do analista dependerá dos acordos realizados com o contratante.
Macroergonômica do Trabalho
egundo Hendrick (1987), a tecnologia de interface organização x máquina, chamada de Macroergonomia, pode ser apropriadamente denominada de tecnologia de interface humano x organização x ambiente x máquina por envolver considerações de todos os quatro elementos do sistema sócio-técnico.
partir de Hendrick (1993); Brown (1995) e Guimarães (1999), pode-se afirmar que a Macroergonomia é o resultado do aumento progressivo da automação de sistemas em fábricas
e escritórios e m haver
como o atual modo operandi de nosso sistema de produção.
a ema oergonômico. al de em trabal organ .
como óciotécnica, porque lida com os sub-sistemas tecnológico, pessoal e do am
“bottom ativa; e “middle out”, porque foca o processo.
do
organ ndo o fluxo estratégico até os níveis
el operacional ao nível estratégico da empresa,