5. Analyse des données et résultats
5.4 Question 4 – l’estime de soi perçue par l’enseignant
As lembranças que marcaram a trajetória acadêmica dos formadores de professores foram permeadas de momentos positivos e negativos, de situações festivas e emocionantes que trouxeram mudanças para suas vidas, do comprometimento desses docentes com o processo de aprendizagem, do desejo de participação, dos professores que contribuíram para sua formação não somente escolar, mas também pessoal, enfim, de suas conquistas e dificuldades.
A professora DI01 resgatou em sua memória questões relacionadas à diversidade cultural e social, tão presentes nas discussões atuais na área da educação, descrevendo-se como uma pessoa que não conseguia viver com as desigualdades presentes na escola e na classe das quais fazia parte. Desse contexto, o que ela diz se lembrar são
Sempre as brigas! (risos) É verdade! Sempre as brigas, principalmente pela questão da justiça social. Sempre fui assim, hoje eu brinco que eu sempre fui justiceira. Eu tinha colegas, eu sempre estudei na mesma escola, fiz os 8 anos do ensino fundamental na mesma escola. Depois eu mudei para fazer o ensino médio, mas até então os 8 anos, era uma escola muito próxima da minha casa no centro da cidade, uma escola pública “elitizadíssima”. Todos os alunos eram filhos de pais que trabalhavam nessa metalúrgica [da cidade em que lecionava] gigante da cidade e de mães que eram ou do lar ou professora. [...] E, então, tinham exceções de pessoas de outras classes sociais nesta escola que sempre eram motivo de chacota. A gente tinha um amigo índio e se sumisse uma borracha na classe, o índio era o culpado e eu me lembro de muitas vezes ter chamado a polícia, ter enfrentado diretora, assinando o livro preto por conta de acreditar que era discriminação. Sempre fui assim!
Ainda no que se relaciona à questão da diversidade, diferente de DI01 que presenciava situações discriminatórias próximas de si, PE12 vivenciou situações preconceituosas e constrangedoras em seu período escolar. Sendo uma pessoa com necessidades especiais a entrevistada comentou que
quando você me pergunta de escola, minha experiência em escola olhando para trás hoje, não é uma experiência muito antiga, porque [...] primeiro eu estudei no “P. A.”, que era a pré-escola, eu fiz até o pré, e quando você me pergunta, eu tenho lembranças boas desse lugar. Depois eu estudei no “T. V.” de 1ª a 4ª série, lá eu tenho lembranças boas também. Eu me lembro de receber medalhinha, de coroar Nossa Senhora. Depois eu fui para o “C. N. S.”, lá as lembranças que ficaram foram as piores, no sentido de que aquela escola era extremamente preconceituosa. Na 8ª série, por exemplo, meu pai tinha que me carregar escada acima, porque as freiras não se “sujeitaram”, entre aspas, a descer a sala. A gente não tinha essa coisa que tem hoje, nem estrutura a gente tinha para falar “não, eu não subo escada”. Então é uma coisa assim um tanto quanto constrangedora, você pensar que época de adolescência, uma época que seria de você começar a paquerar os coleguinhas da escola, e de repente seu pai tendo que te carregar no colo. Então, eu olho e vejo uma escola muito preconceituosa, e não sei, talvez sendo professora também, eu tinha a possibilidade de mudar isso.
Essa é uma discussão recente, pois a inclusão escolar surgiu a partir da década de 1980, tendo como proposta a existência de um único sistema educacional de qualidade para todos os alunos. Suas concepções são baseadas em princípios como:
a aceitação das diferenças individuais como um atributo e não com um obstáculo, a valorização da diversidade humana pela sua importância para o enriquecimento de todas as pessoas, o direito de pertencer e não ficar de fora e o igual valor das minorias em comparação com a maioria. (ZAMAI, 2004, p. 119).
A partir desses preceitos, observamos que os dois relatos apresentados anteriormente nos mostram situações de não cumprimento aos direitos básicos de toda a criança e nem o respeito pela diversidade humana.
Da mesma maneira que PE12, ao analisar os momentos marcantes comparando as diferentes escolas nas quais estudou durante sua formação acadêmica, PE11 expõe as marcas negativas deixadas em sua vida nos dois primeiros anos das séries iniciais do Ensino Fundamental; e as positivas oriundas de sua transferência para outra escola que possuía uma proposta de ensino atípica para a época em que ele se encontrava: mais participativa, mais interacionista, mais crítica e mais voltada para a construção do conhecimento coletivo.
Em seu depoimento, exposto abaixo, percebemos que não era somente a proposta de ensino que lhe trouxe dificuldades, mas também a forma de tratamento que a primeira escola dispensava a ela enquanto aluna.
Que eu me lembre, eu tenho mais lembranças ruins da primeira e da segunda série. Eram lembranças de muita desvalorização do que você sabia e eu era muito magrinha, eu não tinha muitas fotos dessa época, eu imagino que era muito feinha, muito magrinha. Então não me chamavam para recitar lá na frente, participar de uma festinha, nada eu participava. [...] Mas na escola mesmo eu lembro demais de todo o perfil da escola, da diretora muito brava, não acolhia ninguém, eu me lembro dela até hoje. [...] Então, para mim assim, aquela dureza! Eu achava a escola grande, a escola muito dura, isso aí enquanto criança. [...] Eu não tenho assim lembranças de colegas meus de primeira e segunda séries. (PE11).
As lembranças das professoras do pré-escolar e das séries iniciais do Ensino Fundamental ficaram marcadas na memória e nas vidas de alguns dos participantes da pesquisa que descrevem como isso era percebido por eles: “do pré eu me lembro melhor assim. A professora era muito forte, era uma freira, era um colégio de freiras até o pré.” (MP08); “olha, as do ensino fundamental, dessa professora que fazia tudo para gente querer aprender, que vinculava o conteúdo a uma realidade prática social.” (MP07).
Observamos que nas séries finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, as lembranças dos entrevistados se voltaram para as relações interpessoais, para os grupos e amizades que fizeram dentro do contexto educacional. Alguns relatos comentam essa questão: Depois no ginasial e no colegial, as únicas lembranças que eu tenho são as farras com os amigos, porque aí não tinha especificamente de conteúdo, de aprendizagem. Assim, claro que eu gostava de algumas coisas, me interessava por alguns assuntos, mas assim não tem nada marcante. Nem leitura de livro, nem nada. (MP07).
a minha mudança de escola de quarta série para quinta série, que hoje é do quinto para sexto ano do Fundamental. [...] eu tive que mudar, porque era mais afastado da minha casa e você com dez anos, chegar numa escola em que já existem grupos formados, você tem que se inserir nesses grupos. (ES04).
Eu tenho algumas já mais na adolescência, no ginásio, não lembro se era colegial ou ginásio, eu acho que já era colegial. Puseram-me para sentar, que eu sempre fui mais alta e tudo, a sala era quadrada, filas assim, na última carteira dessa última fila, e eu fiquei longe dos meus colegas todos. E como eu sempre fui passiva, cordata, aceitei, mas aquilo estava me incomodando. Um belo dia conversei com a orientadora da escola, pedindo para me mudar de lugar, ela experimentou, me colocou no centro da sala e todo mundo achou ruim, porque desfez as relações pessoais que estavam próximas. Aquilo me incomodou tanto... [...] Aí voltei para o meu lugar. (PI16).
Os métodos de ensino utilizados por seus professores ficaram marcados para alguns entrevistados, mas por motivos diferentes: o primeiro relato mostra a decepção de PG14 com o pedido da docente para que colorisse um desenho durante uma tarde, realizando assim uma
tarefa repetitiva, e o segundo retrata a ansiedade de MP08 diante da utilização da cartilha da qual se lembra até hoje.
Eu me lembro da minha 1ª aula, cheguei pensando que ia sair lendo e escrevendo de lá e foi meio decepcionante. Acho que eu esperava outras coisas... [...] E essa professora me põe para desenhar laranjinha [...] eu me lembro que foi a tarde inteira a gente colorindo uma laranjinha. Meu primeiro dia de aula foi isso. Então, acho que teve uma sensação assim “ah, não era bem isso que eu esperava não!”, mas eu lembro que eu fiz com gosto também. (PG14).
Uma coisa que eu me lembro, eu trago a cartilha até hoje na memória. Eu me lembro até de uma lição que eu queria chegar, era de uma mula, era meio roxa a cor do papel e ficava louca folheando pensando daqui a alguns dias nós vamos chegar. (MP08).
Percebemos a utilização de dois métodos que são criticados atualmente nas escolas, por não contribuírem para a aprendizagem significativa dos alunos, haja vista que não estimulam a participação, o desenvolvimento da criatividade, priorizando a memorização (a repetição), muitas vezes sem a compreensão do que está sendo estudado. Esse tipo de ensino chamado
verbalista, baseado na transmissão oral de conhecimentos por parte do professor, assim como as práticas espontaneístas, que abdicam de seu papel de desafiar e intervir no processo de apropriação de conhecimentos por parte das crianças e adolescentes, são, na perspectiva vygotskiana, além de infrutíferos, extremamente inadequados. (REGO, 2001, p. 106).
Um docente relatou uma situação de “transgressão” pela qual passou na escola, esta se relaciona à questão comentada por nós, que é a memorização dos conteúdos imposta aos alunos, sendo ela cobrada posteriormente sob forma de avaliação da aprendizagem:
Eu me lembro da primeira vez que eu colei (risos), uma coisa que ficou bem marcada! [...] Com 10 anos. Até então eu não sabia o que era colar, mas eu me lembro que foi uma coisa meio, como que eu vou te dizer, era uma coisa meio de transgressão. A gente estudava muito naquela coisa de decorar mesmo e a pergunta era: “qual a membrana que envolve o pulmão? Pleura”. Estudei, estudei, decorei, decorei, chegou na hora da prova caiu essa questão na 4ª série, na prova final de Ciências. E eu não lembrava desse nome por nada e eu não sei “por que cargas d’água” eu sempre sentava mais na frente, nesse dia eu estava sentado atrás, acho que a professora deu uma mexida lá. E eu fiz algum gesto, algum sinal para uma colega e ela cochichou lá o nome e eu fiquei com aquela sensação “ah eu consegui colar!”. (PG14).
Ainda no que diz respeito às formas de avaliação da aprendizagem vivenciadas pelos participantes da pesquisa, PI18 comentou sobre uma experiência em que esta e os seus colegas montaram uma peça de teatro na escola: “a gente fez uma peça de Física que eu achei ótima, fiz pesquisa, fazer locução, apresentação. Eu acho que eram bons esses momentos em
que eu podia mostrar o que eu aprendi.” Podemos perceber a diferença entre esta proposta e aquela anterior apresentada, que pressupunha a memorização dos conteúdos pelos alunos, visto que esta última incentiva os discentes a pesquisar, a discutir, a organizar os conceitos e apresentá-los de maneira criativa.
Houve docentes que comentaram sobre o desempenho que tiveram na escola e a maneira como reagiram aos resultados obtidos. Os depoimentos a seguir se diferem no que diz respeito à responsabilidade deles com o processo de escolarização: enquanto a primeira era exigente consigo mesma e sentia-se recompensada com as notas recebidas, a segunda ainda precisava do acompanhamento familiar para ajudá-la a compreender o sentido do ambiente escolar:
Acho que o que mais marca é o traço forte de responsabilidade, sempre, de querer fazer tudo muito bem feito, não aceitar nunca um vermelho, acho que o meu primeiro vermelho foi na 5ª série em Biologia (risos). E aquilo para mim foi o fim da minha vida! E acho que é isso, no espaço de aprendizado, acho que eu sempre soube valorizar muito a escola, o professor, a figura do professor, porque acho que hoje em dia está muito mudado essa questão de como o aluno vê o professor, aquele respeito, aquela valorização do profissional professor. Acho que se perdeu um pouco hoje. Então eu lembro muito disso, da escola como um espaço sagrado de aprendizagem, de respeito, acho que é isso que ficou. (ES05).
Nós morávamos no bairro M., que era muito próximo da casa da minha avó. Os meus pais mudaram [...] em outubro para outro bairro e era mais distante da cidade e só faltava um mês e meio de aula que era o período de provas. E eu fui morar com a minha avó muito pertinho e lá eu adorava ficar com ela, eu não estudei, ninguém me pôs para estudar. Eu tirei quase que zero em todas as provas (risos). Eu queria só brincar, passear, minha tia me colocava para lavar as louças, arrumar as coisas e eu adorava fazer isso. E minha mãe longe não me acompanhava, eu só ia em casa sábado e domingo e era meio que visita em casa. Então, ela não me cobrava nada e nem a avó e eu não tinha essa noção de que eu estava indo tão mal, embora o resto do ano estivesse indo mais ou menos. Mas eu não sei, não sei te contar assim o que me aconteceu (risos) porque eu fui reprovada. [...] por um ponto (risos). Isso foi uma coisa doída e [...] minha mãe queria me pegar. A sorte é que eu pus culpa na minha avó, na lida da casa, aí amenizou. (PE11).
ES06 relatou como lembrança mais marcante sua primeira aula de Educação Física na escola. É interessante ressaltar o quanto sua professora tornou-se marcante de forma significativa, por ser dotada de qualidades físicas e pessoais, o que pode ter contribuído para que aquela disciplina escolar fosse o nome do curso escolhido, posteriormente, pela entrevistada como graduação.
eu me lembro da minha primeira aula de EF, a cor de meu short, a roupa que usava, as atividades, era muito bom, eu estava na quarta série. No ginásio também, eu me lembro muito de uma professora de EF que eu tive, muito
bonita, o jeito dela, o carisma, a amizade. Da escola em si, alguma coisa, eu não me lembro. (ES06).
A Educação Física foi também para MP09 um momento de prazer na escola, juntamente com a descoberta dos livros e da Literatura.
Lembro-me dos gols que eu fazia na Educação Física. A escola era sinônimo de futebol. Mas eu tinha um interesse muito grande pelos livros didáticos. Gostava demais! Foi uma fase de descoberta dos livros. O contato com a Literatura no ensino médio foi fabuloso! Inclusive tive contato com o documento mais antigo que se tem registro que foi a Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveiróz. Assim, meus momentos marcantes se relacionaram ao futebol, aos livros e à Literatura.
A função do professor da área de Educação Física e os objetivos desta seriam influentes, sobremaneira, na forma como os alunos percebem e/ou se dedicam a essa disciplina. Diante disso e dos relatos acima, podemos fazer questionamentos sobre essas duas temáticas. Em relação à primeira questão, o professor de Educação Física é geralmente visto no ambiente escolar como figura rígida, como “turista” da escola, que não possui vínculo com o trabalho pedagógico geral desta, sendo lembrado somente para atividades extraclasse. (BRAID, 2003).
Quanto aos objetivos da disciplina ainda há uma indefinição quanto a esse aspecto que pode ser percebido nas práticas desenvolvidas pelos docentes nas escolas que se mostram defensores do
excesso físico e, preocupados unicamente em “formar” homens fortes e saudáveis – resquícios do higienismo do período colonial; ou preocupados com o disciplinamento mecânico – resquícios do militarismo do Estado Novo; ou com o adestramento, com a competição, com preocupações exacerbadas na competência do gesto técnico – resquícios do tecnicismo do período da ditadura militar. (BRAID, 2003, p. 55).
E por falar em higienismo, merece menção os depoimentos de participantes que ingressaram na escola entre as décadas de 1960 e 1980, período da ditadura militar em que a Educação para a Saúde visava o planejamento familiar. Em 1970, os professores de Ciências desenvolviam o Programa da Saúde que incluía trabalhar as “noções de higiene, preservação da saúde e puericultura.” (LOMÔNACO, 2011, p. 3). De acordo com as docentes, para atender a essa exigência, as professoras das escolas em que estudavam montavam o “Pelotão da Saúde” com a participação dos s alunos:
E aí, nessa época, eu era do pelotão da saúde, eu tinha uma atuação, uma participação ativa na escola. (PE11).
Você fazer parte do pelotão de saúde, por exemplo, você deve conhecer isso. Era um grupo de alunos, escolhidos, selecionados entre os melhores, para fazer parte de um comitê de saúde que, periodicamente, ia às salas, uniformizados, com aqueles uniformes mais bonitos do mundo, inspecionar os colegas para ver se tinha tomado banho, para ver se tinha piolho, se tinha cortado a unha. Então, isso era um estatuto que esse grupo tinha porque eles eram os melhores e os melhores eram sempre os mais branquinhos, os que tinham notas altas, era uma seleção por mérito. (PG15).
Um evento traumático se tornou uma lembrança inesquecível na trajetória de PI18: o assassinato de um colega por outro da turma da escola.
Tem um evento que eu achei que foi muito marcante, uma tragédia na verdade, eu estava na sétima série, daqueles acidentes que só acontecem nos Estados Unidos, um colega matou o outro com a arma do pai. [...] Na minha turma. Foi uma coisa meio traumática para todo mundo na época, a gente não tem como esquecer. (PI18).
Fatos como esse têm se tornado recorrentes e precisam ser encarados como um problema social, por serem reflexos de situações vivenciadas fora do contexto da sala de aula, exemplo disso seria: a violência, as drogas, a falta de respeito com o próximo e a ausência de valores morais e de regras para viver em sociedade na formação de crianças e adolescentes. Ademais, deixam marcas importantes na vida dos alunos que podem repercutir negativamente no desenvolvimento emocional e nas relações futuras destes.
4.2.3 Lembranças marcantes enquanto estudantes: as memórias dos formadores de professores sobre os seus antigos docentes
Ao ingressarem na docência universitária os professores não chegam esvaziados de experiências profissionais. A trajetória enquanto alunos de diferentes educadores lhes possibilita formar alguns modelos que eles acabam reproduzindo ou rejeitando. As experiências também lhes permitirá dizer “quais professores foram significativos em suas vidas, isto é, que contribuíram para sua formação pessoal e profissional.” (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002, p. 79).
Nessa perspectiva, em nosso estudo, aos participantes foi solicitado que resgatassem quais foram as lembranças marcantes que possuíam em relação aos seus professores. Diante disso, muitos trouxeram a relação afetiva que possuíam com estes que, segundo os entrevistados, era permeada de carinho, amizade, bondade, dedicação e incentivo. Os excertos abaixo demonstram suas percepções sobre seus antigos docentes:
acho que no ensino fundamental a que mais marcou foi a tia M. (risos) mais pelo afeto, uma professora que realmente fazia aquilo, gostava do que estava fazendo. (ES05).
Ela era bonita, não é só o fato de ela ser bonita, mas o fato dela conversar com a gente, ela era amigável. Eu me lembro de sentar em volta dela e ter um diálogo bem corpo a corpo. Isso era encantador, porque parece que a gente tinha antigamente aquela figura de professor que era uma coisa lá em cima e com ela não, com ela parece que era uma coisa de gente mesmo. (ES06).
... Tem uma outra do segundo ano, uma professora negra, ela também era muito boa. Tratava a gente assim, essa já separava, ela já não tratava todo mundo igual não. [...] Essa professora escolheu nós dois, ela não tinha filhos e ela escolheu a gente como filhos. Levava a gente para a casa dela, levava lanche para a gente, isso também me marcou! Esse carinho dela com a gente! (DI03).
O que marca é uma professora que eu tive, [...] que incentivou ao estudo, por exemplo, na minha área em questão da Matemática. Eu acho que aí que despertou algo que eu poderia seguir. Então, se falar de marcas, eu acho que essa marca ficou. [Ela era] Muito dedicada, muito afetiva, então ela tinha bem esses aspectos. (ES04).
Esses docentes confirmam a concepção de que as relações de mediação feitas pelo professor durante as atividades pedagógicas devem ser