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Une qualité d’usage en demi-teinte

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PROFESSIONNELLE RESTREINTE CHEZ LES PROFESSIONNELS DU PROJET URBAIN

2. Une prise en compte restreinte dans les projets urbains de Toulouse Métropole

2.3. Une qualité d’usage en demi-teinte

Um trabalho de investigação inicia-se habitualmente pra dar resposta a um conjunto de dúvidas ou interrogações, que no nosso caso concreto foram: quais as características sócio-profissionais dos enfermeiros do HDA? Quais as características do processo de supervisão das práticas clínicas dos enfermeiros existente no HDA? Quem são os responsáveis pelo processo de supervisão das práticas clínicas no HDA? Que relações existem entre a supervisão clínica e as características pessoais do supervisado e do supervisor inseridas no contexto de trabalho? Quais as características do processo de acompanhamento das práticas e que valor lhe é atribuído pelos enfermeiros? Qual o índice de qualidade de vida dos enfermeiros do HDA nas suas diversas dimensões e quais as variáveis que a influenciam?

Na tentativa de encontrar respostas para estas questões partimos para um estudo não experimental, transversal, correlacional de tipo quantitativo e qualitativo.

A formulação de hipóteses é um passo fundamental e incontornável em qualquer estudo de investigação de forma a atingir resultados úteis e satisfatórios.

Para Quivy e Campenhoudt (1996: 137), “uma hipótese é uma proposição que prevê uma relação entre dois termos, que segundo os casos, podem ser conceitos ou fenómenos. Uma hipótese é, portanto, uma proposição provisória, uma proposição que deve ser verificada”.

De um modo geral, o objectivo das hipóteses é orientar a investigação. O seu objectivo crítico “é dirigir o desenho da investigação no que respeita à recolha, análise e interpretação de dados (...) As hipóteses inter-relacionam as variáveis com interesse estabelecendo relações formais; são estas relações que são submetidas a provas empíricas” (Polit e Hungler, 1994: 141).

De acordo com o problema em estudo enunciamos as seguintes hipóteses:

H1: O nível de satisfação dos enfermeiros quanto à supervisão clínica é tanto maior quanto mais elevada for a categoria profissional do supervisado e do supervisor. H2: Os enfermeiros estão mais satisfeitos com a supervisão clínica quando o

supervisor é do sexo masculino.

H3: Os enfermeiros que exercem funções nos serviços médicos (medicina, pediatria e

especialidades médicas) apresentam um nível de satisfação com a supervisão clínica maior do que os enfermeiros dos serviços cirúrgicos (cirurgia, ortopedia e bloco operatório) e outros serviços (consulta externa e urgência).

H4: O nível de satisfação dos enfermeiros quanto à supervisão clínica varia na ordem

inversa da sua idade e do tempo de serviço na unidade de cuidados.

H5: Os enfermeiros que trabalham apenas de manhã apresentam um nível de

satisfação com a supervisão clínica maior do que os enfermeiros que trabalham em outros tipos de horário (manhãs e tardes e manhãs, tardes e noites).

H6: Os enfermeiros que se encontram a frequentar cursos de formação estão mais

satisfeitos com a supervisão clínica do que os que não se encontram em formação.

H7: O índice de qualidade de vida é maior nos enfermeiros do sexo feminino.

H8: Os enfermeiros que exercem funções nos serviços médicos (medicina, pediatria e

especialidades médicas) apresentam uma melhor qualidade de vida que os enfermeiros dos serviços cirúrgicos (cirurgia, ortopedia e bloco operatório) e outros serviços (consulta externa e urgência).

H9: A qualidade de vida dos enfermeiros varia na ordem inversa da sua idade e do

tempo de serviço na unidade de cuidados.

H10: Os enfermeiros que trabalham apenas de manhã apresentam uma melhor

qualidade de vida que os enfermeiros que trabalham em outros tipos de horário (manhãs e tardes e manhãs, tardes e noites).

Um estudo de investigação para ter credibilidade deve identificar as variáveis que são relevantes para a obtenção de informação essencial e útil, de forma sistematizada e objectiva. Segundo Pinto (1990), as variáveis apresentam duas características fundamentais:

a) São aspectos observáveis de um fenómeno, mensuráveis que podem apresentar diferentes valores;

b) Devem apresentar variações ou diferenças em relação ao mesmo ou a outros fenómenos.

As variáveis divergem substancialmente entre si quanto à forma e à facilidade com que podem ser operacionalizadas. Entende-se por este procedimento o modo como a variável é observada e mensurada e a sua natureza. Podem ser classificadas de diferentes maneiras e, segundo Fortin (1999: 37), “os tipos de variáveis mais correntemente apresentadas nas obras metodológicas são: 1) variáveis independentes e dependentes; 2) variáveis atributo; 3) variáveis estranhas”.

Para Pinto (1990: 173), “a variável dependente é aquela cujos valores são em princípio o resultado das variações nos valores de uma ou mais variáveis independentes e respectivas condições.”

As variáveis independentes são aquelas que vão influenciar um resultado, ou seja, são as possíveis causas que levam ao aparecimento de um fenómeno.

Fortin (1999: 37), afirma que, “as variáveis atributo são as características dos sujeitos num estudo. (...) Uma vez colhidos os dados, a informação serve para traçar um perfil das características dos sujeitos da amostra”.

Considerando estes conceitos, para este estudo foram seleccionadas as seguintes variáveis:

a) Dependentes

- O nível de satisfação dos enfermeiros quanto à supervisão clínica - O índice de qualidade de vida dos enfermeiros

b) Independentes: sexo, idade, categoria profissional, serviço onde exerce funções, tempo de exercício no serviço, tipo de horário praticado, sexo do responsável pela supervisão das práticas profissionais e responsável pela supervisão, frequência de cursos de formação.

c) Atributo: estado civil, existência de filhos e número, doenças que sofre, medicamentos que esteja a tomar, dias de doença e ausências ao trabalho no último mês, formação profissional, tempo de exercício profissional, tipo de ligação institucional e dispensas de serviço para frequentar cursos de formação.

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