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Qu’est-ce qu’un algorithme de recherche locale ?

Chapitre 3. Optimum local garanti

3.1. Quelques concepts

3.1.1. Qu’est-ce qu’un algorithme de recherche locale ?

Quando a criança aprende a escrever, essa capacidade não pode ser reduzida à influência do meio, e nem sempre pode ter a única explicação na hereditariedade. Essa aprendizagem resulta da interacção entre factores genéticos e de maturação, das vivências da criança, quotidianamente, daí o papel primordial da escola neste contexto.

“Escrever” significa comunicar pensamentos, sentimentos, sendo este processo apoiado pelo uso de signos compreendidos pelos outros. “A linguagem escrita é densa de símbolos e de poder. É valorizada nos programas escolares porque é a linguagem dos que dominam a sociedade.” (Rebelo, 1990: 91)

Neste âmbito é preponderante reflectir sobre a linguagem escrita, abordando os problemas da produção, do aperfeiçoamento e da transformação de textos dos Als na aprendizagem da linguagem escrita. Há, assim, uma identificação activa dos problemas do funcionamento da língua.

Escrever implica realizar uma análise mental, não sendo somente necessário reconhecer conjuntos individuais, é preponderante reproduzir aquilo que se ouve.

“Para o aluno principiante representar ou reconhecer um fonema torna-se mais fácil que representar uma associação de sons por escrito. As palavras surgem como sequências de grafemas isolados uns dos outros por um espaço, em que a entoação da língua oral está ausente. Para além disso, os grafemas que têm a função de transcrever os sons, funcionam a nível duplo: paradigmático (relação/oposição de uns em relação aos outros) e sintagmático (considerando o que os procede e o que os segue). Desta maneira é muito importante a posição do grafema para saber como escrevê-lo.” (Rebelo, 1990: 94)

O aluno deve usar a escrita com autonomia e criatividade. O aluno deve sentir-se livre para a escrita, produzindo, organizando, articulando a oralidade com a escrita, originando textos espelhados de cunho pessoal, pela sua história linguística, vivências sociais. É assim uma experiência, uma aventura, e o aluno

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deverá ser estimulado a auto-corrigir-se, a encurtar, a aperfeiçoar, a aumentar, a exprimir-se, sentindo que para bem escrever, é preponderante ir escrevendo. Quando a criança inicia a aprendizagem de uma nova língua, começa uma experiência verbal acumulada. Uma língua não é apenas um instrumento de reprodução para interpretar as ideias, mas sobretudo o intrumento que dá forma às ideias, guiando a actividade mental do indivíduo, para a análise das impressões e dos pensamentos, conhecimentos do real. Se, por um lado, aprendentes mais novos demonstram ter maior capacidade em relação à pronúncia, por outro lado, aprendentes mais velhos têm níveis mais elevados de aquisição de uma língua, no que concerne o sintáctico e o semântico, tendo uma capacidade maior para activarem estratégias cognitivas e metacognitivas mais eficazes.

Em certos parâmetros a capacidade da linguagem é universal, ora vejamos no que respeita as funções de comunicação e de representação, nas quais há certos traços específicos, marcas deixadas em textos ou em conversas que resultam de situações de comunicação verbal em diferentes comunidades linguísticas.

A actividade linguística é também discursiva, pragmática, aliada a uma relação de interlocução, entre interlocutores que constroem o sentido, marcando a actividade verbal e linguística. Assim, cada língua possui o seu estilo interactivo, até pelo grau de intercompreensão com outras línguas, de outras comunidades linguísticas, de outros falantes, de outros interlocutores. Logo, é um caminho que se depreende entre o aproximar de línguas, de semelhanças, diferenças que se edificam no raiar da aprendizagem de uma nova língua. É nessa aprendizagem que se aceita a diversidade, na construção de um novo reportório linguístico de uma nova identidade sócio-linguística.

Como fenómeno social, a língua é pertença de uma dada comunidade que admite as suas convenções, modificando-as, fazendo evoluções criteriosas, sendo meio de comunicação, de partilha e construção de sentidos, veículo cultural, de acesso ao mundo. Como disse Virgílio Ferreira, autor P “A língua é o lugar de onde cada povo vê o mundo. Da minha língua vejo o mar.” Mas ressaltam inúmeras questões, por exemplo a visão de um mundo proporcionada por uma língua falada

por um povo, ressurgindo tipos de variação, usos diferenciados, condutas sociais determinadas por uma comunidade linguística, mas igualmente a existência de sistemas linguísticos individuais (idiolectos). Neste aspecto é de salientar a pragmalinguística que estuda as implicações sociais e etnográficas de um comportamento linguístico situado num determinado contexto.

A língua é em si própria reflexiva, auto-referencial, pois constitui um instrumento que permite descrever e tornar compreensíveis as actividades, os quadros comunicativos em que se desenrola a interacção verbal.

A língua é uma forma de linguagem, não é apenas um conjunto de sons produzidos por um aparelho fonador humano, mas igualmente o produto de convenções, normas sociais e linguísticas estabelecidas entre utentes, permitindo uma construção linguística, rica em sentidos e significações.

A escola ao pretender partir da personalidade do aprendente, vai tornar a sociabilidade, uma necessidade da vida. O homem é como uma célula social, civilizado, pertença de uma dada sociedade. Deste modo, a escola torna-se uma comunidade em miniatura, na qual cada cidadão é um homem que age consciente e livremente. A sociabilidade aprende-se, praticando-se. Sendo o cidadão um agente livre e consciente, e a escola activa, espaço de libertação criativa e de utilidade para o aprendente, consegue-se fazer sucessivas aprendizagens na escola ou fora dela, de índole pessoal e grupal.

A cultura deve, assim, ser entendida mediante parâmetros diversificados, por exemplo a cultura oficial revela-se como as crenças, os comportamentos, os valores característicos de um determinado contexto, sofrendo diversas representações.

“A especificidade do sistema linguístico do grupo social a que pertencemos e o uso que dele fazemos identificam-nos com o grupo de pertença, na medida em que cada grupo, mais alragado ou mais restrito, gera um discurso particular, partilhado por todos os elementos que o integram.” (Sim-Sim, 1998: 30)

A cultura do meio é a cultura do bairro, das associações, dos grupos, da família. A cultura organizacional da instituição escolar pode ser particularizada apenas no estudo da cultura de escola. Aqui importa definir a cultura organizacional de cada

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grupo-turma, perfis dos agentes envolvidos, espaço e situação social, e modelos comunicativos nela dominantes.

A escola tem, deste modo e reconhecendo como crucial a cultura do aluno, como função aperfeiçoar a vida social, na medida em que é inteiramente impossível educar um aprendente para um estado social fixo e determinado, assim sendo há- de dar à criança o domínio de si mesma, a independência, adaptando-se ao meio que a envolve, e que se vai modificando, utilizando essas mesmas modificações em seu usufruto pessoal e social, sempre que se justifique.

Com a doutrina da globalização “A escola há-de ser uma comunidade em

miniatura, uma escola embrionária: os Als colaborarão uns com os outros, ajudando-se mutuamente. Na verdade, só se aprende a fazer, fazendo (learning by doing); e, por isso, a única maneira de educar para a vida social consiste em praticar a vida social.” (Rocha, 1988: 64)

Sendo a essência do contexto de ensino/aprendizagem, a própria língua, é de referir que o professor e os Als observam, descrevem o objecto-língua, a fim de criarem condições que propiciem uma melhor apropriação do objecto observado, e o desenvolvimento da aquisição da linguagem, bem como o contacto entre línguas e identidades culturais.

O desenvolvimento da linguagem inicia-se num contexto restrito, com o alargamento social, e a entrada na escola, há um novo enquadramento linguístico. Havendo um desenvolvimento social, este propicia um desenvolvimento linguístico, a criança ouve falar e fala do que está a acontecer ou do que acabou de acontecer. Para o desenvolvimento do potencial criativo da criança, é fundamental o papel da escola na estimulação da linguagem, e daí o desenvolvimento da linguagem.

“O desafio da escola seria então construir pontes com os diversos contextos de aprendizagem, sem reduzi-los e classificá-los em acordo a uma única lógica e em oposição às muitas culturas que perpassam a realidade social.” (Gusmão, 2004:

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Neste contexto, a criança é um sujeito sócio-cultural, agente de experiência e de cultura próprias, produzindo o mundo em que está inserido, cruzando traços de

vida, gerindo situações de risco, envolvendo projectos de vida, projectos educativos, numa concepção de educação que a envolve.

A escrita inscreve-se de vivências pessoais e sociais, de valores, ideais, atitudes, expressões, emoções, ansiedades, frustrações, moldando estilos e usos, propagando singulariedades num mesmo espaço que é do “eu”, mas também do “outro”, dado o seu carácter social. São traços de vida em signos e símbolos linguísticos.