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Chapitre 2: Capteurs d’image CMOS pour les systèmes fortement contraints en énergie

C. La technique de double échantillonnage Delta (Double Delta

2.2. Bilan énergétique et techniques d’optimisation pour les capteurs d’image CMOS

2.2.1. Puissance dissipée par la matrice de pixels

doopouo que a fazia por fy , & p o r contem. Anathematizo ao peruerfo todo oBifpatloda Serra,cujoGouer h e r e g e N e d o r , & l e u s icquazei cõ nador até então fora. Acabado Q Ar todos feus erros; recebo o SantoCó cediago de fazer a profiífam,fe fobio cilio Ephefino primeyro de duzen- Iacob Caçanar da Igreja dePállurte tos padres, em que preíídio em no- que íeruia de lingoa,& interprete do em nome do Santo Pontífice Roma Syrtodo no-puipito da Igreja, & to- no,o gloriofo Sam Cyriilo Patriar- dos osCaçanares,&Chridáos fe aüé cha de Alexandria,quecõfeflb fer Sã taram dc joelhos : & l e o em alta voz to, & gozar deDeos&afsim cõfeílo clara,&didin£Umeme a meíma pro fer C.hrido noífo Senhor verdadeiro fiflara. Indo todos dizendo com elle Deos,& verdadeyrohomé,auendo em fua própria lingoa Malauar:& r.clle duas naturezas,Diuina,&huma ella acabada vieram os Caçanares nanúfòdiuinofupofto,&queaSa- húporhú,&chegandofeaoArcebif- cratifsima Virgem Maria Senhora po fe adernarão em joelhos: o qual noífafe ha de chamar , & h e r e a l , & lhespreguntauafedirtintamenteen verdadeiramente m ã y d e D e o s , & tenderão a profiífam da Fé, que fe ti reconheço a Santa Igreja Romana nha lido,& auião de jurar, & todos por mãy medra, & cabeça de todas os põtos delia, & fe a:,urauão íiuré- as Igrejas do Mundo,& juro verda-

mente, & de fua própria vontade Té deira obediencia,&fogeiçam ao San cõrtrangimentoalgum maisquepe- tifsimoPadre Papa PõtifíceRoma- ra defeargo de fuas cõfciencias, & fal no.fucceíTor de Sam Pedro,& Vigai

uaçam dc fuas almas,& por afsi o en ro de Chrido na terra, fem depende tenderem aquella fer a verdade. ciaalgúadoPatriarchadeBabylonia, A o que todos refpõderão, pondo a cõ o qual juro de nam ter comunica mão no MifTal,& Cruz,q por aquel- çam algüa,&prometo denam rece- les fantos Euangelhos, & por aquel- ber nefte Bifpado,Bifpo,ou Prelado Ia Cruz de Chrido, & finto Lenho fenam o que pello tempo mandar o que nellacdaua, em que puuhão fu« Santo Põtifice Romano,& a fsim cõ as mãos,confeflauão, crião, prome- feífo nam auer mais que húa fò Ley tião, & jurauão tudo oque naquelía de Chrido noíío Senhor,que prèga- profilíam fe continha,& de viuer,& ram osfagradosApodolos,&ferer- morrer naquella Fé, & promefla, q ro dizer que húa he a ley de Sam Pe fazião, & darem feu fangue, & vida dro, & outra a de Sam T h o m e , o q polia verdade daquellascoufas,fefof tudo cõfeflo, prometo juro a Deos,e fe neceíTario. E c ó ido lia cada hum aedafantaCruzdenoffoSenhorle- delles logo cõ a smãos podas no Mif fu Chrido , & a edes fantos Euange- fal, & Cruz hum papel que continha lhos.

os principaes artigos da profiflam Edando os Caçanares fazedoef- bretiemente referidos que dizia afsi. te juramétocada hum por fy em voz

Creo, & confeflo tudo o que cré, alta, que todos ouuião, aleuantoufe & confeíía a fanta Madre Igreja R o hú muytorico,& poderofo naSerra, mana,& tudo o que fe naquella pro- & validodo Rey deTurubnüe, & fe fiíTarn da Fé(que fe agora leo,que to apartou com algua gente stè íetenta d a o u u i , &didintamenteentendi) homésaoalpendre da Igreja,aque

Capitulo vinte

accdiologo outra muyta, & come- çou a fazer hú tumulto,que parece q cahia a Igreja com gritas, & conten das. O que ouuindo o Arcbifpo,e q fe perturbaua a Igreja,parecendolhe que era algü aleuantamento contra a profiflam da Fé,que íe eftauafaze- do,chamou algúsChriftãos dos ma- is honrados,a que tinha encomenda do apaziguar os outros, & lhes man dou,cj foííem faber (obre q era aquel la contenda,& os apaziguafle.TroU xerão reporta,q a contenda era, que

poisos Chriftãos dauãoobediencia ao Papa, & aos Biípos Portuguezes q elRey de Portugal as tomaííe de- baixo de fua proteição, & os liurafle dos tributos dos Rcys Gentios,e for ças qlhefazião.emefpecialdehúa q tinha inuentadoclRey de Còhim, q outros Reys ja imitauão de entrar em partilha na fazéda dos Chriftãos por morte dos paes,como filhos ma is velhos, a cujotitulo lhes roubaua quafi toda a fazenda, quelhe ficaua. A tenção do Caçanar,q moueo ifto, fe entendeo nãofer boa,e querer per turbar o auto do juramento,eobedi- encia,e as coufas do Svnodo,tornou lhe o Arcebifpo a mandar qentraífé pêra dentro, e logo fatisfaria ao que pediáo,& acodindo todos os Chrif- tãos, os fizerão vir, & o Arcebifpo lhes difle que fe aquietaíTem,que aca bada a profiflam da Fé, lógoenten- deria oo que pedião, & defte pare - cer forão logo quafi todos os da C õ

gregação: com o que foy o auto por diante, & omefmo Caçanar vendo, que lhe não faina bem do partido,& a conformidade de todos,veyo pro- feflaraFécom osm .is quenacon*

téda o tinhão feguido,apoz os Caça nares vierão os Diáconos, q fe acha- rão prefentes, & apozçllesos Sub-

O

diáconos,& logo osChamazes de or dés menores,e apoz elles os eley tos, e procuradores dos pouos cada hii porfeu pouo, & logo todos os ve- lhos,que fe acharão prefentes, & to- do pouo junto , aísim dos morado - resdoDiamper, como dosqueti- iihão vindo de fora a ver o aUto do Synodo* á que fe ajuntou grande co- pia de gente; no que gaftou o Arce- bifpo em tomar efte juramento,&no mais officio.fete horas & mea,reuef- tidoem Pótifical cõ o Miílal,& Cruz nos joelhos, que foy o numero dos q jurarão chamados a Synodo,afora o pouo de Diamper,e os mais que qui ferãovoluntariamente vir, & afora os Diáconos,Subdiaconos,& de or- dés menores,oytocentos& treze, cõ uem a faber, cento e cincoenta e treS Caffanares, feis centos, & fetenta &. humeleytos , & procuradores dos pouos.

Acabada a profiflam,fe leo hum de- creto , porque fe mandaua, q todos osCaçanares,Diáconos,e Subdiaco- nosdo Bifpado ,quenam auiãofido prefentes ao Synodo,fizeíTem a tnef- ma profiflam da Fé, nas mãos do Ar cebifpo,quando fofle vifitando as I- grejas, ou a pefloa , queelleperaiflo deputaflc,& todos aísinafíem nas par tes a que nam foffe,fua profiífam , & lhe mandaflem afsinada. E afsimais quenenhum folfepromouido aor- dés facras , nem a Vigayro de algüa Igreja dahi por diante,fem fazer a dí. ta profiflam, Apoz cite decreto fe lerão outros importantes,& logo pe ra o Arcebifpo fatisfazer á petiçatn dos Chriftãos chamou ao Capitão de Còchim Dom Antonio de N o r o nha, & a Cidade que eftaua junta em Tribunal,&vendo todos,com muita reuerencia diante delle, lhes difle q aly

Liurofrimeyro,

aly lhe cmregauacs Chriftãos deS. Thome todos )a íbgeytos i Santa I- gre)aRomana,anathcmatÍ7.ando to- dos os erros em que até então viuia, & obedientes ao Papa,& Sümo Pon tificc Romano, Vigayro de Chrifto na terra, & como taes os tomaflem em nome da Mageftade delRey dc Portugal fcu Senhor debaixo de fua proteição,& emparo, como protei- t o r , 8í defenfor dc todos os Chrif- tãos Catholicos das partes da índia, & todo Oriente, falua fempre a fo . geição,& vaílalagem, qellesdeuião afeusReys, & Senhores naturaes, cujos vaílalos erão nas coufas q nam locafsé naley dcXpoN.Senhor&na obediencia da Igreja, &íêus Prela- dos,cõforme afua obrigação, & a Te- us antigos priuilegios conferuados fempre por todos os Reys do Mala- uar,o que o Arcebifpo explicou,por fatisíazer aos Reysq fe fiauão ínuyto defta vnião,& do Synódo. E tinhão

muytos delles efpias,e ainda Teus Re gedores no Diamperperafabero q paflaua, em efpecialelRey d e C ò - chim , q tinha aly fcu Regedor mòr pera efte cífeyto,com outro que pri meyropera o meímo tinha manda- do porque lhes parecia que queria o Arcebifpo fazer aos Chriftãos vaíla- los delRey de Portugal, & afsi cha- mauào acrifma que o Arcebifpo da- na em todas aslgrejas,ferrete dePor tuguez. A o que Dom Antonio dc Noronha Capitão deCochimcom muytas lagrymas, eftando de joe- lhos dianre do Arcebifpo fem nunca fe querer erguer juntamente com a Cidade,& mais fidalgos,que tinham vindo deCòchim,diffequeelleem nome deRey de Portugal íeu Senor com os officiaes daquella Cidade q eftauão preícntes,tomauão lodosos

Chrifiãos de SamThonie,& cada hQ delles,fuaslgrejas,& feus bazares, & pouosdebayxo de feu emparo, & proteição nas confas que tocaífem a iey de Chrifto Senhor noflo, & nos fauores da Chriftandade, pois ja el- les,e osPortuguezes todos erão hüs vnidos na verdade de hüafò Fé Ca- tholica, fogey tos a hum Prelado, & ouelhas de hum paftor, o Santo, & Sümo Pontífice Romano, Vigayro de Chrifto na terra, de que logo fe paíTou hüa obrigaçam afsinada pello Capitão,& polia Cidade que o Arce biípo entregou ao Arcediago, & a quatro Chriftãos principaes pera fe guardar no archiuo deAngamalle, cabeça do Bifpado, o que foy muito feftejadode todos,& os Chriftãos fe edificarãomuyto deveravenerabi lidade da pefíba,& càns de Dom An tonio com nome que tinha por to* dos aquellesReynosdo Malauar.af- fentado em joelhos diante do Arce- bifpo cõ toda a Cidade fem fe que- rer erguer, o que lhes fez grande cõ ceito da peífoa,& dinidade do Arce bifpo,& aproueitou muy to pera a o bedienciade tudo, o q lhes mandou no mefmoSynodo. N o cabo de tu- do deitou o Arcebifpo a benção ao pouo cõ muytas lagrymas de alegria luas,&de todos os circundantes,aísi Portuguezes, como naturaes, ven- do feyto cõ tanta paz,& cõcordia, o que tam pouco fe efperaua, & tanto auia que fe defejaua. Cõoqueíe cõ- cluio afegundaaccãodofegúdodia do Synodo, & íerecolheram todos ás tres horas depois do meyo dia cõ muita alegria,& vniãoquebem pare cia fer obra do ceo a que fe tinha fey t o , & muytosChriftãoshiãodizen- do pello Arcebifpo, efte homé tem grande dita, & tudo o em que puzer a mão

Capitulo XXI.

3 mão, acabara, pois pode fazer o q nenhíi outro pos em effeyto, & po- de mudar fò em hüahora,o que tan- tos annos auia que nofíbs antepaffa dosguardauão.

Nam fe tinha bem o Arcebifpo re colhido, quando chegou oRegedor mòr dclRey de Còchim com mof. tras que vinha vifitar, & na verdade pretendia fabero que paliara no Sy- nodo, ena obediencia qneosChrif- tãos tinham dado ao Papa o que en- tendêdo o Arcebifpo lhe difle.Que diffeíle a clRey que fe nampertur- bafle,& defcançaííe, que naquelle a- juntamento fe nam trataua coufa al- güa cõtra Seu feruiço, fenão das cou fastocantes aley dos Chriftãos,&<!} entendeffe,que núca teria milhores, & mais fieis vaífalosnos Chriftãos do feu Reyno, que quando melhor guardaflé a ley de Chrifto noífo Se- nhor,porq ella mefma obrigaua a tu do o que era jufto,& arrezoado, & a fertrir aos Reys,no q fe nam encon- traífe com ella,cõ toda a verdade,& fidelidade q nas coufas da mefma ley nam tocaífe,porq por cilas erão obri gados a dar o fangue,& vida, & não reconhecer obediencia a Senor, ou Rey algii por ferem contra os man- dados doutro Rey,& Senhor maior. Q u e todos no mais de feu feruiço não faltarião hú fò ponto.Do q oRe gedor moftrou muyto contentamê- to, dizédo q ja difto o tinháo infor- mado muitos vallalos delRey, q na- quelle ajütamétoeftauão,offerecen- íe a ficar ali os dias q oArcebifpo qui feffe, pera o qfoífenecefiario, o que elle nam quis coníentir, dizédo que não auia pera cj,que baftaua o outro Regedor q elRey aly tinha, néerão dias peja fe poder tratar mais nego- cios,que os dos Chriftãos.

7* C A P I T V L O XXI. Em que fcprofegiteoqutfepjjjoK no Sy

nodo do Ditmpir.

A

O terceyrodia doSynodovi nha per ordem tratarí'c da ter- ceyra Acção, das coufas da Fé , & como nellafeauião de declarar, & reprouar todos os erros, &hcregi- as que corriam na Serra, & o Arce- bifpo declaraua os decretos ao po- uo todo,dando rezam dellcs, a que também aísiftião todos os Portu-

guçzes : Vendo os Caçanares, & Chriftãos, que o Arcebifpo tinha ef- colhido o terceyro dia pera a coníul- ta particular, em que fc auião dc pu- blicar aquelleserros diantedetodos. Pejandofe difto, pediram lhe que na quifefle tratar das coufas da Fé, na- quelle dia, fenam dia de Sam Ioão, que era dahiadous dias namefma fomana, em que fabião que o Capi- tão com todos os Portcguezes eíia- uão concertados de hir feftejar a fef- ta do gloriojo Sam Ioão da hi a duas legoas,ein hüa Igceja do Santo dos mefmos Chriftãos de S.Thome em Paru pequeno,porque fe corrião dos Portugnezes verê os erros cm q até entám auião viuido, concedeulho o Arcebifpo afsi, dizendolhesque lhes tinha muito a bé pejaréfe dos erros paflados, donde viram com quanta rezam dizia o Apoftolo Sam Paulo, falando alsim dos erros da F é , co- mo dos dos cuftumes.q fruito tiraf- tes das coufas deqvos agora correis, cujo fim he morte, & confufam, & afsi ao terceyro dia,dizédo primeiro MifTa,& as orações de Pontifical fe tratou da festa acção na ordem do Synodo dos Sacramentos do Baurif- mo,& confirmação deixado a mate

Liuro Trimeyro,

ria do terceiro ga o dia de S.Ioão co mo tinhão pedido, dando primeyro a doutrina dc cadafacramcto,e apos cila os decretos pertécentes aelle,& como auia muito q fazer, & a gente muita,q fená podião ter, ordenou o Arcebifpo,q feajútaffé polia menhã, das fete horas ate às onze, & á tarde das duas,até feis,o q fe gardou todos os dias até o cabo do Synodo: quan do fe lião os decretos,le aleuãtauão algos Caçanares, ou procuradores dos pouos.e punhão algüas duuidas, ao q o Arcebpo íatisfazia,&moftra- ua q folgaua de /e trataré aqllascou- fas é publico, pa fe lhes fatisfazer, & não pelloscãtos, onde nam achauão quélhcsrefpõdefle.Ajudauãno nifto logo leis homés principaes de muito relpeito, e muito nomeados na Ser- ra, aqué o Arcebifpo tinhaencomé. dado em particular a qüietaífé os ou tros,fazédo dellescõfiança,&tendo os em todas as coufas como feus cõ- felheiros cõ q os muito obrigou, & deulheDeos tal graça ga ifto,& im- primio nos outros tal reuerécia,a ef- tes feis homés,q comofc elles erguiã & dauão rezões, ecófirmauão o q o Arcebifpo dizia,todos fe aquietauão & aprouauão,o q fe dizia. O q vedo algiis Caçanares,o nam poderão fo- frer,& fe forãoao Arcebifpo,dizédo . q nam era jufto, q aqlles homés fecu lares tomafié a mão a todos,& falaf- femem todas as matérias eftando ali tantos facerdotes,aquéaquillo mais pertécia,q lhes mandaíle,nam falaíTé na cõgregação.Aoq refpõdeo como íelhes nã tiueraencomédadoaqlle officio, Q u e feleuantaííem primei- ro os facerdotes,& difleísé o qente- dião, & q entre tanto elle lhes man- daria q fe calaffé,mas tolherlho q era encõtrara licéçà q a todos tinha da-

do,de dizeté na cógregaçãooqlhes pareceíTe,& a liberdade có q chama- ra os ^curadores dos pouos, & feria agrauar a homés tão hôrados velhos tão eítimados, & venerados na Ser- ra,& de tão bõ juizo, à q todos diffe rião tanto.-alé deferécleytosper,p- curadorcs dospouos,poronde tinhã liberdade de requereré, Si falaré o q lhes pareceííe : çõoqceílouamur- muracam dos bós velhos, & o Arcc bifpo lhes fez depois muitas horas,e lhes deu muitos priuilegios naChrif- tandade, & fepulturasmuytohõra- das em fuas Igrejas pera fy,&feus de cendétes,qelles muito eítimarão,fé do principal o premio que por tam fantaobra terão no Ceo. Cõcluifle efta terceira acção em vinte decre- tos fobre as coufas tocãtcs aos facra métos, do Bautiímo,em q auia mui- to q reformar,& da confirmação,de q nam tinhão noticia, afora as dou- trinas dosmefmosfacramentos.

Nefte terceiro dia aconteceo hüa coufa notauel,& q quando fe foubc, confirmou muito a todos os prefen tes na verdade da fé,q fe no Synodo enfinaua.e naobíeruanciadosdecre tos q nelle fe determinauã, & foy q como nunça faltão muitos q figão o bãdo doDemonio,efejã feus minif- tros nos males,q defejafazer,auia al gús no Synodo tão afferrados a feus erros,q pofto q viãoclatamcte a da reza delles,& a verdade do que lhes o Arcebifpo prégaua, abraçada ja por todos os mais, com tudo inftiga dos pello ttiefmo Demonio fe refol- ueram a perturbar o Synodo , & di. zer publicamente,q era falfo quanto fe nellc dizia,& q nam querião dey- xar a ley de S.Thome.nem os cuílu mes antigos, em q íe criarão, né dar a obendiencia a outro, fçnam ao Pa - triacha

Capitulo XXI.

triacha de Babylonía a q.elles,& fc- us auos fempre a tinhão dado, o que proteftarão que todos os pouos da Serra.Refolutos nifto,fizcráofua cõ fulta,&fe refolueráo de entrar na cÕ gregação cõ efte ptotefto, dando as mãos.hús aos outros de fe nam falta rem no fauor,&ajuda,& todos fala - rê cõ liberdade,começando hü mais atreuido q pera iffo efcolheráo, cõ o q cheos de húa fúria infernal, entra- rãocõ grande paixão, & Ímpeto no

meyo da cõgregaçãos& querédo fa-

lar podo os olhos no Arcebíído, a q auiãç» de dirigir fua pratica q eftaua reueftido em Põtifica!,cõ Mitra , & Bago na mão em todos os autos Sy- nodaes,pa lhe fazer maior magefta- de,& reueréciaaelles, vendooeftes nefta forma,c rodeado de tcda aqlla cõgregaçá de facerdotes, e íeculares eleitos dos pouos q todos vnidoscõ ellc, o eftauão ouuindo cõ muita re uerécia,tal medo lheposDeos nosco rações, eafsi os atimorizou,q fem po derem falar palaura,como mudos fe tornarão a fair ga fora , & lá cõ noua raiua cõtra fyjpprioSjpor q não fize- rão o qdeterminauão,fe tornarão a esforçar cõ noua determinação,e en trarão outravez na Igreja,& ê queré do falar ficarão como deprimeyro, cÕtalpauorcomofe aly vifleacefas as fugueiras é q por fua heretica per- tinácia auião logo de fer queimados. E durando nefta profia contra Deos dous dias; com o cõtra elleninguépo depreualecer.ehe duro como omef mo Sõr diffe. Reflftir ao aguilhão q pica,pafmados ao 3. dia de fua rebe- lião do q em fy tinham vifto cairam nacõta de feuerro,&dififtirã de feus danados intétoscõuertendofe áver dadeda Fè Catholica confentindo.e aprouãdotudooqnoSynodo fede

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cretaua, cõfefíando publicaméte fua culpa,e dizêdo a todos o q naquelles dias lhe auia acõtecido.O q efpantã- dofe por todos,ficaram mais confir- mados na FèCatholica,q tinhão pro fefTado,& na obediencia da S. Igreja Romana,q tinhão dado,o qtambê a cõreceo muitas vezes cõ outros re- beldes psllas Igrejas q o Arccebfpo hia vifitãdo nostépos em q exercita- ua os autos põtificaes,como a diante nalgüs lugares veremos, o que tudo Deos fazia viando de mifericordia com eftes pobres Chriftãos, pera os tirar de íeus erros,e os encaminhar no caminho de fua faluaçam.

A o quarto dia fe^feguio a maté- ria dos facramétos,efetratou naquin ta acçãopella ordé doSynodo,e quar ta das q fe celebarãojdo facramento da Euchariftia, & do S. facrificio da Miíla, é q fedeu ordé ao modo q os Xpaos tinhão em cõmügar sé fe cõ- fciíaré,e a comunhão dos enfermos, e afsiíe alimpou a miiTa em Caldeo (q fe dizia noBpado)de muitos erros e blasfêmias de q eftaua chea,de mui tas cerimonias ímpias,mftiruidas j>a declararerros, q tinhão no diuino fa cramento,com ono Synodo fe pode ver,põdofe as coufas do facramento da Ecchariftia cm noue decretos, & as do facrificio da MiiTaem quinze.

Logo à tarde fe celebrou a fexta acção dos facratnêtos da Penitécia,e Exrremavnção tratandofe muy de uagardofacramétoda Penitécia,& da obrigação q a elle tinha opouo fi- el pella muita neceisidade q entre ef

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