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Public and External Functions

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4 Defining and Using Functions

4.4 Public and External Functions

A injeção miscível de CO2 foi simulada com a variação da vazão de injeção com valores

de 10.000 m3std/dia, 20.000 m3std/dia, 30.000 m3std/dia e 50.000 m3std/dia por poço injetor.

Essas vazões são relativamente baixas pois o gás é altamente compressível e é possível injetar grandes volumes desse fluido em um tempo curto. Foram utilizados esses valores somente para

se ter uma ideia inicial de como o CO2 se comportaria no interior do reservatório. A Figura 5.4

demonstra as curvas de produção acumulada de óleo para as injeções com as vazões mencionadas e também para a recuperação primária, sendo possível perceber uma melhora

significativa da produção com a injeção de CO2 em relação à recuperação primária.

Figura 5.4: Comparativo da Produção Acumulada para a Injeção Contínua de CO2 e

Recuperação Primária.

FONTE: Autor (2019).

Na Figura 5.4 todas as quatro curvas de produção acumulada com a injeção de CO2

sendo que a injeção de CO2 com uma vazão de 50.000 m³std/dia por poço alcançou uma

produção de aproximadamente 3 milhões de m³std. Esse resultado evidencia que a aplicação de um método de recuperação traz um aumento relevante para a recuperação de óleo.

Já na Figura 5.5 é possível observar as curvas para as vazões de produção de óleo pelo tempo. A observação dessas curvas fornece a ideia de como é produzido o óleo nesses casos, sendo que nessa situação todas elas iniciam de forma constante em uma vazão máxima e depois decaem.

Figura 5.5: Vazão de Produção de Óleo na Injeção de CO2.

FONTE: Autor (2019).

Para analisar como o CO2 age no interior do reservatório e também para verificar a sua

miscibilidade no óleo, é necessário observar a Figura 5.6 que mostra a diminuição da viscosidade do óleo ao longo do tempo. No lado esquerdo da figura estão os mapas para a viscosidade do óleo com 5 anos, 10 anos e 20 anos de produção respectivamente, já o lado

direito da figura corresponde aos mapas da fração molar de CO2 no óleo para as mesmas datas

que a representação anterior.

Observando a Figura 5.6 percebe-se que as áreas do reservatório que apresentam uma

diminuição da viscosidade do óleo coincidem com as mesma áreas onde o CO2 está

causando a diminuição da viscosidade do mesmo. Vale ressaltar que as ilustrações abaixo

correspondem a injeção de 10.000 m3std/dia de CO2 por poço.

Figura 5.6: Representações do Reservatório na Injeção Miscível de CO2 com vazão de 10.000

m3std/dia.

FONTE: Autor (2019).

Para efeito de comparação foram desenvolvidas representações do reservatório

semelhantes às anteriores com uma vazão de injeção de gás de 50.000 m3std/dia por poço, para

as mesmas datas de 5, 10 e 20 anos de produção. Na Figura 5.7 é possível ver essas

representações que compreendem os mapas para a fração molar de CO2 no óleo e para a

viscosidade do óleo. Ao analisar esses mapas é possível ver que com o aumento da vazão de

injeção de gás a área que representa a fração molar de CO2 no óleo aumenta de forma relevante,

consequentemente diminuindo a viscosidade de um maior volume de óleo.

Figura 5.7: Representações do Reservatório na Injeção Miscível de CO2 com vazão de 50.000

m3std/dia.

FONTE: Autor (2019).

Verificando as duas figuras – Figura 5.6 e Figura 5.7 – é notório que com o aumento da vazão de injeção de gás, esse fluido conseguiu atingir um maior volume no interior do reservatório conseguindo assim diminuir a viscosidade de um volume maior de óleo e consequentemente uma melhor produção é alcançada pois uma quantidade superior de óleo foi deslocada com mais facilidade para o poço produtor.

Já que o aumento da vazão de injeção de CO2 se mostrou importante para o aumento da

produção de óleo, foram realizados testes com maiores vazões de injeção para tentar encontrar

uma vazão de injeção de CO2 que forneça os resultados mais relevantes.

As novas vazões variadas foram de 100.000 m3std/dia, 200.000 m3std/dia, 300.000

m3std/dia, 400.000 m3std/dia e 500.000 m3std/dia por poço. As curvas de produção acumulada

de óleo para as referidas vazões de injeção estão na Figura 5.8.

Figura 5.8: Produção Acumulada de Óleo para Injeção de CO2 com altas vazões.

FONTE: Autor (2019).

Na Figura 5.8 é permitido concluir que o resultado foi similar ao obtido anteriormente, ou seja, quanto maior a vazão de injeção de gás maior também foi a produção acumulada. Porém percebe-se que a curva em preto tracejado que representa a produção com uma vazão de injeção

de 500.000 m3std/dia por poço, alcança um valor de produção acumulada menor do que o

esperado, isso porque a diferença entre essa curva e a anterior, representada na cor verde, é a menor entre todas as curvas. Para facilitar a visualização desse resultado foi gerada a Tabela 5.1 com os valores de Óleo Recuperado (OR) para cada um dos 5 casos.

Tabela 5.1: Óleo Recuperado para a Injeção de CO2 em 20 anos.

Vazão de Injeção de CO2 por poço (m3std/dia) OR (%) em 20 anos 1 100.000 27,1 2 200.000 42,8 3 300.000 50,5 4 400.000 56,2 5 500.000 59,6 FONTE: Autor (2019).

Na Tabela 5.1 é possível observar que a diferença entre os valores de óleo recuperado dos casos 5 e 4 é de aproximadamente 3,45 pontos percentuais, a menor diferença em relação aos outros casos, por exemplo a subtração entre os valores de óleo recuperado dos casos 3 e 2 é de aproximadamente 7,65 pontos percentuais. Por isso, para confirmar qual seria a vazão de injeção que oferece os melhores resultados é necessário investigar o motivo desse menor incremento mesmo com o aumento considerável da vazão.

Com esse intuito foi elaborado o gráfico da vazão de injeção de CO2 ao longo do tempo

com o objetivo de constatar se a injeção de fluidos continuou constante durante todo o tempo

de produção. A Figura 5.9 apresenta as curvas das vazões de injeção de gás (CO2) dos 5 casos

anteriores.

Figura 5.9: Vazões de Injeção de Gás para a Injeção Contínua de CO2.

FONTE: Autor (2019).

Verificando a Figura 5.9 percebe-se que somente uma curva não é constante em todo o

tempo de produção a qual representa a injeção de CO2 com 500.000 m3std/dia por poço.

Conclui-se então que a injeção contínua de CO2 com essa vazão não teve sua injetividade

totalmente eficaz.

A vazão de 400.000 m3std/dia por poço que totaliza 1.600.000 m3std/dia, foi

com que a produção acumulada passasse dos 10 milhões de m3std e não apresentou problemas de injetividade. Entretanto é necessário analisar o comportamento da pressão média do

reservatório para verificar se realmente a vazão de 400.000 m3std/dia consegue pressurizar o

reservatório de maneira eficiente. Logo foi gerada a Figura 5.10 que mostra as curvas de pressão média do reservatório em relação ao tempo.

Figura 5.10:Pressão Média do Reservatório para a Injeção de CO2.

FONTE: Autor (2019).

Como pode ser constatado ao ver a Figura 5.10, a curva que representa a pressão média

com uma vazão de 400.000 m3std/dia se manteve praticamente constante até aproximadamente

um pouco mais de 8 anos e depois caiu como todas as outras, o que torna interessante considerar essa vazão como a de melhor resultado, já que essa vazão ofereceu a manutenção da pressão do reservatório durante um período maior de tempo em relação às vazões menores.

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